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História A Filha De Pennywise E O Mago Supremo (Segunda Temporada) - Capítulo 49


Escrita por:


Notas do Autor


Hey My Friends!!!!❤️😍😘❤️

Lavem as mãos e passem álcool em gel. Se cuidem para não pegar o Corona Vírus.


Boa Leitura!!!!

Capítulo 49 - Cavaleira De Hell


— Onde está a alma da minha mãe?

O homem sentado e amarrado a cadeira a minha frente, levantou o olhar e sorriu cínico.

— Não faço idéia.

Sorri e cravei uma faca na mão dele, fazendo ele gritar de dor.

— Onde está a alma dela?! — eu perguntei tentando parecer calma.

— Eu não sei! — ele respondeu com dor.

— Onde está a alma dela?! — eu perdi a paciência e cravei uma faca no ombro dele.

— Valhala!

— Mentira! — eu cravei a faca mais fundo no ombro dele. — Onde ela está?!

— Hell... — ele afirmou com dificuldade.

— Em que lugar de Hell?

— Na casa do Irineu. — o rapaz disse cínico e eu arranquei a mão dele fora. — Eu não sei!

— Para de mentir! — eu gritei enfiando outra faca em seu ombro.

— Eu não tô mentindo. — ele choramingou morrendo com muita dor. — Eu não faço idéia!

— Para de mentir! — eu me irritei e mordi o braço dele, o arrancando fora e fazendo jorrar sangue.

— Eu não estou mentindo. — ele falou com dificuldade. — Eu não sei. Eu juro!

Eu quase rosnei irritada. Ele parecia falar a verdade.

— Então você é inútil. — eu comuniquei pegando a espada de Imyneath, capaz de matar até seres imortais, em cima da mesa e caminhando até ele.

— Você não pode me matar! — o homem se desesperou.

— Ah, eu posso.

— Eu sou um ceifeiro! — ele ficou indignado.

— E eu sou a nova "morte". — eu retruquei séria e levantei a espada, pronta para decepar a cabeça dele.

— Eu sei quem matou sua mãe!!!!

Parei com o movimento na hora e o encarei incrédula.

— Como é?!

— Eu sei quem matou a sua mãe, garota. — o ceifeiro afirmou sério, porém respirando com muita dificuldade.

— E porque eu contaria? Você vai me matar de qualquer jeito!

— Eu não te mato se contar. Te dou a minha palavra. — eu jurei seriamente e ele suspirou pesadamente.

— Foi uma subordinada de Hela. Algum do alto escalão...

— Um ceifeiro?

— Uma cavaleira.

— Uma cavaleira de Hell? Tá bom, isso aqui tá virando Supernatural... Não me diz que ela se chama Abaddon? — eu ri sem acreditar.

O cara me encarou, como se não tivesse achado graça. E nem havia na verdade.

— Porque ela matou minha mãe?

— Não sei... Ou ela estava cumprindo ordens... Ou ela fez porque achou legal fazer... Eu faria a mesma coisa no lugar dela. — o homem sorriu cínico, fazendo meu sangue ferver.

Respirei fundo, tentando em vão me acalmar.

— Qual o nome da figura?

— Não sei. — o ceifeiro respondeu ainda com o sorriso cínico e eu soquei a cara dele, me sujando ainda mais de sangue.

— Qual o nome do ser que matou minha mãe?! — eu inquiri enfiando as garras no peito dele, fazendo o mesmo urrar de dor.

— Pesadelo! — ele urrou com muita dor e eu tirei minhas garras dele. O mesmo deixou a cabeça pender pra baixo, respirando com dificuldade. — O nome é Pesadelo.

Paralisei, me lembrando que eu já tinha visto esse nome escrito em sangue, no espelho do banheiro e na "alucinação" causada pela Jóia da Mente.

— O que mais sabe sobre essa pessoa? — eu indaguei sentindo o ódio correr pelas minhas veias, de uma forma que me fazia segurar a  espada tão fortemente nas mãos, a ponto de dor.

— Que ela trabalha para mais alguém... Um é... Feiticeiro.

— Por acaso esse feiticeiro, se chama Mordo?

— Sim... Porquê?

— Por nada. — eu caminhei até ele novamente empunhando a espada em mãos. — Você já me ajudou bastante. Agora você é inútil.

— Espera! Você me prometeu que iria me soltar! — o ceifeiro gritou, tentando se soltar das cordas encantadas com qual eu tinha o amarrado.

Levantei a espada, o olhei sem expressão e declarei:

— Eu não costumo cumprir minhas promessas!

E, em um só golpe, arranquei a cabeça dele fora.

Passei a mão pelo rosto sujo de sangue e suspirei pesadamente.

Guarda a espada e saí da casa.

Resolvi mudar o trajeto e, ao invés de ir pela cidade, entrei pelo caminho da floresta.

A floresta estava vazia. Não se conseguia ouvir ruído ou voz nenhuma. O chão e as árvores estão completamente brancos, por conta da neve.

No meio do caminho, senti uma energia e parei, olhei ao redor, identificando uma barreira invisível aos humanos. Resolvi cortar caminho por ela e adentrei a barreira, andando pela floresta mística.

De repente, avistei um poço e fui até ele.

Me abaixei perto do poço, vendo uma lápide na frente dele. Passei a mão na lápide, limpando a neve do mesmo. Então consegui ler tudo o que estava escrito:


"Em Memória de

Penny Strange Carter Wise.

Eterna Lady Killer.

1898 — 2028"


Sorri involuntariamente e me levantei, voltando o meu caminho.

Cheguei na base pouco tempo depois e vi, como de costume, Laura e Venom brigando por um pacote de bolacha.
Os cumprimentei rapidamente e fui para o meu quarto.

Joguei minhas tralhas em qualquer canto e fui para o banheiro. Tomei um banho, tirando todo aquele sangue que estava no meu corpo.

Terminei o banho e me vesti. Fui para meu quarto e enviei uma mensagem para Rafaela.

Fui até a minha escrivaninha e notei um colar jogado lá em cima. Sorri ao notar que era o colar encantado que eu tinha dado ao Loki de presente de Natal, anos atrás. O colar era encantado com o teletransporte. Bastava segurar e pensar em algo ou alguém, que você era teletransportada até a pessoa. Resolvi o colocar, mesmo sabendo que provavelmente eu não iria usar.

Suspirei e me sentei na cama. Senti algo roçando em minhas pernas e vi que era o Pantera. O peguei no colo, fazendo carinho nele.

— Gatinho bonito. É do seu filho, não é? — levantei o olhar e encarei Rafaela.

— É sim. — respondi sorrindo e mudei a postura, ficando mais séria. — Descobri algumas coisas...

— Que tipo de coisas? — ela inquiriu indo até a minha escrivaninha e se sentando em cima da mesma, com um cubo mágico nas mãos.

— Descobri que quem matou minha mãe é alguém cujo nome é Pesadelo e é uma cavaleira de Hell.

— Pesadelo? — Rafaela arregalou os olhos, e quase derrubou o cubo mágico que flutuava no ar com a telecinese dela.

— Sim. Já ouviu falar? — eu indaguei me inclinando para frente.

— Acho que sim... O que mais sabe sobre esse ser?

— Parece que ela trabalha para Mordo.

— Faz sentido ela ter matado sua mãe... Pode ser que foi Mordo que mandou... — Rafaela raciocinou logicamente e franziu o cenho confusa. — Como descobriu tudo isso?

— Torturei um ceifeiro até ele me contar. — eu informei e dei de ombros.

— VOCÊ O QUE?! — ela gritou em choque. — Sabe que, provavelmente, Hela vai ficar com raiva disso, não sabe?

— Eu sei. Mas não ligo. — eu comuniquei séria. — Eu vou matar Pesadelo. Vou matar Mordo e vou tirar minha mãe de Hell e trazê-la de volta a vida. Nem que tenha que matar Hela para isso.

— Você que sabe. — Rafaela deu de ombros, sem se importar muito. — Eu posso descobrir mais sobre essa tal de Pesadelo, mas preciso de um material de pesquisa. Você não se importa se eu usar a biblioteca, não é?

— Fica a vontade. — eu permiti e dei de ombros. Me levantei e fiz sinal para que ela me seguisse e assim fez.

Fomos discutindo enquanto andávamos até que uma voz né chamou. Me virei e dei de cara com Vincent.

— Penny eu... — seu olhar recaiu sobre a minha amiga e ele a olhou irritado. — Ah não! Ela vai ficar aparecendo aqui toda hora?!

— Os incomodados que se mudem, bebê. — Rafaela piscou o olho e sorriu pra um pouco cínica.

— Preciso falar com você agora, Carter. — Vincent se virou para mim, ignorando completamente a cacheada ao meu lado.

— Claro. — eu assenti e Rafa entendeu o recado, saindo em seguida. Cruzei os braços e encarei o futurista. — Algum problema?

— Soube que você matou um ceifeiro.

— Nossa, a fofoca corte tão rápido assim? Não faz nem duas horas que eu matei o desgraçado. — eu brinquei e fui continuar meu caminho.

— Isso não tem graça! — Vincent agarrou meu braço, me impedindo de continuar a andar. — Você matou um ceifeiro! Sabe o quanto furiosa Hela deve estar com você?!

— Eu tenho quase que absoluta certeza que foi Hela que matou minha mãe. Apenas estou pagando na mesma moeda. Ela tira algo de mim e eu tiro algo dela.

— Você está louca? Hela pode matar você!

— Vincent, você é um ceifeiro... Então você também tem alguma ligação com Hela, querendo ou não... Você deve falar com Hela, nem que seja uma vez por ano, ou uma vez na vida. — eu afirmei e dei uma volta ao redor dele, o analisando. Parei em sua frente e o olhei seriamente. — Então me faça um favor... Dá próxima vez, que você ver aquela desgraçada... Avise a ela, que eu irei a matar. É culpa dela, todos ao meu redor estarem morrendo... E ela vai pagar caro por isso.

— Ela vai matar você. — Vincent comunicou com certo pesar, comi se quisesse fazer eu mudar de idéia.

— Hydra, Thanos, Raven... Todos tentaram me matar e adivinha? Nenhum conseguiu! — eu informei me distânciando dele.

— Hela é a "deusa" da morte! — o futurista gritou indignado.

Parei de andar e sorri. O olhei de canto e exclamei:

— E eu sou a filha de Pennywise!


Continuei andando, como Rafaela foi para a biblioteca, resolvi deixa-la pesquisar em paz.

Cheguei na sala e vi Fanny e Georgie brincando com Lorena.

Fui até Rogers que estava sentado no sofá e me sentei ao lado dele.

— E aí? Como é estar de babá, Capitão? — eu brinquei dando um soco no braço dele e ele me fuzilou com o olhar.

— Tirando a parte que seus irmãos já quebraram dois vasos e não param quietos nem um segundo... Parecem você, quando ficou criança! — Steve afirmou pegando o celular dele.

— Você nem estava aqui no dia. Você não pode dar opinião. — eu o repreendi sorrindo e ele riu.

— É, mas a maioria aqui lembra e tem foto guardada até hoje, Carter... Tipo essa daqui! — ele virou a tela do telefone para mim, me mostrando uma foto de quando eu fiquei criança novamente. Na foto eu estava arrastando Rocket com uma coleira no pescoço dele.

Eu comecei a rir. Aquele guaxinim me odiou naquele dia.

— Todo mundo sempre foi uma peste quando criança. — eu me defendi levantando as mãos em sinal de rendição.

— É nada. A Lorena é um completo anjinho. — o Capicolé retrucou sorrindo e guardou o celular no bolso da jaqueta novamente.

— Por enquanto. Junto com esses dois pequenos na área... — eu apontei para meus irmãos e conjurei duas garrafas de cerveja, uma para mim e outra ofereci a Rogers. — Eu duvido que ela permaneça santinha.

— Papai! Eu, o Georgie e a Fanny podemos ir brincar na neve, lá no quintal? — Lorena veio até o pai pulando animada.

— Claro, meu amor. Só não pega o meu escudo. Pelo amor dos poderes de Thor! — Steve permitiu e as crianças agradeceram e foram correndo para fora. O loiro se virou para mim novamente e suspirou pesadamente. — A última vez que eles foram na neve, pegaram meu escudo e começaram a escorregar sentados nele.

Eu não aguentei e comecei a rir.

— Eu tenho certeza que eles pegaram o meu escudo... — o Capitão resmungou e eu ri mais.

— Deixa que eu vou lá ver pra você, Capicolé. — eu informei me levantando.

— Eu odeio esse apelido! — ele me olhou com reprovação e eu dei de ombros.

— Eu sempre te chamei e sempre vou te chamar de Capicolé. Supera Rogers! — eu afirmei rindo e ouvi ele bufar, antes de eu sair da sala.

Fui até os fundos da base, onde tem o jardim.

Me escondi na parede perto da porta que dava de entrada ao jardim e observei que Georgie e Lorena brincavam de jogar bolas de neve um no outro e também jogavam em Pantera, que corria tentando fugir deles.
Franzi o cenho, olhando ao redor. Não achei Fanny, mas dei de ombros. Provavelmente ela tinha ido na cozinha comer antes.

Lorena jogou uma bola de neve em Georgie mas, ao invés dele revidar, ele foi mexeu as mãozinhas e fez surgir uma florzinha.

Um sorriso idiota surgiu em mim, quando Georgie entregou a florzinha para Lorena, que a pegou, sorrindo envergonhada e abraçou Georgie fortemente, fazendo-o ficar vermelho, quase roxo.

— Um dia nós vamos nos casar, não é Georgie? — Lorena perguntou com um pequeno sorriso e eu tive que tampar a boca para não rir.

Georgie coçou a cabeça, como se estivesse pensando.

— Bom... Apenas quando tivemos dezoito...

— Você vai me esperar até fazermos dezoito, não é? — Lorena inquiriu com uma cara de inocente e Georgie sorriu.

— Eu vou te esperar até o fim e mais um pouco.

Lorena sorriu e se aproximou de Georgie dando um beijo nele. Na bochecha, é claro. Mas isso fez meu coração derreter.

— É tanta fofura! — Fanny comentou simplesmente aparecendo do meu lado. — Eu vou ser a madrinha do casamento deles, não é Penny?

— Com certeza! — eu exclamei querendo rir e Fanny foi até eles pulando e eu me virei, saindo de lá.

Ah... Steve vai surtar quando souber!

Fui até a cozinha e, quando cheguei lá, Laura estava discutindo por um pacote de bolacha com Venom.

— Ah! Pelo amor dos balões vermelhos de Pennywise! Vocês não cansam de brigar por comida?! — eu indaguei sem acreditar.

O Simbionte respondeu:

"Posso fazer isso o dia todo!"

— Ei! Essa fala não é sua! Ladrãozinho! — Laura o repreendeu pegando outro pacote de bolacha no armário.

Revirei os olhos.

— Cadê o Rogers? — Laura questionou saindo da cozinha.

— Na sala. — eu respondi andando junto com ela pelo corredor. — E os pimpolhos estão lá fora, dando uma de Frozen.

— Desde que elas não baixem o espírito de Barnes e comecem a cantar "Livre Estou" na minha orelha... — Laura deu de ombros sem se importar. — E em falar no Desmemoriado... Como ele está?

— Bem, eu acho... Na verdade, não sei. Apenas troco umas dez ou vinte palavras com ele e sempre é sobre alguma missão ou relatório da SHIELD. — eu informei séria.

— Tem que conversar com ele.

— Pra que? Eu matei a Mikaela. A última pessoa que ele quer conversar sou eu.

— Ele sabe que foi um acidente.

— Quando aconteceu, acho que ele não parecia ou fingiu não saber.

— Penny, vocês eram melhores amigos! E até ex-namorados.

— Eu nunca fui namorada do Bucky.

— Mas já foi ficante do Soldado Invernal.

— Aquilo foi em 2008 e durou apenas duas semanas! Não conta!

— Mas você namorou o Bucky, quando ficou meio Desmemoriada.

— Eu estava sobre o efeito de poderes psíquicos e minha mente bugou! Não conta como namoro!

Laura riu e entrou na sala. Vi a expressão dela mudar na hora para uma irritada, quando viu a cena a sua frente:

Rafaela dando em cima de Steve na maior cara de pau.

Laura respirou fundo. Podia se ver o ódio no olhar dela.

— Que lindo... Mas que cena maravilhosa! Eu estou atrapalhando algo aqui?! — a She-Venom praticamente foi pra cima dela, fazendo Rafaela parar de alisar o braço de Rogers.

— Está atrapalhando nada não, amiga. — Rafaela afirmou com um sorriso inocente, que obviamente não enganou ninguém. — Eu apenas estava conversando com o Ste...

— STE É A MINHA MÃO NA SUA CARA, VAGABUNDA!!!! — Laura berrou partindo pra cima da cacheada, porém Steve a segurou.

Agarrei o pulso de Rafaela e a puxei até o corredor.

— Você ficou louca?!

— Qual o problema? Não fiz nada demais. — ela me olhou fingindo inocência.

— Você estava dando em cima de alguém casado!

Rafaela deu de ombros.

— Eu tenho um fraco por loiros... E o Capitão ali não é de se jogar fora...

— Rafaela, eu gosto muito de você garota. Você é incrível. Mas fica longe do Rogers, por favor.

— Tudo bem. Eu prometo que vou ficar longe do Ste... Me desculpa, foi mal. — Rafaela pediu e suspirou pesadamente. — Aliás, consegui alguns nomes que podem ter ligação com Mordo. Vou tentar procurar mais algo. Até logo.

Abri a boca para retrucar, mas ela simplesmente sumiu.

Bufei irritada. Odeio quando ela faz isso!


Olhei no meu telefone e notei que já era quase sete da noite.

Saí da base e peguei minha moto. Fui pilotando pela cidade em alta velocidade.

Parei de repente e estacionei minha moto. Entrei dentro do cemitério e fui andando por entre as inúmeras lápides, cobertas por neve.

Parei em frente a uma lápide e passei a mão por ela, escrito o seguinte nele:


"Em Memória de

Mary Carter Wise.

Amada Esposa E Mãe.

1880 — 2035"


Suspirei pesadamente, me sentando em frente a lápide.

— Quando você foi assassinada... Eu matei a Raven. Mas aquilo não trouxe você de volta... — eu comecei a falar como se ela pudesse me ouvir. — Meu pai assumiu o manto de Devorador de Mundos novamente e íamos de planeta em planeta, matando e destruindo tudo o que víamos pela frente... Agora eu vejo, que tudo aquilo era apenas um meio de tentarmos preencher o vazio que sua morte deixou... Todos os anos, eu sempre me culpava pela sua morte. Por não ter conseguido impedir... E quando você apareceu novamente... Quando o papai te trouxe de volta... Foi a chance dele recomeçar e minha chance de ter você de volta. Mas agora, você se foi novamente... Sei que você não gostava muito de mortes, mas eu juro que eu vou acabar com a raça de todos que estão envolvidos na sua morte... E eu vou trazer você de volta, mãe!

Respirei profundamente, e passei as mãos pelo rosto, secando as lágrimas que teimavam em escorrer por minha face.

Me levantei e fui continuar meu caminho. Fiquei "admirando" a lápide da minha mãe por um tempo, até que, de repente, notei que eu estava sendo observada.

De repente, senti algo furar meu pescoço. Coloquei a mão e tirei um dardo de lá. Franzi o cenho e, antes que eu perguntasse que droga foi aquela, senti algo me jogar no chão e ficar por cima de mim. Levantei o olhar e vi ninguém menos que um ser vestido todo de preto e com uma máscara metálica. Pesadelo.

Chutei a canela dela, fazendo ela quase perder o equilíbrio e me levantei em um pulo, enfiando minhas garras no peito dela, fazendo a mesma rosnar de dor. Ela levantou a mão e simplesmente tocou na minha cabeça. Senti como se minha mente estivesse queimando. A soltei e ela sumiu magicamente.

Caí no chão, ouvindo o que parecia ser um som agudo e ensurdecedor dentro da minha mente. Coloquei as mãos na cabeça gritando e fechei os olhos com força, tentando fazer aquilo inutilmente parar.

E então, de repente, tanto o som quanto a dor desapareceram.

Abri os olhos com a respiração ofegante e me sentei no chão. Respirei fundo e ouvi um tremor. Mas não era mental. Literalmente as coisas começaram a tremer e, de repente, as lápides começaram a se quebrar com o pequeno terremoto.

Em seguida, tudo ficou calmo e quieto...

Me levantei e respirei fundo, olhando ao redor. Então de repente, uma mão saiu da terra e agarrou meu pé. Gritei pelo susto e comecei a puxar minha perna, aí mesmo tempo que saiam mortos vivos dos outros túmulos. Consegui me soltar e fui correr. Olhei para trás e vi os vários zumbis vindo atrás de mim. Perguntei:

— The Walking Dead, é você?

Saí correndo pelo cemitério, olhando sempre para trás e vendo os corpos dos mortos vivos vindo atrás de mim. Bati contra algo e quase caí, mas esse "algo" me segurou e me puxou, me fazendo encara-lo. Arregalei, ao ver que era minha mãe, porém ela estava normal, como humana e não "zumbirizada".

— Mãe...

— Se você fosse boa o suficiente, Penny... Talvez eu ainda estivesse viva. — Mary informou calmamente, porém não havia vida em seus olhos.

Aquilo doeu muito no meu coração. Mary começou a balançar a cabeça, de um jeito bem bizarro e um corte se abriu em seu pescoço, onde começou a jorrar sangue e sua pele começou a se tornar como de um zumbi. A chutei, fazendo ela me soltar e saí correndo pra longe dela e dos zumbis.

Fugi do cemitério correndo quase que tão rápido como Pietro. Bati em algo e caí no chão. Levantei o olhar e vi Mikaela, parecendo um fantasma, com a roupa manchada de sangue, e ela berrou me olhando com ódio:

— NÓS ESTAMOS MORTOS, POR SUA CULPA!!!!

Eu a olhei assutada e vi que ela iria vir pra cima de mim. Olhei para o lado e vi um facão. O peguei e me levantei, cravando no peito dela.
Mas quando eu fiz isso, Mikaela se transformou no... James?

— Você vai matar todos nós. — ele afirmou e caiu morto no chão.

Arregalei os olhos e ouvi un alto barulho e um clarão. Olhei para o céu e vi a Dimensão Negra se aproximando com Dormammu.

Tudo girou ao meu redor e, de repente...

— Penny, você está me ouvindo?!

Pisquei atordoada com a cabeça rodando. Virei o rosto e encarei Strange que me chamava.

Franzi o cenho confusa. Olhei ao redor e vi que eu estava...

No nosso apartamento?

Strange se levantou e bufou, passando a mão pelos cabelos e andando em círculos.

Eu o observei. Tive a impressão de que eu já tinha visto aquela cena em algum lugar...

— Dá pra parar de andar desde jeito?! Está deixando a Levi tonta, Stephen! — eu o repreendi, vendo que a capa da Levitação em seus ombros. Pisquei confusa. Como eu sabia que deveria falar isso? — De acalma!

— Como você quer que eu me acalme?! — ele parou de andar e me encarou irritado. — Eu mandei você fazer uma coisa e você não me ouviu!

— Você está falando igualzinho a minha mãe! — eu revirei os olhos e bufei. — Pra que todo esse drama? A gente venceu, não venceu?

— É, mais você quase morreu, Carter! — Strange estava visivelmente irritado. — Eu falei pra você não sair de casa e o que você fez? Abriu um portal e foi para a guerra! Sabia que esse ferimento que você ganhou poderia ter te matado?!

— Não foi nada demais.

— O monstro cravou o ferrão no seu peito! Era pra você ter morrido!

Espera...

Franzi o cenho.

Isso... Já aconteceu.

Foi dois meses depois de um ter voltado dia mortos. Nessa época, Strange queria me deixar o máximo possível longe de perigos, pois tinha medo de que eu morresse novamente e não voltasse mais.

— Mas eu não morri. E talvez, eu nem posso morrer. Eu não sei, Strange! Não sei o que a Hela me deu, mas sei que eu não estou morrendo mais. Então se acalma, meu amor. — eu pedi me levantando e indo até ele. Era como se eu não tivesse controle sobre meu corpo. Apenas ficava assistindo atrás dos meus olhos.

Strange respirou fundo, me puxando para perto e colando nossas testas.

— Eu só não quero te perder denovo.

— Você não vai. — eu assegurei sussurrando.

Ele riu de um jeito meio maligno e me encarou, com um olhar vazio.

Isso... Não deveria estar acontecendo!

— Eu vou sim... — Strange afirmou sério e ele colocou uma adaga nas minhas mãos e a guiou, até o pescoço dele. — Porque você vai matar todos nós. Você sempre vai ser a culpada.

Então ele agarrou minhas mãos e me fez enfiar a adaga no pescoço dele, fazendo jorrar sangue e ele cair morto no chão.

Eu olhei para aquilo assustada e vi o sangue dele, se espalhar pelo chão e formar a seguinte palavra:

"Pesadelo".

Me virei, já tendo controle sobre meu corpo, e fui fugir de lá, porém quando me virei, notei que eu já estava em outro lugar.

Era a base dos Vingadores. Todos os meus amigos estavam no chão, mortos, desmembrados e eu estava com uma espada nas mãos, completamente suja de sangue. Eu havia matado eles.

Senti alguém tocar meu ombro e, em seguida, me prensar contra a parede. Era meu pai, completamente sujo de sangue.

Ele me agarrou pelos ombros com muita força e me bateu contra a parede diversas vezes.

— Acorda.

— O que? — eu perguntei e ele agarrou meu pescoço me levantando no ar.

— Garota, acorda! — Pennywise repetiu e me soltou, fazendo eu cair no chão. Em seguida ele me agarrou pelos ombros e começou a me sacudir. — Eu vou chamar um médico, se você não acordar! Acorda moça!!!!

— Não consigo. — eu murmurei em desespero e ele parou de se sacudir. Aproveitei isso e contornei ele, saindo correndo.

Pennywise veio atrás de mim, correndo no estilo "Palhaço encapetado". Vi a espada no chão e a peguei por impulso e cravei no meu próprio peito.

Senti minha visão ficar turva e tudo apagar.













Abri os olhos, com o coração na mão. Encarei o homem a minha frente que me olhava preocupado.

— Moça, você está bem?

Me sentei, olhando ao redor com a cabeça girando. Eu estava deitada no chão do cemitério, na frente da lápide de minha mãe.

— Moça...?

— Estou bem. — eu murmurei ainda olhando ao redor e parei meu olhar para o homem na minha frente. Deveria ser o coveiro.

— Achei estranho uma moça dormindo no meio do cemitério e te chamei, porém você não acordava. — o rapaz informou e eu assenti. Tentei me levantar, porém senti minhas pernas fraquejarem e quase caí, sorte que o homem me segurou. Me apoiei nele e sorri. Me sentia extremamente fraca. — Eu acho melhor chamar uma ambulância... Você está sangrando!

Eu o encarei confusa. Tudo girava ao meu redor e parecia meio distante. Abaixei o olhar e vi que havia um corte profundo, no meu ombro, provavelmente levei alguma facada, mas eu não me lembrava de ter sido esfaqueada.

— Minha moto... — eu murmurei sentindo a cabeça doer. O que raios estava acontecendo comigo?

— Está lá fora, mas duvido que você consiga...

— Tanto faz. — eu o interrompi, e tentei andar, mas quase caí novamente. Me apoiei em um túmulo.

— Eu vou chamar ajuda para você, moça. — o homem comunicou e eu iria dizer que não precisava, mas ele saiu correndo.

Respirei fundo e tentei andar. Quase caí novamente. Tentei usar meus poderes mas minha cabeça rodava tanto, que eu não me concentrava o suficiente para fazer isso. Suspirei pesadamente e, não sei como, mas me lembrei que eu usava o colar encantado. Segurei ele e pensei em alguém, sendo teletransportada imediatamente.

— Loki! — eu o chamei, vendo o mesmo estando assistindo Netflix (a única coisa que ele faz da vida).

— Penny? O que houve?! — Loki veio até mim e me segurou, quando eu quase caí.

— O Pesadelo Chegou!



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