História A evil kitty - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~bottomwonu

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Jeon Wonwoo, Kim Mingyu, Soonyoung "Hoshi"
Tags Bottom!wonwoo, Lemonadies, Meanie, Minwon, Pwp, Top!mingyu
Visualizações 372
Palavras 8.178
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


wonnie híbrido de gatinho para animar esse domingão ♡
boa leitura ♡

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Em geral, híbridos de gato são pequenos e desinteressados no que outros querem, levemente demoníacos e pelo menos um pouco manipuladores. Wonwoo se orgulhava de ser todas essas coisas em níveis variados, mas especialmente em ser desinteressado no que as outras pessoas querem que ele faça. Ele ainda era humano, pelo amor de deus, apesar de suas orelhinhas brancas e felpudas no topo da cabeça e de sua tendência a deitar em lugares ensolarados e dormir.

Ele estava fazendo seu trabalho diário: jogando coisas por aí e deixando um rastro de caos por onde passava. Por mais irritado que Soonyoung ficasse com isso, ele já havia se acostumado; ambos dividiam um apartamento por quase três anos agora, e se Wonwoo choramingasse o bastante ele limparia sua bagunça. Era uma vida maravilhosa, na verdade.

Com exceção do amigo de Soonyoung; o estúpido, com ombros enormes e alto demais, aquele que sempre aparecia para assistir futebol. Wonwoo odiava aquele cara. O cabelo preto dele estava sempre oleoso e ele sempre trazia consigo cervejas hipsters que tinham gosto de merda. E ele nem deixava Wonwoo beber. Wonwoo só sabia do sabor porque uma vez ele roubou uma garrafa da geladeira e correu para o seu quarto antes que Mingyu pudesse alcançá-lo.

Isso era completamente ridículo. Wonwoo tinha vinte um anos, velho o bastante para beber legalmente. Ele não precisava ser tratado como uma criança por um babaca qualquer. Quem ligava se a cerveja não era dele em primeiro lugar? Todo mundo sabe que só quem é realmente educado leva bebida o bastante quando vai visitar a casa de alguém.

O hipster idiota estava sentado com os pés em cima da mesa de centro de Wonwoo, provavelmente a deixando toda suja e riscando o vidro. Wonwoo caminhou em silêncio em direção à cozinha, onde ele, com certeza, não estava se escondendo (muito obrigado!), e agarrou a alça da mochila de Mingyu, que estava em cima da bancada, a arrastando lentamente até si.

Wonwoo mantinha o olhar fixo na sala, só para ter certeza que Mingyu e Soonyoung não iriam se virar, e então, quando a mochila estava perto o bastante, ele a puxou e a escondeu atrás do balcão, sentando-se no chão frio. Ele estava bem escondido e os garotos estavam assistindo rúgbi – como se essa porcaria fosse um esporte de verdade –, era o momento perfeito para mexer nas coisas de Mingyu.

Ou, em tradução livre: bagunçar as coisas de Mingyu.

O interior de sua mochila era bem entediante, para falar a verdade – haviam alguns livros, um notebook, canetas, uma garrafinha d'água, uma calculadora, na qual Wonwoo fez careta quando viu, porquê, ew, matemática, e seu celular.

Oh. Seu celular.

Quem seria estúpido o bastante para deixar seu celular numa mochila com Wonwoo por perto? Honestamente, era como se ele estivesse pedindo para ser sacaneado.

Wonwoo mudou o papel de parede e escondeu suas músicas; ele estava na metade do processo de mudar todos os contatos na lista de Mingyu para PAU MOLE quando foi agarrado pela parte de trás do pescoço e colocado de pé. Soltou um gritinho, as coisas escorregaram do seu colo e ele quase deixou o celular cair no chão.

– O que você está fazendo? – Mingyu perguntou de forma grosseira, sua voz rouca e profunda enquanto arrancava o celular das mãos de Wonwoo e segurava seus pulsos com uma mão só, o levantando tão alto que o híbrido teve que ficar na ponta dos pés para não perder o equilíbrio completamente.

– Nada. – Wonwoo murmurou, contorcendo-se nos braços de Mingyu, tentando encontrar uma saída.

– Gatinho malvado. – Mingyu sussurrou, dando um tapa em sua bunda e sorrindo em seguida. – Mexendo nas minhas coisas sem permissão.

O rosto de Wonwoo queimou de vergonha, calor se espalhando por sua barriga. Um gemido de raiva escapou dos seus lábios e ele se soltou do aperto de Mingyu. Correu para o seu quarto e bateu a porta atrás de si com força.

Wonwoo ficou sentado em seu quarto por cinco minutos. Havia um sentimento estranho em seu estômago que era quase impossível de se livrar, era quente e fazia com que todos os seus membros ficassem tensos. Quem Mingyu pensava que era para simplesmente agarrar Wonwoo daquele jeito, bater na sua bunda e chamá-lo de gatinho malvado?

Wonwoo era um gato malvado. Mas foi muita audácia da parte de Mingyu dizer aquilo. E Wonwoo não era o tipo de híbrido que guardava desaforos.

Ele voltou para a sala e ficou em pé na frente de Mingyu, entre o moreno e a televisão, colocando as mãos nos quadris.

– Você não tem direito de me tratar daquele jeito. – Ele atacou, chamando a atenção do maior.

Mingyu afundou no sofá e colocou as mãos nos bolsos do seu moletom, parecendo completamente despreocupado.

– De que jeito? – Perguntou, arqueando uma sobrancelha. – Como um gato? Eu sinto muito por ser o primeiro a te dizer isso, anjo, mas você é um gato.

Wonwoo deixou outro grunhido de raiva escapar. Antes que pudesse formar palavras, Mingyu se sentou, tirou as mãos dos bolsos, e puxou Wonwoo, que acabou caindo no seu colo.

– Vem aqui, gatinho. Eu sei que você quer um abraço. Eu não deveria te fazer esse favor, você foi muito mal hoje. Mas o que eu posso fazer? Sou um homem fraco.

O colo de Mingyu era quente e do tamanho perfeito para passar uma tarde inteira assistindo séries e comendo besteiras.

– Soonyoung-ah... – Wonwoo chamou baixinho, acenando a mão em direção ao amigo. – Soonyoung, me salve!

– Não. Você é chato demais. – Ele respondeu, sem nenhuma emoção no rosto, e aumentou o volume da TV. Wonwoo suspirou, pronto para pular fora dos braços de Mingyu, quando...

Quando Mingyu começou a acariciá-lo obscenamente, as mãos grandes passeando pela barriga de Wonwoo por debaixo da blusa, tão quentes e macias. O híbrido se aconchegou no peito do maior sem perceber.

– Isso, kitty. – Ele murmurou, colocando uma das mãos na coxa de Wonwoo. – Se você ficar quietinho e se comportar enquanto nós terminamos de assistir o jogo, eu te dou um presente.

Wonwoo acabou gemendo levemente ao pensar no que o presente poderia ser. Foi só por isso que ele ficou. Esse era o único motivo, ele jurava.

Nada aconteceu naquele dia. Wonwoo ficou quieto e se comportou enquanto eles terminavam de assistir o maldito jogo, mas Mingyu acabou dormindo, macio e quente em baixo dele, uma mão na pele pálida de Wonwoo por debaixo da camisa. Ele tinha parado de fazer carinho há quase meia hora, a única razão para Wonwoo ter continuado no seu colo era porque Mingyu tinha um cheiro muito bom. Ele era um bom travesseiro.

Quando o jogo acabou – aleluia! –, Mingyu se mexeu. Pressionou um beijo no topo da cabeça de Wonwoo, no meio de suas orelhinhas brancas e felpudas, e esfregou sua barriga pela última vez.

– Eu preciso ir, gatinho. – Ele sussurrou, sua voz rouca por causa do cochilo. – Não deixe Soonyoung hyung dormir no sofá, okay?

Não esperou por uma resposta, suas mãos grandes pegaram Wonwoo pelas coxas e o colocou de volta no sofá; apanhou suas coisas e se despediu de Soonyoung, indo embora logo depois.

Ótimo. Wonwoo não queria nada com ele mesmo.

 

***

 

Alguns dias mais tarte, Soonyoung e Mingyu se reuniram novamente. Wonwoo os observava da cozinha com olhos semicerrados, apertando a xícara de chá que tinha nas mãos. Eles estavam jogando um jogo idiota de cartas que Wonwoo não tinha atenção o bastante para entender as regras, e estavam o ignorando pelos últimos vinte minutos.

Wonwoo não gostava de ser ignorado. Ele precisava de atenção e simplesmente estava acostumado com isso, sempre sendo mimado pelas pessoas. Ele não estava fazendo beicinho, é claro que não. Ele estava planejando.

O que ele estava planejando era um mistério. Ele só sabia que seria um plano de destruição em massa.

Antes que ele pudesse fazer algo sobre isso, ou até mesmo terminar de beber o seu chá – que já estava esfriando –, Mingyu olhou em sua direção, um sorriso canino e bobo crescendo em seus lábios.

– Vem aqui, kitty. – Ele chamou, dando tapinhas no espaço vazio ao seu lado no sofá.

Wonwoo caminhou devagar, deixando a xícara na bancada, e sentou ao lado de Mingyu, colocando as pernas no seu colo e se aproximando para tentar ver suas cartas.

– Ele tem um az de espadas e quatro dois. – Dedurou para Soonyoung, se deitando no sofá. Esse sofá era dele e ele se sentaria ou deitaria onde quisesse. Seu nome estava, literalmente, escrito nas almofadas – quando Soonyoung foi viajar meses atrás, Wonwoo não tinha nada melhor para fazer, mas tinha uma caneta permanente a sua disposição.

– Gatinho malvado. – Mingyu respondeu, beliscando a parte de trás do seu pescoço. A sua voz não tinha um tom de irritação, mas, mesmo assim, ele jogou as cartas na mesa de centro e apertou os ombros magros de Wonwoo levemente, o massageando.

Wonwoo se arrepiou e inclinou o corpo ao toque, ficando estranhamente relaxado. Por um minuto seu cérebro não estava em forma para falar algo, sua mente desconexa e o corpo quente.

– Quer assistir um filme, kitty? – Perguntou, e, ao não receber resposta, pegou o controle remoto e zapeou por diversos canais, ignorando Soonyoung completamente. Wonwoo não tinha certeza do que fazer, então ele apenas tentou esquecer o sentimento estranho em seu estômago, fitando a televisão com olhos pesados. Mingyu parou num canal que passava um filme tão velho que era em preto e branco, algo que Wonwoo nunca tinha assistido antes e não tinha nenhum interesse em assistir.

Mas ele não reclamou. Por alguma razão, ele não reclamou, apenas continuou deitado ao lado do hipster que ele mais odiava no mundo, recebendo de bom grado uma massagem nas costas que ele nunca pediu.

Era tudo muito estranho. Tão estranho que Wonwoo nem percebeu quando Soonyoung se levantou e saiu da sala e não voltou mais. Provavelmente ele disse algo antes de sair, mas Wonwoo só conseguia prestar atenção em uma coisa agora: em como as mãos de Mingyu eram boas nos seus ombros.

Dormir parecia meio que inevitável. O cômodo estava agradável, nem quente demais ou frio demais, e Wonwoo sempre se sentia mais sonolento quando alguém o tocava, então era natural que ele cochilasse um pouco. Ele não dormiu de verdade, porque isso seria estranho, mas ele cochilou.

Mingyu devia ter pensado que ele estava, de fato, dormindo, pois nem esperou o filme acabar antes de pegar Wonwoo no colo, como se ele não pesasse mais do que uma pena, e o carregou pelo corredor em direção ao seu quarto.

Wonwoo quase ficou sem ar, embora seus olhos continuassem fechados, imaginando onde isso tudo iria parar. Talvez ele finalmente fosse ganhar o presente que Mingyu prometeu.

Ao invés disso, ele apenas foi colocado na cama. Mingyu pegou um cobertor e colocou em cima do seu corpo.

Wonwoo franziu a testa.

– Por acaso você é burro? – Ele perguntou, levantando-se abruptamente e batendo a testa na cabeça de Mingyu. Doeu tanto que Wonwoo soltou um grito.

– Merda, Wonnie. – O moreno xingou, sentando na ponta da cama enquanto massageava sua testa. Devia ter doído mais nele do que em Wonwoo, já que ele tinha um cérebro pequeno e estúpido de hipster e tudo mais.

Wonnie. Ele nunca havia chamado Wonwoo de Wonnie antes. Normalmente era apenas gatinho, kitty, Wonwoo ou, quando ele estava meio irritado, kitten.

Um calor se espalhou pelo seu estômago por conta do apelido. Com um surto de adrenalina, ele empurrou Mingyu pelos ombros até conseguir subir no seu colo, quase caindo da cama durante o processo.

Automaticamente, as mãos de Mingyu foram parar na sua cintura estreita, o segurando. Ele parecia confuso.

– Você disse que iria me dar um presente. – Wonwoo acusou, soando mais indignado do que realmente estava.

Mingyu parecia ainda mais confuso.

– Você prometeu. – Wonwoo gemeu frustrado.

Como se lembrasse de algo, Mingyu acenou com a cabeça.

– Eu prometi. – Concordou lentamente. – O que você quer como presente? Um abraço? Um lanche? Chá? Um carinho nas orelhas?

Wonwoo fez uma careta ranzinza.

– Eu vou dizer para o Soonyoung que você tentou se aproveitar de mim. – Ele anunciou, tentando sair do colo de Mingyu. O maior segurou seus quadris e o puxou para mais perto, rindo.

– Não, não, me desculpe. – Pediu. – É sério, o que você quer? Um beijo?

Wonwoo umedeceu os lábios finos e cor de cereja com a língua, adorando a maneira que os olhos de Mingyu seguiam o movimento.

– Por que eu iria querer um beijo seu?

Mingyu gemeu, aumentando a pressão do aperto nos quadris do menor.

– Wonnie... – Ele disse, sua voz afiada e baixa. – Kitty, eu-

Excitação corria por suas veias. Ele cortou a fala de Mingyu quando o empurrou, o fazendo ficar deitado na cama, e deslizou até o chão, se ajoelhando no meio das pernas dele.

– Fique quieto. – Mandou, apalpando a ereção de Mingyu por cima do jeans. Ele estava tão duro, e tudo que Wonwoo fez foi sentar em seu colo. – Eu quero que isso seja o meu presente.

A respiração de Mingyu engatou e um grunhido escapou bem do fundo da sua garganta. Wonwoo não perdeu tempo em abrir o zíper e colocar o pau de Mingyu para fora da calça, arfando.

Era grande. Durante os últimos meses de tortura tendo que conviver com Mingyu, ele gostava de pensar que Mingyu tinha um pau extremamente pequeno e por isso ele era sempre tão chato, especialmente com Wonwoo. Bom, ele estava errado.

Wonwoo já estava começando a ficar duro também, seu jeans apertando na parte da frente enquanto admirava o pau de Mingyu.

Se inclinou e lambeu a ponta, fechando os olhos. Fazia tanto tempo desde a última vez que ele havia chupado alguém, para falar a verdade, ele sempre adorou pagar boquetes. Isso o fazia soar como uma vagabunda talvez, mas ninguém ligava.

Mingyu passou os dedos pelo cabelo caramelo de Wonwoo. Ele gostava disso também, de ser incentivado a ir mais fundo quando os caras fazem carinho em seu cabelo.

Exceto que Mingyu não estava o incentivando, e sim o afastando. Seus olhos castanhos estavam arregalados, algumas gotas de suor descendo pelo seu pescoço quando perguntou:

– Que merda você está fazendo?

A pergunta não soava amigável. O pau de Wonwoo doía no meio das suas pernas, implorando para ser tocado.

– Você me prometeu um presente. – Sussurrou, se sentindo subitamente exposto. Wonwoo queria tanto isso, tanto que não conseguia nem pensar direito.

A risada de Mingyu era fria e com um ar de deboche. Ele se sentou, olhou para Wonwoo nos olhos enquanto dizia:

– Você acha que não sei que eu poderia fazer isso ter acontecido muito antes se eu quisesse? Você não é tão sutil quando pensa. Sempre implorando a minha atenção, gatinho, eu vejo isso através de você.

Wonwoo se afastou tão abruptamente que quase caiu no chão. Parecia que ele tinha levado um tapa na cara, forte demais, e a dor era mais do que o bastante para fazê-lo esquecer do pênis de Mingyu, que ainda estava para fora da calça.

– Saia daqui. – Wonwoo mandou com a voz trêmula. Ele queria levantar a mão para apontar para a porta, mas tinha medo de que ela estivesse tremendo.

Calmamente, Mingyu colocou seu pau de volta no jeans e fechou o zíper.

– Eu não vou fazer isso com você apenas uma vez. – Explicou. – Se for pra acontecer alguma coisa, tem que ser sério, está me entendendo? Sem essa merda de casinhos, ou você acha que eu vou parar tudo que eu estiver fazendo e correr para cá para te foder quando você quiser? Se você quer isso, você precisa ser meu, entendido?

Ele segurou o queixo de Wonwoo, o impossibilitando de desviar o olhar.

– Eu não divido, kitten, então é melhor ter certeza do que você quer antes de pedir.

Com isso, ele saiu do quarto, mas não antes que Wonwoo pudesse perceber a tensão em seus ombros e o pequeno tremor nos seus dedos. Pelo visto não foi fácil dizer não, e Wonwoo não sabia o que fazer com essa informação.

Bom, ele iria dar um jeito.

 

***

 

Levou um pouco mais de uma semana, mas Wonwoo deu um jeito. Pessoas não tinham o direito de colocar as mãos nele e demandar algum tipo de relação. Se ele fosse de alguém, seria com suas próprias regras. Aquele idiota enorme com ombros maiores ainda e sorriso canino estupidamente irritante não iria ser quem decide as coisas, e Wonwoo estava determinado a provar isso.

Com isso em mente, Wonwoo foi até o apartamento de Mingyu no horário que ele sabia que o moreno estaria em aula. Usando a chave extra que Mingyu deu para Soonyoung, ele entrou no flat silenciosamente. Essa era sua primeira vez dentro do apartamento de Mingyu, então ele se deixou ter um pouco de diversão, andando pelos corredores fazendo barulho, subindo na bancada para alcançar as prateleiras de cima e mexer nas canecas, deixando as portas abertas; pegou o notebook de Mingyu e tentou adivinhar a senha. Desistiu após algumas tentativas falhas e foi até o quarto, fazendo uma cena dramática ao abrir a porta.

A cama estava bagunçada e tentadora, cheia de cobertores escuros e travesseiros, um carregador de celular estava esquecido no chão. Wonwoo ponderou se deitar e tirar uma soneca, mas descartou a ideia. Ele tinha algo muito importante para fazer.

Transformou o guarda-roupas de Mingyu em uma zona de guerra, cantarolando enquanto jogava roupas por todos os lados, as examinando e criticando – quem diabos tem tanto mal gosto para moda? – antes de jogá-las no chão. Finalmente havia encontrado um moletom macio e quente o bastante, decidiu vesti-lo. Tinha cheiro de sabão em pó, embora a essência aconchegante de Mingyu estivesse nele mesmo depois de ser lavado. Wonwoo arremangou as mangas até os cotovelos e abriu uma das gavetas, jogando todos os itens que tinha dentro dela no chão. Não encontrou nada interessante, decidiu olhar na escrivaninha ao lado da cama.

A escrivaninha era muito mais interessante do que tudo que tinha no guarda-roupa. Haviam camisinhas e lubrificante dentro, os colocou dentro dos bolsos do moletom e então, quando abriu a terceira gaveta, achou a coisa mais interessante possível.

Um dildo.

– Humm. – Wonwoo disse para si mesmo, o examinando. Era de tamanho pequeno, limpo e, pelo jeito, bem escondido. Não era algo que ele esperava ter encontrado. Franziu as sobrancelhas ao pensar em Mingyu usando aquilo; ele não parecia o tipo de cara que ficava por baixo, mas chacoalhou os pensamentos, não importava mais. O dildo era posse de Wonwoo agora.

Se levantou e jogou todos os anéis e cordões e pulseiras que Mingyu possuía pelo chão, satisfeito com o caos que havia criado. Só faltava fazer uma coisa, que levava segundos para ser feita. Com suas unhas afiadas, Wonwoo rasgou todos os travesseiros de Mingyu antes de sair do apartamento feliz por ter feito seu trabalho tão bem.

 

 

 

Quando estava de volta ao seu apartamento, são e salvo e com três portas trancadas atrás dele, bem longe de Mingyu e sua provável fúria, Wonwoo tirou uma selfie vestindo o moletom do moreno; colocou na legenda “hipsters idiotas e suas roupas idiotas”, e postou no Instagram.

Nem quinze minutos mais tarde a tela do seu telefone ascendeu, no identificador de chamada estava escrito hipster seboso nojento. Wonwoo apertou o botão para atender impacientemente, colocando o celular contra a orelha e se enrolando debaixo das cobertas.

– Kitty. – Mingyu disse calmamente. – Você esteve no meu apartamento?

Um formigamento se espalhou pela barriga de Wonwoo. Ele se encolheu, abraçando os joelhos contra o peito, e respondeu:

– Por que eu iria no seu apartamento fedido e sujo de hipster? Ninguém quer ir na sua casa, Kim Mingyu, você não é tão especial assim, e-

Como se ele nem estivesse falando, Mingyu o cortou.

– Wonwoo.

Foi isso, apenas uma palavra dita num tom rouco e lento. Apenas o nome de Wonwoo, nada mais.

Wonwoo se contorceu com a vontade de deixar escapar o que tinha feito, confessar tudo. Ele teve que colocar sua mão livre no meio das coxas, se apalpando, antes que pudesse responder:

– Não.

Era quase vergonhoso, era claro que aquilo era uma mentira. Wonwoo corou e suor começou a se formar em sua testa. Ele se sentia quente, mas não queria tirar o moletom ou sair debaixo dos cobertores.

– Certo. Então os meus travesseiros rasgados não têm nada a ver com você?

Havia algo inexplicável e poderoso na voz de Mingyu quando perguntou.

Wonwoo gemeu antes que pudesse se controlar, corando mais ainda.

– E-Eu... eu não. Não fui eu. Alguém te assaltou.

– Oh, eu fui assaltado, é claro. – Mingyu murmurou para si mesmo e riu. Quando voltou a falar, sua voz estava muito mais firme do que antes. – Kitty, eu vou te perguntar só mais uma vez, e dessa vez você vai me dizer a verdade, entendeu? Você esteve no meu apartamento?

A vermelhidão do rosto de Wonwoo se espalhou pelo pescoço, indo até seu peito. Ele segurou seu pau com força, querendo colocar a mão dentro da calça e se masturbar. Ele poderia fazer isso, mas não fez. Mingyu não disse que ele tinha permissão.

– Sim.

As palavras não passaram de um sussurro. No outro lado da linha, Mingyu grunhiu, um som quase animalesco, como se não pudesse controlar. Sua respiração ficou tão irregular quanto a de Wonwoo. Abruptamente, ele queria saber onde Mingyu estava, o que ele estava fazendo. O que ele estava vestindo.

– Okay. – Mingyu falou, sua voz voltando ao normal. – Tudo bem, anjo, obrigado por ser honesto comigo. – Houve uma pausa de um segundo antes de Mingyu se recompor totalmente, um segundo que revelou tudo a Wonwoo. Porque Mingyu quieto significava que ele estava tão afetado quanto Wonwoo. Eles estavam no mesmo nível, por mais que não parecesse.

– Eu vou sair e comprar travesseiros novos. – Ele informou. Wonwoo não soube o que fazer com o comentário inesperado, mas antes que pudesse pensar no que responder, Mingyu voltou a falar. – E a próxima vez que você rasgar os meus travesseiros, vai ser porque você estará de quatro na minha cama, gozando enquanto eu te fodo com força, okay?

Wonwoo perdeu o ar.

– Uh. – Ele não conseguia formar palavras, muito menos uma resposta atrevida. Não quando o seu pau estava latejando nos meios das pernas.

Mingyu limpou a garganta novamente.

– Wonwoo. – Ele disse com tanta firmeza que Wonwoo sentiu sua voz nos ossos. – Eu não estava brincando quando disse que você precisa ser meu para que qualquer coisa entre nós aconteça. Eu preciso, hm... – Sua voz falhou, muito brevemente, apenas o bastante para Wonwoo sentir um traço de emoção por trás dela. – Eu preciso que você diga que é isso que você quer.

Você é o que eu quero, Wonwoo pensou em menos de um segundo, mas ele sabia que aquela não era a resposta que Mingyu estava procurando. Talvez esse fosse a resposta certa no futuro, mas naquele momento não.

Tomou alguns minutos para que ele pudesse se recompor e organizar as palavras que desejava dizer.

– Eu quero ser seu. – Finalmente disse, os dedos agora agarrando os lençóis embaixo do seu corpo. – E eu quero que você seja meu. Eu não quero que você me dívida com ninguém, e eu também não quero dividir. Eu quero que você me beije e cuide de mim e me foda e me chame de kitty. E eu quero que você mande em mim um pouco, mas sempre me deixe dar a última palavra.

Mingyu suspirou, e quando falou novamente sua voz estava profunda, a sensação quente que ele transmitia praticamente queimava através do telefone e chegava à pele de Wonwoo.

– Eu posso fazer isso. – Murmurou. – Deixar você dar a última palavra vai ser difícil, mas eu posso fazer isso.

O coração de Wonwoo começou a bater três vezes mais rápido. Fechou os olhos e umedeceu os lábios com a língua.

– Ótimo.

– Ótimo. – Mingyu repetiu. – Agora me diga, kitty, por quanto tempo você está se tocando?

O questionamento veio como um choque elétrico, correndo pela espinha de Wonwoo.

– Eu não estou me tocando. – Mentiu, mesmo que uma de suas mãos já estivesse dentro de sua calça, por cima da cueca. Ambos podiam ouvir a mentira escorrendo naquelas palavras.

A risada de Mingyu era rouca.

– Você está. – Ele afirmou. – Eu vi que você pegou todas as minhas coisas da escrivaninha.

Sua voz não soava desaprovadora, apenas séria. Wonwoo arqueou as costas em desejo, finalmente desistiu e colocou a mão por dentro da cueca.

– Você tem um dildo. – Respondeu, suspirando e contendo um gemido enquanto passava o dedo pela cabeça do seu pau, abrindo mais as pernas enquanto tentava achar uma posição boa e que não o deixasse emaranhado no moletom.

A peça de roupa ainda tinha o cheiro de Mingyu.

– É verdade, kitty. – Mingyu confirmou. – Eu gosto de usá-lo em pessoas como você, carentes que não obedecem e que precisam ser fodidos para calarem a boca.

A pele de Wonwoo queimava. Ele se masturbou lentamente e com mais força, um nó formando no seu estômago.

– Você é quem precisa calar a boca, idiota. – Ele odiava imaginar Mingyu usando aquela coisa estúpida nele. E também odiava o quanto ficava excitado com essa ideia. Fechou os olhos e imaginou possessividade nos olhos castanhos de Mingyu, seus ombros largos tensionados e a pele bronzeada suada enquanto o fodia mais fundo com o dildo, o destruindo até que ele pedisse para parar.

Wonwoo nunca pedia para parar.

– Não precisa ficar com ciúme. – Mingyu brincou. – Eu ainda não usei aquele brinquedinho com ninguém. É totalmente novo. Eu estava o guardando para alguém especial. Alguém como você.

Jesus Cristo, Wonwoo queria gozar. Ele estava uma bagunça, sua calça totalmente molhada na parte da frente, e tudo que desejava era as mãos grandes de Mingyu por todo lugar, o corpo forte de Mingyu o pressionando contra o colchão, os lábios cheios de Mingyu o beijando ferozmente. O pau grosso de Mingyu dentro dele, o fazendo gritar e gemer e suspirar até que Mingyu fosse obrigado a lhe segurar para que ele pudesse se acalmar, e depois voltar a fodê-lo cada vez mais fundo, acertando aquele ponto dentro do seu corpo a cada investida rude, o fazendo gozar novamente, o deixando totalmente exausto. E então Mingyu sairia de dentro dele, o colocaria de barriga para baixo e voltaria a fodê-lo até que Wonwoo ficasse excitado de novo.

– Você está me ouvindo, kitty? – A voz de Mingyu cortou seus pensamentos, o levando de volta para o presente.

– Estou. – Wonwoo sussurrou, sua garganta seca e apertada de tanta vontade de gozar

– Vou te dar duas opções e você vai me dizer qual das duas você quer mais, okay, kitty? – Mingyu perguntou. Wonwoo gemeu rouco em resposta, pois era tudo o que conseguia fazer naquele momento. – Eu vou estar no seu apartamento em quinze minutos, enquanto eu não chego você pode pegar aquele dildo e se foder com ele, ou você pode gozar só com a sua mão, sem nada dentro de você, e me deixar usar o dildo quando eu chegar aí. Qual dos dois você prefere?

Wonwoo gemeu novamente, aumentando a velocidade com o seu pulso.

– Eu... eu n-não sei.

– Shh, gatinho, tudo bem. – Mingyu falou delicadamente. – Não importa o que você escolher, você vai continuar sendo o meu gatinho lindo. Quer que eu te diga o que vou fazer quando eu chegar no seu flat?

Sim, por favor. Wonwoo devia ter pensado em voz alta pois Mingyu continuou falando.

– Eu vou te foder com aquele dildo de qualquer maneira, anjo. Vou abrir você devagar não importa o que você escolher, mas eu não vou te foder. Vou fazer você gozar mais uma vez com aquele dildo e então nós vamos para o meu apartamento, assim eu posso ser o único te ouvindo gritar, kitty. Não quero que mais ninguém ouça os seus deliciosos gemidos roucos.

Wonwoo fechou os olhos com força, deixando um barulho de dor escapar dos lábios, se contendo para não gozar.

– Então qual a diferença? – Ele conseguiu perguntar sem arfar, diminuindo o aperto em seu pau. Ele não conseguia parar de se tocar, não enquanto a voz de Mingyu estava contra a sua orelha.

– A diferença é que se você gozar só com a sua mão eu vou usar os meus dedos para fazer você gozar de novo. – Mingyu disse como se fosse a coisa mais simples do mundo. – Antes te foder com o dildo eu vou fazer você se apertar ao redor dos meus dedos, kitty.

Falando assim havia uma clara diferença. E Wonwoo fez sua escolha. Não conseguiu esconder o anseio na sua voz quando respondeu:

– Vou... g-gozar com a minha mão.

– Você é um gatinho tão lindo. – Mingyu murmurou. – Tão bom para mim, anjo, vai me deixar fazer você gozar três vezes, certo? Vai doer um pouco, você sabe, mas isso não importa. Tudo que você quer é ser bom para mim. Eu vou cuidar de você, kitty, e você vai ser ótimo para mim.

Apenas com essas palavras Wonwoo gozou. Apenas com a voz de Mingyu falando coisas sujas, falando sobre o que ele iria fazer quando chegasse.

– Bom gatinho. – Mingyu elogiou suavemente, as palavras se perdendo na mente de Wonwoo enquanto ele gozava, perdendo o ar. Seus músculos pareciam feitos de gelatina enquanto tirava a mão de dentro da calça. Ela estava molhada de gozo, grudenta e colando no seu corpo, mas Wonwoo não se importava. Ele queria ser beijado desesperadamente; queria que Mingyu cuidasse dele e o limpasse e beijasse seus lábios até que eles formigassem, entrelaçando suas mãos e as colocando acima da sua cabeça. Ele queria que Mingyu tirasse suas roupas e o cobrisse com seu corpo grande, o mantendo aquecido como um cobertor. Queria que Mingyu o abraçasse de um jeito que ninguém mais seria capaz.

Wonwoo provavelmente já estava totalmente apaixonado.

– Vai demorar quanto tempo? – Wonwoo murmurou, se virando para o lado e se encolhendo.

– Cinco minutos. – Mingyu prometeu, o traço da sua voz firme penetrando na pele de Wonwoo, chegando até o seu coração.

– Se você chegar em três minutos eu devolvo o seu moletom. – Wonwoo disse, e finalizou a chamada enquanto Mingyu ria.

Seu estômago estava cheio de borboletas.

 

 

 

Levou dez minutos para Mingyu chegar, e Wonwoo passou os dez minutos inteiros lutando contra o sono. Se ele ainda não tivesse acabado de ter um orgasmo talvez estaria nervoso. Wonwoo não sabia dizer se ele já havia se sentido tão atraído por alguém quanto por Mingyu, mas ele tinha um palpite que não, porque Mingyu era basicamente tudo que ele queria. Era um pouco intimidador.

Wonwoo nem estava pensando nisso. Ele estava pensando nos lábios de Mingyu. Sonhando acordado, para ser honesto. Imaginando como seria quando eles se beijassem. Seria o primeiro beijo deles, a primeira vez que eles ficariam tão íntimos assim, e Wonwoo sugou o seu próprio lábio inferior enquanto pensava na ideia.

Os beijos de Mingyu provavelmente eram autoritários, mas gentis e doces ao mesmo tempo. Ele colocaria uma das suas mãos na parte de trás do pescoço de Wonwoo e usaria a outra para angular seu rosto perfeitamente, fazendo Wonwoo o desejar mais a cada segundo.

Mingyu não fez barulho quando entrou no apartamento. Não houve barulho de portas batendo, apenas o leve som dos seus passos contra o carpete e então ele estava de joelhos ao lado da cama.

– Wonnie. – Ele chamou baixinho, tirando os cobertores de cima dos ombros do híbrido. – Kitty, eu vou te beijar agora, tudo bem?

Era como se ele estivesse lendo sua mente. Wonwoo mordeu os lábios mais uma vez e pediu baixinho:

 – Por favor...

– Okay. – Mingyu murmurou, então aconteceu. Eles se beijaram. Pela primeira vez.

E era... era tudo. Wonwoo nunca havia sido beijado daquela maneira em toda sua vida, tão desesperadamente, como se apenas ele importasse no mundo inteiro. Como se não houvesse nada que Mingyu quisesse mais do que beijá-lo. Suave e lento no início. Rapidamente, se tornou em algo mais desesperado. A primeira vez que a língua de Mingyu tocou na de Wonwoo fez com que ele gemesse entregue, suas mãos indo parar nos ombros de Mingyu e, de repente, não parecia certo que o outro estivesse de joelhos no chão ao lado da cama quando ele podia estar cobrindo o corpo de Wonwoo com o seu.

Wonwoo iria fazer isso acontecer. Ele realmente iria fazer isso acontecer, exceto que, antes que pudesse tomar alguma atitude, as mãos de Mingyu estavam fazendo caminho até o lado do seu pescoço, subindo para seus cabelos caramelo, indo para o topo da sua cabeça e...

E então os dedos de Mingyu roçaram contra a ponta branquinha das suas orelhas de gato. Sua língua estava acariciando a de Wonwoo e seus dedos tocavam em suas orelhas.

Não era muita coisa, mas Wonwoo imediatamente se encolheu, soltando um gemido rouco e alto.

Mingyu parou.

– É sério? – Ele perguntou, sua voz mais grossa do que o normal. – Achei que isso era um mito.

Por alguma razão isso fez Wonwoo rir. Há vinte minutos atrás ele estava com a mão dentro da calça, escutando enquanto esse cara o fazia gozar só com palavras, e agora ele estava com o mesmo cara rindo enquanto se beijavam.

Wonwoo nunca imaginou que sexo com Mingyu incluiria risadas. Ele estaria mentindo se dissesse que nunca pensou em transar com Mingyu – mesmo antes de todo o incidente com a mochila roubada. Mingyu tinha esse corpo gigantesco e um sorriso bonito e uma pele bronzeada sexy, e ele sempre foi tão intenso ao redor de Wonwoo. E se Wonwoo tivesse um tipo de cara ideal, com certeza seria o tipo de Mingyu, mesmo que ele nunca fosse admitir isso para Mingyu.

– Mas é. – Wonwoo respondeu, piscando lentamente. – Isso não... isso é só um mito.

Ele não sabia por que estava mentindo, mas parecia ser a coisa certa a se fazer.

Mingyu tinha aquele olhar no rosto novamente, ao qual era desafiador e malicioso, e muito devagar, ele passou os dedos pelas orelhas felpudas de Wonwoo novamente. Wonwoo tentou não reagir, mas seu corpo o traiu. Gemeu enquanto seus braços se arrepiavam.

– Mesmo? – Mingyu riu, mordendo o lábio de Wonwoo. – Então se eu continuar fazendo isso... – Acariciou as orelhas de Wonwoo novamente. – Nada vai acontecer? Você continuaria bem?

Wonwoo engoliu o nó que se formou na garganta, enquanto seu pau começava a endurecer.

– Eu...

– Não precisa mentir para mim, gatinho. – Mingyu murmurou, roçando na parte de trás de suas orelhas com mais força. – Achei que já tínhamos passado dessa fase.

Wonwoo não sabia o que fazer. Parte dele queria mentir novamente, testar a paciência e boa vontade de Mingyu até o limite. Mas por outro lado, Mingyu havia dito mais cedo que ele era um bom gatinho, e era isso que ele queria ser.

Um bom gatinho para Mingyu.

– Me diga o que você quer. – Mingyu disse quando Wonwoo não respondeu, sem mover os dedos. – Se você me disser a verdade eu tiro o meu moletom do seu corpo.

O jeito casual que ele falou “meu moletom” enviou um arrepio à espinha de Wonwoo. Era o moletom dele, verdade, mas havia algo na maneira com que ele falou que fazia parecer com que Wonwoo fosse seu também.

E Wonwoo não se importava. Ele queria ser de Mingyu.

– É bom. – Wonwoo admitiu eventualmente, se deitando. – É isso que você quer que eu diga? Que eu gosto quando as pessoas tocam nas minhas orelhas?

– Não. – Mingyu negou, se aproximando de Wonwoo sem subir totalmente na cama. – Eu quero que você diga que você gosta quando eu toco nas suas orelhas.

O brilho em seus olhos deixava claro que ele estava a meio segundo de se descontrolar e fazer algo que não planejava. Meio segundo de ceder as provocações do híbrido.

Wonwoo guardou a informação para mais tarde, quando estivesse com a mente focada.

– Quando você toca nas minhas orelhas eu sinto vontade de ficar de quatro e deixar você fazer o que quiser comigo. – Wonwoo disse, seus dedos apertando os lençóis ao seu redor enquanto observava o rosto de Mingyu.

Isso realmente o provocou o bastante. Mingyu se moveu rapidamente, mais rápido do que Wonwoo esperava, e tirou o seu moletom do corpo de Wonwoo, e então a blusa e calça, o deixando seminu e exposto ao ar frio do quarto.

Por uns minutos, tudo que Mingyu fez foi encarar o corpo magrinho. Seus olhos escaneando cada mínimo centímetro da pele clarinha de Wonwoo, como se estivesse tentando memorizar.

– Mingyu. – O híbrido engoliu a seco, suor se formando na sua testa. – Eu quero-

Mingyu piscou, voltando o olhar para o rosto de Wonwoo.

– Você quer gozar, kitty? – Perguntou delicadamente, passando os dedos pela barriga lisa de Wonwoo, ao redor do seu umbigo. – Você vai gozar para mim, vai me deixar ver o seu rosto lindo enquanto você goza?

Sim. Era isso que Wonwoo queria. A resposta devia estar escrita na sua cara porque Mingyu nem esperou por uma resposta antes de continuar.

– Te prometi uma coisa, lembra?

Porra! Wonwoo se lembrava muito bem. Acenou com a cabeça, estendendo a mão para pegar a mão de Mingyu e a colocando no seu peito.

– Por favor. – Sussurrou rouco.

– Meu Deus. – Ele arfou, se inclinando para beijar Wonwoo, mantendo o beijo curto e doce dessa vez. – Wonnie, eu... às vezes eu me sinto tão obcecado, como se eu nunca pudesse ter o bastante de você, e eu sei que isso pode ser estimulante demais, mas-

– Se eu quiser parar... – Wonwoo o interrompeu, agarrando o cotovelo direito de Mingyu e o trazendo para mais perto. – Eu vou dizer para parar.

Não havia nenhuma dúvida na sua mente de que se ele pedisse para parar, Mingyu pararia. Ele era maior e mais forte que Wonwoo, mas se Wonwoo dissesse não, Mingyu pararia imediatamente. Isso era uma certeza.

A expressão no rosto de Mingyu era uma mistura entre carinho e encanto. Ele colocou as mãos nas bochechas de Wonwoo, e havia um pensamento preso na sua mente, implorando para ser dito em voz alta, mas ele não disse. Limpou a garganta enquanto passava os dedos pelos lábios cor de cereja de Wonwoo.

– Okay. – Ele disse eventualmente. – Nunca vou te prometer algo que não posso cumprir. Agora, kitty, me diga onde você guarda o lubrificante.

Wonwoo apontou para a escrivaninha ao lado da cama, sua respiração engatando. “Eu vou fazer você se apertar ao redor dos meus dedos” ecoou por sua mente. Wonwoo queria que Mingyu cumprisse todas as suas promessas.

– Espere. – Wonwoo falou abruptamente, fechando as pernas. – Tire as suas roupas.

– Eu disse que iríamos para o meu apartamento mais tarde. – Mingyu respondeu, colocando a embalagem de lubrificante na barriga de Wonwoo. – Vai ser mais rápido se eu já estiver vestido.

Bom, ele realmente havia prometido que iriam ir para o seu apartamento.

– Você está tentando dizer que não consegue tomar conta de mim aqui? – Wonwoo reclamou, tentando soar indignado.

Mingyu riu.

–Não, anjo. – Ele disse alegremente. – Posso tomar conta de você em qualquer lugar, gatinho. Eu poderia te foder em um lugar ensolarado e fazer carinho no seu cabelo depois, se eu quisesse.

Wonwoo gostaria de dizer que a ideia não soava boa o bastante, mas ela soava ótimo. Ótima pra caralho. Ele foi distraído dos pensamentos quando Mingyu tirou a camisa, fazendo um trabalho rápido antes de tirar o resto das roupas, ficando, também, seminu em poucos segundos. Wonwoo nem teve tempo para observá-lo antes de ele pegar o lubrificante e se posicionar no meio de suas pernas.

– Você é maravilhoso, kitty. – Mingyu murmurou, seus dedos longos apertando o pênis de Wonwoo, começando a masturbá-lo lentamente. – Quero que você seja meu, só meu. – E então passou o dedo indicador na ponta do pau de Wonwoo enquanto sua outra mão trilhava em direção às coxas leitosas dele, até chegarem à sua bunda.

Ele não queria perder tempo; roçando os dedos na curva da bunda de Wonwoo, ele separou suas nádegas gentilmente. Wonwoo sugou seu lábio inferior entre os dentes. Se curvou ao toque, seu batimento cardíaco aumentou e sua garganta ficou seca de tanto desejo, de tanta vontade de ter os dedos de Mingyu dento dele.

E, de repente, eles estavam. Um dedo, pelo menos, sendo pressionado contra a sua entrada sensível e o preenchendo. Wonwoo arfou, suando e tremendo, e tudo que ele queria era...

Porra. Tudo que ele queria era aquela pressão firme contra a sua próstata para sempre, do mesmo jeito que Mingyu estava fazendo agora.

– Sim, gatinho. – Mingyu disse, sussurrando contra o pescoço de Wonwoo, enviando as palavras como correntes elétricas pelo seu corpo. – Eu sabia que você responderia assim; tão lindo, necessitado. Você quer que eu te foda, não quer?

Não soava como uma pergunta, mas mesmo assim Wonwoo gemeu um “sim, sim, porra Mingyu, eu quero”. Sua intenção era deixar Mingyu tão excitado quanto ele.

O pau de Mingyu roçando contra a sua coxa era grande e fazia sua boca salivar. Por um segundo, Wonwoo foi transportado de volta para aqueles três segundos em que o pênis de Mingyu estava na sua boca. Ele queria isso novamente em um futuro muito próximo, mas no momento ele se contentava em masturbá-lo, apertando a ereção de Mingyu.

Mingyu gemeu, mordendo o pescoço pálido de Wonwoo, enfiando outro dedo dentro dele. Houve uma sensação de queimadura imediata, tão boa, que quase fez Wonwoo gozar.

– Você vai gozar para mim, kitty? – Mingyu perguntou, sugando o maxilar de Wonwoo e mordendo gentilmente, acertando a próstata dele a cada investida, e sem aviso Wonwoo estava gozando. Ele não conseguia mais segurar, gemendo palavras que nem faziam sentido e sujando suas barrigas, coxas e tremendo por causa da sensação.

Wonwoo não tinha nem se recuperado do orgasmo, ainda respirando pesadamente, quando Mingyu disse:

– Esse foi o primeiro.

Os seus dedos se apertaram ao redor do pau de Mingyu inconscientemente. Ele nem lembrava que estava o tocando. Os dedos de Mingyu dentro dele drenavam toda sua atenção.

Esse foi o primeiro.

– Me diga, gatinho. – Mingyu falou, sem tirar os dedos de dentro do corpo de Wonwoo. – Você está pronto para o segundo?

O pau de Wonwoo estava semiereto. Sentiu um aperto no estômago, tentando ficar excitado novamente e falhando. Ele não estava pronto, nem perto disso, se sentindo super estimulado e querendo beijar mais um pouco, ser acariciado e chamado de kitty e ter toda a atenção de Mingyu nele.

– Sim. – Ele respondeu de qualquer maneira, e Mingyu retirou os dedos de sua entrada, o deixando aberto e estranhamente vazio. Wonwoo também tirou a mão do pênis de Mingyu, seus dedos fracos, enquanto assistia Mingyu pegar o dildo que tinha caído ao lado da cama e segurá-lo no ar, quase como se estivesse em um show de mágica, exceto que não havia nenhum coelho, apenas brinquedos sexuais.

Ótimo. Wonwoo preferia paus de borracha à coelhos.

– Lembra por que eu disse que eu iria usar isso com você? – Mingyu perguntou, segurando firme o dildo. Quase tão firme quanto o seu aperto na coxa de Wonwoo, o segurando como se já soubesse que Wonwoo era dele.

Lambendo o lábio inferior, Wonwoo disse:

– Porque eu sou carente que não obedece e que precisa ser fodido para calar a boca.

Wonwoo sabia que ele podia ser bem difícil de lidar na maior parte do tempo, e não era qualquer um que o aguentava. Ele queria que Mingyu o aceitasse assim. Ele era o que era e não iria mudar por ninguém.

Imediatamente, as feições de Mingyu se tornaram mais suaves.

– Não. Você não é assim, Wonnie. – Ele replicou com firmeza, mas ainda delicado, fazendo carinho no rosto de Wonwoo. – Na primeira vez que eu te vi você me deixou sem ar, e só piorou desde então. Eu quero fazer você gozar e te levar para a minha casa, deitar com você na minha cama e nunca te deixar ir embora. E eu quero tudo isso porque o que eu sinto por você... – Ele parou por um segundo, olhando profundamente nos olhos negros de Wonwoo. – O que eu sinto por você é diferente do que eu já senti por qualquer outra pessoa.

Wonwoo suspirou fundo. Seu pau estava duro novamente. Ele estava tão excitado, e queria ser fodido desesperadamente por Mingyu. E depois queria cuidar desse hipster idiota que mais parecia um gigante e tinha um sorriso canino bobo, porque de alguma forma, ele era o seu hipster idiota que mais parecia um gigante e tinha sorriso canino bobo. E de mais ninguém.

– Você é um brega. – Ele murmurou, abrindo mais as pernas para dar espaço para Mingyu. Um calor se espalhava pelo seu peito e seu coração parecia cheio de algo brilhante. – Agora me fode.

Mingyu lubrificou o dildo rapidamente e com eficiência, provavelmente por causa da prática, e Wonwoo não conseguia evitar de imaginar Mingyu deitado no seu quarto se masturbando, suor se formando no seu pescoço e abdômen forte. Fodendo a sua própria mão grande e pensando em outra pessoa. Pensando em Wonwoo, na boca de Wonwoo, no corpo de Wonwoo.

– Okay, gatinho. – Mingyu disse. Ele riu, e continuou sorrindo até que a ponta do dildo estivesse pressionando a pequena entrada de Wonwoo. – Se você quer que eu te foda, eu vou te foder.

E então ele enfiou o resto do dildo dentro de Wonwoo, sem ser muito agressivo, e mesmo que o brinquedo não fosse tão grande, Wonwoo arfou e agarrou os lençóis embaixo de si.

– Caralho. – Ele xingou, segurando nos ombros largos de Mingyu e o puxando para baixo. Ele achava que um beijo iria disfarçar o seu desespero. Mingyu entendeu o que Wonwoo desejava e o beijou de volta com paixão.

O pênis de Wonwoo pulsava. O dildo estava o deixando cheio, embora não fosse grande – ele tinha brinquedos bem maiores escondidos pelo quarto –, tudo parecia certo.

– Está gostando, anjo? – Mingyu perguntou, sua voz profunda e baixa. Ele aumentou o ritmo, fazendo Wonwoo gemer sofrêgo.

– É, ahm, m-muito bom. – Wonwoo respondeu, arqueando as costas e fazendo seu pau roçar contra a barriga de Mingyu. A sensação era maravilhosa, e o corpo pesado de Mingyu o mantinha no lugar.

Mingyu estava focado, fodendo Wonwoo com o dildo freneticamente, fazendo Wonwoo sentir ondas de prazer até que todos os músculos do seu corpo parecessem estar pegando fogo. Era tão, tão bom. A pressão na sua próstata era constante e Wonwoo estava quase gozando.

Mingyu devia estar prestando atenção nas reações do híbrido embaixo de si, pois sua mão livre deixou a coxa de Wonwoo para poder apertar o seu pênis levemente.

– Goza para mim, Wonnie. – Ele pediu, beijando o híbrido.

Como se seu corpo estivesse esperando por permissão, Wonwoo gozou, sujando toda sua barriga com o branco perolado do seu gozo. Se sentiu maravilhosamente bem assim que liberou todo o esperma que tinha preso; o orgasmo fodendo todos os seus sentidos.

Quando voltou a prestar atenção em alguma outra coisa que não fosse seu próprio corpo, Mingyu estava o beijando com ternura. Beijos gentis e ternos são feitos para pessoas que se gostam. Era isso, eles gostavam um do outro.

– Você quer que eu faça algo? – Wonwoo perguntou ao perceber que o pau duro de Mingyu ainda estava contra sua coxa. Sua voz estava rouca e fraca apesar dos seus esforços.

– Mm. – Mingyu murmurou, arranhando a cintura fina de Wonwoo. Seus dedos estavam tremendo. – Por mais tentadora que essa oferta soe, eu já estou cuidando do problema.

Wonwoo piscou lentamente, tentando olhar para baixo e ver o que Mingyu estava fazendo. Ele não conseguia ver nada, mas um segundo depois ele sentiu algo úmido escorrer pelas suas bolas até chegar na sua bunda.

– Você gozou em mim. – Riu fraco, tentando mexer os dedos dos pés para ter certeza que ainda os sentia.

– É. – Mingyu assentiu. – Você é maravilhoso demais, kitty, como eu poderia não gozar em você?

Satisfeito, Wonwoo riu de novo e tentou esconder o rosto no travesseiro. Seus membros estavam dormentes por causa do peso de Mingyu, que estava deitado em cima dele. Agora que eles eram namorados(?), ele devia se acostumar com isso. Ou não.

– Você é pesado pra porra, sai de cima de mim.

Grunhindo, Mingyu tirou o dildo de dentro de Wonwoo com cuidado e o colocou no chão antes de rolar para o lado e se deitar no espaço vazio da cama. Wonwoo não perdeu tempo e colocou uma das pernas ao redor do quadril de Mingyu, deitando a cabeça no peitoral bronzeado dele, se segurando para não ronronar.

Era um silêncio confortável. Wonwoo estava quase dormindo quando Mingyu sussurrou:

– Você vai devolver o meu moletom?

– Não.

Wonwoo não planejava em devolver nenhuma das coisas que havia pego. Porque agora todas elas pertenciam à ele, assim como Mingyu.

E Wonwoo tinha certeza que Mingyu sabia disso também.

– Descanse um pouco, kitty. – Mingyu depositou um beijo entre as orelhinhas de Wonwoo. – Porque ainda vou o levar para meu apartamento e te foder tão forte até você ter seu terceiro orgasmo.

– Cumpra sua promessa. – Wonwoo murmurou, em seguida se entregando ao sono com um pequeno sorriso adornando seus lábios.


Notas Finais


obrigada por ler ♡
~ nany

ps: gente do céu, ontem eu vi esse vídeo (é putaria, okay) https://twitter.com/nsfwmeanie/status/921256134781972480
e tô até agora pensando em meanie transando, alguém me ajuda plmdds '-'


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