História A Esquina da casa do Ellay - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Gore, Serialkiller, Suspense, Terror
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Palavras 1.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - O começo, ou talvez o fim.


Vou tentar ser o mais breve possível, espero que vocês entendam.

A minha vida toda foi sensacional, tive amigos incríveis, mesmo não tendo um pai posso afirmar que tive uma mãe espetacular, minha mãe sempre dizia que ele havia morrido num acidente. Com meus 8 anos de idade conheci Ellay o meu novo vizinho, Ellay sempre foi extrovertido, talvez até um pouco irritante, mas ele foi meu primeiro melhor amigo, aos poucos nossa amizade ia crescendo até que não desgrudamos um do outro, então com 9 anos ela chegou, Jullie, sempre muito calada, tímida e medrosa. No começo Ellay não gostou dela.

- Uma garota?! Você quer por uma garota no nosso meio?! Johnny, você ficou louco!

- Mas cara, ela é nossa vizinha...

- Você quem sabe, mas eu não vou falar com ela.

- Eu vou então. – Dito tudo isso, fui até a casa de Jullie, para minha sorte ela estava brincando com suas bonecas no quintal.

- Ei, você é a nova moradora daqui né?

- Sim.

- Ah... Você gosta de dragões?

- Não.

- Entendi... É... Eu e meu amigo queríamos saber se você quer vir brincar com a gente.

- Eu?

- Sim, você!

- Ah... Ok... – Jullie no começo era muito tímida, mas também foi se apegando á nós e conforme o tempo passou. Eu, Ellay e Jullie nos tornamos os Guardiões de Fremont, sempre nos aventurávamos pela vizinhança combatendo monstros imaginários, porém tinha um lugar onde nunca conseguíamos entrar, a casa do velho Jick. Há um tempo, antes de eu e meus amigos nascermos, ocorreu um assassinato. Um homem de 23 anos matou seus dois filhos e sua mulher, decapitando as duas crianças e colocando suas cabeças em cima da lareira e enterrando o corpo das crianças e de sua mulher no quintal, logo depois Jick Grimmin matou-se com um tiro de espingarda no queixo. Muitos diziam que a casa ficou mal assombrada, ou pelo menos era o que nos contavam. Depois do ocorrido isso meio que nos assustou, mas também nos deixou mais curiosos e com sede de aventura... Então, todo final de semana nos juntávamos na casa do Ellay e íamos para a casa do velho Jick que ficava na esquina da rua, infelizmente nunca entramos lá.

Tempos se passaram e nós crescemos, mas nunca perdemos o medo de entrar lá. Depois da morte de minha mãe, a casa dela se tornou minha, mas eu era muito jovem não podia morar sozinho e os parentes dos meus pais não me queriam, eles me odiavam. No final só tinha Ellay e Jullie como família, então passei a morar com a dona Francinny, a mãe do Ellay. Com meus 18 anos, voltei para minha casa e passei a morar sozinho. Porém nunca perdemos o hábito de nos encontrarmos na casa do Ellay, íamos para a escola juntos todos os dias e, você pode não acreditar, mas eramos os mais populares da escola. Ellay com seus cabelos negros, olhos castanhos, moreno, com o corpo definido e sorriso atraente... Era conhecido como, filho de Afrodite. Jullie, com seu lindo cabelo curto, olhos esverdeados, pele macia, corpo maravilhosamente lindo e um sorriso inocente... Era conhecida como Máquina de Matar, por conta da sua raiva excessiva. Uma vez na quarta série ele jogou uma mesa em um garoto por ele ter quebrado o lápis de unicórnio dela... E eu, com meus cabelos cacheados e verdes, pele branca, e corpo não tão definido como o de Ellay, olhos azuis de desespero... Era chamado de O Indie, por viver sempre de chapéu e ter um bom gosto para música, eu sempre odiei este apelido.

Jullie e Ellay eram muito próximos, estava bem nítido que Ellay gostava de Jullie mais que uma amiga. Infelizmente eu também tinha esse sentimento por Jullie, mas como um bom amigo, os apoiei e fiquei feliz quando eu soube que os dois haviam começado um relacionamento. Eu os amava e queria vê-los felizes, juntos ou separados. Estava tudo indo bem, estávamos vivendo felizes juntos, até que, depois de uma festa que eu não estava presente, Ellay, Jullie e eu nos separamos, eu não sabia o que havia acontecido naquela festa, mas parecia não ter sido nada bom. Infelizmente não eramos mais os Guardiões de Fremont, muito menos uma família e quando menos esperávamos cada um seguiu para um lado, entre Ellay e Jullie só havia rancor e ódio, e a mim, não me olhavam mais como um irmão e sim como um órfão. Uma semana depois Jullie parou de ir à escola e depois disto nunca mais a vi, logo em seguida eu e Ellay nos formamos, mas mesmo assim não mantivemos contato.

Depois de algum tempo vivendo só, comecei a trabalhar numa cafeteria. Lá, posso dizer que, conheci o meu primeiro amor. Uma garota linda de olhos tão azuis quanto os meus, seu sorriso era lindo e contagiante, seus cabelos loiros como o de uma boneca de porcelana e sua pele, ah... Aquela pele tão macia e branca como se fosse lã... Lembro-me muito bem como nos conhecemos, a primeira vez que a vi eu tropecei numa cadeira e derrubei um frappuccino com chantilly e canela, em cima de um cliente. Lembro-me até das palavras de ódio daquele rapaz:

- Maldito garoto, limpe isso agora ou farei um inferno na sua vida!

- Acalme-se senhor, ele apenas está distraído, não é mesmo John?! – Dizia ela olhando para mim com uma cara de decepção e reprovação.

- Você sabe meu nome?

- Sim. Sou Christian, sua nova gerente. Novamente, peço desculpas senhor pelo meu funcionário, garanto que ele será punido de forma justa. – Aquela voz doce e autoritária, me prendia fazendo com que eu não tivesse medo de ser punido, não importava como seria, eu apenas queria continuar ali admirando sua beleza. Tempos depois trabalhando naquela cafeteria viramos amigos e a cada dia que passava eu me tornava mais apaixonado por ela, até que então tomei coragem e a pedi em namoro.

– Sim! É claro que sim. – Foram suas palavras.

Por um momento considerei este, o momento mais feliz da minha vida, até que, no dia 23 de Fevereiro, eu recebi uma ligação de Ellay. Parecia ser motivo de felicidade para mim, estaria conversando com meu velho amigo depois de tanto tempo, mas infelizmente o tom de sua voz, o choro reprimido, aquela sensação ruim como se algo estivesse preso em sua garganta. Não tive escolha a não ser perguntar o que havia acontecido.

- Minha mãe John, ela morreu. – Naquele momento, todas as lembranças da dona Francinny me vieram à mente, todos os momentos felizes... Eu realmente considerei aquela mulher a minha mãe. Soltando o telefone no chão, eu simplesmente saí correndo de meu trabalho com meus olhos encharcados de lágrimas. Chegando em minha casa depois de ter corrido tanto, eu me deparo com um presente em cima do balcão da cozinha. Na embalagem estava escrito:

 

De Francinny, para John.

 

Abri rapidamente a embalagem e o que vi foi uma foto, nela estava eu, Ellay, Jullie e dona Francinny. Estávamos todos felizes naquela foto. Naquela noite Christian foi me visitar.

- John, deixe-me entrar! Sabe que eu odeio te ver assim. John! Por favor. – Por mais que Christian persistisse, eu não queria sua companhia, não queria a companhia de mais ninguém. Naquela noite todas as lembranças ruins vieram a minha mente como fantasmas. Lembrei-me de momentos terríveis onde via minha mãe implorando em suas orações para que todo aquele sofrimento acabasse, lembrei-me dos olhos cheios de prazer daquele homem maldito que a maltratava todas as noites, batendo cada vez mais em minha mãe... Naquela noite, me lembrei de Francinny e seu sofrimento depois que o pai de Ellay morreu. Naquela noite, eu mudei.

 



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