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História A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 32


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Capítulo 32 - Capítulo 32


Fanfic / Fanfiction A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 32 - Capítulo 32


 

Damon esperou até Elena estar ocupada costurando com outras mulheres para pedir o banho. Ao se esconder da esposa, sentia-se covarde, mas a água do riacho já estava gelada demais. O administrador tinha promovido Rowland, um dos criados, para o lugar de Osborn.

 

Antes que este acabasse de encher a banheira, Damon já havia se despido. Entrou na água tão logo o criado saiu.

 

Recostando-se para trás, fechou os olhos. Tinha se esquecido como era relaxante um banho quente. Ao ouvir a porta abrir, disse:

 

Damon: Não precisa voltar, Rowland. Sei cuidar de mim mesmo.

 

****: Será?

 

A voz suave não pertencia a homem algum. Damon sentou-se depressa e viu Elena a poucos passos de distância.

 

Damon: Exato. Não preciso da ajuda de ninguém. Vá embora.

 

Elena: Por que? É meu dever cuidar de você. - Desconfiado, Damon a viu ajoelhar-se ao lado da banheira e ensaboar as mãos. Sob os cílios densos, os olhos castanhos brilhavam perigosamente.

 

Damon: O que há com você, Elena? Cuidado para não despertar minha raiva.

 

Ela levantou-se e sumiu de vista. Damon pensou ter se livrado da mulher, mas em seguida, sentiu-lhe as mãos nos ombros, ensaboando-os. O contato o deixou paralisado enquanto ela lavava o pescoço e um dos braços.

 

Algo diferente roçou-lhe a pele e ele virou-se. Elena tinha soltado os cabelos. Teria feito de propósito para atormentá-lo? As madeixas castanhas caíam por seus ombros e ele lutou contra a vontade de puxar a mulher para a água com roupa e tudo. Lembrando-se da vez em que tinham feito amor ali na banheira, sentiu a excitação crescer.

 

Tentação. Ela estava ali ao lado, na forma da esposa, estimulando-lhe os sentidos, mas Damon manteve o controle. Embora ela não tivesse engravidado com as outras relações, não devia arriscar-se novamente. Ele não a perderia por falta da disciplina própria. Elena ainda o segurava pelo pulso e ensaboava cada dedo vagarosamente. Aflito, Damon puxou a mão.

 

Damon: Não preciso de ajuda. Vá buscar uma caneca de cerveja.

 

Elena: Daqui a um instante - respondeu ela com suavidade. Em seguida, ensaboou mais as mãos e as colocou no peito do marido. Escorregou-as bem devagar, acariciando os mamilos.

 

Damon: Elena! - gemeu Damon.

 

Elena: Sim?

 

Ele reconheceu o tom do desejo em sua voz. Prestes a ceder, ele se viu entre a carência e o dever. Sem perceber, elevou os quadris na água enquanto suas mãos o tocavam na cintura. Com força, segurou-lhe o pulso.

 

Damon: Não sei que brincadeira você tem em mente, mas pare já! - ordenou ele em voz ríspida. Com os olhos faiscando, Elena recuou um passo.

 

Elena: Como não sabe que brincadeira se foi você quem me ensinou? - indagou ela ao jogar a cabeleira para trás e levantar o queixo.

 

Brava. Desafiadora. No auge da excitação, Damon a desejava exatamente assim.

 

Elena: Mas se você não quer mais brincar, talvez eu deva procurar um outro parceiro - ela provocou.

 

Damon: Elena! - Damon gritou, ficando em pé na banheira. Com ar de desafio, ela o encarou.

 

Elena: Se você não me quer mais...
Damon: Não querer você?! - A raiva passou e ele saiu da banheira, exibindo a ereção. - Eu a quero muito, como você pode ver, e se pudesse, em sã consciência, a possuiria já, aqui mesmo.

 

Sua respiração tornou-se mais rápida e Damon estremeceu ao pensar como a paixão explodiria entre ambos. Ao ver a expressão de desejo nos olhos castanhos, ele crispou as mãos. Cerrando os dentes, apanhou uma toalha e a enrolou a volta da cintura.

 

Elena ficou tensa e sentiu o desejo arrefecer.

 

Damon: Você não tem consciência.

 

Damon não conseguiu responder. Concentrava todo o esforço em manter-se ali, frustrado e excitado, olhando para a mulher a quem queria e não podia possuir. A esposa.

 

Elena: Você não passa de um maldito covarde! - Por um momento, fitaram-se com olhares faiscantes. Então, Damon disse:

 

Damon: Você está certa. Sou covarde. Maldita você por ter me transformado num.

 

Dessa vez, não foi ele e sim Elena quem saiu correndo do quarto, batendo a porta. Deixava-o sozinho, avaliando a perda.

 

*******************************

 

Inquieta, Elena não encontrava posição confortável no colchão no chão. Ela o tinha trazido de volta para o quarto e o colocado aos pés da cama. Não podia deixar de amar Damon, mas não precisava se torturar, dormindo ao lado dele. Quanto maior a distância entre ambos, melhor para seu orgulho ferido e coração magoado.

 

Elena reprimiu as lágrimas. Elas e o sofrimento alimentavam a vingança de Damon. Ele podia ter triunfado, mas não teria as provas.

 

Pouco depois, a porta abria e o marido entrava no quarto. Elena imobilizou-se e fingiu estar dormindo enquanto ele atravessava o aposento. Em seguida, ouviu-o se despir e respirou aliviada.

 

Contudo, sentia-se surpresa. Esperava alguma reação dele pelo simples fato de ser sua, e não dele, a ideia de voltar a dormir no colchão.

 

De repente, ela ouviu uma fileira de blasfêmias, que mostrava ter Damon notado-lhe a ausência na cama. Ele aproximou-se e parou ao lado do colchão.

 

Damon: Elena! - gritou alto o suficiente para acordá-la, ou ensurdecê-la.

 

Ela virou-se e lhe dirigiu um olhar frio. A visão do corpo nu do marido, dourado pela luz das chamas da lareira, a perturbou.

 

Elena: Sim?

 

Damon: Volte para a cama.

 

Elena: Não.

 

Damon: O que?

 

Elena: Não quero dormir com você. Vá se deitar e me deixe em paz.

 

Antes de se dar conta, Elena viu-se sendo carregada do colchão para a cama. Furiosa, tentou sair dali.

 

Damon: Não! - gritou Damon, jogando-se a seu lado. Manteve-a imóvel com um braço ao redor de sua cintura e uma perna sobre as suas. Em seguida, deitou-se sobre ela.

 

Embora usasse a camisa, esta era muito fina para impedir Elena de sentir a nudez do marido. Tudo sumiu sob a força do desejo e ela só foi capaz de fitar os olhos azuis. Enquanto o fazia, a expressão de raiva desapareceu deles. Damon abriu a boca como se fosse falar, mas caiu sobre a sua num beijo ardente e desvairado.

 

Sob esse assalto feroz, Elena sentiu-se vibrar pela primeira vez desde a doença. Queria passar os braços e as pernas ao redor do marido, mas ele os mantinha presos. Soergueu os quadris e Damon, gemendo, apertou o membro rijo contra seu ventre. Ela tentou ajeitar-se para recebê-lo, mas no instante seguinte Damon se afastava dela e se levantava.

 

Um suspiro de protesto escapou dos lábios de Elena sem que ela pudesse impedi-lo. Maldito! O desejo continuava a consumi-la, impedindo-a de refletir. Com esforço, baixou a camisa sobre as pernas e virou-se para Damon. Embora ele estivesse de costas, Elena sabia que ele continuava pronto para possuí-la. Pelo menos, tinha a satisfação de saber que o marido também a queria.

 

Elena: Talvez sua vingança não seja muito agradável - disse ela em tom amargo.

 

Damon: O que?

 

Damon virou-se para ela, revelando o corpo viril e excitado.

 

Elena: Você castiga a si próprio tanto quanto a mim com sua vingança - ela explicou ao sentar-se na beirada da cama.

 

Damon: Então pensa que a estou castigando? - perguntou ele, indignado.

 

Elena: E não está?

 

Damon: Não. Essa história de vingança acabou. Eu me controlo com medo de engravidá-la.

 

Elena sentiu-se como se houvesse levado um murro. A última réstia de esperança desaparecia. Apesar de o marido lhe ter dito não querer um filho seu, ela continuara sonhando. Como havia sido tola!

 

Levantou-se devagar e dirigiu-se à lareira. Sentia-se vazia por dentro e um frio intenso a dominava.

 

Elena: Então é isso. Você não quer um herdeiro com meu sangue maculado. - Ergueu os ombros e virou-se para ele. - É melhor, naturalmente. Eu não permitiria que uma criança inocente fosse maltratada por ter o sangue de Gilbert.

 

Damon: Você me acredita capaz de maltratar uma criança? Esta enganada, Elena. Eu não faria tal coisa. Como já disse, essa história de vingança acabou.

 

Damon falou com tanta convicção que Elena quase acreditou. Mas conhecia a esperteza do marido. Não podia confiar nele.

 

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