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História A Filha de Jung Hoseok - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, gente! Peço desculpas por não ter atualizado no final de semana, eu acabei saindo nos dois dias, e mal pude pegar o celular.
A respeito de tudo o que está acontecendo no mundo, estou pensando positivo. Sei que em alguma hora esse pesadelo vai acabar, só vamos torcer para que seja logo. Não vou ficar repetindo todas as prevenções aqui, pois sei que vocês estão cansados de ouvir todos os dias os cuidados necessários. Essa pandemia não é brincadeira, então se cuidem!
Bora para o capítulo, beijinhos!

Capítulo 3 - Capítulo 3 - Primeiro Dia de Aula.


Acordo desorientada após um pesadelo. Olho em volta, e logo me recordo que estou morando em outro lugar. Jogo os meus cabelos para trás, depois pego o celular, conferindo as horas. Ótimo, são 6h da manhã. Criando coragem, levanto da cama, e vou em direção a minha poltrona, onde duas sacolas e um bilhete foram deixados ali.

"Beth, estou indo para San Diego, vamos gravar algumas cenas por lá. Nessas sacolas estão os seus uniformes novos, Math irá buscá-la às 7h30. Tenha um ótimo dia! 

Beijos, mamãe.

Deixo o post-it de lado e vou em direção ao banheiro, me preparando para o primeiro dia de aula. 

Exatas 7h15 da manhã, estou devidamente arrumada. O uniforme é praticamente o mesmo que usei na Coreia do Sul: meias 3/4, saia, camisa social e um blazer por cima, tudo preto e branco. Para tentar melhorar o look, coloquei alguns acessórios, e optei por um sapato com pequenos saltos na cor preta. Como o dia está frio, já que ainda estamos no inverno, joguei um sobretudo por cima da roupa. 

Enquanto o elevador descia, aproveitei para passar lip tint nos lábios. Assim que as portas se abriram, fui em direção a um homem que estava parado ao lado da porta principal, trajando terno, e joguei minha mochila em seus braços. 

— Podemos ir. Quero chegar cedo hoje, já que preciso encontrar a minha sala. — Falo, e observo o homem me encarar confuso. — Não entendeu? Vamos logo! 

— Desculpe-me, mas não conheço você. — Ele diz, devolvendo a minha mochila. 

— Oi? — Questiono, arqueando a sobrancelha. — Qual é o seu nome?

Ele me olha de cima a baixo, saindo dali. O homem vai em direção ao elevador, sumindo no mesmo. Bufo, procurando o meu motorista por todos os cantos. 

— Senhorita Jung! — Um ruivo corre em minha direção, pegando as minhas coisas. Cruzo os braços e jogo o meu cabelo para trás com um movimento da cabeça. — Mil perdões, o trânsito está horrível. 

— Ouse se atrasar mais uma vez e no dia seguinte estará na rua! — Falo, e vou em direção a saída. 



A professora de inglês encerrou a aula entregando folhas de atividades. O sinal para o intervalo toca, e eu me levanto, pegando o celular na mochila. Os três primeiros períodos passaram rapidamente. Foram horas de apresentações, pessoas arregalando os olhos para a minha presença e fãs dos meus pais pedindo autógrafos. Não vou mentir, já estou acostumada com toda essa fama. 

Caminhando sem rumo pelos corredores, procuro algum lugar em que posso comprar algo para comer. Me distraio com as mensagens moralistas do meu pai, e não posso evitar revirar os olhos diante de algumas. Ele está claramente querendo pegar o primeiro voo para vir me bater, mas eu não ligo. 

Diante todo esse cenário, esbarro com alguém, levando nós dois ao chão. Pego o meu celular, respirando fundo para não socar a cara da pessoa. Quando ergo a cabeça para desferir palavras agressivas ao ser, minha boca se forma um "O", assim como a dele. 

— Ye-Joon? — Pergunto, observando o garoto a minha frente. Seus cabelos caíram sobre os olhos, e seus óculos de grau foram ao chão após a queda. 

— Bethany, que surpresa! — Ele diz, pegando os óculos e posicionando-os em sua face. 

Kim Ye-Joon, conhecido como YJ, é o filho do meu tio Seokjin e da melhor amiga da minha mãe, Boram. Ele é um ano mais velho que eu, e foi escondido da mídia até o seu primeiro aniversário. As revistas apenas possuíam informações da gravidez de tia Boram. Assim como os meus pais, tio e tia Kim se envolveram em um relacionamento no começo de 2015, quando o grupo de Omma ainda estava treinando para o debut. Ye-Joon nasceu em 2019, e pouco a pouco as fãs começaram a apoiar os seus pais. 

Kim lembra muito o seu pai, a única coisa que os difere são os olhos esverdeados que Ye-Joon puxou da mãe. Eu sabia que ele tinha vindo para os EUA estudar, mas não imaginei que seria justamente na mesma escola que eu. Se isso é obra dos nossos pais? É claro que sim. 

— Não imaginei que você iria estudar na Avenues. — Ele diz, após nós nos posicionarmos em pé. Algumas pessoas gravavam a nossa conversa, como se algo surreal estivesse acontecendo. 

— Eu também fiquei surpresa em ver você aqui. Como vão as coisas?

— No geral, tudo okay. E com você?

— Tudo bem também. — Sorri. Sempre fomos amigos, Ye-Joon é como um irmão que nunca tive. 

— Ah, fico feliz em saber disso. Bom, estou indo para a quadra. Mande um beijo para a tia _____! 

Ele saiu, e eu sorri. Pelo menos alguém nesse país vai me deixar feliz. Com o ocorrido, desisti de ir comprar algo para comer. Mandei uma mensagem para o Math avisando que quero ir almoçar no shopping depois da escola, e decidi voltar para a sala.

Segui o meu caminho para o segundo andar, como sempre, atraindo olhares. O ano vai acabar e as pessoas ainda não irão acreditar que estou aqui. Quando fui atravessar a porta, alguém me barrou. Não é possível. 

— E aí, gatinha. 

Virei a cabeça, fechando a cara. Um dos garotos da minha sala sorria para mim como se me conhecesse há anos. Cruzo os braços, ainda o encarando. Os seus dois amigos observavam a cena. 

— "Gatinha"? Quando dei a você essa liberdade, ô garoto? 

— Não precisa ficar tímida, linda. — Ele dá um passo em minha direção, e segura o meu queixo com os seus dedos. — Sou o Josh, muito prazer. 

— Você sabe quem eu sou, não preciso me apresentar. — Retiro a sua mão de perto de mim, arrancando uma risada seguido de um sorriso perfeito dele. 

— Como você é esnobe, senhorita Bethany Jung. 

Sem paciência para tanta enrolação, tento atravessar mais uma vez a porta, mas sou impedida pelo braço de Josh. Encaro-o sem animação.

— Para quê tanta pressa, gatinha? 

— A aula já vai começar, se você não percebeu.

— Eu percebi, mas quero te convidar para sair antes.

— Você está achando que é tão fácil assim? Me barrou e agora acha que vou sair contigo? 

— Eu não irei sequestrar você. — Ele puxa um papel do bolso, depositando-o na minha mão. Abro a folha, e só encontro um número de telefone anotado ali. — Sábado um amigo meu vai dar uma festa. Vai ser algo tranquilo, só um grupo reservado. 

— E eu com isso? — Guardo o papel na capa do celular.

— Pensei em irmos juntos, já que você não conhece ninguém nessa escola. — Ele pisca. 

— Você se acha, né? 

— Um pouco. — Ele ri. — E aí, que tal? Posso buscá-la em casa. 

— Vou pensar no seu caso.

Sem ser impedida mais uma vez, consigo entrar na sala de aula. As aulas seguiram normalmente, com excessão das vezes que peguei Josh me observar e comentar coisas com seus amigos. 

Não pude evitar morder os lábios na hora da saída, quando o garoto, da forma mais descarada possível, pegou a minha mão e depositou um beijo no local. O Josh é um gato, e isso ninguém pode negar. Parece que terei um belo compromisso no sábado. 


Notas Finais


Então foi isso, galera. Minha quarentena começou hoje, e se conseguir colocar meus estudos em dia, vou tentar atualizar a história mais vezes. Como falei nas notas iniciais, tomem cuidado e evitem multidões, contatos e etc.
Espero que tenham gostado do capítulo de hoje! Muito obrigada a todos que comentaram e favoritaram, eu amo vocês! Beijos, até a próxima. ~BruNick 💜


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