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História A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 38


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Capítulo 38 - Capítulo 38


Fanfic / Fanfiction A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 38 - Capítulo 38


 

Com a presença de Elijah em Belvry, Elena não conseguia relaxar. Frequentemente, apanhava-se desejando que o irmão fosse embora. Temia pela paz relativa experimentada antes da chegada dele. Ao sentir-se egoísta, pensava também na segurança de Elijah, pois o marido parecia prestes a explodir.

 

Damon não estava satisfeito com a presença do hóspede. Era civil, mas seco. Intimamente, fervia de raiva, Elena podia perceber. Os olhos azuis faiscavam de ódio ao fitar Elijah. Este tinha ressuscitado, em Damon, a vontade de se vingar do inimigo. Apesar de o marido, não ter feito nada para prejudicar seu irmão, Elena sentia-se nervosa e amedrontada.

 

Contra a vontade, via-se entre os dois. Damon não a tinha proibido de encontrar-se a sós com Elijah, mas constituía uma presença sombria sempre que os dois estavam juntos. Com certeza, o marido não confiava nela. E por que o faria? Ela também não se fiava muito nele, especialmente em relação ao destino do irmão.

 

Elena abafou um suspiro. Embora a união de ambos fosse marcada por suspeitas e discórdias, eles tinham conseguido uma estabilidade razoável. Esse contratempo, entretanto, provocava uma grande frustração. À noite, amavam-se com emoção irrestrita, mas durante o dia, a tensão tornava-se palpável. Especialmente quando, como nesse dia, viam-se trancados em casa por causa do mau tempo.

 

O silêncio constrangedor começava a irritar Elena. Elijah era atencioso, mas reservado. Meio hesitante, havia contado como fora investido cavaleiro pelo barão de Mollison, mas pouco tinha falado sobre a vida anterior. Quando Elena mencionara os pais, o irmão não tinha escondido o desgosto. Então, ela resolvera não tocar mais no assunto.

 

Como Damon raramente falava, cabia a ela quebrar o silêncio. Contudo, depois de uma semana e de já ter contado tudo sobre Belvry e sobre sua vida no convento, não encontrava mais o que dizer.

 

Assim sendo, apenas se ouvia o crepitar do fogo na lareira até Elijah falar, surpreendendo Elena.

 

Elijah: A chuva parou - disse ele, parado diante da janela.

 

Elena: É mesmo? – Elena exclamou, tentando mostrar-se interessada.

 

Elijah: Não quer ir dar um passeio a cavalo, mana? A terra não deve estar muito barrenta.

 

Ela animou-se com a perspectiva de escapar do ambiente pesado do castelo. Mas antes de responder, Damon o fez.

 

Damon: Está muito frio e úmido para Elena sair - disse ele com um olhar feroz para o hóspede.

 

Elijah ignorou não só isso como também o tom ríspido.

 

Elijah: E quanto a você, Damon, não quer me acompanhar?

 

Damon: Você já viu o suficiente de minha propriedade.

 

Elijah: Nesse caso, vamos mais além dela. Gostaria de ver a de meu tio - confessou Elijah.

 

Apreensiva, Elena olhou para o marido. Alerta, ele perguntou:

 

Damon: Por quê?

 

Elijah: Por que não? O certo seria a propriedade vir para minhas mãos - afirmou Elijah em tom calmo.

 

Damon: Não. Ela é minha - resmungou Damon.

 

Elijah: Compreendo por que ela passou para Elena e, através do casamento, para você. Afinal não havia um herdeiro homem. Mas agora que eu voltei...

 

O irmão não terminou e a aflição de Elena cresceu.

 

Damon: Aquelas terras são minhas - declarou Damon com expressão sombria.

 

Elena reconheceu o homem frio e cruel que a tinha ido buscar no convento. Tentou advertir Elijah com um olhar, mas ele tinha voltado para a janela e mantinha-se de costas.

 

Elijah: Não entendo por que você se interpõe em meu caminho se adquiriu Belvry da mesma maneira - argumentou o hóspede.

 

Elena: Isso foi diferente - Elena apressou-se em dizer. - Christopher não reivindicou esta propriedade, mas devolveu-a aos Salvatore. A de nosso tio já estava em disputa antes da morte dele, que atacou Belvry e foi derrotado.

 

Embora ela tentasse demonstrar a tolice e o perigo dessa insistência, Elijah manteve-se impassível.

 

Elijah: Não vejo como isso me afeta - disse ele. Elena imaginou se o irmão era débil mental ou se tentava angariar a simpatia de Damon. Um único olhar para o marido mostrou-lhe a inutilidade do esforço. Ele parecia pronto a atirar-se, com prazer, sobre Elijah. Horrorizada, viu-o pular em pé.

 

Damon: É por isso que está aqui, sobrinho de Gilbert? Você não veio para ver Elena e sim para farejar a propriedade de seu tio. Passou todos esses anos longe, sem se importar com o bem-estar de sua irmã, mas ao ouvir falar numa possível herança, apareceu depressa.

 

Elena: Damon - começou Elena, mas ele a interrompeu.

 

Damon: Só um desgraçado insensível deixaria a irmã se casar com um tipo como eu!

 

Elijah: Não diga! Trata-se de uma acusação estranha vinda de você, não concorda? Eu tinha uma boa razão para ficar longe. Você pode dizer o mesmo? O que o manteve afastado de Belvry enquanto sua irmã era atirada para o Cavaleiro Vermelho, homem de reputação terrível?

 

Soltando uma exclamação de susto, Elena levantou-se como se pudesse apagar as palavras do irmão. Tarde demais. Como um carvalho atingido bem no cerne, Damon vacilou e empalideceu. Por um momento, era o homem que ela conhecia na cama, humano e vulnerável. Mas recuperou-se depressa. Levando a mão à adaga na cintura, aproximou-se de Elijah.

 

Damon: Chega! A única herança que o aguarda aqui é minha vingança. O certo seria você morrer pelos crimes de seu tio, mas eu poupei sua vida em consideração a Elena. Não provoque minha paciência. Edward me deu aquelas terras e elas permanecerão minhas. Se você as reivindicar, estará se declarando meu inimigo. Como será? - indagou, aproximando-se mais de Elijah.

 

Antes de o irmão poder responder, Elena deu uns passos para a frente a fim de interpor-se entre ele e o marido. Mas a respiração tornou-se difícil e ela cambaleou. Ouvindo o ruído de seu esforço para inalar o ar, Damon virou-se depressa. No instante seguinte, estava a seu lado e a fazia sentar-se. A expressão de fúria desapareceu do rosto dele.

 

Damon: Respire, Elena! Faça um esforço.

 

O marido tinha um ar tão angustiado que seu coração confrangeu-se. Sob os cuidados dele, começou a relaxar. Damon a massageou nas faces, ao longo dos braços e dos dedos.

 

Damon: Acalme-se. Está tudo bem. Não há nada errado - murmurou ele.

 

Naturalmente, mentia, porém a voz suave do marido a ajudou a vencer o pânico e a respirar melhor. Mais tranquila, recostou-se na cadeira.

 

Damon: Muito bem, relaxe.

 

Elijah: O que aconteceu? Ela costuma ter essas crises? - perguntou Elijah.

 

Elena abafou uma exclamação, pois tinha esquecido a presença do irmão. Todavia, viu Damon semicerrar os olhos e virar-se para ele.

 

Damon: Como, sendo seu irmão, desconhece o mal que a aflige? - indagou numa voz enganadoramente suave.

 

Como sempre, Elijah não se ofendeu.

 

Elijah: Talvez você tenha vindo a sofrer disso mais tarde na vida, não é Elena?

 

Ela não podia se lembrar.

 

Elena: Talvez - respondeu, grata pela paz frágil que reinava no ambiente.

 

Pela primeira vez, alegrava-se com uma crise de falta de ar, pois, quem sabe, ela havia salvado a vida do irmão.

 

Elijah mostrava-se preocupado, mas com ela e não com a própria existência ameaçada. Como podia ser tão calmo, tão indiferente ao perigo representado por Damon?

 

Elijah: Está bem agora? Vou chamar Alice. Ela saberá o que fazer — disse ele com ar solícito.

 

Embora o marido fosse a única pessoa capaz de ajudá-la, Elena não protestou. Sem o irmão, o ambiente ficaria menos tenso.

 

Quando Alice entrou, apressada, Damon dirigiu-se à porta.

 

Elena: Você vai atrás dele? - indagou Elena.

 

Damon: Não. Mas ele tem de se decidir. Quero a resposta logo. - Elena sacudiu a cabeça. Naturalmente, depois do ocorrido há pouco, Elijah se daria conta da tolice de querer se apossar das terras do tio. Se pudesse conversar com ele a sós, talvez o convencesse. Mas como e onde fazer isso? De repente, sentiu-se tão acabrunhada e exausta que, quando Damon saiu e Alice aconselhou-a a ir para o quarto e repousar, ela não protestou.

 

Para Elena, ela havia fechado os olhos apenas por uns momentos, porém ao abri-los, viu o sol da tarde filtrando-se pelas janelas. Sentada ao lado da cama, Alice sorriu-lhe e disse:

 

Alice: Parabéns, minha senhora.

 

Apesar de acostumada às excentricidades da criada, Elena não entendeu.

 

Elena: Por quê?

 

Alice: A senhora dormiu durante o dia.

 

Elena: De fato. Mas que importância tem isso?

 

Alice continuou a sorrir e inclinou-se para a frente a fim de falar de perto e mais baixo.

 

Alice: E a senhora não ficou menstruada.

 

Diante da franqueza da criada, Elena enrubesceu. Como Alice sabia que sua menstruação estava atrasada?

 

Elena: Você anda prestando atenção nisso? - indagou.

 

Alice: Claro! A senhora não?

 



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