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História A Filha de Makt - Capítulo 2


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Notas do Autor


Plena e organizada,
Voltei aqui com mais história para vocês!
Agora que o bagulho começa, e de agora em diante vocês verão magia, lutas, fogo, vikings raivosos, dragões gigantes e é....
Nos vemos lá em baixo! Boa leitura chat... pera eu quis dizer pessoal.

Capítulo 2 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction A Filha de Makt - Capítulo 2 - Capítulo 1

Capítulo 1

 

Em uma noite escura, a 3 quilômetros era possível ver o fogaréu na ilha onde encontra-se o vilarejo de Narvik, o chefe da vila era Halldor Abrahamsen, ou mais conhecido como o "Exterminador das Pragas", os quais se referem aos dragões que naquele instante, rodeavam a vila ateando fogo por onde passavam. Enquanto isso, o filho do chefe corria para bem longe de casa, sempre que houveram ataques, Aruan escondia-se na densa floresta que ficava perto da vila.

— Odin me ajude, Odin me ajude. — Repetia a cada passo que corria. Aruan era pequeno e considerado um fracote na vila, neste dia ele se sentia magoado, pois antes do anoitecer e dos dragões atacarem, ele escutou uma conversa sobre o comando da vila, era discutida pelo chefe da Guarda, Ivar Mahbrad, e seu pai. Os homens conversavam sobre o herdeiro de Halldor e o futuro do vilarejo. Tudo que Ivar dizia sobre Aruan não ter força para liderar, seu pai concordava, isso lhe deixou bastante chateado e triste consigo.

O motivo dele ser frágil, é que no parto de sua mãe, Aruan nasceu prematuro, eram tão pequeno e delicado que seus pais ficaram preocupados se ele iria sobreviver. Halldor era o que mais se preocupava, sua esposa havia perdido muito sangue, e morreu uma semana depois. Desestabilizado emocionalmente, o chefe havia perdido as esperanças que seu filho sobreviveria, mas para sua surpresa, sobreviveu, porém com o tempo, ele cresceu, mas o seu tamanho era desproporcional a sua idade.

Correndo com todas as suas forças, ele passa por uma árvore e bate de encontro com algo.

— Aí! — Uma voz feminina reclamou em dor. — Vê se olha por onde anda! — Disse em tom raivoso. 

Aruan não sabia quem era, aquela voz era totalmente desconhecida para si. A única coisa que enxergava eram duas perolas verdes cintilantes.

— Quem é você? — Questionou com sua cabeça girando por conta do impacto.

— Eu que pergunto! Quem é...! — Aruan assustado, tapou a boca da menina. — O que... está... fazendo?

— Shi! Os dragões vão nos ouvir, você quer ser morta? — Indagou avistando a sombra de um enorme dragão atrás de uma árvore, o animal parecia alimentar-se de algo. O jovem Abrahamsen sentiu um forte odor ruim que vinha do dragão. — Com certeza é uma ovelha. — O garoto foi surpreendido com um chute no estômago que o fez cair longe.

— Eu disse pra você me soltar! — Ela gritou em plenos pulmões, olhando de canto, Aruan percebeu que o grito chamou atenção do dragão, e temeu pela vida da garota.

— Sua maluca, ele vai te devorar! — Recuperando-se do forte chute, ele correu até ela ficando em sua frente, enquanto o dragão vinha em alta velocidade prestes a comê-lo no lugar dela. — Se eu vou morrer, que ao menos seja fazendo algo bom! — Se passaram alguns segundos, e Aruan estranhou. — Já cheguei em Valhalla? — Questionou-se.

Ao abrir os olhos ele ficou em estado de choque, a cena que via era de um dragão a sua frente porém de costas para si, ele era gigantesco e logo na frente deste, o dragão que outrora iria devorá-lo estava acuado e parecia amedrontado.

Logo o dragão à sua frente rugiu alto, tão alto que Aruan tapou os ouvidos com a intensidade do som. O dragão que se encontrava acuado já havia voado para bem longe dali. O som ecoou tão longe que chegou aos ouvidos de Halldor que estava na vila junto de outros vikings que defendiam o lugar, logo os dragões que enfrentavam abriram asas e partiram em alta velocidade, totalmente assustados.

O enorme dragão voltou-se para Aruan e grunhiu, o menino estava sem reação e a garota que encontrava-se atrás de si havia sumido.

— Q-Quem é v-você?! — Perguntou gaguejando em medo, logo após perguntar, ele avistou alguns feixes de luz circundando o dragão, ele foi coberto por aqueles feixes luminosos, e se passou alguns segundos naquela forma, quando a luz sumiu, a garota reapareceu.

— Me chamo Yrsa Dahl. — Estendeu a mão para o menino que ainda estava perplexo. — Você 'tá bem? — Indagou fitando Aruan que se encontrava da mesma forma, parado igual uma estátua.

— Incrível. — Sussurrou fitando Yrsa dos pés a cabeça. — V-Você se transformou em um dragão! — Ditou em plenos pulmões admirado. Ela ficou meio aflita e ele percebeu. — O que houve? — Perguntou vendo o estado de nervosismo dela.

— Não era para você te visto, eu prometi ao meu pai que ninguém descobriria. — Respondeu fitando o nada com as mão entrelaçadas atrás de si.

— N-Não se preocupe! Eu não conto pra ninguém! — O pequenino fechou sua mão deixando apenas o mindinho de fora. — Eu prometo!

O semblante da garota pareceu mais aliviado, ela fez o mesmo que ele e entrelaçou seu dedo no dele logo em seguida abrindo um sorriso.

Após aquela noite, Aruan acordou feliz descobrindo que havia feito uma amizade, enquanto seu pai, ainda pensava naquele enorme rugido de dragão vindo da floresta, aquele som ainda ecoava por sua mente. Com recursos faltando para reconstruir as casas, ele hesitava em mandar os lenhadores atrás de madeira, Halldor imaginou que um rugido alto daquele pertencesse a um dragão da classe de Odin.

Cada dragão tem sua classe, os da classe de Thor eram aqueles de força bruta e maior poder de fogo. De Loki, eram aqueles que de maior inteligência e destreza. Os Hel são dragões misteriosos, alguns dizem que são humanos que se transformam em dragões. E os mais temidos, os da classe de Odin, são dragões gigantescos com mais de 520 pés, traduzindo, uns 150 metros, mas conhecidos como os semi-deuses, são praticamente do tamanho de uma ilha.

Era isso que Halldor temia, um dragão filhote da classe de Odin poderia ser o fim de sua vila, ele não queria dizer aos aldeões que supôs isso, se não, o caos completo iria se instalar.

Enquanto vagava por seus pensamentos preocupado, Aruan descia as escadas feliz e com um sorriso enorme no rosto, seu pai notou e ficou curioso.

— Onde vai Aruan? — A voz grossa de Halldor assustou o menino que parou na porta e tentava inventar uma desculpa.

— É... — Aruan é interrompido por um viking.

— Chefe! — O homem parecia ter corrido desde o porto até a casa do chefe.

—  O que houve Olavo? — Questionou ao homem que recuperava o ar perdido.

— É urgente, Ednei e Magnus acabaram de voltar das ilhas do extremo sul, e eles tem notícias ruins. — Aquilo deixou Halldor bastante preocupado, esqueceu seu filho e seguiu Olavo que o levou até Magnus e Ednei que se encontravam no porto. E Aruan foi atrás de Yrsa na floresta.

Ao chegar no porto, o chefe foi direto ao ponto.

— O que vocês viram? — Questionou aos dois que estavam sérios.

— Chefe, nós vimos... Nós vimos dois dragões. — Ednei disse criando um clima tenso, alguns vikings estavam ao redor e ouviam tudo.

— Que tipo de dragões Ednei? — Perguntou o chefe de olhar sério pedindo por respostas, porém Ednei não respondeu. — Que tipo de dragões Ednei?! — Perguntou novamente em um berro.

— Da classe de Odin! — Magnus respondeu em seu lugar. — Eles eram gigantescos, e parecia ser uma fêmea e um macho. — Explicou dando ao chefe susto, ele imaginava apenas um, agora dois?! Halldor ficou em silêncio.

— Dois? Da classe de Odin? Impossível — Uma voz no meio da multidão duvidou.

— Eles só podem estar mentindo. — Disse outra voz.

Todos duvidavam, mas para Halldor, o rugido de ontem só podia significar um filhote daqueles dragões.

— É verdade! — Halldor pronunciou-se. — Aquele rugido só pode comprovar que há um filhote de dragão da classe de Odin aqui em Narvik!...

— Aru, eu tenho algo pra te dizer. — Disse Yrsa.

— O quê? — Aproximou-se curioso para saber.

— Meus pais vão vir me buscar e eu vou ter que ir para outro lugar, e não sei quando vou voltar. — Respondeu triste.

— Então vamos aproveitar esse tempo que nos resta! — Disse Aruan sorrindo e fazendo Yrsa sorrir também.

— É Vamos. — Concordou.

— E nós precisamos encontrar esse filhote e mata-lo! Sendo assim, eles não terão nenhum motivo para vir aqui! — Concluiu Halldor.

— Espera, Halldor! — Ivar surgiu em meio a multidão. — Se matarmos o filhote despertaremos a fúria desses dragões, não é uma escolha sábia! — Avisou o chefe da Guarda.

— Ivar? VOCÊ vem dizer que isto não é uma escolha sábia?! — Bálder um dos concelheiros entrou na discussão.

— Não meta assuntos familiares nisso Bálder, ou você vai pagar caro! — Ameaçou Ivar com uma cara nada boa.

— Chega pai! —  Um garoto gritou chamando atenção de toda a multidão, ele parecia ter por volta de uns 12 anos.

— Igor. — Ivar sussurrou o nome do filho e acatou o que ele disse. — Vocês podem até fazer isso, mas a Guarda não vai ajuda-los nessa loucura! — Halldor percebeu a indignação que o chefe da Guarda tinha, e decidiu não fazer aquilo.

— Ok Ivar, nós não iremos matar o filhote. — Halldor preparou sua voz. — Não iremos mata-lo, iremos transferi-lo para outro lugar, bem longe daqui. — Ivar ficou aliviado e se foi no meio da multidão, enquanto isso Bálder estava cheio de raiva.

 

>>> Continua... >>>


Notas Finais


Bom... sendo assim né... pelo menos não vão matar a Yrsa. Aí meu deus! Qual vai ser a reação do Aruan quando descobrir que ela é filhote de dragões da classe de Odin?!


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