História A Farsa - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Tags Drama, Ino, Itachi, Naruto, Sakura, Sasori, Sasosaku, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 55
Palavras 1.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capitulo, espero que gostem!
Beijinhos

Capítulo 5 - Sasuke


Fanfic / Fanfiction A Farsa - Capítulo 5 - Sasuke

 

Abri os olhos devagar e de um lado estava minha mãe e do outro lado um Itachi preocupado.

- Sasuke, como se sente? – Meu irmão me pergunta.

- Eu... eu não sei. Estou um pouco atordoado, mas creio que esteja melhor. Sim, estou melhor.

- Filho, nos conte o que aconteceu? Porque parecia tão apavorado quando entrei no quarto? Você tinha uma expressão de terror!

- Mãe, eu estou bem. Não tem com o que se preocupar e Itachi, você não deveria estar na festa da Konan?

- Eu estava, mas a mamãe me ligou preocupada com você e já avisei a Konan que não pude ficar. Antes que você me peça pra voltar já adianto que não saio daqui até que você converse comigo sobre o que está acontecendo.

Ele não me deixou alternativa então o máximo que consegui foi ao menos fazer com que minha mãe nos deixasse a sós, pois a presença dela com aquele ar de demasiada preocupação estava me deixando mais nervoso ainda.

- Mãe por favor... – Disse Itachi para uma Mikoto visivelmente aborrecida por estar sendo “trocada” pelo filho mais velho.

- Tudo bem, fazer o que? Eu mesma te chamei...

 

xxx

 

Não sabia exatamente o que explicar pra ele, era a segunda vez que eu sentia aquela sensação horrível que começava como uma espécie de ansiedade e depois se transformava em pavor. De qualquer modo sabia que ele não se contentaria em uma descrição vaga e tentei ser o mais detalhista possível.

Itachi apenas me olhava sério e mantinha um ar de medico que avalia seu paciente. Aquela faceta dele eu ainda não tinha visto, mas a medida que ele ia fazendo certas perguntas ate parecia que sabia do que se tratava.

- Vai me dar algum diagnostico? – Perguntei irônico.

- Não meu irmão, não posso te dar diagnostico até porque não sou médico. Mas como seu irmão que te ama posso te dar um conselho: tenta colocar pra fora um pouco suas emoções Sasuke, sei que não é fácil, mas você precisa se esforçar.

- Ate parece que você segue seu próprio conselho – falei sorrindo de canto, afinal sei que ele só estava tentando me ajudar.

- Posso te afirmar que estou tentando. Dei ate o primeiro passo hoje, mas seu “estrimelique” me tirou do foco. – Ele disse sorrindo e fazendo aspas ao pronunciar um termo que não sei de onde tirou.

- Olha, não fica nervoso com o coquetel de sábado, vai ser mais um oba oba pra uns caras que Fugaku quer fazer média. Algo me diz que você vai se divertir.

- Tá bom Itachi, vou repetir essa afirmação como um mantra e meditar sobre isso. Quem sabe assim se torna verdade ne?

Ele bagunçou meu cabelo e pegou o controle da tv se apossando completamente das almofadas e do maior espaço da minha própria cama.

No fundo eu gostava desses poucos momentos que tínhamos juntos, me lembrava a época em que eu era criança e não sofria com certas coisas que prefiro ate esquecer. Itachi e eu sempre fomos inseparáveis, quer dizer, eu era um chiclete no pé dele, mas ele jamais me tratou como tal  sempre foi um bom irmão e eu o agradeço por isso, é claro que não digo isso a ele, mas agradeço em silencio. Com Itachi não se pode dar muita corda porque ele já se acha o suficiente sem que alguém precise reforçar o Narciso dentro dele.

 

xxx

 

Sábado chegou e com ele o maldito compromisso. As recomendações começaram logo no café da manha onde Fugaku fez questão de me sabatinar para conferir se eu estava realmente a par dos setores da empresa.

- Pai, eu trabalho lá. E já fazem 4 anos que desenvolvo minhas atividades regularmente sem qualquer tipo de falha ou deslizes bobos. Não há necessidade de tanta pergunta para coisas rotineiras.

- Mesmo assim. Não estou questionando seu desempenho nas suas funções, estou atestando sua capacidade de falar – Disse ele sem se importar em parecer cruel.

- Fugaku! Como pode dizer isso ao Sasuke? – Interrompeu minha mãe.

- Pega leve pai, não precisa falar desse jeito. – Como se não fosse suficiente, Itachi também saiu em minha defesa e toda aquela comoção familiar só ressaltava o quanto eu parecia uma ovelhinha assustada com o pescoço na boca do lobo.

Aquele tipo de situação me arrasava! Eu realmente era um bosta. Queria levantar da cadeira, colocar o dedo na cara dele e dizer: “Escuta aqui Fugaku, eu não sou sua marionete pra voce exibir pros seus amigos empresários como sendo o futuro da família Uchiha e sabe porquê? Porque eu não quero essa merda de vida pra mim. Quero cursar medicina e ajudar pessoas pelo mundo, de preferencia bem longe de voce”!  Mas sabe o que de fato falei?

- Não se preocupe pai, vou me sair bem.

E assim transcorreu o restante do dia com aquela raiva entalada em minha garganta. Quando a noite chegou me preparei para o evento e já estava no carro com Itachi aguardando a Konan que finalmente ele teve a dignidade de convidar.

Alguns poucos minutos após chegarmos ao prédio dela, a mesma desceu e estava linda como sempre. Espero que esse idiota não demore pra segurar essa garota ou vai se arrepender quando perde-la pra outro.

 

xxx

 

Como já era de se esperar o salão de eventos da empresa estava cheio de empresários, alguns políticos e um seleto grupo da alta sociedade de Tóquio. Fugaku acenou discretamente logo que nos viu entrar. Nos aproximamos dele que já estava acompanhado por três figurões.

O palco estava montado e a inquisição prestes a começar.

Fui apresentado e logo começaram um interrogatório que não poupava nem mesmo minha vida pessoal. Por pouco não perguntei se haviam esquecido do detector de mentiras pois aquilo era tudo menos uma conversa.

Depois de uns 20 minutos que pareceram horas pra mim, consegui escapar daquela cena grotesca onde claramente tive todo o meu chakra sugado por aquelas pessoas. Peguei algo para beber me distanciando o máximo possível de todos.

 

xxx

 

Estava tomando whisky com gelo recostado a uma porta de vidro que dava acesso a uma varanda lateral quando então eu a vi.

Uma garota usando um vestido longo e delicado como seu rosto de boneca, seus cabelos num tom de rosa claro estavam presos numa trança no alto da cabeça. Ela usava pouca maquiagem e isto a deixava mais linda que qualquer outra mulher naquela festa. Achei curioso o ar de quem estava meio deslocada ali, como se buscasse por alguém com o olhar e, para meu espanto, ela sorriu ao ver Itachi e Konan que já se aproximavam dela.

Começaram a conversar e simplesmente me perdi no tempo em que fiquei parado olhando para aquela garota. Era linda! Exalava doçura e eu poderia ter ficado ali onde estava apenas admirando-a, observando cada detalhe do seu rosto perfeito para memorizar, e, se tivesse sorte, sonhar com ela. Mas não, Itachi tinha que ter olhado em minha direção e acenado para eu me aproximasse e pela primeira vez, eu realmente quis me aproximar. Mas... pra que eu faria isso? Pra parecer um idiota sem conseguir formular uma única frase?

Vendo que eu não saia do lugar, Itachi começou a andar em minha direção acompanhado da garota e lá estava eu novamente sentindo o suor em minhas mãos e a ansiedade corroer meu peito.

Ela estava vindo falar comigo e eu precisava pensar rápido, aliás, eu tentava não pensar, mas minha mente tentava miseravelmente me encorajar enviando mensagens do tipo “Vamos Sasuke, voce consegue, é só uma garota... é só a garota mais linda que você já viu e que está vindo em sua direção pra voce desenvolver uma conversa normal, só isso...”

Senti um frio na barriga e estranhamente meu coração acelerou, só que diferentemente das outras vezes, não era medo ou pavor que eu estava sentindo. Era algo diferente, que nunca senti antes. Era como se eu já a conhecesse ou estivesse esperando por ela, e, antes mesmo que eu conseguisse organizar os pensamentos, seus olhos verdes se encontraram com os meus e ouvi Itachi dizer:

- Sasuke, quero te apresentar Sakura Haruno.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


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