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História A Filha da Lua - Neji x Oc Female - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Chapter 1 - O carro da morte.


Fanfic / Fanfiction A Filha da Lua - Neji x Oc Female - Capítulo 1 - Chapter 1 - O carro da morte.

"O único destino que todas as pessoas carregam é a morte." - Hyūga Neji

CHAPTER 1

Eu poderia começar com um "era uma vez", mas isso não é nenhum conto de fada. Então, eu vou começar de outro jeito.

Um jeito diferente...

Um maldito feixe de luz me acordou do meu sono de beleza, não que eu precisasse. Eu me achava linda, é claro. Cabelos anormalmente brancos - eu não sou velha, okay -, olhos com cor de lavanda e um corpo bonito, mesmo que ainda estivesse em desenvolvimento.

Trim, trim, trim.

Além do feixe maldito, tinha o despertador maldito a qual peguei e joguei com força na parede. Na velocidade rápida em que surgiu o barulho, ele desapareceu. Mais um para comprar novamente.

Às vezes, eu era um pouco agressiva. Só quando eu estava de mal humor, o que era raro. Na maioria do tempo, eu era uma pessoa legal, contanto que não mexam comigo ou me provoquem.

Contra a minha vontade de ficar deitada só por hoje, saí da cama e fui ao banheiro fazer minhas higienes pessoais.

Ao sair do banheiro, vesti o meu uniforme escolar; uma saia preta, camisa social branca e um paletó vermelho. As escolas do Japão tinham uniformes diferentes dos países ocidentais.

Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Normalmente, pessoas com cabelos no meio das costas o usam soltos. Eu tinha um cabelo um pouco mais curto e gostava de deixar amarrado. Pois, solto poderia me atrapalhar em algo. Preferia não arriscar esse algo.

Depois de soltar lufadas de perfumes sobre mim, peguei meu celular, fones de ouvido e minha mochila, jogando uma alça da última sobre o ombro.

Meus pés faziam barulhos rítmicos como os de tambores sendo tocados ao descer a escada de madeira.

Saltei do penúltimo degrau para o chão e caminhei para a cozinha.

- Bom dia, mãe.

Sentei à mesa quando a minha mãe ainda estava terminando de pôr a mesa. A mesa à minha frente estava com pouca variedade de comida. Porém isso não era por causa de dificuldade, mas por ter feito apenas para mim mesma.

Minha mãe, que se chamava Nomura Amaya, se virou para mim com um sorriso estampado no rosto.

- Bom dia, querida! Espero que tenha dormido bem. Essa noite choveu bastante, como você gosta.

Uma coisa sobre minha mãe: ela era alegre apesar de dificuldades ocultas que passava. Mamãe tinha uma alegria tão grande que as pessoas que conviviam podiam estar tristes e logo ela iria ser influenciada por essa alegria, sem sentir falta do motivo da sua tristeza. Isso já aconteceu várias vezes comigo.

Minha mãe tinha um cabelo grande e encaracolado e acastanhado. Seus olhos eram de uma cor clara, um azul.

- Eu dormi bem, sim. Parece que vai chover mais. - Observei comendo, dando uma olhada para fora pela janela da cozinha.

Após terminar, desfiz a mesa e dei uma rápida arrumada. Peguei minha bolsa a qual havia jogado no pé da cadeira e pus nos ombros. E antes que eu saísse da cozinha, minha mãe me deu um abraço longo - o que acontecia todos os dias, sem nenhuma falta - e eu retribui sem pensar duas vezes.

- Cuide-se e seja forte. - Minha mãe falou e eu desvencilhei do abraço. Ela falava umas coisas às vezes que parecia que eu ia morrer.

Passei pela sala e avistei meu pai, Nomura Akira; um homem robusto de cabelos castanhos iguais ao da minha mãe. Porém, seus olhos eram verdes claros. Ambos, meu pai e mãe, tinham 36 anos. Eram jovens por aparências pouco velhos por idade. Todavia, já eram academicamente formados e tinham um bom emprego. Queria eu já estar empregada.

- Bom dia, pai. Já estou indo. - Avisei, direcionou-se à saída.

- Aya. - Meu pai me chamou e virei em sua direção, curiosa sobre o que ele ia dizer. - A Lua está linda.

Eu fiquei surpresa. Meu pai nunca havia posto em palavras o seu amor fraternal por mim. E eu achava que essa seria a coisa mais perto disso.

- Está mesmo. - Respondi sorrindo ao sair de casa.

Por dentro, a casa é de cores suaves e móveis simples e, para mim, coisas simples eram belas. No lado de fora, o quintal estava com a grama amparada e com vasos de flores espalhados e organizados. O hobbie da mamãe - juntar flores o bastante até que o Tarzan venha para um jantar por vontade própria.

Quando eu caminhava para o colégio, cantava músicas mentalmente - como agora. Para mim, o lugar era entediante em algumas coisas. Eu não tinha muitos amigos. Quer dizer, eu teria se quisesse ou permitisse. Eu não gostava de fazer amizades só pela minha aparência e, sim, pela minha personalidade e caráter.

Antes mesmo de entrar no prédio escolar, avistei a minha única amiga naquele prédio sentada no banco ao lado da cantina lendo algum livro.

Eu fui até Saori, e sentei ao seu lado. Saori tinha cabelos negros e enrolados até os ombros que combinavam com os seus olhos castanhos.

- Bom dia! - Saori cumprimentou-me, fechando o livro em sua mão. Eu apenas respondi com um aceno de cabeça.

Saori começou a fitar-me bem nos meus olhos. Eu estava quase me acostumando com isso. O meu cabelo branco e olhos da mesma cor mas com um toque suave de lavanda eram um dos motivos de eu infelizmente ser popular na escola.

Curiosamente, para meus pais, aquilo não era estranho. Era surpreendentemente normal para eles.

- Já está bom, Saori! - Falei impaciente, vendo a cacheada se ajeitar no banco, parecendo desconfortável.

- Desculpe.

O ambiente foi invadido por um som estridente e irritante: o sinal. Os grupos de alunos que começaram a se dispersar. Os sons de passos subindo escadas substituiu o som do sinal de poucos segundos atrás.

Eu e Saori se misturamos na multidão e em poucos segundos chegarmos em nossas devidas carteiras.

Como o professor ainda não havia chegado na sala, eu e Saori começamos a conversar. Um dos assuntos que mais conversávamos era o nosso anime preferido: Naruto Clássico e os animes a quais nele foi baseado. Éramos muito fã, oras. E foi o anime que nos aproximou e nos fez tornarmos amigas.

Sabíamos de tudo, ou quase tudo, do anime. Os personagens, as histórias. E os jutsus? Nem se fale. Melhor, nem nos pergunte quais nós sabemos.

Depois de pôr o assunto em dia após o final de semana inteiro separadas, nós nos calamos pela entrada do professor. Não só nós como o resto das turmas. E antes que o professor pusesse seus materiais na mesa, nós já estávamos prontos para as aulas.

***

Mais um dia de aula se passou e minha vontade de ir para casa não.

Eu estava apressadamente guardando os materiais escolares na mochila, deixando de fora meu celular e fone de ouvido.

Paciente, Saori me esperava na porta da sala. Quase todos os alunos haviam saído no horário normal. Nós duas ficarmos para terminar nosso trabalho em dupla.

Conversei com Saori até a saída do colégio. Na parte de fora deste, estava chovendo.

A chuva parecia cristais na escuridão que dominou o dia. A lua e estrelas enfeitavam o céu perfeitamente.

Peguei meu guarda preto, abri e continuei a andar. Saori também fez o mesmo.

- Saori-chan? - Chamei-a depois de andar metros quase quilômetros da escola.

- Hm? - Senti o olhar de Saori em mim junto ao desentendimento.

- Se eu morrer, o que faria?

Eu sei. Era uma pergunta sem sentido, mas eu ficava preocupada com ela. Ela era quieta e parecia ter apenas eu para conversar. Eu estava curiosa para saber sua resposta.

- Aya! Se você morresse, eu seguiria em frente, é claro. Sua perda doeria, sem dúvida. Porém, eu sei que iria querer que eu continuasse a caminhar. Não precisa se preocupar comigo. - De esguelha, olhei para Saori, que estava sorrindo. - Bom, eu já vou indo.

Nós havíamos chegado na faixa de pedestre, onde Saori seguiria rumo à sua casa e eu a minha. A chuva significativamente se intensificou.

Pulei de surpresa pelo abraço inesperado em mim, e de bom grado, eu devolvi na mesma intensidade. O abraço que não demorou muito foi desfeito. Saori, depois e colocar seus fones, começou a atravessar a faixa enquanto eu a olhava.

O momento de calma que eu tive olhando Saori acabou ao ouvir um barulho de borracha deslizando pesadamente sobre algo. O barulho estava aumentando cada vez mais que a chuva forte era como uma música de fundo.

Desesperada, virei o rosto para a faixa de pedestre. Saori estava na metade do caminho na travessia e parecia não estar escutando nada. Malditos fones!

Ao longe, avistei um carro vermelho em alta velocidade deslizando pela pista. Caso continuasse assim, o carro bateria em cheio Saori.

Eu vi a cacheada virar em direção ao carro, arregalando os olhos. Mas eu não estava mais só olhando. Eu havia largado o guarda-chuva e minha bolsa no chão e corri desesperada na sua direção xingando aquele carro da morte.

O carro da morte estava quase lá. Tão perto. Eu também estava quase.

Eu corria o mais rápido que pôde. Faltava metros para o carro chegar.

Com toda a minha força, empurrei Saori. Eu a vislumbrei tropeçar até a calçada e, logo em seguida, cair. Antes uma ferida do que ossos quebrados.

Temerosa e feliz e aliviada, avistei o carro da morte - da minha morte - chegar até mim. O carro bateu no meu abdômen com uma força surpreendente.

O tempo pareceu parar para mim enquanto eu voava pelos ares e ouvia minhas costelas quebrar pouco a pouco. A gravidade da Terra me puxou para si e eu obrigatoriamente voltei ao lugar fazendo um baque ensurdecedor.

Uma mão me pegou cuidadosamente e pôs minha cabeça em algo mais macio que o asfalto. Eu não conseguia enxergar nada pela minha visão turva.

Uma dor indescritível percorria todo o meu cor0o. O sangue na minha cabeça latejava impulsivamente. Meu coração estava batendo tão loucamente que sentia as veias do corpo pulsarem.

O meu peito subia e descia irregularmente. Os oxigênio que eu tentava tomar para mim não era suficiente.

Sentia gotas caírem em meu rosto e água escorrendo pelas partes do corpo. Sangue. Eu sabia. Eu não queria morrer, mas a dor estava sendo insuportável e eu não era forte para isso.

Agora, eu queria morrer. Eu queria morrer por causa da dor. Eu queria morrer pela dor que sentia das costelas quebradas perfurando os meus órgãos internos a cada minha tentativa de respirar.

Era incrível e trágico como eu ainda continuava viva. Mas eu sabia que não continuaria viva por muito tempo.

- Saori-chan? - sussurrei, cada músculos meu doendo ao falar.

Saori falou alguma coisa a qual eu não gastaria meus últimos minutos para ouvir, mesmo que eu quissesse ouvir.

- Está tudo bem, Saori-chan. - Menti em sussurros, tentando pegar o máximo de oxigênio que podia. - Diga aos meus pais para não se preocuparem. Que eu estou bem. Diga que eu os amo. Eu estou bem, Saori-chan. Lembre-se que eu também te amo. Siga em frente.

Eu falei tão rápido que as palavras pareciam ter puxado todo o meu oxigênio. Que puxasse.

Mas a morte parecia ter me ouvido e aceitado o meu implorar. E tirou de mim, a minha vida e a imensa dor.



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