História A Fera e a Fera - Capítulo 32


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Comedia, Drama, Festa, Personagens Originais, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Quanto tempo!
Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 32 - Briga na saída


10/05/2018, quinta feira. 
                                                   POV LIA SATHFLERZ 
Apressei o meu passo para subir as escadarias do colégio, porque dessa vez eu havia me atrasado. Subi as escadas e cheguei no segundo andar, onde naquele corredor se encontrava a minha sala. Fui apressar um pouco mais mas acabei esbarrando em algo grande, e acabei caindo no chão. Levantei meu olhar para ver onde eu havia esbarrado e me aterrorizei. Era o Fares, meu crush das antigas na minha frente, e aparentemente, eu havia esbarrado na pança dele. 
— Eita, Lia. Cê tá bem? — Fares me deu a mão para levantar. Eu a agarrei ainda em choque e levantei.
— E-E-Eu tô. — Fiquei vermelha e soltei a mão dele logo após estar de pé. Minha mão parecia estar um pouco “grudenta”. Eu não sabia por quê. 
— Fazia tempo que eu não te via, sabe? — Cê tá de boa com o lance do Victor? — Fares perguntou, tentando parecer acolhedor. Sinceramente, eu não havia esquecido do dia da festa. 
— Sim. — Respondi, secamente. Eu já havia “superado” um pouco o Vic, mas eu ainda não entendia. Por que ele fez isso? Por que ele quis voltar sendo que faria a mesma coisa de novo? 
— Se tu quiser, eu posso dar um trato nele, se é que me entende. — Fares olhou para mim, com um sorriso malicioso. Senti minhas bochechas queimarem.
— N-Não. É coisa do passado. — Virei meus olhos para o lado, com uma aparência triste. Vi Peter passando pelo corredor com um fone de ouvido, sem prestar atenção nos arredores e aparentemente indo para a sala de aula e lembrei que eu estava atrasada.
— Cê que sabe, gatinha. — Fares alisou meu braço nu, com um sorriso. Todos os pelos do meu corpo se arrepiaram, inclusive os da minha monocelha. O toque dele me arrepiava. 
— E-Eu t-t-tenho que ir... — Falei e em seguida fui na mesma direção que o Peter havia ido, nervosa. Deixei Fares Zayan, o menino cujo toque me levava a loucura para trás. 
Entrei na sala de aula e percebi que todos estavam me encarando. O professor aparentemente havia faltado, mas tinha um professor substituto. Constrangida, ignorei os olhares e me sentei na carteira que eu sentava, que era bem longe da Corinne, por sinal. O professor substituto estava fazendo a chamada, e por sorte meu nome ainda não havia sido chamado.

Os períodos foram se passando e eu estava tentando prestar atenção na aula, mesmo com as risadas exageradas de Corinne e os falatórios. Aquele Andrey não parava de falar por um minuto, e ele até estava falando de alguém que andava falando mal dele, mas não disse o nome.

O intervalo chegou, e eu já estava saindo da sala, junto com a Gwen, Kate e Ayla. Por incrível que pareça o Peter e a Corinne estavam conversando logo a frente, um pouco atrás de um formigueiro de alunos. Eles nem estavam brigando, que estranho.

Nos dirigimos em direção ao refeitório e as meninas foram sentar para guardar lugar. Eu fui para a fila da merenda pegar o meu lanche, e ela era imensa. Eu estava logo atrás do Lazaro. O Lazaro era bem bonito por sinal, branquelo e cabelos negros. O único problema é que ele tinha umas orelhas realmente grandes, que estavam me atrapalhando de ver um pouco como a fila estava. Olhei para o lado a toa e vi um Andrey Sykes no meio de dois garotos, ambos mais altos que ele. Eles estavam vindo para perto, então rapidamente comecei a ficar nervosa. O Andrey finalmente estava bem próximo, mas ao lado do Lazaro. Eu a princípio achei que ele fosse furar a fila, mas ele simplesmente ficou parado, esperando o Lazaro notar a presença dele. O Lazaro ficou olhando pra fila, mas acabou notando o Andrey por causa de sua respiração, que estava ofegante, já que segundo a Corinne, ele tinha asma.

— Oi, amigo. Algum problema? — Lazaro olhou para o Andrey, que começou a respirar mais forte ainda.

— Por que você tá se fazendo de desentendido?! — Uff... — Quando o Andrey abria a boca, parecia que ele forçava a voz. Ele gemia um pouco, e quando ficou nervoso com o Lazaro, começou uma gemedeira sem parar.

Lazaro notou que a fila estava andando, então deu alguns passos pra frente, ignorando o Andrey.

Andrey acompanhou os passos de Lazaro, e com uma cara de raiva, o empurrou com força, deixando Lazaro cambaleando pra trás e o tirando da fila. Alguns dos alunos começaram a dar risada, como Corinne que estava por perto. Gwen e Kate se aproximaram, e de repente, todos os olhares do refeitório se voltaram para os dois.

— Andrey, deixa ele, cara! — Um menino de cabelo castanho lambido e espinhas distribuídas pela cara, que estava com Andrey, o segurou pelo braço.

— Me solta, Reeve! — Andrey moveu seu braço bruscamente, fazendo com que Reeve, o menino com espinhas, o soltasse. Andrey foi se aproximando do Lazaro, que ficou parado e um pouco assustado.

Tanley que estava com uma bandeja, parou um pouco longe dali e ficou com uma cara de bobo, observando a briga. Uma multidão se aglomerou um pouco próxima dali, e Peter se aproximou da multidão, com uma expressão séria.

— Lindíssimo. Empurra mais. — Lazaro abandonou sua cara de assustado e adotou uma cara de deboche, o que fez Andrey fechar os punhos.

Andrey ia se aproximando de Lazaro, até que Paris, uma menina que Corinne costumava chamar de Monicão, apareceu, chegando na frente do Andrey, o impedindo de continuar seu movimento.

— DEIXA O LAZARO EM PAZ! — Paris gritou com o Andrey.

— Sua puta, quem você pensa que é? — Andrey começou a xingar Paris, e em seguida, Reeve e o outro menino foram separar o Andrey.

— DIZ PRA SEU NAMORADINHO DUMBO PRA ELE PARAR DE FALAR QUE MINHAS AMIGAS SÃO MARMITAS E QUE EU FICO COM TODAS! — Andrey começou a gritar, enquanto era arrastado pelos dois meninos.

 Com essa frase, a maioria das pessoas do refeitório começaram a rir, até os próprios amigos dele: André e Austrya. O Andrey já se encontrava fora do refeitório, porque se ficasse, era capaz de ter um treco.

— PARA DE FALAR QUE MINHAS AMIGAS SÃO MARMITAS! — Gwen repetiu, rindo desesperadamente. Kate ficou vermelha de tanto rir.

As pessoas do refeitório ficaram rindo. Fares e seu grupinho zombavam da cena. Kristjan, Adolf, Erick e Fares não gostavam de Lazaro nem do Andrey, pelo que me parecia. O Andrey já estava passando vergonha perto da metade do ano, e eu não pude deixar de rir dos deboches da Gwen e Kate. Ayla que disse que havia visto tudo, estava rindo com a mão na boca. Nós nos sentamos na mesa e começamos a comentar sobre a discussão, rindo.

 

 

                               POV CORINNE RUSSEAU

O intervalo foi demais. Eu quase me mijei nas calças rindo do Dumbo sendo confrontado pelo asmático. Um era mais idiota que o outro, e parecia que eles se odiavam por ambos terem garotas puxa-saco mal-comidas ao lado deles. Eu estava rindo sozinha, enquanto descia as escadas para ir embora. Os alunos na saída ainda estavam comentando sobre a discussão, e a cada comentário era uma risada minha diferente. Eu finalmente estava fora do prédio, e de longe avistei o Peter e o Lazaro saindo juntos, graças às pessoas apontando para o Lazaro e dando risada. Eu até pensei em me juntar a eles, mas ambos foram parados pelo grupo do Andrey. Eu me arrepiei, já dando risadas. Dei uma corridinha para que eu pudesse ouvir o que eles iam falar, e em questão de minutos, eles foram rodeados por alguns alunos, mas se manteram um pouco distantes. Eu estava no meio dos alunos, ansiosa pra discussão. O plano só podia ser esse: dar uma coça no Lazaro, porém na saída. O Peter ficou com cara de bobo, encarando os três valentões. Austrya e André já estavam ali, e surpreendentemente, até a Ayla. Esses foram os que eu pude identificar.

— Agora quero ver você correr, Dumbo. — Andrey, o asmático, falou.

— Oh meu Deus, estou morrendo de medo. Deus “mim” salve. — Lazaro continuou debochando, mesmo sabendo que ele era só um, pois era provável do Peter cagão fugir.

— O asmático quer ser o machão agora. — Peter falou. Todo mundo começou a rir do apelido. Eu não acreditava que o Peter tinha falado aquilo.

— Quem é você mesmo? — Andrey se dirigiu ao Peter, em um tom de deboche.

— Como se você fosse alguém. Se você acha que é superior com seus escravinhos, saiba que todo mundo ri de você. — Até mesmo seus amigos. — Que surpreendente, o Peter humilhou o asmático. Deixei um riso escapar. A platéia fazia barulhos de “UOOOOOOOOOOOOOOU” e “NÃO DEIXAVAAAA”.

— Peter, amigo, deixa esse depressivo pra lá. — Lazaro botou a mão no ombro do Peter.

— Ah, Peter... Lembrei de você, é o Trol! — Com esse comentário do Andrey, eu dei um grito.

— É o Trol, querida, olha o Trol! — André começou a fazer graça, apontando para os pés do Peter. Austrya puxou o André pelo braço, rindo desesperadamente.

Peter revirou os olhos, e Lazaro, cansado daquilo, foi tentar passar pelos três meninos, mas acabou sendo empurrado pra trás pelo Andrey.

— Vai empurrar de novo, lindo? Só sabe fazer isso? — Lazaro provocou Andrey.

— Não, vou te mostrar o que eu sei fazer. — Andrey em seguida avançou para cima do Lazaro.

Andrey, como um bom lutador, agarrou nas super hiper mega grandes orelhonas do Lazaro e começou a puxar, enquanto gritava. Lazaro tentava fazer com que Andrey soltasse suas orelhas, com tentativas de socos falhas. Peter se afastou dos dois, rindo um pouco, mas aparentemente se sentindo culpado. Os dois meninos amigos do André ficaram parados, rindo da situação. Todo mundo praticamente estava rindo.

— SEU DUMBO IMUNDO! — Andrey estava agarrado nas orelhas de Lazaro, puxando pra lá e pra cá. Lazaro agarrou nos cabelos do Andrey, puxando com toda a força possível.

— LARGA O CABELO DELE, QUERIDO! — André gargalhou quando viu a cena.

De tanto puxar, o Andrey acabou arrancando os brincos do Lazaro na base do puxão. Andrey olhou para suas mãos, que estavam com os brincos ensangüentados do Lazaro. Lazaro aproveitou a distração, fechou os punhos e meteu um soco no nariz do asmático, que acabou causando um sangramento nasal no Andrey, que ficou com dificuldade pra respirar. Os escravos dele logo se meteram, querendo bater no Lazaro. O Alves estava passando, e como não temia ninguém, passou por perto dos quatro, e Lazaro, que foi dar uma cabeçada no Reeve, acabou dando uma cabeçada na barriga do Alves. Alves caiu pra trás, gritando “ORA POIS”, mas logo em seguida se levantou. Eu não suportava o Alves por ele se achar superior, sendo que não passava de um português ridículo, mas ele era o melhor lutador do colégio. Alves deu um pulo no ar, e em seguida um mortal para trás, mas sem querer deu um mortal na pançona do Peter, fazendo o coitado cair pra trás. Dei um grito, assim como as outras pessoas que estavam ali. Alves em seguida, com um olhar furioso, elevou uma de suas pernas ao ar e pulou, dando uma voadora no Lazaro, que acabou caindo. Peter se levantou, com raiva e com cara de dor e tentou enfrentar Alves, mas isso foi falho quando Alves iniciou com os socos giratórios, socando Reeve, o menino sem nome, e Peter, ao mesmo tempo. O soco causou um corte na cara de macaco do Peter, mas não o desmaiou. Algumas pessoas começaram a se aproximar, pois viram que havia passado dos limites. A briga foi separada, e chamaram até a diretora, que havia dito que marcaria uma reunião com os pais para AMANHÃ.

Essa briga foi tão engraçada que fez todo mundo rir. Eu cheguei em casa rindo, e fiquei com um pouco de pena do Peter, que não tinha nada a ver com aquilo e acabou apanhando de graça. Provavelmente os envolvidos iriam se encrencar quando chegassem em casa.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Eu ri e muito escrevendo ele, mas garanto que o próximo será mais engraçado ainda.


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