História A filha de Lúcifer - Capítulo 11


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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Jody Mills, John Winchester, Lúcifer, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Visualizações 169
Palavras 1.538
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Capítulo 10


Dean olhava o corpo inerte de Kali sobre a cama. Sua mente repassava as últimas horas. Tudo saiu tão rápido dos eixos.

Kali estava morta, Lúcifer solto e Crowley estava próximo a ele falando tudo que tinha dado de errado. Como se Dean não soubesse.

Chega Crowley. — Dean gritou.

Crowley o olhou de cima a baixo e depois de revirar os olhos desapareceu.

Dean repousou os olhos sobre Kali. Ela não merecia aquilo. Ela tentou, tentou fugir do que ela era, mas infelizmente ninguém nunca correr para sempre do que é.

Kali era filha de Lúcifer, estava destinada a liberta-lo e depois morrer, e por mais que aquilo fosse injusto, era o destino.

Dean só não entendia o porque Deus queria tanto mante-lá viva, aquela coisa de ordem cósmica não passava de uma mentira, pois Kali estava morta a horas e o mundo continuava girando.

Sam adentrou no quarto e suspirou ao ver Dean olhando o corpo de Kali sem ânimo.

— Tudo sempre acaba assim. — Constatou o mais novo em um tom triste.

Dean não soube o que responder, então permaneceu em silêncio e apenas maneou a cabeça em concordância.

— Vamos queimar o corpo dela? — Sam questionou cauteloso.

Dean continua mantendo seu silêncio, e novamente maneou a cabeça em concordância como resposta.

Os irmãos trocaram um olhar e depois  tornaram a olhar o corpo de Kali machucado. Assustaram se quando assistiram a jovem levantar se em um sobressalto.

— Estou viva. — Pronunciou com a voz esganiçada como se aquilo fosse impossível.

Os olhares chocados dos irmãos estavam sobre ela. Sam precipitou se sobre Kali para ajuda-lá, ja que a mesma tinha um braço quebrado.

— Como? — Dean questionou confuso.

— Estive com Deus. — Ela anunciou. — Ai. Isso doi. — Praguejou quando Sam tocou seu braço.

— Onde esteve com Deus. — Sam questionou sentando-se ao lado dela na cama.

Kali olhou os irmãos pensativa sobre o que responder.

— Pós vida? — Questionou. Balançou a cabeça afastando o pensamento. — Primeiro estavamos em um quarto luxuoso e depois um jardim. — Recordou-se.

— E o que ele fez com você? — Dean Questionou interessado.

— Nos conversamos. — Ela anunciou.

— Sobre o que? — Fora a vez de Sam questionar.

Kali olhou o Winchester mais novo pensativo, por fim suspirou.

— Não me lembro. — Mentiu.

Ela sabia que era errado mentir para os irmãos já que eles estavam esforçando-se ao máximo para ajuda-lá, mas algo a influenciou e ela apenas seguiu as regras desse algo.

Tinha certeza que o algo era Deus.

(...)


Castiel suspirou quando pela terceira vez falhou em tentar curar os osssos quebrados de Kali.


Ele olhou os irmãos Winchester enquanto afastava-se da jovem. Maneou em negação.


— Não consigo curar ela. Há uma barreira impenetrável dentro dela, creio que nem um arcanjo conseguiria cura-lá. — Explicou.


— Tudo bem gente. Meu corpo fará o trabalho sozinho. — Ela sorriu.


A perna e o braço estavam enfaixados, o rosto tinha alguns hematomas avermelhados que logo sumiriam e para finalizar um pequeno corte no na bochecha, um pouco abaixo dos olhos.


— Agora eu preciso saber de algo. — Sam e Castiel trocaram um olhar já sabendo o que estava por vir. — Lúcifer... vocês já o acharam? — Questionou receosa.


Sam sentou se ao lado dela na grande mesa, Castiel fez o mesmo logo em seguida e Dean permaneceu em pé escorado a uma parede bebericando uma cerveja.


— Ele está se escondendo, mas se fizer algo de errado nos saberemos. — Sam anunciou amigável, tentando fazer Kali não se sentir culpada.


— Quando forem atrás dele quero ir com vocês. — Cessou a fala para segurar as lágrimas. — Eu preciso ir!


Dean finalmente manifestou-se na conversa, caminhou até estar próximo a mesa e repousou sua cerveja sobre a mesma.


— Você não vai. — Anunciou grosseiro


Kali o olhou indignada e Dean apenas desviou os olhos, não conseguia encarar aqueles machucados sem ter vontade de sair pela porta e rodar o mundo caçando Lúcifer.


— Você não decide isso por mim. — Ela o enfrentou. — É minha vida, portando as decisões também me pertecem.


Dean soltou uma risada anasalada, olhava Kali de cima já que ele estava em pé e ela sentada. Não queria assumir, mas mentir para si mesmo era quase impossível. No fundo ele só não queria permitir que ela fosse para evitar mais uma morte ou machucados.


— Não consegue nem mesmo se curar, vai acabar morrendo denovo. — Disse como se não fosse nada demais.


— Não me importo. — Mentiu. Ela se importava sim, queria continuar viva para entender quais os planos de Deus para ela. — E se quer saber, quando estive frente a frente com Lúcifer eu o arremesei para longe.


Dean olha para Castiel curioso. Se ela tivesse algum poder séria útil, mas ainda sim ela não permitiria que ela fosse a luta.


— É possível? — Sam questionou olhando diretamente Castiel.


— Sim. Ela tem essência de anjo, é filha de um arcanjo. Ela pode ser bem poderosa. — Castiel explicou e Kali sorriu.


— E porque essa tão "poderosa" não se curou ainda? — Dean perguntou irônico.


Kali revirou os olhos voltando a olhar Castiel, assim como Dean ela queria uma resposta.


— Dean ela passou a vida toda sem saber de sua origem, não teve tempo para descobrir seus poderes. — Kali continuava com os olhos fixos em Castiel. — Com o tempo eles vão aparecendo. Em uma situação de risco como a que passou com Lúcifer eled não vão te deixar na mão.


Kali sorriu, mas seu sorriso desmanchou se ao ouvir as palavras de Dean:


— Mas ela morreu. So eu que estou lembrando disso? — Questionou. — E se Chuck ou Deus, sei lá. Decidir não trazer ela de volta?


— Pelo menos morri fazendo a coisa certa. — Dean revirou os olhos irritado com a persistência dela.


— Faz assim, se cure primeiro e depois conversaremos se vai ou não. — Kali sorriu ao ouvir as palavras de Sam.


Dean revirou os olhos, resmungou um impropério, pegou sua cerveja e saiu do cômodo irritado.


Um silêncio apossou se do ambiente e Sam, Castiel e Kali trocaram um olhar, por fim riram daquele situação. Kali estava viva e aquilo era um milagre.


(...)


Kali levantou-se um sobressalto, depois de ser morta mais uma vez por Lúcifer em seu sonho.


E para piorar sua situação seu braço doia feito o inferno, a impedindo de dormir bem. Aquela noite estava predestinada a ser um fracasso.


Resmungou um impropério levantando-se de sua cama. Caminhou em direção a cozinha.


Notou a escuridão tomar conta de cada espaço daquele cômodo e então acendeu a luz.


Caminhou até a geladeira e pegou um fardo com meia duzia de cervejas. Se havia um jeito de fazer a dor passar e os pensamentos irem embora era ficando bêbada.


Encostou se um parede e deslizou pela mesma até estar sentada no chão. Abriu a primeira garrafa e tomou um longo gole.


O líquido tinha seu gosto doce e assim que desceu por sua garganta já apagou uma boa parte de sua dor, porém os pensamentos continuavam a lhe perturbar e ela sabia que meia dúzia de cervejas não séria suficiente para lhe fazer apagar.


— O que faz aqui? — Um arrepio percorreu seu corpo quando a voz de Deam soou altiva pelo cômodo.


— Tentando esquecer. — Disse levantando a cerveja com o braço bom.


Dean soltou uma risada anasalada e sentou se ao lado dela no chão pegando uma cerveja para si.


— Com dor? — Questionou tomando um gole.


— Depende de que tipo de dor está se referindo. — Bebeu mais um gole. — A do braço está passando e a da cabeça estou tentando ficar bêbada para que ela se vá. — Riu sem humor. — Lúcifer me matando não de deixa dormir.


— Sei como é isso. — Dean resmungou bebendo mais um gole.


Kali o olhou com a sombrancelha arqueada e um ar confuso.


— Sabe? — Ela maneou a cabeça em confirmação. — Seu pai é o diabo e te matou, ai você viu Deus ou Chuck no pós vida e voltou?


— Quase isso... — Dean tomou um longo gole e logo abriu outra garrafa. — Vendi minha alma para trazer o Sam de volta, fui para o inferno, passei quarenta anos lá e um anjo me tirou.


Kali arregalou os olhos, a boca se abriu levemente e Dean ate poderia rir do ar assustado dela.


— Preciso de mais disso. — Disse antes de dar um longo gole em sua cerveja. — Finamente alguém que me entende.


— Eu sei como é não dormir porque essas coisas vem a mente. Sempre recorro a isso. — Aponta a bebida.


Kali abriu uma nova cerveja. Seus olhos oscilaram entre a bebida em Dean.


— Dean! — Ela o chamou.


Dean movimentou se para olha-lá e quando Kali encontrou os olhos dele não pensou muito, apenas aproximou-se dele colando seus lábios ao dele.


A língua adentrou em sua boca, uma sensação alucinante. A dor no braço desapareceu por completo e só o que restava eram as mãos dele, uma em sua nuca e a outra na cintura.


Linhas tortas que levam a caminhos certos.




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