História A Festa de Sangue - Capítulo 24


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Festa, Misterios, Suspence, Terror
Visualizações 1
Palavras 2.812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A revelação do cúmplice... Desculpe a demora minha gente, decidi terminar Entre Segredos logo... Espero que tenham acompanhado e gostado.

Capítulo 24 - Capítulo 24: O cúmplice é um amigo


*Capítulo 24: O cúmplice é um amigo*

(Alguns momentos antes)

- Viemos aqui para um aniversário e desse dia em diante nossa vida se tornou uma tragédia, está acontecendo muitas coisas, imagino que tenha vindo nos salvar...

- Estamos aqui para investigar um caso, não para salvar ninguém. Na verdade estamos aqui para prender alguém- Contou Sabrina com petulância olhando no fundo dos olhos de Gaby, que estavam empoçados como uma casa sem cuidados em tempo de chuva- Porque não nos contam o que aconteceu por aqui?

Fizeram com que todos descessem até a recepção daquele hospital para contar e pedir que fossem salvos. Como já era de se esperar, o pessoal no helicóptero não fazia ideia de nada que acontecia no povoado, sabiam apenas que uma pessoa tinha sido assassinada e que como toda ação tem uma reação precisavam descobrir e punir o culpado.

O mais novo do grupo, com apenas uns vinte anos não parava de olhar para Gaby e ela olhava para ele mas, tentava disfarçar o máximo possível. Escutou uma voz ao seu lado e ao olhar para ver quem era acabou não vendo ninguém. Conseguiu poupar seus ouvidos da explicação que Dani estava dando as pessoas que tinham acabado de chegar, foi até o quarto ao lado da recepção e se deitou na maca, pensando em como sentia com tudo que disse a Carol.

Escutou mais uma voz ao seu lado e não tinha pessoa alguma no mesmo lugar, logo após ao olhar para a frente viu o que mais tinha medo de ver. Julgou ser um fantasma de Carol, que estava ali em pé com a face estranha e a olhando de forma ameaçadora, de repente a assombração sumiu.

Ao se levantar, sentiu algo atrás de si mesma e logo após isso se virou com as mãos fechadas pronta para dar um murro em quem quer que estivesse ali com ela no momento, sua mão foi segura no ar e ela teve de olhar para sua amada Carol novamente enquanto ela ria do medo que estava causando.

Foi empurrada e lançada na parede e logo após isso olhou novamente na direção que a figura estranha dos filmes de terror estava e viu que tinha sumido novamente. Sentiu uma aproximação perto de sua orelha conseguiu a arrepiar e a fez gritar de medo.

- A... Culpa é toda sua- Gritou Carol no ouvido de Gaby provocando os gritos mais altos que a garota podia dar, quando umas das pessoas no hospital começaram a entrar no quarto para ver o que tinha acontecido, ela percebeu que já não conseguia mais ver o que a tinha causado tanto medo.

Dani se ajoelhou até onde a garota estava sentada olhando para o nada e procurando alguma coisa que pudesse com sua vida acabar, ou o seu psicológico destruir. Procurava e procurava e não achava, tinha ido embora.

- O que aconteceu com você?- Perguntou Dani, ajoelhada ao lado dela, com uma das mãos alisando e dando conforto a quem mais precisava no momento.

- Disseram que tem outros aqui- Afirmou James olhando para a situação e decidindo acreditar em tudo que tinham escutado- Podem nos levar até eles?

- Se soubéssemos onde estão, Sim- Disse Malcom- Tem gente separada na ilha, alguns na marina e outros no hotel. Mas, pelo que sei a grande maioria está mesmo no hotel, se escondendo dos perigos aqui de fora.

- Vamos lá então...

(30 minutos antes da possível explosão da bomba)

Peter e Harry ainda estavam presos com o relógio que não parava de se mexer e diminuir a cada tempo que se passava, porque “o próximo segundo pode ser o seu último” e apenas nesse momento eles conseguiram entender essa grande afirmação divina que previu tudo que iria acontecer quando aquela bomba chegasse aos seus últimos segundos.

Começaram a ficar desesperados com o medo iminente de o tempo acabar com eles lá embaixo, sem poder recorrer ao salvamento deles mesmos. Viram a bomba passar em trinta segundos, este tempo exato em que ficaram batendo na porta implorando por ajuda das pessoas que ainda estavam lá encima, também não estão salvas em todo caso, quando aquela bomba explodir todos que estiverem até um metro de distância do bar conseguirão se salvar, já os que estiverem dentro dele, irão morrer.

- O que vamos fazer?- Perguntou Peter a Harry que ainda estava batendo na porta tentando chamar a atenção das outras pessoas, para avisá-los e ainda por cima salvar a própria vida, rever Letícia Farias e pedir desculpas por a ter abandonado.

- Não se passou um minuto, acho que tem uma coisa que possamos fazer, só acho um pouco demorada para meia hora, provavelmente não vamos conseguir- Disse Harry e ainda sim estava batendo na porta sem desistir de clamar a ajuda, por mais que estivesse conversando e propondo uma solução a pessoa que estava ao seu lado, não desistia de pedir ajuda na opção mais fácil que no caso era os seus amigos combaterem a preguiça e o cansaço e que eles descessem as escadas do porão e conseguissem abrir a imensa porta de metal que se fechou misteriosamente após a entrada daqueles dois, salvando assim suas próprias vidas e ainda por cima a vida daqueles dois idiotas que apenas caíram mais uma vez em mais uma das armadilhas que pareciam não acabar nunca, infelizmente.

- Qual é o seu plano?- Peter fez mais uma pergunta e dessa vez segurou uma das mãos de seu colega para obter uma atenção completa e a nova forma de saída ser explicada corretamente sem o barulho de algum louco que batia na porta sabendo que nada que queria ia acontecer.

- Podemos quebrar a parede e cavar até lá encima. Depois avisamos aos outros e saímos daqui- Contou seu plano arriscado Harry- Só não acredito que vá dar tempo de cavar e ainda tirar todos aqui de dentro.

Não esperaram nem mais um segundo e quebraram a parede, sabiam que o porão era subterrâneo, queriam cavar mas, infelizmente não era madeira o que tinham quebrado e sim cimento, portando no lugar ao qual achavam que poderiam executar seu plano seria impossível se não tivessem uma marreta em algum lugar daquela salinha apertada, isso por que tinham que apenas derrubado o reboco, faltavam os tijolos.

Colocaram as mãos na testa e observaram enquanto o relógio do explosivo mudava para 28 minutos. “Tenso” é a palavra que refletia totalmente a situação em que estavam, “morte” era a palavra que refletia o que aconteceria se não saíssem de lá, “decepção” era a palavra que refletia o que os convidados sentiriam quando descobrissem quem também estava por trás disso.

(Alguns momentos antes)

Alguém disse que já era hora de eles irem explorar a ilha até o hotel para salvar os que achavam que ainda estivessem lá escondidos. Gaby tinha acabado de sentar e estava nesse momento segurando um copo de água que não tinha nem encostado em sua boca. Dani apareceu com uns pacotes de biscoito e os distribuiu a todos que estavam ali, menos aos recentes enviados ao filme de terror constante.

- Achei no helicóptero, precisamos mais que eles não acham? – Contou e seguiu com uma pergunta que sabia que não ia ter resppsta. Abriu um dos pacotes e sentou ao lado de Gaby, estendeu um para ela, que finalmente levou o copo d’água até a boca e o bebeu instantaneamente, depois comeu um dos biscoitos de chocolate com recheio de morango e sussurrou um “obrigada” a pessoa que estava na sua frente.

Sabrina e Ana Lídia surgiram na recepção e olharam com atenção quando perceberam que suas rações tinham sido roubadas e estavam servindo de alimento, para pessoas que nenhum deles confiavam e que a instantes atrás nem sabiam direito da existência. Uma delas colocou a mão na cintura e os olhou com petulância sabendo que a marca daqueles biscoitos era única e feita exclusivamente para detetives em trabalho excurcional.

- São as nossas rações- Gritou Sabrina ainda com a mão na cintura os repreendendo feito uma criança que tinha sido assaltada no fundamental menor ou uma criança que tinha inveja das outras amiguinhas na escola por causa da popularidade.

- Virou cachorra agora? Não que você nunca fosse, não julgo os Wesen eles podem ser o que quiserem- Falou Gaby ainda um pouco abatida, fazendo referência aos Irmãos Griim que chamavam todos os monstros que escreviam de Wesen's.

A garota mais petulante e muito infantil do grupo de detetives se aproximou mais um pouco de Gaby ficando apenas a mais ou menos dois metros de um encostamento que resultasse em uma briga um pouco mais violenta que a forma verbal habitual de Sabrina. A outra mais petulante ainda se levantou da cadeira que estava e empurrou Dani a fazendo se sentar novamente na cadeira forçadamente. Olhava no branco dos olhos de sua aminimiga e não via nada além de indignação, nesse momento ela pode perceber que o fato do stress da garota a sua frente era o desafio que estava tendo, porque nem todo mundo gostava de ser desafiado e principalmente aqueles que sempre tiveram o controle de todas as situações.

- Vai ficar no quarto sozinha e vê se grita com medo do escuro- Mandou Sabrina e logo após isso desencadeou uma onda de raiva imensa na garota em que mandou sua direta. Ela correu em sua direção e a presenteou com um estalar muito grande que veio de seu rosto e foi provocado pela mão de Gaby, quando todos naquela sala já estavam em pé com o susto outro tapa estalou no rosto da outra garota, que se recompôs rapidamente e praticamente voou em cima da outra para a bater.

Ambas acabaram caindo no chão e seguraram o cabelo uma da outra, James e Cole correram para apartar a briga e conseguiram, mas, no momento em que Gaby foi levantada por Cole o mundo pareceu ter parado, eles se olhavam admiradamente. Ela queria roubar um beijo no rapaz mas, pensou em Carol e ele pensou que não devia fazer tal coisa.

- Está tudo bem?- Perguntou Cole a Gaby ainda segurando o corpo dela contra o seu, tocando cada parte sua com cada parte dela.

- Sim...- Respondeu Gaby- Eu nunca estive melhor.

(25 minutos antes da possível explosão da bomba)

A pessoa que tinha acabado de chegar estava pronta para contar a sua história, tinha sentado em um pequeno sofá que tinha neste cenário e estava com lágrimas nos olhos, seu rosto que tinha ficado sujo de fuligem já não estava mais, agora brilhava de limpo mesmo que ela não tivesse tomado banho.

“Eu fui decidida, entrei naquilo pensando que tinha acabado de descobrir uma forma de me salvar, estive no hotel e vi que Lindinêz foi assassinada, assim como outras pessoas que estavam dentro dele, uma delas Arthur que eu conheço desde muito pequeninha. Tinha gente que eu nunca nem tinha visto, foi horrível, mas, nada foi tão horrível do que escutar o Andrey gritando meu nome na marina e eu não poder nem responder, porque eu não conseguia me mexer e nem falar, acordei ontem a noite, me perdi na floresta e achei esse lugar, eu já estava sangrando muito porque cai de um pequeno morro, ainda sinto dor, cadê o Andrey e a Sara?”

Mayara não chorou o que deixou as pessoas ali muito desconfiadas, quase nenhum deles acreditou que aquilo tivesse sido verdade, um helicóptero explodiu com ela dentro e ela vem dizer que ficou desacordada um tempão e que ainda por cima se perdeu na floresta e caiu de um morro, era muito difícil fazer pessoas desconfiadas de todos os outros acreditarem em uma coisa dessas.

- Não sei sobre eles- Disse Mariana- Mas, você disse que passou no hotel e ele estava sem ninguém e com pessoas mortas?

- Arthur e mais dois... Não tinha ninguém lá- Contou Mayara- Devia ter mais alguém?

- Sim, devia... Eles devem ter fugido, precisamos ir a delegacia eles podem estar lá com o xerife, ou vamos ao hospital, talvez tenha mais gente lá- Disse Chris aos demais perguntando se alguém estaria disposto a ir com ele.

Ninguém deu a opinião que tinha sido pedida indiretamente, depois da revelação de que todos os que tinham ficado no hotel podiam estar mortos eles estavam se sentindo vulneráveis em qualquer lugar que estivessem, inclusive naquele bar, que tinham se abrigado justamente por pensar ser o lugar mais seguro o possível.

Chris já estava de pé e olhou para cada pessoa naquele lugar e mesmo sem querer ir a lugar nenhum cada um ficou o olhando e o fazendo se restringir por receber tanta indiferença em sua ideia de uma só vez e ainda mais por todos.

- Ninguém se disponibiliza?- Perguntou Chris mais direto em seu assunto

- O certo seria dois irem ao hospital e dois irem a delegacia- Disse Micaelly atrás do balcão de bebidas com uma garrafa de whisky quase vazia na mão e logo após isso deu mais um gole longo que quase secou a garrafa.

- Quer ir comigo?- Jogou mais uma pergunta Chris, para uma Micaelly bêbada e sem foco em nada que dizia.

- Não mesmo...

Ele bufou e se sentou em um banco esperando que alguém dissesse alguma coisa mas, sabia que ninguém ia ser corajoso o suficiente para sair de lá. Ele sabia que Andrey estava sozinho em algum lugar, provavelmente ainda machucado ou precisando de ajuda por alguma situação específica, ele precisava saber de algo para se sentir mais calmo. Olhou para Mayara mas, sabia que ela não estava em condições necessárias para que pudesse se levantar e sair andando pelo povoado.

Uma pessoa se aproximou dele e disse que estava preparada para ter algum ato de altruísmo em sua vida, uma coisa que nunca tinha feito e por uma pessoa que ela machucou: Sara. Mariana estava disposta a garantir que a pessoa que mais sofreu com seus atos de vaca e vadia, estivesse bem. Então fez com que o rapaz a sua frente se levantasse para ouvir o que tinha a dizer.

- Eu vou...- Disse Mariana- Temos que ir até o hospital... Vai ser legal e tenho certeza que vamos ficar bem. Sempre somos recompensados com o altruísmo não é?

- É isso que eu penso também!- Avisou Chris- Vamos?

Ela balançou a cabeça e juntos saíram de lá. A porta foi fechada e trancada por João Victor e os dois seguiram viagem até onde a vida os levasse... Sem saber se seria até a morte ou até a alguma coisa bem pior.

(Cinco horas após a possível explosão da bomba)

Um barulho muito grande na porta da delegacia, uma pessoa escorada na parede e assustada ao ver o capuz preto com uma arma na mão tentou se esconder atrás de uma das estantes e acabou sendo baleada. O cúmplice de Grant continuou andando até as jaulas de metal dos presos com uma chave na mão.

Grant estava entediado e sentado na cama onde tinham mandado ficar até conseguirem chamar reforços para o mandar preso para sempre. Mais uma vez no erro, errar uma vez e se arrepender tudo bem, porém, errar uma vez se arrepender e ainda persistir no erro é burrice, tinham o prendido uma vez e ele tinha fugido, um cadeado a mais e um a menos não faria diferença quando se tinha um cúmplice e nenhuma pessoa a espreita para o pegar tentando ajudar o amigo.

O cabelo não muito grande, cacheado e mais ou menos castanho não estava dentro do capuz daquele cúmplice, ele retirou o capuz revelando sua face para Grant.

- Só pode ser muito idiota para se deixar prender duas vezes- Disse a pessoa que estava na sua frente e livre- nosso acordo era que eu te ajudaria e você me deixava viva, lembra disso? Ou se não lembra eu mesma não te solto. Meu irmão e o Andrey devem ficar bem também.

- Sei das regras Adryelle, quando isso acabar Andrey vai estar traumatizado psicologicamente e não precisa morrer- Disse Grant- e a propósito, bom trabalho em esconder sua identidade.

Ignorando o elogio, Adryelle abriu o cadeado e pôs a chave na fechadura o libertando novamente e saindo da sala dos presos, vendo a pessoa que tinha matado e não se permitiu sentir remorso, porque não tinha nenhum, ela tinha um álbum de fotos de todas as pessoas que iam morrer, o “x” também estava nela e tinha que garantir sua vida.

  Saiu junto com Grant amarrando seu cabelo em um coque baixo, colocou a máscara de esqui que estava no bolso do moletom e estirou o capuz sobre a cabeça para não deixar que ninguém a reconhecesse. Depois disso ela seguiu em uma direção e ele em outra para fazer mais coisas que tinham a ver com este plano maligno.


Notas Finais


Finalmente revelado... Vamos no próximo capítulo saber o que essa bomba fez ao explodir (se é que explodiu)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...