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História A Estrela do Seu Coração - Jikook - Capítulo 5


Escrita por: RosaCorDeCarmim

Capítulo 5 - Um ato inesperado


[Jimin]

 

“Querido Jimin,

Essa última semana foi um pouco conturbada, não houve um momento sequer em que eu não pensasse em você.

Um amigo próximo me disse para ser honesto com você e te dizer, cara a cara, tudo o que guardo em meu peito. Pensei seriamente no que ele disse, mas ao te ver – deslumbrante como sempre – acabei perdendo a coragem. Por que um ser tão perfeito como você ficaria com alguém como eu?

Mas, mesmo sabendo disso, continuo um tolo nutrindo a ilusão de que você me aceitaria. Assim sendo, também continuo buscando refúgio atrás do papel, como o covarde que eu sou.

Peço seu perdão, mas ainda não tenho a bravura necessária para me pôr aos seus pés...

(Mas, se for necessário te salvar de um dragão, não se esqueça de que sou o seu cavaleiro de armadura!)

Para sempre seu, Anônimo.”

Era o que estava escrito na carta de hoje. Admito que eu ri da última parte: um dragão, sério? Talvez ele pudesse me salvar da tensão dos ensaios.

- Uma pausa! – Eu agradeci mentalmente por isso.

Sentei em um dos cantos mais afastados e bebi muita água. Observei em silêncio Dahyun se aproximar. Ela sentou-se ao meu lado sorrindo.

- Você está se saindo bem... – eu disse como cumprimento.

- Você também está ótimo, como sempre! – Ela sorria amplamente.

- Obrigado, eu acho. – Ela ficou inquieta por momento. – Algum problema?

- Sênior, você gosta de alguém? – Eu me engasguei com a água. – M-me desculpe! Isso é algo muito pessoal, não é?

- Um pouco... – Não pude evitar pensar no Jungkook e naquele sorriso fofo dele. Acabei sorrindo sem me dar conta. Limpei a garganta. – Você está tendo problemas amorosos?

- É... Algo assim. – Ela estava corada. Devia ser difícil para ela falar de algo assim. – Eu não sei o que fazer para chamar a atenção de quem eu gosto... Não importa o quanto eu tente, essa pessoa não me olha da forma como eu gostaria.

- Entendo você. – Fui sincero. Ela estava sendo corajosa em tentar conversar sobre isso, ser honesto era o mínimo que eu podia fazer. – Essa é uma situação complicada. Sinto muito, não tenho nenhum conselho para você...

- Quer dizer então que... – ela arregalou os olhos aturdida e apontou para mim vagarosamente. – Você?! M-mas você é Park Jimin! Quem seria idiota ao ponto de não te notar?

- Infelizmente esse alguém existe. Você está bem? – Ela continuava boquiaberta.

- Eu apenas não consigo acreditar nisso. Como essa pessoa é?

- É alguém fofo... – eu me senti um pouco constrangido, mas, por algum motivo, eu queria falar – um pouco agitado e impulsivo. Uma pessoa muito carinhosa e que não tem medo de demonstrar seus sentimentos.

- Essa pessoa parece incrível... - Depois nós acabamos mudando de assunto e conversando sobre outras coisas.

- Você é do primeiro ano, não é, Dahyun? – Ela concordou acenando a cabeça. – Bem... O que você acharia se alguém mais velho gostasse de você? Tipo alguém do segundo ou do terceiro ano... Acharia esquisito?

- Óbvio que não! Isso seria o máximo! – A reação dela foi bem animada.

- Então você gostaria se alguém do segundo ano se confessasse para você?

- Sim, é claro! – A garota de repente ficou muito vermelha e desviou o olhar. – Você está planejando se confessar?

- Mais ou menos... Tenho medo de ser rejeitado.

- Bem, eu acho que você deveria ir em frente. – Ela remexia os dedos nervosamente, acho que falar sobre isso a deixa muito tímida. – Talvez você se surpreenda com a resposta.

- É, acho que você está certa! – Eu me sentia melhor depois de falar sobre isso com alguém de fora da situação. – Obrigado!

- Hum... Você não tem mais nada para dizer...? – Acabei não ouvindo o que ela disse, pois Suho começou a dar um recado.

- Pessoal, acabamos de receber um chamado urgente da direção do colégio. Acabaremos o ensaio mais cedo hoje, todos estão liberados! Não se esqueçam de ler o próximo ato e tentar decorar as falas.

- Te vejo uma outra hora, Dahyun! – Eu acenei para ela e saí apressado. Precisava chegar naquele vestiário neste exato momento.

Eu preciso falar com ele neste exato momento! Talvez eu nunca mais vá conseguir reunir essa coragem...

- Jimin? Pode me ajudar, por favor? – não era possível ver o rosto de Jihyo, que estava escondida atrás de uma pilha de livros.

- Ah... Claro. – Eu não podia simplesmente deixá-la levar tudo sozinha sem ter um enorme peso na consciência.

- Me desculpe atrapalhar você... – Ela realmente parecia sem graça.

- Sem problemas! – Levei a maior parte dos livros até a biblioteca e a ajudei a organizá-los. No fim, ela e a bibliotecária me agradeceram.

Agora sim! Já deveria estar quase na hora do intervalo do treino, então eu só preciso esperar perto da saída. Atravessei a distância praticamente correndo, mas estaquei ao chegar nos armários que ficavam próximos de lá.

Uma menina conversava animada com Jungkook, que também parecia estar bem interessado na conversa. Eu apenas fiquei observando escondido, poderia falar com ele quando ela fosse embora. Não havia nenhum problema, não é mesmo? Não é como se ele não pudesse conversar com outras pessoas... admito que estava com um pouco de ciúmes, mas ele não estava fazendo nada demais! E, mesmo que estivesse, não seria da minha conta...

Isso mesmo, não é da minha conta! Inclusive se ela estivesse... o beijando?!

Quase caí para trás com o choque. Ela o BEIJOU!

Eu saí dali correndo.

Não era da minha conta o que ele fazia ou quem gostava dele! Nem quem ele beijava! Isso mesmo! Não é da minha conta. Não me importa! Eu ficava repetindo para mim mesmo.

Isso não importa!

Isso não me importa!

Isso não importa... mas não significa que não dói!

 

-

 

Perto dali, havia alguém que observava aquela situação em silêncio.

Aquela pessoa escondida nas sombras daqueles armários, fedidos de suor e desodorante em excesso, assistia tudo com desgosto e descrença. Aquilo deveria ser só um engano. Não era possível. Aquela só poderia ser uma daquelas piadas sem graça que as pessoas contavam. Não poderia haver outra explicação... Pelo menos era assim que tentava se enganar.

Sentiu seu sangue ferver quando viu a continuação daquilo: o garoto saiu correndo arrasado.

Não. Aquilo não estava acontecendo.

Aquilo não podia estar acontecendo.



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