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História A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 43


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Capítulo 43 - Capítulo 43 (último capítulo)


Fanfic / Fanfiction A Esposa Virgem (Delena) 2 temporada - Capítulo 43 - Capítulo 43 (último capítulo)


 

Elena: Amar é dar e compartilhar, Damon - ela afirmou com voz suave.

 

Ele baixou o olhar, mas Elena tomou-lhe a mão e a colocou sobre a barriga.

 

Elena: Está sentindo, Damon? É seu filho. Confesse que seu coração é grande o suficiente para ele.

 

Com a palma da mão, ele sentiu os movimentos do bebê Apavorado, respirou fundo. Como o filho, ainda em gestação, podia se fazer conhecer?

 

Damon: Nunca imaginei...

 

Elena: Esta vendo, Damon? Ele está se comunicando com você.

 

Ajoelhando-se diante dela, Damon colocou a face sobre sua barriga. Sentiu-a ondular-se. De repente, deu-se conta da existência de outro ser no corpo da mulher, na própria vida e no coração dele. Da mesma forma, admitiu que o amaria como amava Elena.

 

Levantou a cabeça e viu seu sorriso trêmulo e os olhos castanhos cheios de lágrimas. Tinha a impressão que a amara sempre. Impossível, Havia se sentido vazio por longos anos, até Elena entrar em sua vida e enchê-la com sua energia, calor e paixão.

 

Damon: Eu o amarei, Elena, assim como te amo - murmurou com voz rouca.

 

Elena: Ótimo! - exclamou ela esquecendo as lágrimas e sorrindo. Depois, riu alto e com aquela sonoridade que lhe mexia com a alma. - Ora, Damon, eu nunca o vi exibir um sorriso tão largo. Você tem uma covinha! - acrescentou, encantada.

 

*******************************

 

Damon andava de um lado para o outro do corredor. Fora mandado para fora do quarto, onde a mulher estava em trabalho de parto. Mas não queria se afastar dali.

 

Sentia-se apreensivo. A lembrança da doença de Elena o perseguia. Ele a via, fria e imóvel, deitada na cama imensa. O estômago, que há muito havia sarado, contraiu-se horrivelmente e o medo aumentou.

 

Os primeiros gritos de Elena o deixaram desesperado e Damon começou a suar. Os seguintes, o fizeram correr para a porta do quarto, mas ele dominou-se e não a abriu. Uma vez, viu o rosto de Pasqua surgir no topo da escada, mas com um olhar furioso, forçou o marido de Alice a retroceder.

 

Os minutos passavam com uma lentidão exasperante e quanto mais andava pelo corredor mais agitado Damon ficava. Os gemidos de Elena passaram a ser quase contínuos. Às vezes eram altos, outros, suaves, forçando-o a apurar os ouvidos. Eles significavam que a mulher continuava viva e respirando.

 

Damon já tinha visto muita tristeza e sabia com que rapidez a morte colhia uma vida. Bastava lembrar-se dos dias sombrios da doença de Elena. Ela quase se fora. Desde então, passara a vigiá-la constantemente.

 

Exceto nesse momento. A ideia de que a mulher pudesse estar morrendo lá no quarto, longe do alcance dele, fez Damon agir. Foi até a porta e a abriu com estrondo, alarmando as pessoas. Da entrada, acareou a situação.

 

Elena estava deitada de costas na cama, Alice mantinha-se a seu lado e a parteira, a seus pés. Um lençol cobria-lhe os joelhos levantados. A velha parteira, que o tinha trazido ao mundo também, encarou-o com olhar feroz.

 

****: Meu senhor, saia daqui imediatamente! - Desacostumado a ser contrariado, exceto pela esposa, Damon imaginou se a velha não era uma bruxa. Não confiava nela.

 

Damon: Por que a criança ainda não nasceu? - indagou ele.

 

Alice: Meu senhor, tenha um pouco mais de paciência. Ainda não chegou a hora - interferiu Alice.

 

Damon: Paciência?! Estou ouvindo seus gritos há perto de uma hora!

 

Em vez de concordar com a acusação comovente, Alice riu.

 

Alice: E vai levar outro tanto. O senhor precisa ir lá para fora e esperar. Nós o avisaremos quando o bebê nascer.

 

Damon: Não saio daqui até verificar como minha mulher está passando!

 

Elena: Podem deixar meu marido ficar! - Elena gritou. - Melhor, ele que venha até aqui para ver como estou passando!

 

Damon: Elena - Damon murmurou ao se aproximar depressa da cama.

 

Ela estava arquejante, com o rosto vermelho e não aparentava a palidez da morte. Mesmo assim, não parecia bem. Enquanto ele a observava, suas feições se contraíram num espasmo de dor.

 

Damon: Como você se sente? - indagou ele.

 

Elena: Chegue mais perto e me deixe retorcer sua virilidade. Assim saberá como me sinto - respondeu ela, ofegante.

 

A sugestão o deixou perplexo por um instante. Então, Damon endireitou-se e lhe dirigiu um olhar severo.

 

Damon: Foi você quem quis este bebê! Agora, não venha me culpar por seu desconforto.

 

Elena: Desconforto?! Eu lhe provocarei desconforto suficiente, seu desgraçado! A culpa é toda sua! Você me levou para a cama!

 

Damon: Você me seduziu!

 

Os dois gritavam tão alto um com o outro que não ouviram a parteira dizer:

 

****: Faça força, lady Elena.

 

Foi preciso Alice repetir a ordem em alto e bom som.

 

Alice: Faça força, minha senhora!

 

Elena ouviu e obedeceu antes de voltar a gritar com Damon.

 

Elena: Nunca mais vou fazer isso!

 

Damon: Ótimo! Pelo menos, concordamos em alguma coisa.

 

Elena voltou a fazer força, seu rosto ficando escarlate. Damon sentiu-se alarmado, mas a mulher o injuriou novamente.

 

Elena: Nunca mais me toque!

 

Damon: Nesse caso, você precisa manter as mãos longe de mim. Não pense que, desta vez, vai conseguir me fazer mudar de ideia com suas sutilezas.

 

Elena: Homem teimoso!

 

Damon: Mulher cabeçuda!

 

Damon semicerrou os olhos ao fitar os de Elena. Estes brilhavam de fúria. Mas então, ela gemeu e largou-se sobre os travesseiros, enquanto estendia a mão e pegava a dele. Apesar de suas ameaças, ele a segurou com força e entrelaçou os dedos. No mesmo instante, o choro de uma criança ecoava no quarto.

 

Atônito, Damon olhou para os pés da cama, onde a parteira entregava uma forma minúscula para Alice, enquanto resmungava:

 

****: Pobre criaturinha! Imagine ter o sangue desses dois! Eles não poderiam ser mais loucos.

 

Sorrindo, Damon virou-se para a mulher e ela, com os olhos brilhando, murmurou:

 

Elena: Eu não quis dizer nada daquilo.

 

Damon: Nem eu - admitiu ele, alargando o sorriso.

 

Por um momento, fitaram-se, sentindo o amor que fluía entre eles como um rio caudaloso. Então, Alice se aproximou e entregou uma trouxinha para Damon.

 

Alice: Um menino. Um herdeiro dos Salvatore - disse ela com lágrimas de emoção.

 

Damon pegou o filho no colo e pensou que explodiria com a força da alegria sentida.

 

Elena: Ora, Damon, sua covinha apareceu - provocou Elena.

 

*****************************

 

 

 

 

 

FIM



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