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História A esposa virgem ( Betty , en nova york ) - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Eu não ia posta , mas uma amiga minha insistiu muito e como eu sou boazinha , né kkkk

ESSE CAPÍTULO TÁ INCRÍVEL!!!
QUERO VER VOCÊS COMENTANDO, HEIN!

Boa leitura 😙❤

Capítulo 13 - Capitulo 13


Beatriz narrador...


Sacudo a cabeça e olho novamente para saber se não estou vendo miragem.

Mas a figura bem alta e de cabelos pretos jogados para trás de forma metida, vestido em uma camisa branca que o deixa elegante demais para o ambiente, está ali e parece muito confiante com os braços fortes apoiados em cima da mesa coberta por uma toalha de plástico de pimentões grandes vermelhos e verdes. Sei que está sentado desajeitadamente em uma cadeira nada confortável de madeira. Isso fica mais evidente quando ele se remexe no assento, provavelmente aliviando a coitada da sua bunda que nunca foi obrigada a se acomodar em algo tão duro e desconfortável por muito tempo. Ver o cavalo selvagem em minha cozinha, em plena noite de segunda-feira, me faz ter certeza de que não estou tendo visões no meio do deserto do Saara. Não, com certeza não sou a Cleópatra, que tem um monte de súditos prontos para acatar suas ordens e um exército de homens apenas esperando um mínimo olhar seu, torcendo para ser seu novo amante. Continuo sendo Beatriz, a pobre sem sorte e que arrumou um babaca para noivo. Um silêncio quase massacrante toma conta do lugar, acho que se nos esforçarmos um pouco, conseguiremos escutar as moscas batendo as asas ou quem sabe até o som de um pingo d’agua caindo do chuveiro do banheiro do vizinho. Vejo o maxilar quadrado do cavalo se mover e sua boca se contorcer em linha fina e sorrio para ele, que não desfaz sua expressão pesada. Aposto que não gostou nada de ter recebido minha mensagem dizendo que hoje era o dia de conhecer sua querida sogra, afinal, não poderia me casar com um homem sem antes apresentá-lo para dona Júlia. Sem falar que ela parecia uma delegada fazendo milhares de interrogatórios, desde que eu tinha voltado para casa depois das compras. E o mais difícil foi explicar minhas novas e chiques vestimentas.

Remexo-me na minha própria cadeira. Alguém sabe como apresentar um namorado rico para a mãe? Se souber, por favor me ajude, pois não sei o que fazer, ainda mais quando a miro e percebo seu olhar confuso para nós. Dou um suspiro alto, chamando a atenção de dona Júlia. Sei que ela não acreditou na minha historinha. Antes do Armando chegar, tinha resolvido avisar sobre meu namoro para que ela não fosse pega de surpresa. Basicamente, contei que eu tinha conhecido um homem maravilhoso, que o amor tinha nos pegado de jeito e que uma paixão avassaladora tinha nos dado uma rasteira, fazendo-nos cair um na graça do outro. Bem, ela acredita em amor à primeira vista porque é uma romântica incurável, mas eu estava sendo otimista demais em achar que ela acreditaria que um homem abastado como ele iria ao menos olhar em minha direção, quanto mais se apaixonar por mim. É. Com certeza isso era muito difícil de acreditar. Porém, tive que arriscar e tentar fazê-la acreditar, pois se ela suspeitar que estou entrando em um casamento falso só para ajudar nossa família, é capaz de ela nunca se perdoar por sua incapacidade financeira e se lastimar por ser uma mãe ruim. Nem eu me perdoaria pela perda da minha moralidade. Não queria deixar minha mãe de coração partido, mas também não a podia deixar sem teto. Isso nunca.

Mamãe tinha se recusado a se sentar e está de pé, numa postura defensiva. Ela cruza os braços na frente dos seios e me encara. Caralho! A bendita pose de abre o bico e conte agora o que isso significa, antes que eu a faça falar na base da chinelada, vou contar até 3. Mas, pelo o tanto que conhecia, sabia que ela já começaria a contar no próprio 3.

— O que esse doutor faz aqui? — dona Júlia pergunta, já adiantando se a qualquer um de nós dois. Ela se vira na direção do meu noivo, claramente sem associá-lo ao homem da minha história.

— Mãe...

— Senhora Júlia, estou certo? — Meu noivo panaca me interrompe, sua voz rouca fazendo eco em minha cozinha. — Me chamo Armando e estou muito feliz em estar aqui esta noite para oficializar meu relacionamento com sua filha. Com muita honra, digo que sou o namorado de Beatriz.

Paft! Suas palavras são como um chicote no ar, vindo diretamente na minha direção. Merda! Aturdida, começo a sentir a tensão do lugar, minha mãe parece que levou um choque e está com os olhos esbugalhados, sequer deve piscar. Sinto o estômago se revirar com o pânico que sobe por minha espinha dorsal, enquanto o maldito tem uma sobrancelha levantada e um sorriso cínico. Com certeza deve estar se vingando da minha apresentação ao seu papaizinho. Até posso ler em seus lábios: está ferrada.

Cacete! Se ele for devolver tudo, então estou bem lascada. Meu alerta vermelho de vai dar merda apita alto dentro da minha cabeça. Mamãe se vira para mim novamente e abre a boca por duas vezes antes de conseguir falar direito:

— Esse é o rapaz que você conheceu?

— Bem, sim, mamãe. Esse é homem de quem falei mais cedo, é meu Armando, meu amado namorado. Como disse, estamos apaixonados. — Engulo em seco, a mentira deslavada saindo da minha boca.

— E como conheceu um homem rico, Beatriz? — Sua pergunta me faz ter uma crise de tosse, pois, ao contrário do pai de Armando, dona Júlia  conhece bem minhas atitudes e sabe quando estou mentido. — Não sou cega e posso ver pelas roupas e especialmente pelo luxuoso carro parado na frente da nossa simples casa que ele não pertence ao nosso mundo.

O que davam às mães para elas serem tão desconfiadas? Tudo bem que a minha está no caminho certo, mas tudo que fazemos não está correto, segundo o manual delas. Ok, também tem a possibilidade de que estou sempre na trilha errada.

— A senhora tem razão — Armando fala com educação, fazendo-me olhá-lo rapidamente e me perguntar onde ele tinha deixado as ferraduras. Novamente, não parecia o selvagem que é. — Mas a senhora acredita em amor à primeira vista?

Plim! Plim! Plim! Sou capaz de escutar o som da campainha de bingo e vitória de Armando. O descarado acertou bem na mosca, o ponto fraco da minha mãe.

— Não vamos prolongar isso, querido — peço, controlando-me para não dar um salto sobre a mesa e cair tampando sua boca. — O importante agora é que já contamos para mamãe sobre o nosso relacionamento e o nosso grande amor.

— Faço questão, docinho — Merda! Parece que já vi nesse filme. — Senhora Júlia, eu achava que sabia o que era respirar, mas estava enganado. Assim que vi Beatriz, foi como se eu sentisse o ar em meus pulmões pela primeira vez. Como se só ali eu tivesse começado a viver. Imediatamente, me vi preso em seus olhos castanhos e não quis mais ficar longe do seu olhar. — Ele suspira, então alcança minhas mãos em cima da mesa e aperta-as forte, fazendo-me sentir sua palma fria. — Eu caí de amor como nunca imaginei ser possível. Sei que temos algumas diferenças, mas nada é obstáculo para nosso o amor. Não sei mais viver sem sua filha. Não desistirei dela e vou lutar sempre por nós.

Deus! Se eu não soubesse que era tudo uma farsa, até acreditaria em suas palavras. O infeliz parece um ator de verdade, até tem um sorriso nos lábios. Quando chegarmos ao final desse acordo, nós dois poderemos ser indicados a um Oscar.

Olho para dona Júlia e percebo ela que está com os olhos brilhando por causa das lágrimas não derramadas, por acreditar que a filha finalmente encontrou seu príncipe e agora viveria um conto de fadas. Tudo o que ela sempre desejou para mim. Novamente, a fria dor da culpa corre por minhas costas. O que eu falaria para ela quando tudo isso acabasse? Que o amor que se dizia forte tinha perdido força tão rápido quanto a ganhara?

— Está tudo bem, mamãe? — pergunto, quando a vejo se sentar rápido, e puxo minhas mãos das ferraduras de Armando.

— Está sim — responde. — Há quanto tempo se conhecem? — Ela o mira, ainda emocionada.

— Contando com o tempo que tive para amansar a fera da sua filha... — Ele sorri, o som enchendo o lugar. — Diria que mais de três meses.

— Tudo isso? — Então olha para mim com uma expressão acusadora, mas logo se volta novamente para ele. — Beatriz não tinha falado de você antes. Só hoje fiquei sabendo da sua existência.

— Mãe... — tento, mas novamente sou interrompida pelo charmoso mentiroso.

— Não acredito nisso, docinho. — Ele encena uma cara amuada. — Você tem vergonha de mim? Por que não disse nada para sua mãe do nosso amor? Acredito que também não revelou o nosso desejo de morar juntos em breve.

— Como? — A voz novamente em choque de mamãe toma conta do lugar. — Morar juntos?

— Sim, como eu disse. Não posso mais ficar longe de Beatriz. Ela é a chama que mantem minha vida acesa.

— Não sei se concordo com essa pressa toda. — Mamãe deixa escapar uma respiração profunda. — Minha menina é muito nova para sair de casa, ela sempre esteve comigo, nunca se envolveu com homem algum. Mas sempre sonhei que ela encontraria o amor verdadeiro, um homem que a protegesse e cuidasse bem dela.

— Tudo o que mais quero é fazer Beatriz feliz. — Mais mentiras saem de sua boca. — Quero ser seu mundo, assim como ela é o meu.

— Querido, não está tarde para o seu compromisso? — pergunto, querendo xingá-lo, mas esforçando-me muito para mudar de assunto. — Aposto que não quer chegar atrasado.

— Eu cancelei, docinho. — Sorri. — Sabia que não iria me perdoar por ficar apenas alguns minutos com você. Surpresa, temos a noite toda! Quer me acompanhar até meu apartamento? Isso se sua mãe permitir, garanto que você estará de volta antes das dez da noite. Meu próprio motorista a trará em segurança — ele fala, sorrindo, jogando seu charme fajuto no ar. Prendo meus olhos assassino em Armando. Será que eu seria presa por maus tratos aos animais se arrancasse o coração dele com minhas próprias mãos? Ou se raspasse sua crina brilhosa no zero e furasse seus olhos verdes? Ou se tirasse seus brancos dentes com um alicate de jardineiro e colocasse pregos em suas ferraduras?

Bem, eu poderia arriscar depois, pois tão certo quanto dois mais dois são quatro, eu me vingaria à minha maneira dessa sua afronta em minha casa.

— Ainda é cedo, filha, vá passear com seu namorado — mamãe diz, sonhadora.

— Então vamos, docinho? — ele pergunta, estendendo a mão para mim.

— Sim

Não! Tenho vontade de gritar, mas seguro minha chance de revanche. Nunca fui adepta da ideia de que vingança é um prato que se come frio. Acredito que faço parte do time bateu, levou.

— Senhora Júlia, foi um prazer conhecê-la.

Ele se levanta, ficando ao lado da minha mãe. Então pega a mão dela e beija o dorso, parecendo algum nobre do século dezenove, mas na verdade ele não passava do cavalo do cavalheiro.

— Espero que, na próxima visita, possa ao menos tomar um café — responde, encantada com o charme do delicado homem selvagem.

— Prometo que conversaremos mais na próxima vez. 

Então saímos da cozinha e, em menos de dez passos, cruzamos a sala onde meu irmão está em seu sofá — ele passa tanto tempo ali que o estofado já faz parte do seu corpo. Ele apenas acena quando dou tchau e saio apressada, sendo seguida pelo cavalo, que está prestes a perder seus dentes da frente Armando abre a porta de seu apartamento, deixando espaço para que eu entre. 

Caminho a passos duros até o centro da sala, preparando-me para a batalha que está prestes a acontecer. Ele fecha a porta atrás de si, então vem em direção a um móvel branco como se eu não tivesse ali, pronta para matá-lo a sangue frio.

— Tome. — Entrega-me um envelope, que pego com um olhar confuso. — Aí tem um cartão de crédito sem limites, um cartão de débito com informações de sua conta bancária, assim como as chaves do prédio e as senhas do elevador privativo e do cofre.

— O quê? — Abro o envelope e constato que, de fato, tem tudo o que ele realmente falou. Saco um cartão prata e vejo meu nome em relevo, escrito em uma coloração dourada.

— Para usar e fazer compras da forma que quiser — ele responde.

— Não quero usar seu dinheiro — falo, com um sabor amargo na boca. — Então acho desnecessário.

— Não é desnecessário, entenda que vamos ter uma imagem de casal, esse detalhe é importante em caso de emergência. Você verá que, quando for minha esposa, seu círculo de amizade mudará, as mulheres de meus sócios vão querer estar com você, então como explicarei que minha esposa não tem um cartão de crédito para usar como bem entender? Serei taxado como um marido ruim e insensível. Além do mais, está escrito no nosso acordo — ele explica. 

— Eu poderia muito bem arcar com minhas despesas, se tivesse um emprego — resmungo. — Afinal, quando poderei ter meu trabalho e ganhar meu próprio dinheiro? — questiono, querendo saber quando ele iria cumprir com o combinado.

— Ainda não sei a qual cargo se adequará.

— Posso muito bem limpar o chão, servir café ou até mesmo ser a menina que tira cópias ou recepciona. Não me importo que seja um cargo operacional, ou até mesmo braçal.

— Não vou deixar minha noiva e futura esposa trabalhar em um cargo baixo. Seria, no mínimo, estranho — guincha. — Como é formada em administração, talvez a coloque para ser analista em algum setor. Me dê dois dias e resolveremos essa questão.

— Espere. — Respiro fundo. — Como sabe a minha formação? Você investigou a minha vida?

— Isso é irrelevante. Agora temos outros assuntos para resolver.

— Porra nenhuma! — replico, olhando-o, dura. Mas ele me ignora, voltando a caminhar até o móvel novamente.

— Quero que use isso de hoje em diante.

Ele levanta uma caixinha azul diante da minha visão. Analiso o pequeno objeto de veludo, um nervosismo subindo por meu corpo. Até poderia tentar me iludir, mas sabia o que tinha ali dentro: o objeto que caracterizaria nossa união diante a sociedade.

— Espero que não pense que me ajoelharei diante de você. — Sua voz sarcástica ecoa na sala.

— Acho impossível você conseguir dobrar suas quarto patas, mas adoraria vê-lo se arriscar — devolvo suas palavras ácidas, com implicância. Ele balança a cabeça.

— Pois vai ficar querendo. — Ele bufa, irritado. — Pegue-o e use sempre, afinal uma noiva não pode andar sem a aliança.

Coloco o envelope no bolso traseiro do meu short jeans. Então abro a caixinha encontrando um anel dourado, um grande solitário, rodeado com um monte de pedrinhas brilhosas que refletem e fazem um jogo de luz em meu rosto, quando a iluminação atinge os brilhantes. Pego o pequeno arco em minha mão e pergunto:

— Quanto isso custou?

— Coloque-o. Faz parte de nossa farsa — desvia do assunto. — Falando nisso, domingo temos que comparecer em um jantar na casa dos meus pais. Vou aproveitar para apresentá-la à família como minha noiva. Será a nossa festa de noivado.

— Mas...

— Mas nada — ele me corta. — No sábado, quero que você durma aqui para nos prepararmos melhor. Sei que tinha falado antes que a queria aqui em três dias, mas acredito que podemos esperar até depois do jantar. Então quero que conheça seu quarto para deixá-lo do seu gosto, antes de se mudar.

— Mostre o caminho, oh grande e magnífico chefe. — Faço um gesto de desdém com as mãos para seu tipinho arrogante.

Então ele começa a subir a escadas de degraus largos e escuros, enquanto eu o sigo. Passamos por um corredor onde ele apresenta as portas como sendo uma biblioteca, o seu quarto e o meu fica em frente.

— Esta suíte é a sua. — Ele abre a porta de madeira talhada e branca, entra e acende a luz. O espaço é enorme e todos os móveis são em cores neutras, diferente dos tons escuros predominantes no restante de seu apartamento. No meio do cômodo, tem uma cama enorme, coberta com uma colcha e lençóis beges. De cada lado, tem um criado mudo com pequenas luminárias. Olho mais adiante e noto as cortinas cinzas cobrindo o que imagino ser uma janela grande.

— Você pode trocar as cores das paredes, móveis, piso. — Ele aponta para tudo. — Posso disponibilizar profissionais da empresa, quem sabe uma arquiteta e uma design de interiores para te ajudar.

— Eu gostei assim. — Sou sincera em minhas palavras. — Não quero mudar nada.

— Ótimo. — Ele adentra mais até estar diante de duas portas. — Aqui está seu closet. Todas suas roupas já estão aqui. — Ele abre as portas, então posso vislumbrar as peças, sapatos e bolsas. — E aqui é seu próprio banheiro, com ducha e banheira.

Espio, vendo o local todo coberto de mármore branco.

— Tem certeza de que não quer fazer nenhuma alteração?

— Já disse que não — resmungo. — Afinal, não será bom mudar sua casa apenas por um ano, será um gasto em vão.

— Certo — concorda e então passa as mãos pelos cabelos, bagunçando seu penteado contido.— Estive pensando, acho que agora seria um bom momento para que começarmos a trabalhar nossa imagem como casal.

— Imagem de casal?

— Sim. Seremos um casal diante da sociedade. E será, no mínimo estranho, se eu me aproximar e você ficar dura feito uma estátua. Noivos se tocam, se acariciam. Uma familiaridade e intimidade que são demonstradas através de afetos.

— O que está querendo dizer?

Junto minhas sobrancelhas sentido que os pensamentos dele não são nem um pouco bons.

— Vamos ter que agir de maneira pacífica um com o outro e estarmos preparados para beijos e toques, como qualquer outro casal apaixonado. Não vai poder surtar ou querer sair correndo quando esses momentos chegarem, pelo contrário, terá que devolver com carinho cada contato e carícia.

— Tenho certeza de que podemos deixar isso para depois.

Ele dá alguns passos em minha direção, enquanto eu recuo, até bater meu corpo na parede. Armando coloca as duas mãos, uma em cada lado da minha cabeça. Sua respiração pesada chega até a mim e depois seu cheiro amadeirado toma conta do ar que respiro.

— O que você está fazendo?

— Ensaiando. Faça seu papel.

De repente, sinto um de seus dedos em minha bochecha, uma carícia leve e quente que arrepia toda minha pele. Então com a outra mão, ele segura firme minha cabeça, deixando-me presa ali entre seu corpo forte e a parede dura. Ele desce seu nariz comprido por onde seu dedo passeou, inspirando forte, como se pudesse sugar meu cheiro, e sinto minha alma ser aspirada. Seu sopro cálido toca o meu rosto e, com uma calma nunca esperada, Armando cobre minha boca com a sua. Sequer tenho tempo de raciocinar ou desviar, e nossos dentes batem, quando ele se apossa dos meus lábios. Sua barba rala arranha levemente a minha pele e ofego, enquanto ele enfia a língua em minha cavidade. Armando chupa minha língua que estava inerte e, com seu toque, ela passa a se mover com a dele, como se dançassem a Macarena. Ele movimenta a cabeça para direita, seus lábios macios e maleáveis moldando-se aos meus com habilidade e facilidade. Uma sensação diferente sobe por meu corpo, chegando até o topo da minha espinha, fazendo um calor me percorrer por inteiro. Chio, então ele aproveita e morde meu lábio inferior, puxando-o como se esticasse um chiclete.

— Está vendo — ele fala, afastando-se. — Não foi tão ruim assim. Com certeza, com um pouco mais de treinamento, pode beijar melhor. Talvez consiga deixar de ser menos tensa e fria.

Espere! Pare o mundo. É sério mesmo que ele está dizendo isso do meu beijo? Depois de me agarrar e tomar a iniciativa?

— Pois para mim foi péssimo — respondo, puxando o ar com força. — Não quero ter que tocar novamente a sua boca de cavalo. Tem muita baba. 

Limpo a boca com o dorso da mão sentindo meus lábios maltratados pelos seus dentes.

Então saio, deixando-o paralisado no meio do meu mais novo quarto.

Ah Deus! Isso tinha que valer a pena!


Notas Finais


GENTE... SEI NEM OQ FALA KKKK
O QUE ACHARAM ? SERÁ QUE ESSE BEIJO VAI MEXER COM AMBOS??


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