História A father-in-law temptation - Capítulo 12


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Notas do Autor


Olá e olha eu aqui com mais um capítulo
Me desculpem pela minha forma retardada de falar com vcs, ainda tô tentando me adaptar
Enfim, boa leitura ❤

Capítulo 12 - Um almoço diferente


Fanfic / Fanfiction A father-in-law temptation - Capítulo 12 - Um almoço diferente

Desde aquela viagem à casa dos avós do William, o convívio na mansão tornou-se ainda mais complicado. E não estou falando de brigas, pois meu namorado e seu pai sequer olhavam um na cara do outro, quem dera trocar palavras até mesmo para discutir. 

Eles se evitavam e também evitavam falar sobre o que ocorreu na viagem. Nenhuma conversa, nenhuma compreensão, nenhum pedido de desculpas. Apenas estão pior do que antes.

Eu olho para o William e só o vejo cabisbaixo, vezes ou outra se reprimindo pela sua falha tentativa de fazer as coisas melhorarem.

- Talvez seja melhor deixar as coisas como estão... - falava ele em algumas das noites conversando comigo.

Eu o ajudo, aconselho. Já ouvi que não devo me meter na relação deles, porém eu simplesmente não consigo deixar as coisas como estão. Quanto mais eu tento me afastar, mais me vejo presa a essa situação melancólica, sempre tentando fazer alguma coisa para, pelo menos... eles olharem um na cara do outro. Eu não sei de mais nada, só sei que quero vê-los bem, e isso está acabando comigo, porque... como ajudar o William sendo que vou para a cama com o seu pai?

- Ai! - gemo ao sentir a dor provocada pelo corte em um papel de algum exame. Olho para a minha mesa e vejo que estou atolada de coisas para ler e pessoas para atender. No entanto, meus pensamentos ainda assim voam longe e atrapalham a minha obrigação com cada paciente aqui no hospital.

Em relação ao meu pensamento passado, falando da minha secreta relação com o sr. Queen, eu já me encontro sem saídas. Não vou falar que tento me afastar, porque isso eu já não faço mais. Não consigo. 

Toda a minha razão se vai ao me concentrar em seus olhos penetrantes com um azul intenso, dispotos a tirar a sanidade de qualquer mulher. O que é errado simplesmente torna-se certo ao sentir suas mãos em meu corpo deslizarem, ao ouvir sua determinada voz grave em meu ouvido, desconcertando-me por inteira. 

Eu me desmancho em suas carícias, em seus beijos... me desmancho de prazer em ser sua submissa, ao executar qualquer ordem sua. Me desmancha o fato de tê-lo explorando todos os meus limites minuciosamente e sem piedade. Meu desejo por esse homem cresce cada vez mais, e é por isso que me deixo levar. 

Eu gosto de provocá-lo, de tirá-lo do sério. É maravilhoso senti-lo estremecer com minha voz rouca trilhando caminhos até seu ouvido, com meus dentes mordendo o lóbulo de sua orelha. Por mais que tente não demonstrar, adora ser desafiado, e eu, por minha vez, adoro ser castigada por isso. Nosso jogo é excitante, gostoso e picante.

Sou relutantemente tirada de meus pensamentos por uma batida na porta, indicando que alguém espera uma permissão minha para adentrar.

- Pode entrar... - falo e uma figura loira de pele clara surge - Oh! Oi, Mark! Tudo bem? - um colega de trabalho.

- Oi, Beth! Tudo sim, e com você?

- Também. E então, o que deseja? - me levanto da cadeira e vou ao frigobar pegar uma água - Quer? - ofereço.

- Ah, quero! - lhe entrego e ele agradece. Parece um pouco contrariado ao coçar envergonhadamente sua barba - Bom, eu quero agradecê-la por ter ficado no meu lugar nesse último plantão.

- Não precisava ter vindo aqui só para isso. Relaxe! Precisando, é só falar! - digo sorrindo.

- Não, mas você realmente me salvou de uma que nem imagina... - chega mais perto - Queria fazer alguma coisa por você também.

- Não é preciso. Estou falando, está tudo bem. Relaxe.

- Bom, então... deixe-me apenas fazer isso - e me dá um abraço, pegando-me de surpresa, e eu só faço retribuir - Que tal um jantar? - Quanta insistência!

- Pode ser. A gente vê qualquer dia e chama a galera...

- Certo.

Estou tentando me desvencilhar de seus braços, no entanto ele me puxa ainda mais contra o seu corpo, e desce suas mãos para a minha bunda, apertando-a. Ele está me dando nojo! E, quando estou a um passo de empurrá-lo, a porta se abre e meu sogro entra em minha sala, logo em seguida batendo-a com força. Mark se assusta e para imediatamente com o que está fazendo e logo me solta.

- Sr. Queen... é, bem... bom dia! - gagueja.

Paraliso o meu olhar para o coroa de corpo esbelte e másculo à minha frente e os músculos de sua face enrijecem, ao passo em que ele dá um olhar intimidador. Vejo seus punhos se fecharem, e posso ver o quão irado está com a cena que presenciara ao observar faíscas saindo de seus olhos.

- Atrapalho algo? - pergunta firme.

Puta merda!

- Não, claro que não, sr. Queen! - fala Mark apressadamente com medo do olhar que o meu sogro lança para ele - Eu só estava agradecendo a ela por ter me substituído no plantão. Não estava acontecendo nada de mais - olha para mim - Mais uma vez, obrigado, Elizabeth. Depois vemos um dia qualquer para o jantar. Tenham um bom dia! - Não sei se ele estava com medo pelo fato de ser nosso local de trabalho ou do fato de seu chefe ser também o meu sogro. Só sei que ele sai da sala quase correndo, deixando-me sozinha com este homem possesso de raiva. 

Vejo-o soltar todo o ar que estava guardando em seus pulmões após trancar a porta, enquanto olhava para o chão com uma mão na cintura e a outra na maçaneta da porta.

- Jantar? - pergunta.

- É... só para agradecer - merda, merda, merda. Mil vezes merda! Quando está assim, é o próprio diabo. Estou nervosa.

- E ele queria agredecer com as mãos curiosas em seu corpo também? - ele ofegava. Estava se controlando.

- Eu fui pega de surpresa, eu...

- Pega de surpresa? Aquele filho da puta estava passando a mão no que é meu! - rosna - Eu disse a você que mais ninguém poderia tocá-la além do... 

Ele não conseguiu terminar de falar, mas eu sabia o que queria dizer. Pelo visto, não gostava dessa ideia também. "Meu". Sorrio internamente ao ouvir isso, e logo todo o nervosismo vai embora e no lugar se instala a mais pura vontade de lhe provocar. A adrenalina e a excitação correm em minhas veias com uma velocidade tremenda.

- Senhor... - falo com uma voz sedutora - foi apenas um abraço como qualquer outro, gostoso e excitante.

Percebo que não era para eu ter falado isso ao ver que sua cara me fulminava e que seus punhos tinham se fechado novamente. Estava irado.

Bruscamente, ele me agarra e me prensa numa estante próxima à janela. Com sua forte mão, aperta minhas bochechas, e com a outra dá um tapa em minha perna. A dor é realmente o sinônimo do prazer...

- Gosta de provocar, não é? Escute bem, não me faça usar a força, entendeu? Garanto que não será nada prazeroso. - fala entredentes e fico um tanto temerosa. Ainda não conhecia o pior de seus castigos.

Puxa o meu rosto e beija-me de maneira possessiva e desesperada. E, sem nem mesmo pedir passagem, enfia sua língua e explora toda a minha boca com determinação. A intensidade e força com que me aperta, faz nossos corpos sofrerem um enorme atrito prazeroso, e posso sentir sua excitação.

Ele me pega em seus braços e me faz sentar sobre a estante. Enquanto me beija, abre sua calça e quase rasga minha saia e minha calcinha. Seus atos não eram nada delicados, mas me excitavam, e muito!

Sem muita demora, penetra-me de uma vez, com força e firmeza, fazendo-me gritar e jogar minha cabeça para trás com o desejo. Ele aperta minha cintura e me leva mais para junto de si, e puxo seus cabelos lisos ao sentir suas estocadas cada vez mais fundas.

- Isso... - fala roucamente, mas ainda assim de maneira firme em meu ouvido - é para quando você sentar, andar, deitar ou até mesmo falar, se lembrar de que eu estive dentro de você, se lembrar de que você é minha! Minha! - fala mais alto a última parte. Por repetidas vezes, retirava e penetrava-me mais fundo, duro, e já sentia a cabeça de seu membro roçando em meu útero. Estava preenchida e enlouquecida por ele. Os intensos movimentos faziam com que quase tudo que estava em cima da estante caíssem sobre o chão. Suas estocadas eram fortes, mas gostosas. Um prazer indescritível - Você é minha, morena!

- Sua. Sua. Sua. Sua...

Minhas falas eram apenas loucos sussurros entrecortados pelo prazer. Eu ofegava, delirava sem saber mais onde estava ou o misto de sensações que estava sentindo.

Ele levanta meu queixo, fazendo-me encará-lo e poder observar seus intensos olhos azuis mergulhados na raiva, no desespero, no desejo, na luxúria, no sentimento de posse. E, finalmente, chego ao orgasmo junto com ele.

Eu gemo alto, forte, enquanto ele tenta abafar seus gemidos mordendo meu ombro e batendo sua mão contra a madeira da estante. Apertava-me ainda mais contra seu corpo. Não queria nem por um momento me soltar.

- Eu não quero mais vê-la perto dele, entendeu? Eu acabo com esse desgraçado se vir ele lhe tocando mais uma vez! E você não vai a jantar nenhum!

- Sim, senhor - minha voz mal saía. Estava ofegante, afinal, tinha acabado de ir aos céus. 

Ele fica por um bom tempo abraçado a mim, dando beijos em meu pescoço. Estava mais calmo. Como isso pode ser tão bom?

- Quero um tempo a sós com você - e isso é o quê? - Almoce comigo hoje. Vá para casa agora e se arrume. Às 12h vou buscá-la.

Do nada isso? Mas não vai ser possível. Tenho um monte de coisas para fazer...

- Eu não...

- Não se preocupe com o trabalho. Eu resolvo - me interrompe, levando as minhas preocupações para longe - Apenas faça o que estou mandando, meu bem. Tenho planos para você hoje à tarde - após ordenar, sai da minha sala. Bom, minha única alternativa é obedecer.

---------------×---------------

Chego em casa e quando me encontro no quarto, vejo na cama um vestido, um colar e um bilhete ao lado.

O vestido era charmoso. Possuía uma pequena cauda e tiras para fazer um laço de lado. Suas cores eram contrastantes e combinavam comigo. Lindo, adorável. Foi ele quem realmente escolheu?

Antes que pudesse ler o bilhete, preferi prestar atenção ao colar que estava em cima do vestido. Diria que... uma coleira? Ele já tinha me falado sobre, mas eu não sabia se realmente usaria algum dia. Tão simples e... delicada que nem parecia ter o seu real significado: submissão, devoção, posse. Era dourada e possuía pequenos cristais, enfeitando, os quais davam um certo charme. Tinha um pequeno círculo preso sobre eles, e era o que ligava as duas partes da coleira, e só podia ser solto por uma minúscula chave, a qual não estava comigo.

Finalmente, dou atenção ao bilhete e corro meus olhos para as palavras escritas: "Vi este vestido numa loja, e foi inevitável não pensar nele em seu corpo, com essas cores combinando perfeitamente com sua pele morena e seu rosto tão angelical. Deliro com apenas minha vontade em arrancá-lo de você. Quero vê-la vestida com ele esta tarde, e ao lado dele, sim, é uma coleira. Coloque-a. Não ouse vestir outra roupa." Sorrio. Seu jeito mandão e arrogante é expressado até mesmo numa folha de papel.

Vou ao banheiro tomar um banho e nem mesmo a água gelada fez com que a ansiedade em meu corpo cessasse. 

O vestido caiu como uma luva em meu corpo e combinou perfeitamente com o "colar". Faço uma suave maquiagem em meu rosto, e arrumo meu cabelo em um elegante coque despojado, permitindo que uma mecha caia sobre meu rosto e que meu pescoço fique exposto com a coleira. Imaginei que ele gostaria.

Termino de me arrumar colocando uma rasteirinha e algumas bijuterias que combinassem com o que estava vestindo, e fico pronta exatamente no horário. Pontualmente, ele manda uma mensagem e já posso sentir toda a euforia e excitação novamente. 

Sr. Queen: Estou esperando aqui na sala. Não demore.

Desço as escadas e vejo que ele está de costas, virado para a porta de vidro observando a área de lazer da casa, onde era possível ver o céu azul e relaxante, enquanto toma seu inseparável whisky.

- Estou aqui - falo.

Ele vira para mim e parece surpreso com sua boca levemente aberta, enquanto me olha de cima a baixo. Fica por uns longos minutos com seus olhos presos em mim, como se fosse possível devorar-me apenas com isso.

Calmamente, chega até mim e puxa com seu dedo indicador o pequeno círculo do colar, o que me faz ficar bem mais perto. Com esse ato e com seus olhos brilhando em me ver com a coleira, queria me fazer entender que eu era sua propriedade e que eu não deveria esquecer disso. Sua barba feita e seus cabelos molhados indicavam que já tinha chegado em casa há um tempo, e estava tão charmoso com seu terno sem o uso de gravata e com os primeiros botões de sua camisa branca abertos. Mordo o lábio inferior ao vislumbrá-lo.

- Não morda esse lábio. Sabe como fico...

Ele logo resolve nossa diferença de altura quando pega em meu queixo e levanta minha cabeça, fazendo-me encará-lo. Carinhosamente, passa sua mão sobre minha face, acariciando, e logo em seguida sela nossos lábios com um casto e confortável beijo. Começa lento, apenas sentindo o pequeno momento, no entanto, ele rapidamente intensifica o contato de nossos lábios, voltando a ser quem eu conheço muito bem.

- O vestido realmente lhe caiu muito bem - coloca seus fortes braços ao redor de minha cintura e cola nossos corpos - Meu desejo por você cresce cada vez mais. Eu te quero tanto, morena...

Começa com suas salientes carícias, apertando minha bunda e dando beijos e chupões em meu pescoço, hora ou outra inalando meu cheiro.

- Porra, o que você está fazendo comigo?

Fala em meu ouvido, com suas mãos movimentando minha cintura e fazendo com que nossas partes íntimas roçassem uma na outra de maneira gostosa. Se controlando, decide parar com que estava fazendo e pega em minha mão, levando-me até a porta. No entanto, antes que eu pudesse abri-la, deixa-me confusa ao me puxar novamente e colar nossos corpos. 

- Não sei se devo deixá-la sair assim. É um perigo... - fala beijando meu pescoço, enquanto dou uma leve risada. 

É bom saber que tenho um certo poder sobre ele, no entanto, o poder que ele tem sobre mim... Fecho meus olhos ao sentir suas carícias e subo uma de minhas pernas para entrelaçar nas suas numa tentativa de trazê-lo mais para mim. Quando penso que ele vai me fazer sua aqui mesmo onde estamos, ele dá uma risada sacana e fala:

- Vamos! 

Filho da puta bipolar! Por que gosta tanto de me deixar assim? 

------------×-----------

Após longos trinta minutos, chegamos no restaurante. É um pouco afastado da área urbana e um verdadeiro jardim ao ar livre. Apesar disso, não deixar de ser extremamente aconchegante e tranquilo com seu espaço amplamente arejado e sofisticado. Um ótimo lugar e deveria ser melhor ainda à noite, pois percebo que há velas por quase todo o restaurante.

- Espero que goste de comida italiana - fala ele após puxar uma cadeira para mim.

-  Sim, gosto!

- Muito bom - chama o garçom.

Fizemos o pedido e ficamos esperando, mas sem trocar uma única palavra porque ele parece estar preocupado em apenas fitar seus olhos em mim. Seu olhar vazio e intrigante me deixa levemente envergnhada e fico correndo meus olhos pelo restaurante para não encará-lo. Ele percebe meu desconforto e dá uma pequena risada.

- Você é uma bela mulher - pega-me de surpresa ao falar isso. Ele realmente está me elogiando? Isso nunca aconteceu - Excitante em todos os sentidos...

- Hum, obrigada! - dou um singelo sorriso envergonhado.

Eu fico observando ele tomar sua bebida gelada, que havia pedido há um tempinho, enquanto troca algumas palavras comigo sobre coisas irrelevantes. No entanto, ao passar o tempo, a curiosidade e a vontade de conversar mais vai tomando conta de mim. Ele me permitiu ficar mais à vontade. Por que não tentar?

- O hospital era de seus pais? 

- Ah, não... - reflete por um tempo - Meus pais não eram médicos, mas ainda assim a profissão que escolhi tem uma certa ligação a eles. 

- O que seria? - pergunto curiosa. Ele pondera por um tempo, mas logo decide responder à minha pergunta.

- O meu interesse surgiu nos momentos em que meu pai chegava bêbado em casa e quando minha mãe precisava ir algumas vezes ao hospital por conta dos hematomas - percebo que sua infância deve ter sido difícil, porém ele não demonstrava dor e sofrimento algum ao relembrar. Sua serenidade de fato me impressionava - Senti que devia cuidar dela, em todo o momento...

Uau! Então alguma vez ele teve coração?

- Sim, alguma vez já tive "coração" - levanta suas mãos em sinal de aspas ao falar a última palavra.

Estava tão distraída que não sei ao certo se tinha colocado meus pensamentos em voz alta. Merda, Elizabeth!

- Droga, pensei alto demais... - e mais uma vez faço merda. Ele começa a rir.

- Não, você não pensou. Mas imaginei que estivesse pensando isso. Estou impressionado com o fato de conhecê-la tão bem.

Puta merda! Que vergonha! Numa tantativa de distraí-lo desse momento embaraçoso para mim, decido voltar ao assunto sobre sua vida.

- E o hospital?

- Bom, o hospital é fruto do meu esforço mesmo. O interesse por neurologia se intensificou... Estudei muito, me formei e, por conta do meu bom trabalho, modéstia parte - fala rindo - logo consegui um bom dinheiro para investir em minha própria clínica e ganhei simpatia de grandes sócios. Claro que não foi tão fácil assim, mas ao longo do tempo fui conseguindo.

- Isso foi antes de se casar? - eu deveria parar com minhas perguntas. Meu Deus do céu! No entanto, ele não parecia mais se importar em responder.

- Não, não. Meus pais morreram em um acidente antes mesmo de me formar, então logo encontrei a mãe do William e me casei. Mesmo contragosto, devo admitir que ela foi de grande ajuda em algumas coisas - percebo que não queria continuar mais a falar sobre ela, então coloco minha curiosidade em como ele conseguiu erguer o então Queen's General Hospital.

- Como foi... bem... o seu trabalho durante todo esse tempo para erguer um hospital tão renomado?

Ele percebe então meu interesse sobre sua carreira crescer cada vez mais e começa a narrar toda a sua trajetória de maneira reduzida e divertida. Era interessante o modo como ele contava e se orgulhava do que tinha feito em seu trabalho. Suas tentativas de fazer o hospital crescer deixaram-me um tanto encantada, e agora posso entender o fato de ser um hospital tão concorrido por vários médicos, tanto empregados quanto desempregados, e um grande referencial em neurologia e cardiologia.

Nem mesmo após a chegada da comida, conseguimos parar de conversar e rir com suas inúmeras histórias sobre suas façanhas com alguns médicos.

- Não acredito que fez isso! - falo, tentando recuperar o fôlego de tanto rir.

- Ora, precisava de mais um sócio... - ele cessa sua risada e olha para mim - Falei muito sobre mim, srta. Cooper. Quero saber mais de você.

- Ah, não tem muito o que saber... Eu nasci em Atlanta e agora já adulta resolvi aproveitar a vida em outra cidade.

- Por quê?

- Bem... Não queria mais morar com meus pais. Era sempre uma briguinha qualquer porque eu não tinha, e ainda não tenho, vontade de seguir a carreira deles e administrar a empresa.

- Empresa?

- Sim, é uma empresa de cosméticos. Não é muito minha cara, sabe? É mais a da minha irmã - falo sorrindo - Outro motivo de ter vindo parar aqui, foi porque não queria mais depender dos meus pais, até porque o fato de eu ter conseguido algum trabalho lá foi por causa deles. 

- Não acho que tenha conseguido graças a eles, e se foi, não é necessária essa ajuda. Você é uma excelente médica e já é um tanto conhecida pelo seu trabalho. Arrisco dizer que tenho que fazer algum seguro para não perdê-la para outro hospital - dou uma alta risada pelo seu comentário.

- Obrigada, mas acho que não seria louca em abandonar o melhor hospital do estado.

- Espero. - dá um sincero sorriso - Fale mais da empresa de seus pais.

Ele ficou me ouvindo atentamente e eu estava me sentindo tão confortável em estar com ele assim, apenas sabendo um sobre o outro. Gosto de suas conversas, de seu jeito brincalhão, de sua risada quando fica entusiamado. Ficamos conversando até que aconteceu algo curioso.

- Meu último momento com minha família foi em uma viagem a Paris... - falo reflexiva.

- Paris? Eu quase cheguei a conhecer. Ia dar uma palestra em um hospital de lá, mas o meu jatinho deu um problema e não deu tempo de pegar um vôo comum.

- Hum... E então? Mandou consertar depois? - ele para por um longo tempo, pensando, até que parece voltar ao normal abruptamente.

- Sim, claro!

Um garçom diferente chega até nós para pedir a conta, sendo que ainda não tínhamos terminado. Meu sogro estranhamente ficou estático e fechou a cara com a presença do rapaz. Vi a fúria em seus olhos, e então logo reconheci que era o mesmo homem misterioso do evento beneficente. Sem dizer uma única palavra, meu sogro anota um cheque e o entrega.

- Obrigado, sr. Queen! Até outro dia - se concentra em mim com um olhar debochado - Espero que não faça o mesmo com essa daí... - fala e vai embora parecendo muito satisfeito. 

Estou confusa e quando penso em perguntar, sou logo cortada.

- Não faça perguntas, ok? Não se preocupe com o que ele disse. Ele... é apenas um médico frustrado. E não fale sobre nada disso ao William. - ainda não me convenceu. Médico frustrado? Não estou tão confiante.

- Escute, eu não faria nada com você. Não se preocupe com o seu trabalho. Como disse, é uma ótima médica. - noto sinceridade em suas palavras.

Resolvo ficar na minha e penso que o clima ficará estranho durante o resto do almoço, no entanto já me vejo entretida numa conversa mais uma vez.

- Sr. Queen... - lembro-me de que tenho que pedir permissão a ele sobre algo - O William marcou uma viagem para nós dois... é, bem... seria possível eu ir?

- Quando?

- Amanhã.

- Amanhã?! - alterou a voz e pareceu não gostar muito. Percebo seu olhar vago em algum canto do restaurante, alternando sua visão para mim e outra hora para um músico que estava tocando piano no local - Gosto de tocar essa música - tenta me distrair. Sua demora para responder me deixa um tanto desconfortável e intrigada.

- Sr. Queen? - chamo sua atenção - Sim ou não?

- Sim, senhorita Cooper. - fala seriamente e dá um sorriso sacana - O que acha de irmos para casa agora? - fala num tom sugestivo e totalmente sedutor, fazendo um arrepio percorrer todo o meu corpo.


Notas Finais


Alguém mais tá curioso sobre esse homem misterioso aí? No próximo cap o nosso tão amado sr. Queen explica isso
Até mais, bjs ❤❤


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