História A Estrada Da Morte - A Maldição - Livro 1 - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fraqueza, Mistério, Sobrenatural, Traição
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Palavras 1.612
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A felicidade é uma recompensa para quem não a procura.

Anton Tchekhov

Capítulo 7 - Território Inimigo


Fanfic / Fanfiction A Estrada Da Morte - A Maldição - Livro 1 - Capítulo 7 - Território Inimigo

03/07/98     08:15

Fernando Seixas








Apartamento de Cairo


Estávamos dormindo tão bom, quando o telefone toca. Cairo vai atender.

- Quem é?! Eu estava dormindo!

Senti a cama se mexer, dei uma olhada debaixo dela.

-Mãe? Você está chorando?!

Aquela mulher é falsa, odeio ela. Debaixo da cama só tinha a chave com a fotógrafa da mãe de Cairo, nada mais. Peguei ela.

-Mas...para que?

Fui até a varanda, na rua escura avistei um homem velho me olhando, quem é ele?

-Esclarecer...Como assim?

O homem pegou alguma coisa em sua cintura e apontou aquilo para mim...é uma arma!

-Mas mãe...

-Por que ela desligou na minha cara?!

-Se abaixe, JÁ!

Pulei em cima dele, derrubando o no chão.

-Mas o que é isso?!

Tenho que ir atrás daquele desgraçado!

-Cai, tenho que pegar aquele cara.

Me levantei do chão, ajudei Cai a se levantar também.

-Obrigada, mas quem atirou?

Fui pegar minha arma, estava em uma gaveta do armário, as vezes guardo algumas coisinhas minhas na casa do Cai.

-É o que vou descobrir. 

Cairo correu até mim e me abraçou. 

-Não deixe ele te fazer mal. Você é muito importante para mim. 

Para mim também.

-Não se preocupe, eu vou voltar.

Já estou na porta. Cai abre ela para mim, e coloca a mão em meu peito.

-Tome cuidado, tá?

Olhei para o corredor para ver se estava vazio, estava. Vou dar lhe um presentinho para ver se ele se acalma.

-Se você morrer eu...

Eu dei lhe um beijo, ele não resistiu, deu me passagem. Senti que seu coração estava batendo tão forte. Eu sempre o amei, fiz isto para ver se ele também me ama.

-Fer...o bandido vai fu...

-Tome isso.

Dei lhe o meu colar, nele estava as iniciais dos nomes da minha mãe e pai. O F de Fred e o C de Camila, agora é F de Fernando e C de Cairo.

-Fer, eu...não posso aceitar.

-Você me ama?

Ele me olhou profundamente.

-Muito...sempre vou te amar.

Coloquei o colar em seu pescoço. 

-Então em nome do nosso amor, você fica com o colar. Tenho que ir. Depois eu te vejo.

Corri para as escadas.

-Sim...Se existir um depois para nós. 

Ouvi ele dizer. Como assim? Deixa pra lá, o bandido está fugindo.















08:30

Rua Alberto Ferin


Eu vi o bandido entrar em uma casa no bairro mais calmo da cidade.

-Peguei você, rato de esgoto. 

Fui até a frente da casa, ela tinha um muro de quatro metros, e já que eu sei pular muros, comecei a escala lo.


Já no outro lado, o jardim era uma zona, sujeira para todo lado. Abri uma porta, ela deu para a cozinha. Dei de cara com um homem velho.

-Polícia, mãos para o alto!

Apontei a arma para ele. Ele levantou as mãos, mas deu uma risada alta.

-Do que está rindo? Quem é você?

-Sou Kelvin Carlenco, irmão de Daniel Carlenco, o Senhor Dos Venenos.

-Aonde está esse Daniel?

Ele olhou para atrás de mim e gargalhou.

-Eu estou olhando para ele.

De repente senti uma batida na cabeça e não vi mais nada.












09:00

Rua Alberto Ferin


Acordei amarrado em uma cadeira em um cômodo escuro da casa. Quando a porta se abriu fiquei cego por causa da claridade.

-Como nós matamos ele? 

Alguém falou.

-Tenho um veneno ótimo para uma morte lenta e dolorosa. Vou pega lo.

Ouvi barulho de passos saindo da sala. Minha vista foi se acostumando à claridade, quem estava ali parado me olhando era Kelvin Carlenco. 

-Você não deveria ter me seguido.

Ele estava sério agora.

-Quando eu me soltar, você vai ver.

Ele começou a andar calmamente em volta de mim.

-Você é amigo de Cairo Ferreira, estou certo?

-NÃO MEXA COM ELE! 

Kelvin deu uma risada.

-Calma, nós não faremos mal à seu amigo...Será outra pessoa que fará.

-Quem, quem é o maldito? Mato ele agora mesmo!

Mexi desesperadamente na cadeira. Kelvin me deu um soco forte em meu rosto.

-Aí, como eu adoro bater nas pessoas. É a mãe daquele moleque que o matará...com veneno. Ela estava aqui agora pouco, se você tivesse vindo um pouco mais cedo veria ela aqui.

Daniel chegou com o veneno.

-Aqui esta, mandrágora, ela demora quarenta e cinco minutos para seu efeito, mas até lá terá muito sofrimento e dor. Foi o mesmo que dei para Elisa, menti para ela, a burra acreditou. Falei que coloquei algumas coisas à mais na composição. Idiota.

-Espera...mas por que você fez isso?

Daniel abriu o frasco com o veneno.

-Eu quero que o plano dela dê errado. O menino demorará mais tempo para morrer, mas vai sofrer muito com dores de barriga. Tenho certeza de que ele aguentará e seguirá a Elisa para mata la.

-O Cai nunca mataria ninguém! Quando isso ira acontecer?

-As oito da noite. Pelo menos tem um lado bom nisso, vocês vão ser enterrados juntos. Eu sei de seu caso com o filho da vagabunda. 

Os dois riram de mim.

-Vocês é que vão estar mortos!

Kelvin pegou uma seringa e deu para seu irmão que colocou o veneno dentro.

-Será uma picadinha de leve...

Alguém entrou pela porta atirando para todos os lados. Um tiro acertou Kelvin na cabeça.

-Irmão!

O homem derrubou Daniel no chão. A seringa voou.

-Q-Quem é você?

-Miguel Santeiro, prazer. 

O Miguel está me ajudando?! Ele nunca foi com a minha cara! 

Miguel apontou a arma para a cabeça de Daniel.

-Não...Não, por favor! 

-Desculpe, mas é preciso.

Atirou. Daniel caiu e uma poça de sangue se formou sobre seu corpo.

-Deixo te desamarrar.

Ele largou a arma e me desamarrou.

-Por que fez isso? Você me odeia.

-Nunca te odiei, só não gostava muito de você.

-Isso não é a mesma coisa? 

-Garanto que não.

Rimos e saímos daquela casa.

-Miguel, Cai vai ser morto precisamos fazer algo...

Ele me empurra para o muro e me beija de repente!

-Você é melhor...do que qualquer mulher que fiquei.

Continuou me beijando. Confesso, não resisti. Era ótimo...eu ainda estou com o Cai, não vou trai lo! 

Empurrei violentamente Miguel.

-Você não gostou?

Andei apressadamente em direção do apartamento de Cairo.

-Mas é claro que gostei...mas já estou namorando.

Ele começou a andar atrás de mim.

-Quem é o sortudo?

-Não percebeu ainda? É o Cai.

Miguel parou de me seguir quando ouviu seu nome.

-Cairo Ferreira?

Parei também.

-Sim, por que? 

-Porque...porque...

Ele olhou para baixo, ele estava corando. Nunca vi ele assim.

-Tchau, Fer. Te vejo no trabalho.

Miguel virou me as costas e saiu correndo. O que aconteceu? 














10:30

Apartamento de Cairo


-Bom dia, Antônio. 

-Bom dia, se estiver procurando o Cairo, ele acabou de sair.

-Para onde.

-Ele falou que iria dar uma volta para pensar sobre a vida, poético, não?

-Sim...poético.










10:45

Delegacia de polícia


Cai vai ficar bem, tomara. Tenho um coisa para resolver. Já que Benin está fora, Miguel é o novo delegado.

Entrei na sala de Miguel.

-Senhor, peço perdição para pegar...alguns policiais.

-Para que?

Ele estava de costas para mim, olhando pela janela de braços cruzados. Parece que ele chorou, nunca vi ele chorar.

-Para evitar duas mortes. O assassino da família Leond pode atacar de novo a qualquer momento.

Miguel se virou e foi até mim.

-Você não precisa de policiais para esse trabalho. 

-Eu não quero ir sozinho para aquele lugar, lá é escuro e frio, tenho medo.

Ele me apertou contra a parede de novo.

-Quem disse que irá sozinho? Eu vou com você.

Consegui escapar dele, encostei na patente da porta tentando agir normalmente. 

-Descobriu alguma coisa sobre Benin?

Miguel me olhava quase sem piscar.

-Rastreamos seu celular, tudo indica que ele está dentro da mansão da família Leond.

-Por que ele entraria naquela mansão? Benin me pediu para pegar uma pá na casa de ferramentas que ficava perto da horta, quando voltei ele não estava mais lá.

-Depois você prestará um depoimento. Vamos rápido.

Saímos da sala.













11:00

Delegacia de polícia


Eu entrava na viatura, quando Miguel me viu entrando jogou algo para o banco de trás.

-O que era? 

-Um...presente.

Ele tentava não me olhar nos olhos.

-Para quem?

-Para...

-Para? 

Miguel começou a corar.

-É para vo...

-Espera.

Interrompi Miguel, porque um homem que não mostrava o rosto entrava na delegacia. Miguel percebeu minha apreensão e saiu da viatura para ver o que ele queria.

Seus olhos...eu conheço esses olhos, são vermelhos...Cairo! Como é eu que esqueci dele?!

Eu queria sair da viatura e agarrado para nunca mais sair de perto de mim, mas ele sumiu de repente. Miguel entrou na viatura com uma cara de surpresa ou algo parecido.

-Mas...o que aconteceu? Que era? 

Ele olhou para mim tocando meu rosto com sua mão.

-Como pode...um vagabundo e cachorro como eu...conseguir amar alguém.

Por que ele está tocando meu rosto?

-Qual o nome da pessoa que você...ama? 

Miguel estava se aproximando muito de mim.

-Ele se chama Fernando.

-Miguel...alguém vai nos ver e...não posso trair Cairo.

De novo, quando ouviu o seu nome, ele se afastou de mim.

-Vou te levar para um lugar.

Agora ele estava muito sério. Não temos tempo para ficar passeando pela cidade tenho que encontrar a Elisa!

-Mas...não íamos para a mansão da família Leond? 

-Não vamos mais. Tenho uma surpresa pra você.

-O que é? 

-Já disse que é surpresa.

Ele deu partida à viatura.












11:45

Um lugar que eu não conhecia, era um campo de flores, uma floresta ficava em volta.


-Onde estamos?

Parece um conto de fadas, só falta um unicórnio. 

-Esse lugar...só eu e você sabemos dele, ninguém mais saberá.

Obrigado por responder minha pergunta!

-Aonde estamos?

Miguel parecia hipnotizado pelas flores do local.

-Os meus pais se casaram aqui...foi um dos melhores dias da minha vida...

Um grande trovão foi ouvido vindo do Sul.

-Vai chover, fale logo. Temos que encontrar Cairo! 

Ele parecia nem ter me ouvido, mas o que está acontecendo com Miguel?

-Meus pais...faz um tempo que eles morreram.

-Qual era o nome deles?

Eu tinha que parecer interessado no assunto. 

-Pedro e Michele...morreram quando eu tinha quatro anos.

-E...quem cuidou de você?

Uma lágrima saiu de seus olhos.

-Uma homem chamado...Gregório Leond, ainda lembro ele brincando comigo. 

LEOND! 

-Espera, quem cuidou de você foi um Leond? 

-Sim, ele morava em uma cabana aqui perto, quer que eu te levo?

Ele está muito inocente, alguma coisa está errada, mas o que?

-Pode levar, mas temos que investigar rápido e sair daqui, entendeu?

-Sim...mas tem mais uma coisa.

Miguel se aproximava de mim.

-O-O que?

Ele pegou algo em seu bolso. Era uma pequena caixinha preta...Não, não acredito que ele vai fazer isto!

-Fernando...

Ele se ajoelhou. Isso não pode estar acontecendo!

-Você quer...namorar comigo?

Aí ferrou! 































Notas Finais


Agora focaremos no caso da morte de Gregório Leond, ele teve um das mortes mais macabras da família, só que...Será que os dois sairão à tempo para salvar Cairo?


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