História A Face do Mal - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bianca Bin, Cauã Reymond, Felipe Camargo, Jonatas Faro, Letícia Sabatella, Medieval, Romance, Vivianne Pasmanter, Wagner Moura
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Palavras 3.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A FACE DO MAL é uma história medieval, idealizada no primeiro semestre de 2012. A obra e todas as personagens são de minha criação intelectual. Escalei um elenco fictício para aprimorar o imaginário visual de quem irá conhecer esta obra.

Leia ouvindo a trilha sonora! Link em NOTAS FINAIS.

PERSONAGENS DA SEGUNDA FASE:

Ophélia Petrovic (Vivianne Pasmanter)

Padre Samuel (Felipe Camargo)

Bernar (Cauã Reymond)

Sophie (Bianca Bin)

Axel Petrovic (Jonatas Faro)

Promotor Teobaldo Petrovic (Luis Melo)

Philippe Petrovic (Humberto Carrão)

Barton (Guilherme Leme)

Mariah Lina (Cláudia Ohana)

Alfgar (Luiz Carlos Vasconcelos)

Mikaela (Pérola Faria)

E

Diana (Letícia Sabatella)

Nicolau Devonne (Wagner Moura)

Capítulo 6 - 06-14


Fanfic / Fanfiction A Face do Mal - Capítulo 6 - 06-14

Cena I

 

Diana se levanta e pega uma capa e cobre seu corpo que estava completamente nu.

 

Diana – Fique aqui dentro. ‘dando um beijo em Samuel e depois sussurrando’ Volto já!

 

Barton observa o exterior da cabana antes de dar o sinal de que ali está. Diana aparece.

 

Diana – 'abrindo a porta' O que o senhor quer?

 

Barton – ‘tirando o chapéu’ Boa tarde!

 

Diana balança a cabeça positivamente mantendo uma fisionomia endurecida. Barton se afasta um pouco da cabana, na intenção de que Diana assim também o faça.

 

Barton – Fiquei sabendo que a senhora tem o dom da cura.

 

Diana – Como ficou sabendo? Quem lhe contou uma coisa dessa?

 

Barton – Ouvi uma coisa ali, outra aqui. Os boatos se espalham facilmente por esse vilarejo.

 

Diana vai um pouco mais para a frente, se tornando mais visível. Ophélia observa ao longe.

 

Diana – De fato, essa sua afirmação não passa de um boato.

 

Barton observa o colo de Diana.

 

Barton – Tenho um familiar que está enfermo. Vim à procura da senhora, na esperança de que pudesses me ajudar.

 

Diana – Infelizmente não posso lhe ajudar.

 

Barton – Desculpe por tomar seu tempo!

 

Barton estende a mão na intenção de que Diana se aproxime um pouco mais.

Diana vai um pouco mais pra frente, mas não cumprimenta Barton.

 

Diana – Você não tem familiar nenhum enfermo!

 

Barton – Quê?

 

Diana – Se tivesses de fato precisando do meu auxílio, terias insistido.

 

Barton – ‘se afastando’ Se não podes me ajudar, não tem porque eu insistir.

 

Barton faz uma fisionomia série e vai ao encontro do seu cavalo. Ophélia ao longe monta em seu cavalo e vai em direção a estrada.

 

Já na estrada Barton e Ophélia se encontram.

 

Ophélia – De fato aquela mulher é a mulher que encontrei no quarto de meu filho.

 

Barton – O que será que ela foi fazer lá?

 

Ophélia – ‘estendendo o frasco que Diana deixara no quarto de Axel’ Ela deu isso a ele.

 

Barton – ‘cheirando o frasco’ É alguma erva. Ela disse que não tem o dom da cura.

 

Ophélia – Ela é uma sonsa isso sim!

 

Cena II

 

Algumas horas depois...

 

Por conta do que acontecera naquela manhã, Mariah Lina vai ter com padre Samuel que já se encontra na paróquia.

 

Mariah – Padre!

 

Samuel – Dona Mariah! Como estás a senhora?

 

Mariah – Não muito bem padre.

 

Samuel – ‘surpreso’ O que acontecestes?

 

Mariah – Hoje pela manhã, quando vínhamos Sophie e eu para o sermão matinal, fomos impedidas de entrar na paróquia.

 

Samuel – Como assim impedidas? Por quem?

 

Mariah – Pelo empregado de Teobaldo Petrovic.

 

Samuel faz uma fisionomia de descontentamento.

 

Samuel – Essa ordem não procede. A senhora e a jovem podem continuar a vir assistir os sermões. E qualquer problema é só me avisar.

 

Mariah – Sim senhor! ‘breve pausa’ Tem outra coisa.

 

Samuel – O que mais aconteceu?

 

Mariah – Meu filho Bernar, a caminho para o vilarejo vizinho, hoje cedo, ele foi açoitado por alguns homens. Se não fosse um carroceiro que estava passando e deu carona ao meu filho, talvez agora ele não estarias entre nós.

 

Samuel – Meu Deus! Mais tarde eu irei até a casa da senhora, para ver Bernar, mas agora preciso ter com outra pessoa.

 

Cena III

 

Padre Samuel é recebido por Teobaldo em sua residência.

 

Samuel – Gostaria muito de falar com dona Ophélia.

 

Teobaldo – Dona Ophélia não está. O senhor gostaria de esperar.

 

Ophélia chega no rastro do padre.

 

Teobaldo – Dona Ophélia! Que bom que chegastes. Padre Samuel quer ter com a senhora.

 

Ophélia – Sua benção padre. Não fui ao sermão matinal, pois meu filho mais velho, Axel, se encontra acamado.

 

Samuel – Não vim aqui cobrar a sua falta no sermão matinal. ‘breve pausa’ Dona Ophélia, eu gostaria de saber qual o motivo da senhora ter proibido a entrada de dona Mariah Lina e da jovem Sophie na paróquia?

 

Ophélia – ‘surpresa’ Como? Que disparate é esse padre?! Eu achei que a única pessoa que tinha o poder de proibir ou permitir a entrada na paróquia de quem quer que seja fosse do senhor.

 

Samuel – Eu também achei, mas fiquei sabendo ainda à pouco por intermédio de dona Mariah Lina que seu empregado, senhor Teobaldo, havia proibido-a de assistir o sermão matinal.

 

Teobaldo – Barton?

 

Ophélia – Então essa mulher foi ter com o senhor e acusou Barton de ter proibido-a de assistir o sermão e o senhor logo supôs que essa proibição havera partido da minha pessoa?

 

Samuel – Quem mais teria motivos para tal ação?

 

Ophélia – O senhor me ofende com essas acusações! ‘breve pausa’ Eu acho que nem Barton teria motivos para o tal. Passar bem padre Samuel!

 

Ophélia vai na direção da escada, mas uma pergunta de Samuel a impede de começar a subir a mesma.

 

Samuel – E com relação ao espancamento sofrido por Bernar, filho de Mariah Lina, a senhora também não tem nada a ver?

 

Ophélia se vira e vai na direção da porta principal.

 

Ophélia – Ponha-se daqui pra fora padre enquanto eu não perco o juízo!

 

Teobaldo – Ophélia, não fala assim com padre Samuel!

 

Ophélia – ‘para Teobaldo’ Eu deveria fazer muito pior a ele! ‘para Samuel’ Eu nunca dei motivos ao senhor para que agora venhas até a minha casa me tomar com falsas acusações!

 

Samuel – Dona Ophélia...

 

Ophélia – ‘interrompendo’ Não fala nada padre! Vá para a sua paróquia e pense em quem mais contribui para mantê-la funcionando!

 

Samuel – Eu estou apenas apurando os fatos que me foram passados.

 

Ophélia – Quem é o senhor para apurar fatos? Afinal és alguma autoridade? Portanto não me venhas com suas perguntas sugerindo acusações infundáveis! Agora saia! ‘apontando para a saída’ SAIA!

 

Samuel – Senhor Teobaldo!

 

Samuel sai, e Ophélia lança a porta em tom de raiva.

 

Teobaldo – Ophélia não devias ter tratado padre Samuel desse jeito.

 

Ophélia – O senhor é fraco mesmo Teobaldo! Padre Samuel me insulta dentro da nossa casa, e o senhor nada faz!

 

Ophélia sobe pisando grosso. Teobaldo fica sem ação.

 

Cena IV

 

Padre Samuel visita Bernar que ainda se encontra repousando.

 

Bernar – Não existe a menor dúvida de que fora dona Ophélia quem mandou me agredir. Ou até matar, não sei. Eu ouvi os capangas dizendo o nome de Barton.

 

Padre Samuel – ‘chocado’ Com qual propósito dona Ophélia mandaria fazer isso?

 

Bernar – Para se vingar, por Sophie não ter se casado com Axel. Ela vê nisso uma afronta padre. ‘breve pausa’ Sophie eu eu não tivemos o apoio de ninguém padre. Nem do senhor!

 

Samuel – Ela estava comprometida a Axel. Eu não poderia ir contra o empenho de duas famílias.

 

Bernar – Ela não seria feliz ao lado dele, e o senhor sabe disso! Não digo que Axel não seria um bom marido, mas Sophie não o ama!

 

Samuel – Que seja! Talvez você tenha razão, talvez não. O que não estão corretos são essas atitudes de dona Ophélia. Primeiro impedir a entrada de sua mãe na paróquia, depois mandar te açoitar.

 

Bernar – Será que não era pra matar padre? Os capangas só pararam de me agredir quando eu não mais esbocei nenhum sinal.

 

Samuel – Eu preciso apurar os fatos. ‘breve pausa’ Mas eu gostaria que soubesses que tens o meu apoio. ‘para Mariah’ E a senhora dona Mariah, terás sempre lugar nos sermões.

 

Mariah – Obrigada padre!

 

Samuel – ‘com um semblante triste’ Agora preciso ir.

 

Cena V

 

Teobaldo está na biblioteca quando Axel chega.

 

Axel – Meu pai!

 

Teobaldo – Filho! Onde você estava?

 

Axel – Fui dar uma volta.

 

Teobaldo – E como estás? Cedo estavas febril.

 

Axel – Estou bem. Meu corpo reage bem aos meus estímulos.

 

Teobaldo – ‘se aproximando e abraçando o filho’ Que bom meu filho que estás melhor.

 

Axel – Eu vou voltar para o Reino.

 

Teobaldo – Mas já?

 

Axel – Voltei com um propósito. Como o meu noivado foi desfeito, o melhor é partir.

 

Teobaldo – Ahhh meu filho, estou te achando tão cabisbaixo.

 

Axel – Saber que fora trocado por um ferreiro não é nada estimulante. ‘breve pausa’ Também eu não estava morrendo de amores por Sophie. Eu vou superar.

 

Teobaldo – ‘voltando a abraçar o filho’ Que bom que pensas assim.

 

Cena VI

 

Alguns dias depois...

 

Padre Samuel e Diana continuam se encontrando sempre que este encontra um tempo livre para atravessar a floresta.

Os dois estão deitados à cama, envolvidos em meio a beijos e carícias após fazerem amor.

 

Samuel – Às vezes eu não me reconheço quando estou ao seu lado.

 

Diana – Você não se sente bem?

 

Samuel – Não! Pelo contrário! Me sinto de uma forma que jamais imaginei que iria me sentir. Leve, amado... Desde pequeno, eu sempre soube, eu sempre me vi como um servo de Deus. ‘olhando para Diana nos olhos’ Eu sei que agora eu estou traindo tudo aquilo que mais desejei na vida. A minha vocação. A minha fé.

 

Diana – Não deves pensar nessas coisas. Isto só o fará se sentir culpado.

 

Samuel – Eu me sinto culpado, não nego, mas eu não me arrependo.

 

Diana – O arrependimento é a desculpa dos fracos. Você é um homem forte!

 

Samuel – Eu sou um homem em pecado.

 

Diana – Você é um homem amado!

 

Diana começa a beijar o torso de Samuel, e posteriormente seus lábios.

 

Cena VII

 

Axel está de partida, mas antes ele resolve ter com Sophie na casa de Mariah Lina.

 

Sophie – Você aqui?

 

Axel – Preciso ter com você.

 

Sophie – Não posso lhe receber. Estou só. Meu senhor em minha sogra não se encontram.

 

Axel – ‘adentrando na casa de Mariah mesmo sem ser autorizado’ Para com isso de meu senhor Sophie! Você e aquele bastardo não são abençoados aos olhos de Deus!

 

Sophie – Fomos abençoados!

 

Axel – ‘num tom bravio’ Não foram!

 

Sophie – Fomos abençoados pelo nosso amor.

 

Axel – ‘balançando a cabeça negativamente’ Eu vim aqui me despedir. Estou de partida, mas já me arrependo.

 

Sophie – Se arrepende por partir?

 

Axel – Não! Me arrependo por ter vindo. Sinto muita pena de você, e daquele bastardo, pois nunca serão aceitos pela sociedade...

 

Axel se aproxima de Sophie, a abraçando, mas esta tenta se esquivar.

 

Axel – Sophie venha comigo? Eu posso lhe dar tudo que desejar. Terás uma vida de rainha na corte. Deixe essa vida miserável!

 

Sophie – Não posso! Não quero! ‘tentando empurrar Axel que insiste em segurá-la’ Eu amo Bernar!

 

Axel – Esquece esse ferreiro miserável! Um bastardo! Um sem nome! O que ele pode lhe oferecer?!

 

Sophie – Me solta Axel!

 

Num lapso movido pela emoção Axel lança Sophie sobre a mesa, indo para cima desta.

 

Axel – De que forma que ele te possui? ‘acariciando Sophie e a beijando de forma forçada’ Esse corpo devias ser meu, e não dele!

 

Sophie – Me solta Axel! Por favor!

 

Axel rasga o vestido de Sophie, deixando seu colo à mostra.

 

Axel – ‘sussurrando’ Agora você será minha!

 

Bernar chega afoito puxando Axel pelas vestimentas, o tirando de cima de Sophie, dando vários socos no rosto deste.

 

Bernar – Saia daqui seu miserável! ‘ainda lançando vários golpes em Axel que não esboça nenhuma reação, sendo açoitado até ser lançado para fora da casa de Bernar aos socos e pontapés irado' Fala com aquele seu capanga que o que é dele está guardado! ‘lançando um último golpe em Axel’ Agora some daqui! E nunca mais lance seus olhos na direção da minha senhora e dessa casa!

 

Bernar adentra e vai na direção de Sophie que chora, a abraçando.

 

Bernar – Ele fez alguma coisa com você?

 

Sophie – Não!

 

Bernar – Tem certeza?

 

Sophie – Você chegou a tempo.

 

Bernar – Miserável! Eu devia matar aquele imundo! Desafiá-lo a um duelo!

 

Sophie – Não Bernar! Não quero te perder!

 

Bernar – Não irás! Uma pessoa como aquela não merece que eu esboce esse tipo de reação, mas eu estou muito irado... ‘breve pausa’...E vontade não me falta!

 

Bernar e Sophie permanecem abraçados.

 

Cena VIII

 

Axel chega em casa e Ophélia que está presente, vê o filho adentrar cambaleando.

 

Ophélia – ‘surpresa’ O que aconteceu meu filho?

 

Axel – Nada! Me deixa!

 

Ophélia – Axel, meu filho, você está sangrando!

 

Axel – ‘já no meio da escada, se vira para a mãe’ Aquele bastardo miserável me paga!

 

Ophélia – O filho de Mariah Lina?

 

Axel – Eu vou matar aquele bastardo! ‘logo subindo para seu quarto’

 

Ophélia – ‘indo atrás’ Meu filho!

 

Chegando na parte superior, Ophélia percebe que Axel trancara a porta.

 

Cena IX

 

Ophélia e Barton conversam nas dependências deste.

 

Ophélia – ‘num tom bravio’ Eu quero a cabeça daquele bastardo! E não quero que você erre dessa vez!

 

Barton – Achei que da outra vez fosse só para dar um susto.

 

Ophélia – Dessa vez é para matar!

 

Cena X

 

Bernar – ‘irado conversando com a mãe’ Essa situação não pode continuar assim! Sophie e eu estamos vivendo a nossa vida sem prejudicar ninguém! Quem esses Petrovic pensam que são?

 

Mariah Lina – Você poderia conversar com padre Samuel...

 

Bernar – ‘interrompendo a mãe’ Não! Padre Samuel já me virou as costas uma vez. Sem contar que ele não possui influência alguma quanto aquela gente! Eu resolvo os meus problemas!

 

Bernar sai pisando grosso, deixando Mariah e Sophie preocupadas.

 

Mariah – Tenho medo do que o meu filho possa fazer.

 

Sophie – Tudo por minha culpa!

 

Mariah – Não! Essa raiva contra meu filho vem bem antes do que você possa imaginar. O relacionamento de vocês só reforçou todo o ódio que despejam sobre ele.

 

Cena XI

 

Bernar vai na direção da residência dos Petrovic quando é avistado por Barton.

 

Barton – Garoto idiota!

 

Barton assovia para outros dois capangas e os três vão na direção de Bernar que já alcançou a entrada da residência.

 

Barton – O que você quer?

 

Bernar – ‘lança um soco na face de Barton, que vai ao chão’ Não é da sua conta!

 

Um dos capangas dá uma porretada na cabeça de Bernar que também é lançado ao chão.

 

Barton – ‘se levantando’ Coloca ele na carroça!

 

Os capangas colocam Bernar em uma carroça e ambos, mais Barton saem conduzindo esta.

 

Barton – Vamos para a floresta!

 

Cena XII

 

Philippe adentra no quarto de Axel que está deitado.

 

Philippe – O que aconteceu?

 

Axel – Não é da sua conta!

 

Philippe – Por que tanta fúria irmão? Sou seu melhor amigo.

 

Axel – ‘se sentando’ Se és o meu melhor amigo, respeite a minha dor!

 

Philippe – Eu respeito, mas não quero lhe virar as costas.

 

Axel – O que Sophie viu naquele bastardo? Nem unidos aos olhos do Senhor eles são!

 

Philippe – Eles receberam uma benção.

 

Axel – 'surpreso' Uma benção? De padre Samuel?

 

Philippe – Mikaela me contou.

 

Axel – ‘num tom endurecido’ O que Mikaela lhe contou?

 

Philippe – Bernar e Sophie procuraram o padre Samuel, mas  ele recusou. Então eles procuraram uma feiticeira...

 

Axel – ‘interrompendo Philippe’ Feiticeira?

 

Philippe – É, uma mulher que dizem ter o dom da cura. E essa feiticeira abençoou a união deles.

 

Ophélia – ‘que estava ouvindo toda a conversa entre os irmãos adentra no quarto’ Como que uma feiticeira vai ter poder de unir um casal aos olhos de Deus?

 

Axel – ‘para o irmão’ De fato é um disparate essas sandices que tu proferes!

 

Ophélia – ‘para Philippe’ Ainda mais você sendo um estudioso da prática cristã.

 

Philppe – Talvez tenha sido a forma que eles encontraram para se unirem e não ficarem em débito com a sua fé.

 

Ophélia – ‘de forma irônica’ Não! Eles jamais viverão de acordo com os mandamentos da santa igreja! Aquele bastardo é um pagão! E Sophie se tornou uma messalina quando aceitou se deitar e dividir o mesmo leito que ele! E ambos irão arder no fogo do inferno por se permitirem praticar essa sandice com o apoio de uma herege! 

 

Axel – ‘para Philippe’ Você entra aqui me oferecendo seu ombro amigo, dizendo não querer virar as costas para o seu irmão, mas no mesmo momento defende esses dois traidores!

 

Philippe – Não quis defendê-los. Só acho que independente da sua dor, eles continuarão unidos e vivendo o amor deles.

 

Axel – ‘enfurecido’ Sai daqui! Minha mãe, tira ele daqui!

 

Ophélia – Sai Philippe! Você já perturbou demais o seu irmão.

 

Philippe – Eu não queria...

 

Ophélia – ‘interrompendo Philippe’ Sai Philippe!

 

Philippe sai do quarto cabisbaixo.

 

Ophélia – ‘abraçando o filho’ Tudo ficará bem, meu filho.

 

Axel – ‘segurando o choro’ Eu não queria assumir minha mãe, mas toda essa situação me dói. Dói muito!

 

Ophélia apenas ouve o filho sem esboçar nenhum tipo de reação.

 

Cena XIII

 

Diana e Samuel caminham pela floresta. Quando Samuel volta para o vilarejo, Diana às vezes o acompanha até certo ponto.               

 

Diana – Quando retornarás?

 

Samuel – Em breve! ‘abraçando Diana e sussurrando eu seu ouvido’ Se eu pudesse, nem iria.

 

Diana – ‘sorrindo’ Mas tens que ir...

 

O silencio dos amantes é interrompido por algumas vozes e barulhos na mata.

Diana e Samuel se escondem atrás de uma árvore e ficam a observar. Barton, mais os capangas surgem trazendo Bernar, muito ferido.

 

Barton – Joguem-no lá em baixo!

 

Os homens lançam Bernar de um penhasco.

 

Barton – ‘em tom de deboche’ Agora este virará comida de urubu!

 

Os três homens caminham em direção à estrada. Diana e Samuel continuam a observar.

 

Samuel – Aquele é Barton, capanga de Teobaldo Petrovic.

 

Diana – Precisamos resgatar aquele homem que eles lançaram penhasco abaixo.

 

Ambos se aproximam de onde Bernar fora lançado, não o avistando ali de cima. Diana começa a descer o referido local.

 

Samuel – O que você vai fazer?

 

Diana - Irei procurá-lo.

 

Samuel – Não! As nuvens anunciam uma tempestade. É arriscado!

 

Diana – Sei que tens um homem lá em baixo que precisa da nossa ajuda. Eu não ficaria em paz com a minha consciência se não tentasse ajudar.

 

Samuel – ‘balançando a cabeça negativamente’ Tudo bem! Eu desço e você fica aqui!

 

Diana – Melhor você ir buscar Z!

 

Samuel – Não! Não a deixarei aqui só!

 

Diana olha para baixo e avista o homem desacordado.

 

Diana – Eu estou o vendo!

 

Samuel – Onde?

 

Diana – ‘apontando’ Olha! Seu corpo está preso a aquele tronco.

 

Samuel – ‘avistando o homem coberto por folhas’ Meu Deus!

 

Diana – Eu irei até ele.

 

Diana desce por mais alguns metros. Mesmo com dificuldade ela consegue chegar até onde o homem [Bernar] se encontra desacordado. Samuel a observa apreensivo.

Diana examina o homem.

 

Samuel – Ele está vivo?

 

Diana apenas olha para Samuel sem dizer nada.

 

Cena VX

 

Barton e Ophélia conversam nas dependências desde.

 

Barton – Bernar não existe mais.

 

Ophélia – Que assim seja! Já deverias ter dado um fim naquele bastardo faz tempo.

 

Barton – Ophélia, não achas que já é hora de voltarmos a nos encontrar? Você nunca mais me procurou. E sempre quando lhe procuro, você se esquiva.

 

Ophélia – Tenho tido muitos problemas. Problemas que preciso resolver.

 

Barton – ‘abraçando Ophélia’ Agora você não mais os terás. E mesmo que os tiver, sabes que estarei aqui para liquidá-los.

 

Ophélia – Preciso que vás até Paragon.

 

Barton – Fazer o quê em Paragon?

 

Ophélia – Preciso fazer uma denúncia, e quero que você a entregue em mãos ao bispo.

 

Barton – ‘curioso’ Denúncia contra quem?

 

Ophélia – A uma herege que gosta de brincar de Deus.

 

Continua...


Notas Finais


ABERTURA:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=7LyAcRPNhxs


TRILHA SONORA:

https://www.youtube.com/watch?v=BUblC4kLxjY



NO PRÓXIMO CAPÍTULO...

Ophélia – Isso não pode ser verdade! Fala que você bebeu, e anda vendo fantasmas.

Barton – Não Ophélia! Eu o vi, tanto quanto estou lhe vendo agora.

Ophélia lança uma jarra que havia em cima de um móvel longe.

Ophélia – ‘irada’ Você me enganou!


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