História A família Walter - Capítulo 45


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Categorias Histórias Originais
Tags Lobisomem, Romance, Sobrenatural, Suspense, Vampiro
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 45 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction A família Walter - Capítulo 45 - Prólogo


Minha querida caçadora,

Sinto que devo lhe agradecer pela noite passada, a vista de tirar o fôlego da bela lua mostrando sua beleza, embora ela perca para sua, minha doce Meg, quando fecho meus olhos ainda posso escutar o som das ondas se quebrando na areia, o gosto do champanhe que você tão séria disse que não havia bebido... Não pedirei desculpas pelo beijo que roubei, e mesmo que tenha sido por mera brincadeira, estaria mentindo ao dizer que não gostei. E eu nunca ousaria mentir a você... Mau partir e já sinto sua falta.

Estranho, como em tão pouco tempo eu já sinto que não posso viver sem  você.

                            Seu, A.

                        Casa Queenwod

(....)

MARIA ERIKA

Anny suspirou enquanto passava a mão sobre a mala, seu olhar entristecido fez meu coração doer. Eu entendia seus planos,eu sabia no que era necessária, em que foi sacrificado para que eu vivesse, e estivesse ali. Mas ter toda a verdade revelada, e o que eu tinha que fazer, fez meus ombros pesarem com a responsabilidade do que viria.

E o que eu tinha que sacrificar para conseguir...

-Não se sinta culpada.- murmurei

-Eu lamento por tudo. Por ter te exposto a isso, por ter feito tudo que fiz...

Passei a mão sobre meu ventre tão visível, se algum mortal me visse acharia que eu estava com 3 meses de gestação e não 1 semanas, meu bebê crescia com rapidez e tanto me assustava quanto me enchia de euforia em querer o conhecer ...

E infelizmente, ele seria exposto a uma guerra com demônios...

Tristeza pelo futuro do meu filho fez com que eu fechasse meus punhos em determinação, se o que a Rainha fada e Anny disseram e que eu era a chave para  solucionar estes problemas, não hesitarei.

Escuto uma batida na porta, que logo  se abriu revelando um rapaz de dez ou nove anos, e mesmo que seu cheiro fosse quase humano a criança tinha  orelhas pontudas, olhos azuis  e lindos cabelos castanhos com cachos rebeldes, com um sorriso travesso o rapaz disse.

-Meu nome é Tiago, vim lhes avisar que o Vampiro Rei deseja vê sua esposa.

-Obrigada Tiago.- agradeceu Anny após vê o choque seguido pelo pânico que dominava o semblante de sua sobrinha.

Após o clique suave da porta se fechando, e os passos do menino se silenciaram, AnneBeth caminhou até mim em passos hesitante, e abordou com suavidade.

-Porque tenho a impressão que não deseja vê seu marido?

Não era porque eu não queria. Eu desejava vê-lo, ansiava por isso desde o momento em quê acordei naquele quarto, cercada por elfos apontando suas lanças, amarrada com vinhas e galhos e correntes de prata. Aparentemente eu quase havia matado todos em meu processo de cura...

Lembrei-me da jovem loba Marianna, caída no chão com quatro costelas quebradas, um pulmão furado, pele esfolada, e seu rosto que começava a inchar pela pancada causados por mim...

Culpa era um eufemismo ao que sentia. Anny parecendo notar o quê me atormentava segurou meu ombro e disse convicção.

-Aquilo não era você.

Aquelas palavras quase me fizeram querer acreditar, entretanto, mesmo que eu não soubesse quem eu era, e quais eram minhas responsabilidades, não mudava o fato do que fiz, e não melhorava ter gostado. Com esse pensamento não pude evitar  me encolher envergonhada.

-Isso não muda o fato de quê desgracei minha família, meu clã  e desrespeitei meu companheiro ao me entregar primeiramente a um humano.- murmurei.

Anny piscou parecendo surpresa pelo nojo carregado no meu tom ao pronunciar "humano", como se tal raça fosse uma praga.

-Erika.

-Não, você mesma disse diversas vezes, o dever de uma parceira; principalmente uma princesa de um renomado clã deveria se manter pura para seu prometido, eu não me mantive pura, ao invés disso me apaixonei por um humano e me deitei com ele! Agora me diga, como irei o encarar? Quando todos descobrirem a verdade será humilhante para ele, por desrespeitá-lo tanto como Rei e parceiro! A morte será pouco....

-Erika!.- exclamou Anny sacudindo-me.-Escute-me.

Parei de tagarelar e tentei me acalmar, vi a mulher que fez um papel de mãe, embora preferisse que a chamasse de tia suspirar enquanto tocava meu Rosto gentilmente, a sensação de sua pele morna passaram uma calmaria que antes não estava lá, e lentamente senti o peso da culpa sair dos meus ombros.

Porém, outros sentimentos conflitantes ficaram.

-Se tem alguém em que deveria culpar, esse alguém sou eu.- quando tentei opinar, ela prosseguiu.- Eu, escolhi apagar suas memórias, eu escolhi forçar o legado Aberllard de se transmutar mesmo sabendo que isso poderia matar você ou pior; eu permitir  deixar você para viver como uma humana sem ninguém para lhe dizer o que era certo ou errado. Não importa por onde vejam, a culpa é minha. E querida você está esquecendo de algo importante, Damon seria incapaz de te odiar, ele lhe ama da mesma maneira ou até mais.

-Mais... eu com um humano.-balbucio

-Sei, que para muitos vampiros arrogantes apenas ter contato nada além de sentimental com uma classe inferior como "gado" é tratado com desprezar. Mas querida você mesma viu que Damon não se importou com isso, ao contrário ele casou com você humana. Não é prova suficiente de que ele não tá nem aí para o que aqueles idiotas pensam? Eu sei muito bem que alguns deles não aceitariam tal coisa, mais não são eles que devem aceitar e opinar sobre o que é melhor, ou, o que devia fazer e sim você Maria Erika. Você, é aquela que toma suas decisões. E quanto a ter deitado com um humano, querida os humanos não são algo inferior a ser desprezado ou tratado como lixo, eles são nossos irmãos.

-Irmãos? Aqueles seres fracos?

-Querida, você me odeia ou me acha fraca?

Balancei a cabeça em negação, se tinha uma coisa que eu sabia era que ela não era fraca, e eu seria incapaz de a odiar.

-Você sabe que nós bruxas somos humanas né? Algumas de nós nascemos com mana. A verdadeira magia, é raro? Sim, mas nascemos, tem outras que despertam tal dom após o amadurecimento, ou, episódio traumático. E tem aquelas que fazem pactos com demônios para terem este poder.

-Aonde quer chegar?

-Sem os humanos, eu e outras de minhas irmãs não teríamos nascidos, e tem os demônios alguns deles precisam dos sentimentos negativos da humanidade para existir, e enfim os vampiros, vocês jamais existiriam se não fosse pela humanidade.- algo no olhar de Anny após dizer aquilo, deu a entender que tinha algo que  ela propositadamente estava ocultando.- Até mesmo os faes estão se relacionando com a humanidade. E sabe muito bem que as fadas eram aquelas que mais odiavam os humanos, este pensamento mudou recentemente, a Rainha Fada decidiu que apenas por ligação de amor, uma fada, elfo ou qualquer ser  feérico poderia se reproduzir sexualmente com humanos!

O rosto e o cheiro do jovem Tiago me veio em mente, Anny parecendo vê no que pensei assentiu.

-Mais..

-E eu poderia passar a tarde toda aqui lhe explicando os motivos, e os porquês, mais creio que tem alguém que queira ve-la.

Damon.

Olhei para a mala e passei a mão sobre meu ventre novamente.

-Acho melhor não.- murmurei

-Eu já lhe disse que ele nunca a odiaria..

-Eu sei. Não é por isso que não quero vê-lo. É só que, eu não sei se ao o ver eu conseguiria ir embora novamente... Não quero me despedir, será melhor para nós dois.

-Não será não.- Anny disse agarrando minhas mãos com firmeza.- Você e eu sabemos o que deixar alguém sem ao menos dizer um até mais pode fazer. E sim, eu fui obrigada através do meu pacto com Srafhony a te deixar e não lhe procurar para não corremos risco de que se lembrasse do que era, ou talvez  Thereza te encontrasse frágil e indefesa. Não pense que foi fácil, a cada aniversário  olhar para aqueles cartas que enviava sem poder lhe dar uma resposta por haver uma possibilidade de eu ser rastreada, sendo restringida a ficar lhe monitorando através de uma maldita bola de cristal, e não imagina o quão difícil foi ver sem poder fazer nada e deixar você triste e arrasada  pensando que lhe abandonei, não poder lhe consolar e te abraçar e dizer que tudo ficaria bem, que nunca em nenhum momento a abandonou. Foi um inferno! Pense em como se sentiu, como acha que ele ficará sem saber como a mulher e filho estão? Quer fazê-lo passar por isso?

Neguei com a cabeça, deixar ele pensar e passar pelas mesmas coisas formaram um embrulho no meu estômago que não tinha nada haver com o bebê.

Não, seria cruel partir sem lhe deixar saber o motivo, e lhe garantir que eu ficaria bem e voltaria logo...

Se eu voltasse.

Espantei aquele pensamento antes que ele criasse raízes e me fizesse mudar de idéia.

-Então o que quer fazer?.- perguntou ela suavemente.

Não a respondi, apenas passei a mão sobre a cabeça e caminhei decida para fora do quarto ....

(....)

Ariane

-Elas não se parecem em nada.- murmurou Dirac cruzando as pernas em forma de borboleta.

A bruxa levou a mão ao peito seu coração disparado pelo susto da presença do jovem meio- demônio.

-Desde quando está aí?!.- Exclamou alarmada.

E como ele fez para entrar ali sem que eu fosse alertada?

-Desde do "Aiin e si ele me odiar? E se não gostar de mim?".- debochou ele imitando uma voz feminina.- Ela é realmente uma descendente de Maggie? Não está equivocada?

-Tenho certeza disso.

Imediatamente Ariane,- sem que Dirac notasse-, checou se a proteção que ergueu em volta do quarto ainda estava lá, e não surpreendeu o fato de quê estava intacta. Se sua magia era inútil em alertar a presença dele, como ela se sentiria segura? Desde que resolveu o procurar na Geórgia, nunca deixou de pensar da empatia que sentia pelo meio demônio que sua irmã acolheu como filho.

Ter Dirac por perto após dois mil e trezentos anos era incomodo, não ter certeza se ele era ou não aliado, trazia um sentimento constante em si manter preocupada se acordaria na manhã seguinte viva.

-Não que isso importe, desde que ela quebre a maldição que a antiga Rainha Fada lançou sobre minha mãe... Ela é capaz disso né?.- perguntou ele erguendo uma sobrancelha.

Aquela pergunta trouxe a lembrança de que ele estaria acompanhado Erika em sua jornada, a idéia de que ele não estaria perto dela para o estar vigiando fez sua língua pesar. A única coisa que acalmava seu coração era de Dirac não poderia machucar ou matar os parentes de Maggie pelo pacto de sangue que obrigava a isso.

Mas não tê-lo por perto e vigiar cada passo dele.... sem dúvidas era um plano arriscado.

-Erika é capaz.- murmurou Ariane

Dirac descartou suas palavras com um gesto de mão e saindo da cama logo em seguida, o rapaz  caminhou em direção a porta antes de parar e dizer sobre o ombro.

-Espero que não esteja tentando se convencer disso. E ah, antes que eu me esqueça, se Maggi não despertar tem toda razão em se preocupar, afinal uma simples barreira não é o bastante em conter minha irá, tenha bons sonhos.

Com essa ameaça, Ariane caminhou até a cômoda aonde guardava seus brinquedos...

Se não funcionasse, ela tinha seus métodos de proteger.

.......


NT: : Próximo livro : O Despertar,

A origem



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