História A Fera e a Fera - Capítulo 32


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Comedia, Drama, Festa, Personagens Originais, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 32 - Reunião


11/05/18, sexta-feira.

                                                 POV AYLA GWENK

Eu estava sentada na grama, com minha mochila no colo e conversando com a Lia, que estava de pé. Eu estava falando sobre a briga que havia acontecido ontem, e que tinha sido muito engraçada porque até o Peter havia se intrometido e apanhado do Alves. Faltava alguns minutos para o sinal tocar para o início das aulas.

— Eu ainda não acredito que o Alves bateu em todo mundo desse jeito. — Lia botou a mão na boca, surpresa.

— Na verdade, nem é inacreditável. — Todos nós sabemos que o Alves faz artes marciais, e ele leva jeito pra isso... — Comentei.

— É, vendo por esse ângulo... — Lia concordou. Gente,  o Alves é o maior lutador do colégio. Se algum dia ele apanhar, vai significar que o mundo girou de cabeça pra baixo.

— Ah, e tem a reunião também, né? — Só de lembrar da reunião, comecei a rir.

— A reunião... Eu nunca vi o pai do Peter, será que ele vai vir? — Eu também nunca vi o Sr Ronald, mas acho que ele compareceria sim.

— Acho que sim... — Respondi.

Em seguida, tirei a mochila do colo e me levantei, botando ela nas costas. Faltava muito pouco pra bater, então eu e Lia caminhamos em direção ao prédio.

Quando chegamos perto do prédio, eu parei. A Lia ficou em dúvida e parou também. Eu estava olhando para um homem super alto de óculos escuros, que vinha caminhando em direção ao prédio. Ele estava vestido formalmente, com um terno preto. De longe pude notar seu barrigão. A princípio, meu cérebro travou, mas percebi quem era após ver o Peter, um gnomo comparado ao homem de óculos escuro, andando ao seu lado em passos lentos.

— Eu acho que aquele é o pai do Peter. — Falei, rindo.

Os alunos que estavam fora do prédio olhavam o homem e o Peter. Parecia aquelas cenas de filme em que as patricinhas estão andando pelo corredor e o resto dos alunos olhando para elas. Com esse pensamento, minha risada ficou um pouco forte.

O Ronald e seu filho pararam sua caminhada quando um homem um pouco desleixado, junto do Andrey abordou os dois. Ele parecia estar super zangado.

— Lia, socorro. Olha esse encontro. — Comecei a rir de novo, eu não estava acreditando naquilo.

No mesmo instante, o sinal bateu. Eu obviamente iria chegar atrasada, e alguns alunos curiosos também.  O sinal estava alto, mas em seguida os gritos do pai do Andrey começaram a ficar altos também. O sinal finalmente parou e pude ouvir com clareza os berros deles.

— O SEU FILHO ORGANIZOU UM ATENTADO CONTRA O MEU! — Nessa frase, a Lia, que continuava do meu lado, começou a rir. O dono da frase era o pai do Andrey.

— O MEU FILHO NÃO É UM VAGABUNDO, ELE NÃO FEZ NADA CONTRA O SEU! — E realmente, o Peter não bateu no Andrey.

— E O ANDREY, MEU FILHO, NÃO É MENTIROSO! — SE O SENHOR TIVESSE UM PINGO DE DECÊNCIA, SABERIA EDUCAR MELHOR ESSE MARGINAL! — O que o Andrey falou pro pai dele? ELE que começou tudo! Se não fosse pelo Andrey, nada disso teria acontecido.

— N-Nossa, que mentiroso... — Lia comentou, baixinho. Todo mundo estava olhando pra eles.

— DECÊNCIA? VOCÊ QUER FALAR DE DECÊNCIA LOGO PRA MIM? — VOCÊ SABE QUEM EU SOU? — Ronald perguntou, gritando mais alto que o pai do Andrey. Misericórdia.

— MEU NOME É RONALD, TENHO UM HOSPITAL E SOU O MELHOR MÉDICO DA CIDADE! E VOCÊ É QUEM? — Ronald começou a humilhar o pai do Andrey. Que vexame, parecem duas crianças.

— E-E-E-U... — O pai do Andrey ficou sem respostas e começou a gaguejar.

— OBVIAMENTE NÃO É NINGUÉM, APENAS UM POBRE COITADO! — Alguns alunos começaram a rir, mas achei ridículo o que o Ronald disse.

O Peter deu um tapa na testa, vermelho, ou seja, com vergonha. Se eu tivesse no lugar dele, enfiaria minha cabeça num buraco. O Andrey estava de costas pra mim, mas com os punhos fechados e tremendo, aparentemente de raiva.

— Chega, pai. — Peter disse, de cabeça baixa.

— CHEGA? — Ronald começou a gritar, fazendo um escândalo. Dessa vez, pude ouvir a risada alta da Corinne, mas não pude identificar ela.

A discussão seguiu rolando, graças ao Ronald que tinha pavio curto. Ele ficou menosprezando o pai do Andrey, e logo em seguida o Andrey começou a xingar o Ronald. O Ronald revidou, chamando Andrey de vagabundo que só ia pra escola fazer baderna. O Peter passou a confusão inteira vermelho, e o Ronald também, mas vermelho de raiva. Ele fez um movimento brusco e o botão da camisa social acabou desabotoando, fazendo seu barrigão saltar pra fora. Nessa parte, ninguém se segurou. O pai do Andrey ficou sem argumentos e por pouco eles não se agrediram fisicamente. Faltava muito pouco. 

A diretora finalmente saiu do prédio, furiosa. Metade dos alunos estavam fora, acompanhando a discussão. Ela chegou dizendo para os pais se acalmarem, e que era pra ir na sala dela. O resto dos alunos (incluindo eu) estavam fora, e receberam bronca da diretora. Eu consegui entrar só no segundo horário, mas valeu a pena.

E também, quando a diretora chegou, o pai do Andrey estava tendo uma crise de asma, devido a discussão. Então ela pegou um copo d'água, e Ronald, achando que era pra ele, pegou o copo e bebeu, e AINDA agradeceu, falando que estava muito estressado. Eu não me segurei e comecei a rir igual uma doida. 

Mas coitadinho do Peter, foi um fiasco o que o pai dele fez ele passar. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Foi pouca coisa? Foi, mas espero que gostem mesmo assim.


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