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História A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 37


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Capítulo 37 - Capítulo 37


Fanfic / Fanfiction A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 37 - Capítulo 37


 

Elena: Ai, Damon, você não pode acreditar nessas histórias de velhas comadres - disse ela entre dois acessos de riso.

 

Damon: Não foi uma velha comadre e sim Pasqua quem me explicou isso.

 

Elena riu mais ainda e, sem poder se controlar, recostou a cabeça no ombro do marido.

 

Elena: Ora, Damon, você acreditou mesmo em Pasqua? - Ele franziu a testa. Pensando bem, não havia razão para o velho soldado entender do assunto.

 

Damon: Não é verdade então? - perguntou, amuado.

 

Elena: Não - respondeu Elena em tom sério e suave.

 

Ele pensou nas mulheres do leste que, apesar de serem estupradas com violência, engravidavam. Elena estava certa. Para surpresa dele, ficou desapontado.

 

Damon: Como, então, vamos garantir a concepção? - Elena ofereceu-lhe um sorriso sedutor que o fez dar-se conta de ainda estarem unidos.

 

Elena: Imagine que devamos redobrar nossos esforços - murmurou ela.

 

A reação de Damon foi imediata. Com as mãos em suas nádegas, puxou-a para mais junto de si.

 

Damon: E não precisamos ir devagar?

 

Elena: Não - confirmou ela.

 

Damon: Ótimo! - exclamou ele ao cobri-la com o corpo e iniciar os impulsos.

 

Elena soergueu os quadris e pôs as pernas ao redor de Damon, envolvendo-o com seu calor. Ele desejava ficar ali para sempre.

 

Elena: Eu te amo - sussurrou ela.

 

O som suave da confissão, que ele temia não voltar a ouvir, fez Damon imobilizar-se mais uma vez. Admirando as faces coradas e os olhos brilhantes da esposa, gostaria de dizer quanto essas palavras significavam para ele. Também sentia afeto por ela, mas não saberia se expressar. Não passava de um bardo sem o dom da palavra.

 

Damon: Eu sei - disse ele, continuando a fitá-la até a paixão crescer e não poder mais ser ignorada.

 

Então, Damon encheu-lhe o corpo enquanto ela lhe enchia a alma.

 

Muito depois de perceber que Damon dormia, Elena continuou acordada. O que a teria levado a dizer aquilo? Havia jurado nunca mais mencionar o amor pelo marido. No entanto, fizera isso espontaneamente e sem se arrepender.

 

O bom senso a avisava que tinha dado, ao marido, a arma para ele destruí-la. Contudo, o coração batia alegremente, apoiando a declaração.

 

Damon não a tinha ridicularizado, mas fitado-a com imensa ternura ao dizer: Eu sei. Não era essa uma boa razão para confiar nele?

 

Não. A negativa habitual surgiu em sua mente, porém, não mais com muita convicção. Damon tinha mudado muito. Não era mais o homem frio e cruel que a atormentara no início do casamento. Cuidara dela durante sua enfermidade e, com intuito de protegê-la, quase negara seu direito de ter filhos. Mas até nesse ponto, ele já havia cedido.

 

Elena suspirou. Sem dúvida, estava apaixonada pelo marido, condição que lhe afetava o julgamento. Queria acreditar em Damon, mas agora tinha de considerar não só a possibilidade de ter um filho como a presença do irmão no castelo.

 

Ao pensar em Elijah, lembrou-se da surpresa com o fato de o marido tê-lo convidado para se hospedar em Belvry, quando na verdade, queria matá-lo. Damon havia poupado a vida do irmão por causa dela. Esse não era um sinal da devoção dele? Elena gostaria de acreditar nisso, mas não sabia o que Damon talvez tivesse planejado. As motivações dele continuavam a ser um mistério.

 

Tentou ordenar as emoções. O rosto do irmão, há tanto esquecido, dançou diante de seus olhos, bem como o do homem deitado a seu lado. Foi tomada pela sensação de mau agouro. A ligação entre ela e o marido não passava de algo novo e frágil, enquanto o ódio dele pelos herdeiros de Gilbert era arraigado. Como seria possível evitar o derramamento de sangue? Elena estremeceu. Até bem pouco tempo, vivia só entre mulheres e, agora, dois homens exigiam sua lealdade.

 

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Dulce ainda dormia quando uma batida na porta do quarto a despertou. Ao lado. Christopher mexeu-se e gritou para Cecil entrar.

 

Cecil: Uma mensagem de Belvry, meu senhor - anunciou o criado.

 

Dulce assustou-se. Damon não era homem de se dar ao trabalho de escrever e, depois da briga entre ele e Christopher, apenas uma calamidade o forçaria a fazê-lo.

 

Dulce: Christopher - murmurou em busca de apoio. Estavam sozinhos novamente e o marido entregou-lhe a carta. Dulce quebrou o lacre e percorreu os olhos pela mensagem. Seus temores se confirmavam.

 

Dulce: Uma doença atacou Belvry! Osborn morreu! Ai Christopher, ele era um bom homem. Alguns criados e vários aldeões também morreram. Até Alice e Elena ficaram doentes, mas se restabeleceram - contou ela ao marido, que se sentara a seu lado na cama.

 

Pensando que as piores notícias já tinham sido dadas, Dulce ficou menos tensa. Mas as palavras seguintes de Damon a deixaram nervosa outra vez.

 

Dulce: Imagine, Christopher, ele acha que Elena não está forte o suficiente para ficar grávida e pede uma receita para evitar a concepção!

 

Christopher: A tal doença deve ter sido muito grave, pois Elena tinha uma aparência tão forte e saudável - comentou Christopher.

 

Dulce: Olhe, nós precisamos ir vê-la. E se ela continua de cama? Poderei ajudar a tratá-la.

 

Christopher: Esta não é a época para viagens. Dulce. E nós não podemos sair daqui com este tempo levando Elise.

 

Dulce mordeu o lábio. Christopher tinha razão. Como expor o bebê a nevascas e tempestades? Ela também não deixaria a filha para trás.

 

Dulce: Você não pode ir. Christopher? - Ele praguejou.

 

Christopher: Não gosto de seu irmão.

 

Dulce: Eu sei.

 

Christopher: Não consigo imaginar a mulher de Damon reduzida a uma inválida. Na verdade, vocês Salvatore vivem à cata de poções.

 

Dulce: Christopher, para Damon me escrever, a situação deve ser drástica.

 

Ele refletiu por uns segundos.

 

Christopher: Não sei, não. Quando conversei com seu irmão, ele jurou que jamais geraria um herdeiro com sangue de Gilbert. Com certeza, não mudou de ideia, mas gostaria de dormir com a mulher.

 

Dulce voltou a morder o lábio. Christopher nunca tinha falado sobre a briga com Damon, ela, porém, suspeitava ter sido esse o motivo. O marido teria defendido a honra de Elena e Damon se ressentira da interferência, especialmente em seus planos de vingança.

 

Dulce: Ele me escreveu, Christopher. Isso significa muito.

 

Christopher: Significa que ele quer algo de você, algo que vai contra as leis divinas e dos homens. Você sabe de alguma poção para esse fim? - indagou ele com olhar acusador.

 

Dulce o fitou com firmeza.

 

Dulce: Há várias histórias sobre ervas que tornam um homem impotente. Não vou dar conselho algum até ver Elena.

 

Christopher: Você quer dizer até eu ver Elena, não é? - Percebendo que o marido enfraquecia, Dulce sorriu e respondeu:

 

Dulce: Isso mesmo. Você deve ir por consideração a ela, que já faz parte da família.

 

Christopher: Está bem, vou pensar na viagem - prometeu Christopher.

 

Dulce conhecia o marido e sabia que ele se deixaria persuadir a ir a Belvry. Então, ficaria a cargo de Damon consertar a situação.

 

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