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História A fera de Beleriand - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bom essa é uma nova história minha.
Como podem ter percebido, eu sou realmente uma grande fã de Tolkien.
Amo todas as suas obras, mas em especial, O vsilmarillion é a minha favorita.

Estou tentando desenvolver alguns contos diferentes que possam envolver os principais personagens da primeira era.

Na verdade eu tenho várias idéias para histórias diferentes.

No entanto, minha maior dificuldade é colocar minhas idéias no papel.

Espero que apreciem este conto.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Epígrafe


Fanfic / Fanfiction A fera de Beleriand - Capítulo 1 - Epígrafe

 

 “A loba, a velha, aquela que sabe está dentro de nós. Floresce na mais profunda psique da alma das mulheres, a antiga e vital Mulher Selvagem. Ela descreve seu lar como um lugar no tempo em que o espírito das mulheres e o espírito dos lobos entram em contato. É o ponto em que o Eu e o Você se beijam, o lugar em que as mulheres correm com os lobos (…)”
-Clarissa Pinkola-

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"Ela era apenas um pequeno embrulho amontoado em várias trouxinhas de pano e cetim quando despertou ali."

Os Onodrim a descobriram poucas horas mais tarde, quando seu choro despertou alguns animais e plantas no local.

A pequena criança élfica estava enrolada em uma manta de prata suave e suas mão pequeninas agitavam no ar segurando pequenas folhas de cor dourada e prateada.

Ninguém sabia como aquela frágil criatura fora parar ali.

Não havia civilização nenhuma por perto, e nem sinal de outros como ela.

A pequena fêmea estava agitada, e embora o frio não parecesse incomoda-la, um pequeno grunhido mostrou que ela estava faminta.

Como muito cuidado, e pouca delicadeza, o grande Ent se aproximou de sua forma minúscula estendendo para os pequenos lábios um de seus enorme galhos, do qual pequenas gotas de água escorreram e depreciaram sua sede.

Seus enormes olhos de cor Âmbar pareceram brilhar em meio aquela enorme escuridão enquanto um pequeno suspiro, mais parecido com o que deveria ser um bocejo, deslizou de sua boca.

-Que criatura mais estranha... - O ent sussurrou enquanto avaliava o embrulho a frente de si com curiosidade.

Se perguntasse para aquele enorme pedaço de carvalho ambulante, ele diria que nunca vira algo como ela antes.

No entanto, aqueles pensamentos seriam deixados para mais tarde, pois com grande alarme, as árvores a sua volta dispararam gritos de alerta e medo.

Suas formas dançando na escuridão, enquanto suas folhas se agitavam frenéticamente em sinal de aviso.

Os fortes uivos a distancia foram mais do que o suficiente para o enorme pastor envolver sua forma sobre a pequena garota e leva-la consigo para longe dali.

Os orcs quase nunca se aventuravam naquela região. Mesmo que a escuridão estivesse ao alcance daquelas terras, elas nunca chegaram tão longe.

No entanto, quando a pequena forma em seus galhos se contorceu e expirou um suspiro tremulo de insastifação, o Ent soube o que aquelas criaturas queriam.

Eles estavam caçando-a.

Sem entender os motivos e ignorando as várias perguntas em sua casca, o gigantesco carvalho se moveu em direção oposta aos gritos estridentes das criaturas.

E deste então, o enorme Ent se dedicou a cuidar e a proteger a pequena criança.

Longos anos se passaram e muita coisas aconteceram depois daquele dia.

A criança já não era mais tão pequena quanto antes.

Ela não possuia um nome, pois ninguém se interessou em lhe dar um.

No entanto as árvores e os animais reconheciam o apelido lhe dado pelo velho castanheiro vizinho do Ent que se tornara seu guardião por todos aqueles anos.

Fenrir... Como um lobo negro... Ele a chamara.

Constatemente ela entrava em conflito com as hostes de orcs e outras criaturas que inavadiam as terras dos Onodrins.

Phangorn, como chamara o primeiro Ent que conhecera, havia criado ela e lhe ensinado tudo o que podia para sobreviver.

Se era magia ou alguma peculiaridade, ninguém sabia.

Os animais confiavam nela, as plantas viraram sua família, sua casa era aquela floresta e ela a defendia como um animal selvagem... como um lobo faminto.

Ela tinha um dom peculiar para lutar, talvez fosse apenas seus instintos selvagens, mas nos anos de prática em meio aquele lugar, a tornaram uma guardiã experiente em batalhas.

A escuridão crescia... Sussurros distantes chegavam em formas de notícias a todo momento.

Mas ninguém em sua sã consciência ousaria tentar uma investida contra ela.

Ela não era a caça... ela era o caçador.

Ela não era uma frágil donzela... Ela era um animal selvagem.

Do tipo de animal raro e mortal que se deve tomar cuidado ao olhar de perto.

Morgoth a queria... Os elfos não a conheciam... Os homens a temiam...

Cantos e histórias foram ouvidas ao lado de fogueiras acesas durante a noite.

''Na parte mais escura e sombria da floresta... No alto daquela colina... Durante o solstício de inverno... Quando a lua cheia brilhava no alto e os lobos da floresta soltavam seus lamúrios... Se olhasse atentamente... Você veria... Um bela mulher... De pele pálida... Cabelos negros... Vestes brancas... E pronfundos olhos Âmbar penetrarem profundamente sua alma.'''

 

 

Pois ela era a Fera de Beleriand.

 



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