História A família Walter - Capítulo 44


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Categorias Histórias Originais
Tags Lobisomem, Romance, Sobrenatural, Suspense, Vampiro
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Palavras 2.177
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 44 - FINAL


MARIA ERIKA.

Parei abruptamente, tomando em seguida um caminho pelo qual deveria seguir, ao norte.

Sim, para la que eu deveria ir.

De onde estava podia sentir e escutar resquícios de uma cidade humana.

Meu jantar .

Um sorriso satisfeito se abriu em meus lábios, mais parei novamente, quando vi a mesma tulipa pela segunda vez.

Alguma coisa estava errada, porque eu estava correndo em círculos?

Com esse pensamento olhei para os galhos mais próximos analisando quais suportariam melhor meu peso, ou, do corpo atual em que estava dado que estranhamente eu tinha seios e estava alta. Imagino que seja alguma magia feita pela AnnyBeth, mau posso espera para revê-lá e finalmente ter as respostas para as inúmeras perguntas que não paravam de surgir.

Os porquês logo seriam respondidos, de onde me encontrava eu sentia, quase nula embora presente sensação formigar indicando a direção em que eu deveria seguir....

Para ela...

Com um sorisinho saltei e pousei suavemente em um galho grosso de uma árvore, escalei até chegar no topo, estranhando a quietude de uma extensa floresta. Mesmo que fosse a noite, animais noturnos deveriam ser mais presentes naqueles horários não?

O silêncio que me rondava, era estranho, não havia sequer uma coruja, ou morcegos, ou qualquer tipo de animal selvagem que vagava pela noite, os únicos barulhos que tirava aquela paz era os rosnados e uivos a uns 3 quilômetros de onde estava,provavelmente de uma matilha de lobos, que comecei a escutar a alguns minutos atrás, motivos pelos quais me fez de modo imediato ficar contra o vento, não queria arriscar a ser farejada por um bando de animais.

Com o topo alcançando, olhei para toda a extensão do, bosque? Não era uma floresta enorme e sombria?

Olhei em volta até onde minhas vista podia alcançar e notei que este bosque era como um círculo que isolava o casarão onde minutos antes eu estava.

Voltei a olhar para o norte, a pequena cidade estava apenas alguns míseros metros, então porque....

Fadas.

A conclusão me fez sorrir, sinceramente como pude me deixar cair por um simples feitiço?

Desci tão rápido quanto subi, limpei minhas mãos, e franzi o cenho assim que vi no meu seio esquerdo sangue seco que deixou minha blusa empapada , um rasgo pequeno e quase imperceptível era a única coisa que restou do que algumas horas deveria ter sido um ferimento mortal.

Dei de ombros para o misterioso-possível-morte, e seguir minha viagem.

Faminta demais para me importar com um próximo assassino.

Caso ele venha novamente, não será eu a vítima.

Sinto minhas presas saírem dolorosamente, o que trouxe uma lembrança sangrenta e dolorosa da época em que meus dentes de leite caíram e minhas presas saíram, lembro também de como minhas gengivas ficaram dormentes por uma hora.

O desconforto que passei com aquelas presas do lado de fora, porque doía tentar fazer com que voltasse ao normal, mais a lembrança de AnnyBeth rindo e zoando dizendo o quanto eu parecia um cachorrinho zangado, me fez suspirar em revolta louca para encontra-la novamente.

A cada vez que eu ia ao norte, eu sentia aquele formigar se tornar algo mais, uma necessidade opressiva que me impulsionava a seguir mais rápido, sinto meu corpo se acender ao sentir que minha tia estava próximo, e a alegria antecipada me fez acelerar meus passos quando enfim sai daqueles obstáculos de árvores e galhos.

E finalmente, vi a fonte de poder quê me chamava.

Só não esperava ver quem estava lá.

__Você?

                   (*****)

DAMON

__Você.-- acusou ela  confusa.

Ali diante de mim estava ela. Erika olhando envolta confusa, e após perceber que o quê quer que procurava não se encontrava lá, suspirou  frustrada, e estreitou seus olhos em minha direção.

Já eu não estava surpreso de vê-lá ali, de alguma forma eu soube que se ficasse parado ali, minha parceira viria até mim...

E a felicidade ao saber que ela veio até mim através de nosso vínculo ainda não completamente formado, me trouxe uma alegria juvenil, feliz que mesmo não consciente ela veio até mim atraída por nossa ligação.

Minha parceira exasperada,  caminhou até mim seus olhos ainda negros, suas presas finas e longas estavam expostas, e embora estivesse furiosa enquanto vinha em minha direção não pude deixar de notar o quão linda ela estava.

Erika parecia uma deusa.

Tão linda e maravilhosa.

Meu coração disparou enlouquecido, como se enfim ganhasse vida na presença dela. Da minha outra metade.

E como se sentisse aquela atração, Erika hesitou brevemente em minha frente.

Eu queria tanto tocar ela, ter a certeza que não estava sonhado!

E quando ia dizer algo sinto meus pés saírem do chão e algo agarrar minha garganta, dedos finos e delicados tiraram completamente meu fôlego.

Vejo Erika abaixo de mim com a mão esquerda tocando levemente sua testa, e a direita me erguer como se eu não pesasse nada.

__Sabe... eu até mesmo tentei ser legal quando sair daquele quarto.....-- Erika olhou para mim e sorriu friamente, e aquela não era minha Erika.-- Não me importo porque me sinto atraída por você. Né estranho, vou lhe ensinar a nunca mais seguir uma vampira faminta.-- concluiu abrindo seus lábios em um sorriso psicopata.

Então, naquele instante soube que a mulher diante de mim,  não era minha doce, tímida e humana Erika.

Não.

Aquela era uma vampira puro sangue, um sorriso se abriu em meus lábios quando Erika abaixou-me na altura em que desejava e enterrou suas presas em meu pescoço sem dó nem  piedade.

E como no sonho em que tive, a dor pelo prazer me fez suspirar,  passei  meus braços ao redor daquela cintura fina e inclino meu pescoço para dar lhe mais acesso...

Se ela queria meu sangue, eu daria.

Eu era dela. E ela era minha!

Minha e demais ninguém.

E em meio aquela névoa de luxúria produzida pelo "veneno" de minha parceira, a única na qual permiti que me mordesse, sinto o laço de tantos anos atrás de quando ela era ainda um bebê no ventre de sua mãe ganhar forma.

Finalmente nos ligando.

Erika se afastou e lambeu seus lábios, e embora seus olhos escuros tivessem alguns riscos nas íris de azul, ela ainda parecia faminta e confusa.

__O que fez comigo? Porque não consigo sugar seu sangue completamente até que esteja morto?

__Não é porque você não consegue amor.... é porque não quer.

__Am..?.-- começou ela mais parou abruptamente e rosnou olhando diretamente para algo atrás de mim, e me empurrando sinto cair de bunda no chão.

Essa nova força ainda me pegou desprevenido, olhei para vê a  lobsomen Marianne atacar Erika,  que tão elegantemente se agachou enquanto Marianne passava por cima de Erika, minha mulher a chutou com força suficiente fazendo o som inconfundível que algo quebrou,possivelmente  as costelas da loba, e com um ganido Marianne foi lançada no topo da árvore, que a impediram de ser lançada para mais longe.

Vejo chocado Marianne cair como uma fruta podre quebrando galhos em sua queda, Erika olhou em minha direção tirando as mexas de cabelos que estavam sobre seu rosto delicado  e com um sorriso sem emoção disse.

__Ja que não consigo lhe matar, não haverá problema com ela não? Agora fique sentadinho aí enquanto me alimento.

Tento me levantar mais algo me impediu, uma dor em meu cérebro me fez perder brevemente minha visão. Sacudi a cabeça e tentei me levantar e mais uma vez não consegui.

Olhei para Erika e ela sorria endiabrada,  enquanto lambia os restantes do meu sangue em sua boca.

Vejo chocado Marianne já no chão tentar se levantar, suas patas estremeceram quando está tentou se sustentar em pé mais falhou miseravelmente, e antes de ceder inconsciente a loba uivou um chamado dolorido por ajuda, vi a transformação de loba para humana ocorrer rapidamente, Erika notando que a jovem lobo agora era uma jovem loura nua minha parceira começou a saltitar até ela.

__Erika espera, você não precisa matar ela, sei que esta com fome, e posso alimentar ...

__Calaado.-- cantarolou ela docemente enquanto se ajoelhava diante Marianna.

Imediatamente perco minha voz, o som simplesmente morreu.

E eu virei um mudo, que apenas podia mexer minha boca e não conseguir reproduzir som algum!

Mais que diabos!

Aquilo era compulsão?

Não, não era compulsão. Era outra coisa... Mais poderosa..

Vejo minha mulher, erguer a cabeça de Marianna que respirava com dificuldade, o rosto arranhado e descabelado, os olhos brilhavam de raiva fitavam o rosto de Erika que espelhava um divertimento doentio pelo o estado da loba que a uns dias atrás veio a ser sua amiga....

A minha Erika jamais machucaria a sua amiga... então...

Merda.

Porra, a besta sanguinária que sempre controlavamos estava em posse da minha mulher.

Ela não estava raciocinando, tudo agora era instintivo e primitivo.

__Sabe, eu sempre quis conhecer um lobsomen. Principalmente saber o sabor de um!

Marianna cuspiu no rosto de Erika que fechou os olhos de imediato.

__Prova isso vadia.-- sussurrou rouca com um sorriso.

Erika sorriu quando limpou o cuspe e sangue de Marianna do rosto, e com um mero movimento ela bateu a cabeça da loba no tronco de árvore.

__Antes de te matar vou ensinar a como se portar com alguém superior a você..... Ora, morreu?

Perguntou retórica ao ver a jovem inconsciente, revirando seus olhos, Erika suspirou.

__Dane-se.

NÃÃÃÃÃO!

Tentei gritar fazer algo, mais não consegui.

Aquela força me impediu de salvar a noiva de meu amigo, vi sem poder fazer nada minha parceira inclinar a cabeça de Marianna expondo o pescoço, pronta para morde-lá.....

E quando foi finalmente se alimentar, algo se enrolou em volta do pescoço de Erika e a puxou afastando-a de Marianna....

E enquanto ela era arrastada pelo chão, vejo meu pai sair das sombras segurando o cabo do chicote que envolvia o pescoço da minha mulher.

Foi instintivo a vontade de querer matar meu próprio pai, por tratar minha parceira assim.

Se eu não estivesse preso ao chão teria feito exatamente isso para protegê-la.

--Acalme-se criança, agora seja uma boa menina e se comporte até a cavalaria chegar.

--Me solte!.-- gritou Erika se debatendo.

Meu pai riu e puxou um pouco dessa vez mais suavemente o  chicote.

__Seu Controle Imperial não funcionará comigo, afinal eu estou protegido. Não escuto nada!

Erika parou de se debater, e se sentou no chão, com ambas as mãos segurava o chicote que rodeava o seu pescoço, e rindo fazendo seus ombros tremerem.

Ela sussurrou.

--Como se eu precisasse disso.

Enrolando seu pulso no cabo, Erika a puxou com rapidez e força, meu pai praguejou quando foi içado do chão, seu corpo caiu de qualquer forma no chão Erika pegou o chicote e o enrolou, e antes que Vladimir pudesse se por em pé, minha esposa já estava o chutando no rosto.

--Isso foi por me arrastar nesse chão imundo.-mais um chute dessa vez na barriga, o que acabou arrancando um grunhido enraivecido de meu pai.--E isso foi por ter estragado meu jantar velho maldito.-- Erika desenrolou o chicote e sádica estalou no rosto do meu pai, rasgando no processo a carne fina do rosto dele.-- Você terá a morte mais dolorosa que possa imaginar seu idiota.

__Agora Dirac!.--berrou meu pai

Em um segundo Erika ergueu a cabeça para procurar quem meu pai chamou, no outro mãos saíram de uma névoa e agarrando Erika a tragando em seguida ...

Ficando apenas a mim,  meu pai , e uma inconsciente Marianna para trás.

                     (-----*----)

ANNYBETH

_ Você teve o que queria? .-- pergunto

Srafhony sorriu e acentiu aprovando, passo as mãos por minha bola de cristal fazendo a imagem desaparecer, olhei ansiosa para o corredor que daria aos aposentos aonde Erika estava adormecida ansiosa para finalmente revela...

__ Vê o último da linhagem dos  Grandes em ação é realmente algo esplendoroso!

--Sim é. ....- comecei me levantando.

--Mas como pode ter certeza que,  Erika poderá quebrar a maldição de Maggie Bettencourt e tirar de seu estado de pedra?.-- perguntou fazendo um muxuxo, lembrar que minha irmã era uma estátua era doloroso e sempre me fez sentir incapaz por nunca ter conseguido desfazer o encanto já que não éramos do mesmo sangue.... agora ser lembrada com aquele tom de deboche fez meu poder correr em minhas veias clamando para ser usado, mais me contive .-- Afinal, força bruta e seu dom não ajudará em nada com magia antiga, sendo que nem mesmo você conseguiste.

--Ela conseguirá.-- disse convicta não querendo revelar mais que o necessário.

Srafhony pareceu não convencida, e eu precisava de seu total apoio para o inferno que viria.... sozinha não conseguiria.

Não mais.

__Não estou convencida. Suas palavras não é o suficiente para por em risco o restante do meu povo e meu noivo.... e eu tenho certeza que está me escondendo algo Anny, não confiarei em você até que me diga o que...

--Maria Erika é sobrinha neta de Maggie.-- disse Dirac reaparecendo limpando seu casaco de couro seus cabelos brancos estavam trançados e ele parecia abatido, mais olhou o rosto chocado da fada com divertimento mórbido.-- Apenas o sangue pode quebrar a maldição que recai a Primeira.

--Sobrinha-neta?.-- perguntou baixinho Srafhony ainda perturbada.

-- Sobrinha-tatara-neta? Sou péssimo em discernir isso. Que é Ariane?.-- perguntou Dirac olhando para ela.-- Precisamos das fadas em si para entrar naquele território, revelar um ou dois segredos não vai matar ninguém. E acho melhor vocês duas concertar a cabeça daquela menina antes que o feitiço que lançaram devore todas as memórias dela  e ela acabe se transformando em algo que acredito que vocês não vão querer saber.-- concluiu ele com um sorriso maligno que só um meio demônio poderia reproduzir.

Não foi preciso dizer duas vezes para nós fazer sair do lugar...



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