História A Festa - Capítulo 21


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Malec
Visualizações 91
Palavras 2.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 21 - A Festa 21


Fanfic / Fanfiction A Festa - Capítulo 21 - A Festa 21

_ NOIVO? COMO ASSIM, NOIVO?

_ Pare de gritar, Catarina. Alexander está noivo da filha mais velha do sultão, Kira. 

_  E noivo de uma mulher? Mas ele não é gay? Meu Deus, ele esqueceu que é gay? _ ela levou as mãos às bochechas, chocada com a revelação do amigo, que se servia da segunda dose dupla de whisky.

_ Nem me fale, amiga. Ainda não me recuperei dessa notícia. Quando pensei que finalmente iria conseguir me aproximar, que ele havia baixado a guarda, que éramos amigos...ele me conta que namora a tal Kira há seis meses e ela o pediu em noivado _ bufou, se jogando recostado no sofá. _ 'Seria até indelicado dizer não" _ repetiu as palavras de Alec, em tom de deboche. _ Já odeio essa mulher sem nunca tê-la visto. Ela está se aproveitando da inocência dele. Você percebe isso, Catarina?

_ Tenho de admitir que ela é esperta, não podia perder a oportunidade que tinha e prendeu logo o Lightwood.  Você vive dizendo que o boy é lindo, perfeito, encantador. Vive chorando pelos cantos por ele e se diz disposto a tudo para se redimir e tê-lo de volta. Mas, o que já fez efetivamente? Nada! _ foi sincera. 

Magnus apertou os lábios e suspirou profundamente. _ Você tem razão, eu não fiz nada para reconquistá-lo _ admitiu. _ Mas, anote o que eu vou dizer a você _ apontou para ela. _ Essa mulherzinha não vai ficar com o meu homem _ garantiu, com voz firme.

***

_ Bom dia, Lightwood! _ Magnus entrou na sala de Alec na manhã seguinte com um sorriso largo e uma caixinha semelhante a primeira que havia presenteado o rapaz, a ofertando novamente. _ Trouxe seus preferidos _ falou, com sua voz melodiosa, dando uma piscadela e vendo Alec corar.

_ Obrigado… não precisava _ falou, desfazendo o laço e roubando logo um morango, que levou a boca e mordeu de maneira sexy, sem sequer perceber. Magnus sabia que Alec era assim, pura sensualidade, carregada de inocência. E era esse um dos maiores atrativos nele. Será que Kira enxergou essa particularidade? Teria sido isso que a fez apressar-se para casar-se com Alec?

_ Quando sua noiva chega da viagem? _ perguntou, tentando parecer despreocupado, mas rezando para o avião se perder.

_ Ela disse que deve vir em dois dias _ falou, mordendo outro pedaço de morango, despreocupado. 

_ Esse congresso foi longo, não acha? _ indagou e Alec deu de ombros. 

_ O congresso mesmo teve a duração de três dias, no restante do tempo ela deve ter percorrido todas as lojas de shoppings ingleses, passeado com amigas e se divertido. Kira não tem muito tempo quando está trabalhando. Ela tem um projeto social e faz muitas cirurgias em pessoas carentes. O trabalho filantrópico dela é magnífico.

_ Que mulher maravilhosa, estou louco para conhecer a sua noiva. 

_ Vai gostar dela _ ele sorriu, levando o restante do morango à boca. 

Magnus poderia ficar horas apenas observando Alec ler documentos e comer morangos. Era algo delicioso de se admirar. Às vezes, o rapaz deslizava a língua entre os lábios e Magnus sentia uma pontada no baixo-ventre. Alec era provocante sem nem saber. A reunião daquela manhã foi excitante. 

_ Pensei que poderíamos jantar juntos hoje. O que acha? Se sente bem para isso? _ perguntou ao rapaz, antes de deixar a sua sala.

_ Claro…aquela massagem foi restauradora _ sorriu. _  No mesmo restaurante? 

_ Eu tive uma ideia melhor _ Magnus sorriu maroto. _ Que tal experimentar algo típico? 

Alec sorriu, animado. _ Acho ótimo. Ousar é algo novo que eu sei que preciso fazer _ confessou. _ Há um restaurante que fui há alguns dias com Abdul, que tem pratos bem exóticos. Acho que você iria gostar _ seus olhos brilhavam em excitação pelo desconhecido.

_ Você experimentou algum? 

_ Não! _ Alec abriu mais os olhos. _ Não sou muito bom em sair da minha zona de conforto. Mas, como eu disse, sei que preciso ousar e você me dá uma sensação de segurança e força... não sei explicar… eu sinto que com você eu posso ter coragem para, quem sabe, provar alguma iguaria _ seu sorriso era doce, como o de uma criança, e suas bochechas estavam vermelhas.

Magnus quis agarrá-lo e não soltar nunca mais. Como alguém podia ser tão adorável? E Alec se sentia forte perto dele, refletiu convencido. 

_ Então, esta noite vamos experimentar iguarias. Vou buscá-lo às 20h _ falou, saindo daquela sala, antes que seus desejos o dominassem. 

***

Alec estava animado e excitado com a ideia do jantar. Magnus sabia bem disso pelos olhos brilhantes e as maçãs do rosto rosadas. Aprendeu a decifrar o rapaz com facilidade no pouco tempo que tiveram. Alec não era algo intangível, na verdade era simples de se ler. Sua doçura e inocência eram apenas adoráveis. 

Quando entrou no carro, deixando que o motorista de Magnus colocasse sua cadeira no porta-malas, entregou ao amigo o endereço do restaurante que havia citado antes. Seu sorriso era enorme. 

_ Vamos mesmo fazer uma experiência gastronômica em Dubai?

_ Claro que vamos! Só se você não quiser mais… _ retesou-se.

_ Eu quero! _ Alec falou de um jeito quase infantil. _ Na verdade, eu sempre quis. Estamos aqui há dois meses e não conheço nada de Dubai _ seu bico aborrecido era algo que Magnus tinha quase esquecido e vê-lo ali, o fez sorrir. Era um menino Lightwood.

_ Não se preocupe. Se faltava companhia, agora não falta mais. Amanhã mesmo, arrume um tempo, pois vamos turistar pela cidade. 

Alec sorriu largo, novamente e assentiu. _ Posso ter um bom tempo à tarde _ garantiu.

No restaurante, começaram pelas entradas. Magnus lia atentamente o cardápio, enquanto Alec parecia mais distraído com a decoração, típica, rica, exuberante e sofisticada ao mesmo tempo. 

_ Queremos Umm Ali, Mezze e Esh Asaraya _ o mais velho fez o pedido e o garçom se afastou.

_ Espero que não se importe por eu ter pedido por nós dois _ Magnus desculpou-se.

_ Não, prefiro até que tome a frente. É bom ter alguém para decidir por mim de vez em quando _ acenou com a mão. _ Já estive aqui, mas não pude observar a sofisticação  do local. Quando se está com todo o séquito do sultão, é difícil ter paz _ sorriu.

_ Nunca sai sozinho com sua noiva? _ perguntou, atento.

_ Não é de bom tom. Ela é a filha do sultão. Abdul é muito rígido com Kira, em especial _ frisou.

_ Por quê?

_ Por sua idade, Kira já devia estar casada. As outras irmãs só podem casar depois que ela o fizer _ explicou e sorriu em seguida. _ Mas ela nunca aceitou os maridos impostos pelo pai. Kira é bem geniosa.

_ E agora ela escolheu você _ Magnus franziu o cenho.

_ Mais ou menos isso… _ deu de ombros.

As entradas chegaram e Magnus foi explicando a Alec o que era cada uma delas._ Umm Ali é essa tortinha quente de amêndoas, o Mezze, acho que é o que já estamos mais acostumados, pãezinhos e patês, com alguma salada, e Esh Asaraya, bem mais simples, uma tortinha de queijo com creme. 

Alec assentiu, interessado e provou cada prato, saboreando tudo. Magnus quase não ligava para a comida. Ver Alec comer era sempre mais interessante.

_ Isso é delicioso _ o rapaz murmurou, gemendo baixo, demonstrando satisfação com o sabor da tortinha quente de amêndoas, e Magnus lembrou do momento íntimo que tiveram no sofá do seu hotel, um ano antes. Aquele gemido trazia boas lembranças…

_ Agora vem a parte séria _ o mais velho friccionou as mãos, sorrindo. Os pratos principais. Quer escolher?

_ Eu passo. Fica com você… _ Alec sorriu, alegre.

Magnus leu o cardápio novamente e sorriu diabólico. _ Vamos nos arriscar um pouco _ avisou. _ Balaleet, Sallona e Fareth…

O garçom novamente assentiu a afastou-se.

Alec o encarava curioso. _ O que vamos comer? _ seus olhos eram crescidos e Magnus quis sorrir.

_ Macarrão adocicado, com passas, ovos e especiarias; sopa de vegetais com frango; e cozido de carne e frango, temperado com capricho, sobre finas camadas de pão árabe. Acho que pode ser apetitoso.

Alec pareceu cético, mas concordou no final. _ Pode ser. Mas... macarrão doce? Arghh _ fez uma careta, levando Magnus a uma risada.

_ Conte-me mais sobre sua noiva. Se o pai é tão rígido, como ela conseguiu ser médica e estar livre em um congresso na Inglaterra? _ provocou.

_ Eu pedi que ele a deixasse ir _ contou. Ele pensa que são 10 dias de evento e trará benefícios ao meu tratamento _ segredou. _ Pode manter isso apenas entre nós? 

_ Claro…

_ Sinto que posso confiar em você _ admitiu. 

_ Que bom, Alexander. Me sinto honrado com sua confiança _ sorriu, cobrindo a mão do rapaz com a sua, sobre a mesa. Alec não retirou sua mão.

_ Kira gosta de se divertir, dançar, rir muito, beber um pouco. Mas tudo lhe é negado pelo sultão, que tem muitos ciúmes da primeira filha. Os dois tem embates terríveis e ela fica mais teimosa a cada negativa dele. Abdul não entende que está fazendo tudo errado _ Alec voltou ao assunto.

_ Se ele desse o espaço que ela quer, talvez ela também cedesse algo a ele _ Magnus concluiu e Alec concordou. 

_ Você entende, mas Abdul não…

_ Claro que entendo, é simples…

_ Eu também sofri assim _ o tom abaixou e seus olhos pousaram na mesa. _ Meu pai… ele era muito rígido comigo. 

A garganta de Magnus fechou. Sabia do que Alec estava falando, sabia dos seus medos, enxugou as suas lágrimas, fez promessas de liberdade e o abandonou à própria sorte. 

_ Eu...eu sinto muito… _ forçou-se a dizer.

Os olhos de Alec encontraram os dele. _ Mas, isso acabou. Eu vou me casar com Kira e vamos para bem longe dele e de Abdul.

_ Vão para bem longe? Para onde? _ preocupou-se.

O rapaz deu de ombros. _ Ainda estamos planejando. Kamboja talvez… lá precisam muito de ajuda humanitária. Kira pensa em abrir um hospital. Eu posso administrá-lo…

_ É uma ideia maravilhosa e solidária _ Magnus concordou, com o coração batendo forte. _ Mas esse parece ser o sonho dela. E o seu, Alexander? Não acha que deve realizar o seu também? 

O rapaz apenas o fitou, mudo. 

Os pratos chegaram e os dois se voltaram a experiência gastronômica a que propuseram.

Alec fez algumas caretas quando provou o macarrão, mas acabou concordando com Magnus que não era tão mal assim. A sopa passou com boa nota no paladar do rapaz, e o ensopado no pão também teve seu valor, mas o tempero era forte e Alec teve de recorrer a água. Magnus riu várias vezes e recebeu alguns tapas no braço por isso. 

Se divertiram muito e a cumplicidade era crescente. Alec ficava cada vez mais a vontade com Magnus. Conversavam bobagens e riam como duas crianças, de qualquer coisa. 

Ao deixarem o restaurante, Magnus propôs um passeio na orla e o rapaz aceitou. O mais velho arrumou seu casaco, afirmando que tinha de zelar para que não ficasse doente. _ Não posso devolvê-lo à sua noiva gripadinho _ brincou, fazendo Alec rir. 

Magnus andava com as mãos juntas atrás do corpo e Alec rodando a própria cadeira, em um silêncio confortável. 

_ Sabe do que eu lembrei agora? _ Magnus parou, de repente e Alec o acompanhou.

_ O quê? 

_ De uma cena do filme Intocáveis… _ falou e agarrou as alças da cadeira de Alec, a empurrando rápido, correndo pela calçada, rindo como um louco. Alec agarrou-se aos braços da cadeira e começou a rir alto também. O mais velho subiu no apoio da cadeira, a transformando em seu carrinho. Ela deslizava ainda rápido, por causa do declive do passeio. Uma das mãos de Magnus cobriu o peito de Alec, quando ele debruçou-se, protegendo-o. _ Não se preocupe, eu tenho você..._ Magnus garantiu e Alec assentiu, com os cabelos negros balançando ao vento, um sorriso gigante e o rosto afogueado.

Pararam apenas no fim do caminho, sem problemas ou acidentes. Ambos gargalharam descontroladamente e Magnus jogou-se no colo de Alec, enlaçando seu pescoço. Estavam excitados pela corrida. Os olhos se encontraram e tudo ficou em total silêncio. A tensão sexual era um abutre voando baixo sobre eles. Sem conseguir mais se controlar, Magnus beijou Alec.


 




Notas Finais


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