História A filha da Rainha do Café - Capítulo 4


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Categorias Orgulho e Paixão
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Palavras 1.810
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mil desculpas por ter demorado, prometo que não será sempre assim, eu tive alguns imprevistos e acabou que só deu para postar o capítulo agora, o próximo irá sair o mais rápido possível ❤️

Capítulo 4 - Aparências


“Mamãe!” Antonella chamava por Julieta enquanto corria como um furacão.

 

Havia dedicado uma boa parte de seu dia explorando sua nova casa, já conhecia cada detalhe do local e percebia que até mesmo nos mínimos detalhes havia algum toque de Julieta Sampaio.

 

“Mal posso esperar para colocarmos um quadro de nossa família bem no meio da sala para todos verem.” Disse ao ver a Rainha do Café se aproximando com um belo sorriso. “Eu, você, senhor Aurélio o qual ainda não posso chamar de pai, Ema e Camilo.”

 

“Seus sonhos realmente não tem limites, querida. Providenciarei um retrato meu e seu para colocarmos junto com os outros, por hora é melhor ficarmos com o pé na realidade.”

 

Antonella, como uma boa observadora, não deixou de perceber o modo como Julieta e Aurélio se olhavam, não tinha dúvidas de que os dois estariam apaixonados. A menina, que tentava a todo custo manter a boca fechada, tinha vontade de sair gritando aos quatro ventos que logo mais teria oficialmente um pai.

 

“Eu estou indo ao Cortiço e gostaria muito que a senhora fosse.”

 

“Estou cheia de assuntos pendentes que exigem uma certa urgência, de qualquer forma, creio que Camilo não ficaria muito feliz ao me encontrar.”

 

“Vamos, mãezinha mais linda desse mundo, por favor, lhe ajudo com os assuntos pendentes, afinal, algum dia quero me tornar a princesa do café, e se Camilo abrir a boca para dizer algo que possa lhe magoar o farei se arrepender eternamente por isso.”

 

“Tome cuidado com suas atitudes precipitadas, acabará arcando com graves consequências.”

 

“Não irei arcar com as consequências, eu serei a consequência. A propósito, dei uma olhada em seu quarto e encontrei alguns chapéus simplesmente incríveis, será que a senhora poderia colocar um? Deixe-me testar algo.” A menina pegou um chapéu que havia encontrado no quarto de Julieta e se aproximou o colocando na cabeça da mãe. “Está muito linda.”

 

“Vamos, Antonella, irei acompanhá-la até o Cortiço.” Disse Julieta como forma de agradecimento ao elogio de sua filha. “Não se acostume.”

 

“Senhor Aurélio pode ir conosco?”

 

“Ele está cuidando dos cavalos.”

 

“Nós podemos andar de cavalo algum dia?!”

 

“Vamos, Antonella.” Julieta respondeu rindo enquanto pegava sua bolsa e se retirava da mansão rumo ao Cortiço.

 

No caminho, Antonella pediu para que Julieta explicasse o motivo da briga que havia travado uma guerra dentro de sua família, a Rainha do Café, sabendo que não conseguiria esconder da filha tão perguntadeira, explicou com calma tudo que havia feito a seu irmão.

 

“No lugar dele eu a perdoaria, entendo que tenha feito coisas realmente horríveis mas pelo o que me contou, a Julieta Sampaio que está em minha frente não é a mesma que fez todas aquelas coisas.” Disse segurando as mãos de Julieta.

 

“Aquela Julieta está morta, estou tentando mudar, a enterrar e me tornar uma pessoa melhor e mais compreensiva, algum dia ele irá perceber. E você, me prometa que não irá arrumar confusões com Camilo.”

 

Antonella encostou a cabeça no ombro de Julieta,  não a respondeu, não poderia prometer algo que não tinha certeza se cumpriria. Ambas as vidas estavam mudando de uma maneira muito rápida, havia completado apenas um dia desde o momento que pisou pela primeira vez em terras brasileiras, foi bem acolhida em sua nova casa, por sua mãe, pelo senhor Aurélio o qual ainda não podia chamar de pai, pelos empregados e pelos amigos que fizera no Cortiço.

 

Mas algo a incomodava.

 

Sentia que havia algo estranho com sua mãe. Ella, apesar de adorar perguntar sobre tudo e todos, não perguntou nada sobre seu pai, as poucas vezes que citou seu nome via que algo no rosto de Julieta mudava.

 

Não sabia se queria descobrir algo do passado dos dois, sentia vontade de perguntar mas algo a segurava, talvez fosse melhor deixar o passado quieto e pensar no futuro e principalmente, no presente. Ainda não sabia como explicar toda a confusão do dia passado para todos.

 

“Veja só quem voltou.” Camilo disse se aproximando quando viu sua mãe e sua nova irmã entrando no Cortiço, não olhava para Julieta nem ao menos com o canto dos olhos. “Creio que merecemos alguns esclarecimentos.”

 

Olégario e Jane se aproximaram também, logo atrás, Ema e Elisabeta que conversavam em um canto também voltaram os olhares a menina.

 

“Julieta!” Elisabeta e Ema disseram em conjunto enquanto abraçavam a Rainha do Café.

 

“É um grande prazer tê-la aqui, dona Julieta.” Olégario, de longe, abriu um enorme sorriso enquanto falava.

 

Julieta sorriu para todos, inclusive para Camilo o qual olhava com alguma esperança que desse um sorriso, mas sabia que isso não aconteceria.

 

“Na noite passada um inconveniente chamado Benjamim deixou tudo um quanto embaçado entre todos nós, deixe-me apresentar novamente.” Disse segurando uma das mãos de Julieta. “Me chamo Antonella Bittencourt, mas prefiro o Sampaio, filha de Julieta e irmã de Camilo.”

 

“Isso não é possível.” Finalmente Camilo desviou o olhar e os pousou e Julieta. “Por que escondeu de todos que…”

 

“Quieto.” Antonella o interrompeu com autoridade. “Não irei tolerar que fale dessa maneira com nossa mãe, tenho certeza que ela tem motivos para nunca ter falado de mim, não é um assunto muito fácil.”

 

“Eu estou falando com dona Julieta. Mais segredos… Não me surpreende.”

 

“Camilo, por favor.” Julieta disse tentando acalmar os ânimos de Camilo.

 

“Não me peça por favor, você escondeu isso de mim!”

 

“E eu estou falando com você.” Antonella deu um passo para frente, o suficiente para deixá-la na frente de Julieta. “Eu posso parecer fofa, um anjo de menina, faladeira que só! Mas eu também sei transformar a vida das pessoas em um verdadeiro inferno, que Deus me perdoe, mas o seu tempo acabou, tome cuidado com cada vírgula que falar a nossa mãe, ela pode tolerar mas eu não.”

 

Não havia resposta a ser dada.

 

Todos ficaram em silêncio encarando Antonella, não parecia nada com a menina que havia chegado com um grande sorriso no rosto segurando rosas para dar a mãe no dia anterior.

 

“A sua prepotência me enjoa.” Camilo respondeu.

 

“Compartilhamos do mesmo sentimento.” Seu tom não era desconhecido, Elisabeta levantou uma das sobrancelha ouvindo Ella falar.

 

Julieta, com uma voz autoritária que todos conheciam bem, ordenou que Antonella ficasse quieta, ambas foram embora logo depois, ao longo do caminho repreendeu a maneira que a filha havia falado com Camilo. Estava irritada, queria chegar em sua casa logo para voltar aos assuntos que estavam pendentes desde cedo.

 

“Me lembre de não agir com impulso das próximas vezes que me pedir algo.” Disse com um tom de voz ainda irritado.

 

No Cortiço, Elisabeta não conseguia parar de pensar na maneira com que Ella havia falado, tinha que compartilhar com alguém antes que explodisse com o turbilhão de pensamentos que invadiam sua mente.

 

“A maneira como ela falou… Jane, ela parece uma Lady Margareth em uma versão mais nova.” Elisa falou encarando a janela de seu quarto.

 

“Ah Elisa, pode ser apenas uma coincidência e você está tentando relacionar com o fato dela conhecer Lady Margareth. Ela me parece ser uma boa menina.”

 

“Claro, ela realmente parece ser uma boa menina apenas tentando proteger a mãe, mas havia algo em sua voz, acredite, há algo de errado.”

 

“Devemos alertar Camilo?”

 

“Eles mal se conheceram e já travaram uma guerra.”

 

“Me parece o tipo de pessoa que entra em uma guerra para ganhar, perder não está em seu vocabulário.”

 

Jane estava certa, o vocabulário de Antonella era extenso, havia aprendido várias línguas, mas apenas uma palavra não havia aprendido.

 

Perder.

 

*

 

Os dias se passaram, Julieta combinou com Antonella que esqueceria o acontecimento no Cortiço se voltasse e tentasse ter uma conversa decente com Camilo, a menina aceitou, claro, mas estava adiando a conversa o máximo que poderia.

 

Estavam cada vez mais próximas, passavam a maior parte do tempo juntas, Ella demonstrava grande interesse nas fazendas da família, queria ser como a mãe. A presença da menina acalmava a Rainha do Café, ela e Aurélio eram a alegria da casa, sempre sorrindo e alegrando o ambiente.

 

Não havia conseguido convencer a mãe ainda a andar de cavalo com ela - e com o senhor Aurélio o qual ainda não podia chamar de pai - mas jurou que não desistiria tão fácil.

 

Ainda não havia tido contato com Lady Margareth, mas já sabia que a viúva estava fazendo de tudo para vingar a morte de sua filha. Conseguia perceber a irritação de Darcy, gostaria de ajudá-lo, mas não sabia como.

 

“Senhor Aurélio?” Antonella bateu algumas vezes na porta do quarto que o botânico estava.

 

“Pode entrar, Antonella.”

 

“Licença. Estou aqui para conversar um pouco, desde o dia que cheguei fico apenas com a minha mãe e percebo que as poucas vezes que estamos distantes ela está com o senhor.”

 

“Sente-se.” Disse Aurélio sorrindo e apontando para uma poltrona. “Eu e Julieta estamos realmente muito próximos. Fico feliz que esteja se dando bem com ela.”

 

“Vocês estão próximos como amigos ou há algo a mais?”

 

“Bem…”

 

“Não esconda de mim, por favor, já presenciei momentos íntimos dos dois, sem querer, claro, me afastei assim que percebi.”

 

“Se eu lhe contar me promete que não irá contar a ninguém?”

 

“Prometo!” Levantou as mãos como prova de que estava dizendo a verdade.

 

“Eu amo a sua mãe.” Aurélio disse baixo, não gostava de compartilhar as intimidades de Julieta mas não via problema em falar para Ella, afinal, tinha plena certeza que a menina já sabia.

 

Antonella não conseguiu se conter, abriu um belo sorriso e bateu palmas algumas vezes, já sabia da resposta mas não imaginava que ouvir da boca de um dos dois seria tão empolgante.

 

“Eu sabia! Vocês ficam tão lindos juntos, mal vejo a hora de um dia se casarem, terei irmãos? Espero que seja uma menina, eu e Ema cuidaremos muito bem del… Me desculpe! Estou falando demais.”

 

“Não há problema em falar demais, apenas tome cuidado quando estiver em público, acredito que sua mãe não irá gostar de vê-la compartilhar esse tipo de informações com outras pessoas.”

 

“Pode deixar, manterei minha boca fechada na presença de pessoas de fora.”

 

“Em breve pedirei Julieta em casamento e pode ter certeza que será a primeira a saber.”

 

“Nós seremos uma bela família, senhor Aurélio.”

 

“Pode me chamar apenas de Aurélio, afinal, somos uma família.”

 

Antonella se levantou e abraçou Aurélio, o via como um pai que nunca tivera, gostaria de perguntar se poderia o chamar de pai mas acreditava que estava muito cedo para isso ainda, há um futuro inteiro pela frente ainda.

 

Ainda muito feliz, saiu do quarto de seu futuro pai, ia encontrar com Julieta mas por uma pequena abertura na porta percebeu que estava muito concentrada em alguns documentos em cima de sua mesa.

 

O dia estava muito belo, perfeito para fazer algo que martelava em sua cabeça há dias.

 

Se encontrar com Lady Margareth.



 


Notas Finais


Gabidu disse na live que acha um baby aurieta algo não muito provável mas será que tá liberado um baby na fanfic? Eu to explodindo de ideias aqui


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