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História A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 29


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Capítulo 29 - Capítulo 29


Fanfic / Fanfiction A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 29 - Capítulo 29


 

Que grande ironia! Havia planejado derrotá-la e ela o estava destruindo. Não o fazia por superioridade de força, ou através de esperteza e, muito menos, com o fascínio de seu corpo. Ela arruinava o marido simplesmente por estar definhando.

 

Damon perdeu o controle. Com um grito furioso, virou-se para Elena. Não viu o corpo frágil, mas o espírito indomável que habitava nele.

 

Damon: Não pense que pode se livrar de mim, mulher! Você não morrerá! Esta me ouvindo? - Levantou os punhos cerrados no ar. - Você é minha, me pertence e eu não deixarei que me abandone! Por Deus e por todos os santos, vou obrigá-la a me obedecer, Elena Gilbert Savaltore! Você não morrerá!

 

Sem se preocupar em perturbar seu repouso, Damon continuou a esbravejar. Como um louco, percorria o quarto de ponta a ponta. Com a ajuda da própria força de vontade, estava determinado a forçá-la a obedecer. E a ordem era viver.

 

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Estaria sonhando? Damon piscou, mas a visão persistiu. Olhos castanhos o observavam e o nome dele era murmurado com suavidade. Esfregou os olhos. Estava deitado na cama, ao lado da esposa, todavia, completamente vestido. Intrigado, fitou-a e foi como se a visse pela primeira vez, abatida e com a pele cheia de manchas. Sentou-se depressa.

 

Damon: Elena!

 

Elena: Sim?

 

Damon sentiu como se fosse explodir com a força das emoções. Ela estava abatida, mas com expressão alerta.

 

Sentiu vontade de gritar de alegria. Ela havia acordado e o reconhecia!

 

Damon: Elena! Elena! - murmurou ele com um nó na garganta.

 

Curvando-se sobre ela, tomou-lhe a mão e a encostou no rosto. A pele estava fresca, macia e era mais preciosa do que a vida.

 

Elena: Damon, o que foi? Você está chorando? - perguntou ela num fio de voz.

 

Damon: Não. É a fumaça da lareira. Eles devem estar queimando lenha verde outra vez. Como você se sente?

 

Elena: Péssima. Você poderia... Água...

 

Antes de terminar, Damon já se levantava e lhe providenciava um copo de água. Com cuidado, ergueu sua cabeça e a ajudou a beber. Ela estava viva! E lhe pertencia! Jamais o abandonaria!

 

Uma sensação de paz dominou Damon. Era como se tudo estivesse certo no mundo pela primeira vez. Nada o pressionava mais e as perturbações íntimas tinham passado. Sentia-se inteiro, pois a mulher vivia.

 

Embora pequeno, o esforço fez Elena voltar a reclinar-se e fechar os olhos. Damon, entretanto, não se desencorajou.

 

Damon: Você precisa de alimento. Um caldo, talvez. Vou dar ordens a Alice.

 

Em poucos passos, alcançou a porta de onde gritou o nome da criada. Como não obtivesse resposta, dirigiu-se à escada, descendo-a de dois em dois degraus.

 

Depois de passar tanto tempo no quarto, Damon achou tudo diferente. O salão parecia melhor e mais aconchegante do que antes. Os criados não demonstravam desconfiança, mas o fitavam como se estivessem aliviados por revê-lo.

 

Damon: Alice! Vá cuidar de sua senhora - ordenou ele quando a criada apareceu. Passou a mão pelo rosto e percebeu que precisava se barbear. Um banho também seria bom, talvez outro no riacho para revigorá-lo.

 

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Damon já estava no meio do salão quando viu Darius vir-lhe ao encontro. Sem se conter, segurou-o pelos braços.

 

Damon: Você está de volta! - Sorrindo, Darius respondeu:

 

Darius: Estou. Se você me acompanhar até o pátio, eu lhe contarei tudo sobre a viagem.

 

O céu estava nublado e ameaçava chuva, mas o mundo nunca parecera tão lindo a Damon. O ar frio de outono o fez respirar fundo várias vezes, como se apreciasse esse novo estimulo. Apesar de já haver caminhado ao lado do sírio inúmeras vezes, deu um novo valor à convivência de ambos.

 

Darius: Trata-se de uma história estranha - começou Darius. - Como você me pediu, fui até o convento. Segundo a abadessa, um jovem tinha estado lá pedindo informações sobre sua esposa.

 

Damon ficou tenso e alerta às nuanças da atitude do sírio. Percebia que o companheiro estava intrigado e isso o desagradou.

 

Damon: Continue - disse.

 

Darius: O homem era de estatura média, magro e de cabelos pretos. Ninguém do convento o tinha visto antes.

 

Damon: Que tipo de perguntas ele fez?

 

Darius: Quantos anos Elena passou no convento, como era sua formação e família. Ele queria detalhes e foi insistente a ponto de preocupar a abadessa. Aliás, ninguém imaginava por que ele pedia informações sobre Elena. A não ser que fosse algum conhecido antigo.

 

Damon, apesar do ciúme violento, controlou-se.

 

Darius: Refletindo sobre a possibilidade de tratar-se de uma pessoa que sua esposa conhecia, investiguei seu passado a fim de encontrar traços desse homem. Pela abadessa, fiquei sabendo que Elena trabalhara na casa de um burguês chamado Abel Freemantle. Fui procurá-lo e, com alguma persuasão, consegui que ele conversasse comigo. O homem de cabelos pretos também o procurara para obter informações sobre a antiga criada dele. Novamente, o sujeito mostrou-se muito interessado na família de sua esposa.

 

Se um homem se dava a tanto trabalho, havia algo mais, além de curiosidade envolvida no caso, refletiu Damon. Sentiu a sensação desagradável de ameaça.

 

Darius: Embora um tanto hesitante, o burguês relatou um outro incidente estranho envolvendo Elena Gilbert. Segundo ele, um cavaleiro, obviamente rico e poderoso, apareceu a fim de reclamar da maneira com que ele tratava a criada. Garantiu que não conhecia a identidade do cavaleiro, mas temendo seu retorno, negou-se a entrar em detalhes do caso.

 

Damon sorriu ao lembrar-se do medo de Freemantle. Pelo jeito, o desgraçado estava mantendo a promessa.

 

Damon: E depois? - perguntou ele.

 

Darius: Em seguida, fui ao lugar de nascimento de sua esposa e conversei com vizinhos. O homem de cabelos pretos já tinha estado lá, mas ninguém o conhecia. Então, os sinais dele desapareceram.

 

Damon parou e contemplou a vasta propriedade. Em busca de um perigo que não podia identificar, deixou o olhar ir além dos limites de suas terras.

 

Damon: Qual é sua opinião sobre o caso? - indagou baixinho.

 

Darius: Não tenho uma. Mas eu o aconselho a tomar cuidado com as costas - respondeu Darius.

 

Damon: Isso aprendi há muito tempo.

 

Darius: E quanto a você? Voltei dois dias atrás e não o encontrei. Correm muitos boatos no castelo. Uns dizem que você ficou doente, outros, que se trancou no quarto com o corpo de sua mulher morta.

 

Damon estremeceu.

 

Damon: Elena continua viva e eu não me tranquei no quarto com ela, apenas cuidei de seu tratamento. Afinal, ela é minha esposa.

 

Darius: Sem dúvida - concordou Darius com um sorriso.

 

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Ao ver a expressão de teimosia da mulher, Damon quase deixou o quarto. Elena estava ficando mais difícil a cada dia e ele não aguentava mais discutir com ela.

 

Damon: Você quer falar comigo? - perguntou.

 

Elena: Eu quero me levantar! - declarou ela, conseguindo se mostrar exasperada e adorável ao mesmo tempo.

 

Corada e com os cabelos soltos caindo-lhe nos ombros, ela estava sentada na cama. Damon lutou contra sua atração e antes de poder responder, ela prosseguiu:

 

Elena: Estou me sentindo bem, Damon. Até as manchas sumiram - acrescentou ela esticando os braços. - Você não pode me manter aqui para sempre. A menos que seja outro tipo de vingança.

 

Damon sentiu-se ofendido. Os planos de vingança tinham acabado. Elena não percebia isso? Ele estava preocupado apenas com sua saúde e não confiava nela para se cuidar.

 

Convencido de que a própria força de vontade a tinha salvado da morte, Damon achava que só ele poderia mantê-la viva. Se Elena tossia, ou fechava os olhos, entrava em pânico. Nervoso, proibiu-a de deixar a cama.

 

Damon: Você tem de voltar à vida antiga bem devagar. Não pode se cansar.

 

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