História A filha de Lúcifer - Capítulo 12


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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Jody Mills, John Winchester, Lúcifer, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Visualizações 136
Palavras 1.197
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Suspense, Terror e Horror
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capítulo 11


Sam e Castiel trocaram um olhar confuso e ao mesmo tempo assombrado ao verem Dean e Kali dormindo no chão da cozinha.

Ambos tinham as costas escoradas na parede, mas Kali repousava a cabeça no ombro de Dean. Havia também mais de uma dúzia de garrafas de cerveja vazias.

A cena era até comica, digna de um filme de comédia barata cheio de clichês.

A cena? Os dois brigaram para saber se Kali iria ou não na luta contra Lúcifer, eles bebeberam e apagaram.

Porém Sam nunca esteve tão errado em toda a sua vida.

Sam revirou os olhos. Aproximou se dos dois e sem piedade alguma bateu palma.

Dean e Kali acordaram em um sobressalto. Ambos confusos. Uma dor de cabeça infernal assolava Dean e ele odiava essa parte na bebedeira.

Porém Kali parecia estranhamente bem. Levantou com um ar constrangido, as bochechas coradas e tentando ao máximo evitar os olhos de Sam.

— Precisava fazer isso? — Dean resmungou.

— Nao resisti. — Sam disse com um tom de deboche.

Castiel tinha os olhos em Kali notando que havia algo de diferente na garota. Seus olhos se arregalaram quando constatou que Kali estava movimentando o braço "quebrado" sem dificuldades.

— Kali não está com dor? — Ele questionou.

Kali olhou o anjo confusa, mas então lembrou se do braço e arregalou os olhos ao notar que não sentia dor alguma.

— Como isso é possivel? — Balbuciou chocada movimentando o braço para cima e para baixo.

— Você se curou. — Sam sorriu.

Dean se manteve em silêncio. Caminhou até a geladeira, a abriu e pegou uma garrafa de água. Abriu a mesma e tomou metade dela em apenas um gole.

Não estava se importando muito com o fato de Kali ter se regenerado, ou estava tentando não se importar. Estava com dor de cabeça demais para assimilar aquilo.

Era coisa demais para se assimilar no meio de uma ressaca.

Até os hematomas que tinham no rosto haviam desaparecido e aquilo significava que Kali tinha sim, poderes angelicais.

Era até irônico a filha do diabo ter poderes angelicais, rosto angelical e ser tão boa como um anjo deveria ser. E para completar o pacote ela beijava bem.

Dean lembrou se da noite dos dois. Entre um gole e outro nas cervejas eles trocavam amassos quentes, apertos e mãos bobas. Kali assim como Dean, não tinha muitos pudores.

E ele constatou imediatamente que Kali também havia se recordado, já que ela o olhava de forma penetrante, e ele poude ver fogo neles.

Sam e Castiel não notaram a troca de olhares, estavam concentrados demais com a recuperação milagrosa de Kali para perceberem o clima que se apossou do ambiente.

(...)

Não está mesmo de ressaca como o Dean? — Sam Questionou perplexo.

Kali negou com um movimento de cabeça. Tinha um sorriso orgulhoso nos lábios. Estava se sentido bem por finalmente ter descoberto poderes.

— Incrível. — Sam sorriu. — Enquanto isso Dean está quase morrendo. — Zombou do irmão que estava prestes a morrer com a dor de cabeça.

Dean em resposta praguejou, resmungou e xingou o irmão em um tom baixo, porque se falasse mais alto tinha certeza de sua cabeça explodiria em dor.

— Então agora quer dizer que poderei ser útil caso encontrem Lúcifer? — Questionou ela agora mais séria.

Sam sorriu minimamente e preparava se para responder a pergunta de Kali, mas a voz potente a altiva de Dean o impediu de dizer qualquer coisa:

— Não. — Disse curto e grosso. — Curar um osso quebrado não siguinifica que está pronta para enfrentar o diabo.

— Na verdade está. — Todos se assustaram quando a voz de Chuck soou.

Dean revirou os olhos e jogou-se na cadeira sem ânimo algum. Era Deus ali e ele querendo ou não obedeceria ele.

Não por medo ou algo do tipo, mas por respeito. Dean não queria assumir, mas no fundo tinha admiração pelo criador do mundo.

Kali sorriu cheia de orgulho de si mesma.

— Mas antes precisa tirar seus poderes dai de dentro. — Chuck sorriu minimamente.

—Ja tirei. — Ela disse se referindo a cura.

Chuck riu, colocou as mãos sobre os ombros de Kali e a olhou fixamente.

— Isso não é nem um terço do que pode fazer. — Disse e então desapareceu.

Os quatro se olham, ambos confusos. Essa mania de aparecer, deixar uma charada e sumir não era legal.

— Como vou soltar meus poderes? — Kali questionou em um suspiro.

— Eu posso ajudar. — Castiel diz tomando a frente. — Não é difícil. Você apenas tem que saber o que quer fazer e então fazer acontecer.

— Fácil é falar, agora fazer...

— Vem. Vamos treinar! — Ela sorriu ao ser puxada pelo anjo para fora do bunker.

(...)

Kali forçava sua mente o máximo que podia para fazer um simples graveto levitar

Dean e Sam estavam mais distantes, encostados no capô do Impala assistindo o treinamento de Castiel e Kali que não parecia ir bem.

— Será que ela vai conseguir? — Sam questionou sem oscilar os olhos de Kali e seu esforço.

Dean deu de ombros sem saber o que responder. Sua mente ainda revivia o beijo que trocou com Kali. Aquilo séria difícil de esquecer.

— Caso ela consiga, vai deixar ela nos ajudar com Lúcifer? — Sam questionou cauteloso, tentando entender o que se passava com o irmão.

— Não. — Dean respondeu rápido e com facilidade.

— Não entendo porque tudo isso. Se ela realmente conseguir usar os poderes vai ser uma arma valiosa contra Lúcifer. — Sam alega agora olhando para Dean.

Dean olha o irmão sério. Ambos estão sério em mais uma discussão de irmãos que nunca dá em nada.

— Ela é nova nisso, não conhece Lúcifer como nos e pode se deixar levar. — Dean rebate.

— Acha mesmo que ela pode ir para o lado dele? — Sam questiona chocado.

— Avha mesmo que ela não pode ir? — Dean sábia que estava mentido para Sam e para si mesmo.

Ele sábia que Kali nunca se aliaria a Lúcifer, mas aquela desculpa era melhor que a verdade.

— Ele a matou. — Sam quase grita.

— Eu sei, mas ela ainda é filha dele. — Dean estava cansando-se daquele papo, então voltou os olhos para Kali e Castiel.

Kali soltou um grito de felicidade quando pela vigésima tentativa conseguiu fazer o graveto voar e bater em uma árvore.

Ela correu até estar nos braços de Castiel em um abraço de comemoração.

Mesmo que Castiel correspondeu do jeito mais desengonçado possível, Dean sentiu algo dentro de si se remexer.

E quando a hipótese desse algo ser ciúmes passou por sua cabeça ele se beliscou tentando voltar para a realidade.

— Porque está se beliscando? — Sam perguntou e só então Dean lembrou-se que o irmão ainda estava ao seu lado.

Ele olhou o irmão que tinha um ar confuso. Séria comico se não fosse triste.

— Cuida da sua vida Sammy! — Resmungou.

Sam levantou as mãos em sinal de rendição e se afastou do carrancudo irmão que ainda beliscava sua própria perna.

Sam so pensava uma coisa perante o comportamento estranho do irmão.

Ainda está bêbado.

— Dean você viu? — Kali perguntou andando apressada até Dean com um sorriso de orelha a orelha.

Ele respondeu com um maneio de cabeça. O sorriso dela o hipnotizava e Dean começava a desejar que Kali se afastasse dele, pois se ela continuasse perto, ele estaria completamente perdido.

Ou já estava e apenas não queria assumir.



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