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História A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 35


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Capítulo 35 - Capítulo 35


Fanfic / Fanfiction A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 35 - Capítulo 35


 

Boa noite :)

 

Decidi postar os capítulos que faltam hoje.

 

Sou ansiosa demais....kkk

 

Vou começar outra adptação: "Desejo Concedido"

 

Também é história de época.

 

Vai ter Vondy, Delena, um pouco de Ponny e Chaverroni ok

 

Vamos ao que interessa aos últimos capítulos.

 

_____________________________________________________

 

 

 

As duas desceram correndo para o salão. Lá, encontraram um bom número de habitantes e criados do castelo. Todos estavam ansiosos para receber as visitas. Indo à cozinha, a fim de mandar que preparassem pão e cerveja para ser servidos, Elena quase bateu de encontro ao marido. Ele acabava de vir de fora e tirava a capa.

 

Elena: Quem está chegando? - perguntou ela.

 

Damon: Não faço ideia. É um péssimo dia para andar pelas estradas - Damon respondeu enquanto esfregava as mãos.

 

Depois, encostou-as no rosto da esposa.

 

Elena: Ai, você está gelado - protestou ela.

 

Ao vê-lo sorrir, Elena refletiu como o marido tinha mudado para melhor. Feliz, acompanhou-o ao salão. Não tiveram de esperar muito antes de um único homem ser trazido à presença deles. Era de tamanho médio, magro e tinha cabelos e olhos pretos. Sorrindo, cumprimentou-os.

 

****: Saudações, meu senhor e minha senhora. - Alargando o sorriso, virou-se para Elena. Sem dúvida, isso provocaria o ciúme do marido, pensou ela, amedrontada.

 

Damon: Quem é você e para que veio a Belvry? - indagou Damon.

 

Em vez de responder, o homem dirigiu-se a ela:

 

****: Elena, você não está me reconhecendo? - Surpresa, ela olhou de soslaio para o marido antes de responder.

 

Elena: Não, não estou.

 

****: Ah, isso me deixa magoado. Sei que faz muitos anos, mas eu esperava...

 

Damon: Quem é você? - repetiu Damon, mas dessa vez em tom furioso que fez todo mundo estremecer, exceto o recém-chegado.

 

****: Elena, como não me reconhece? Sou Elijah, seu irmão - disse o homem, abrindo os braços num gesto exagerado.

 

Fez-se silêncio, que foi logo interrompido pelo barulho crescente de vozes. Alarmada, Elena ouvia comentários sobre o fato de seu irmão ser herdeiro de Gilbert.

 

Assustada, olhou para o marido. Embora Damon se mantivesse impassível, ela podia ver o brilho de raiva nos olhos azuis. Sabia, sem sombra de dúvida, que ele queria matar o homem.
Elena o viu controlar-se e virar-se para ela. Mas antes que Damon falasse, ela sacudiu a cabeça e disse:

 

Elena: Não, isso não é verdade. Não tenho um irmão.

 

Elijah: Elena, você não pode ter me esquecido - o homem protestou com voz suave.

 

Elena temeu pela paz precária de seu casamento.

 

Elena: Como ousa perturbar a harmonia de meu lar?

 

Ele lhe dirigiu um olhar magoado e murmurou:

 

Elijah: Ai, Elena.

 

Elena sentiu-se como se o chão a seus pés se abrisse. Lembrou-se vagamente de cabelos pretos e de uma voz infantil. “Ai, Elena, pare de correr atrás de mim e fique com mamãe.”

 

Ela cambaleou e deixou-se cair numa cadeira. Estava completamente atordoada com a descoberta.

 

Elena: Elijah. - balbuciou.

 

Um silêncio profundo dominou o ambiente, mas logo foi quebrado por uma voz enérgica.

 

Damon: Você conhece este homem? É seu irmão? - questionou Damon.

 

Apertando os dedos nas têmporas, Elena procurou imagens de um passado distante e havia tanto tempo enterrado. Todavia, elas não lhe ocorreram.

 

Elijah: Meu senhor, eu tenho... - começou o homem, mas Damon o interrompeu com um grito.

 

Damon: Silêncio! Quero a confirmação de minha esposa. E então? - acrescentou, virando-se para ela.

 

Elena: Eu tinha um irmão, porém, ele morreu há muito tempo atrás - respondeu ela com um olhar triste para o estranho.

 

Elijah: Não, mana, eu não morri. Nosso pai me mandou para a propriedade onde, mais tarde, eu receberia treinamento militar.

 

Com o olhar, Elena tentou avisá-lo para tomar cuidado, pois ele estava brincando com fogo. Parente ou não, seria melhor ele ir embora antes de Damon o atacar.

 

Como se lesse seus pensamentos, o marido dirigiu-lhe um olhar penetrante.

 

Damon: Quando ele morreu?

 

Elena: Não me lembro. Eu era muito pequena.

 

Damon: Do que ele morreu? Você viu seu corpo? - Elena pôs as mãos nos ouvidos.

 

Elena: Pare com isso! Não posso me lembrar. Só sei que ele, minha irmãzinha, meu pai e minha mãe morreram.

 

Ela tremia num misto de tristeza e raiva. Como podia o homem, a quem amava, tratá-la dessa forma?

 

Ignorando a expressão severa de Damon, o estranho ajoelhou-se diante de Elena e tomou-lhe as mãos nas dele.

 

Elijah: Elena, não foi minha intenção perturbá-la, juro. Quando saí de casa, eu era muito novo ainda e nunca mais tive noticias de nossa família. Mais tarde, o homem, a quem eu servia como soldado, caiu nas mãos do inimigo. Então, iniciei minha longa busca e, finalmente, a encontrei.

 

Dessa vez, o silêncio não pareceu normal, pois até Damon se manteve calado. Elena sabia que todos esperavam sua reação, mas não ignorava ser melhor não demonstrar nenhuma. Mesmo assim, não conseguiu impedir as lágrimas.

 

Em silêncio, olhou para o irmão, a quem imaginava morto, e levantou-se para abraçá-lo.

 

Damon andava de um lado para o outro, tentando acalmar a mente conturbada. Encontrava-se num dilema. Nunca se sentira tão confuso. E tudo por causa da chegada de um homem.

 

O irmão de Elena. Frustrado, ele crispou as mãos. Sua primeira intenção tinha sido matar o desgraçado. Apenas um esforço sobre-humano o impedira.

 

Tal fim seria muito rápido para alguém da linhagem de Gilbert. A vingança, a velha companheira, sugeria uma infinidade de torturas. Ele poderia executá-las sem que ninguém interferisse.

 

Ninguém, exceto a esposa.

 

Praguejando, Damon continuou a andar até que uma voz o fizesse parar, surpreso. Ele tinha se esquecido da presença de Darius.

 

Darius: Verdadeiro problema, não é? Se você tivesse encontrado o Elijah primeiro, poderia tê-lo matado e ainda ficar com a irmã como espolio, mas agora...

 

Dando de ombros, o sírio não terminou.

 

Damon: Se não tem conselhos para oferecer, não abra a boca - resmungou Damon.

 

Ignorando as palavras ríspidas, Darius perguntou:

 

Darius: Você vai matá-lo?

 

Damon: Não! - Damon respondeu depressa. Lembrava-se do rosto de Elena e de suas lágrimas durante o reencontro no salão e sabia que não poderia destruir-lhe o irmão. Queria muito executar a vingança finalmente, mas algo, muito mais forte, tinha se arraigado em seu coração quando vira a noiva, de cabelos castanhos, pela primeira vez. Nos dias e noites após o casamento, o sentimento havia crescido e se tornado muito maior do que sua carência por represálias. E agora exigia que ele protegesse Elena a todo custo, mesmo pagando o preço do objetivo precioso.

 

Darius: Você tenciona deixá-lo vivo? E se o homem procurar Edward, requisitando a herança? - perguntou Darius.

 

Damon: Essa reivindicação já foi acertada - respondeu Damon.

 

Darius: Certo. Mas se bem me lembro, você também surgiu de entre os mortos para suceder seu pai.

 

Damon: Caso completamente diferente!

 

Darius: Será? Mas caso ele recupere a propriedade do tio, você não sofrerá grande perda. Belvry é muito grande e próspera sem ela.

 

Mentalmente, Damon concordou. Belvry lhe proporcionava riqueza e poder, mas mesmo não tendo necessidade financeira, ele não abriria mão da propriedade de Gilbert. Ela lhe pertencia por uma questão de sofrimento, de luta e de vingança.

 

Darius prosseguiu:

 

Darius: Você não precisa se aliar ao sobrinho de seu antigo inimigo. Pode barrar-lhe a entrada em Belvry e proibi-lo de se encontrar com a irmã. Isso sem falar na possibilidade de guerrear contra ele.
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