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História A filha de Satã - Capítulo 3


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Notas do Autor


esse desenho foi feito pela @frean_, como o objetivo de representar como ela imagina nossa personagem principal.

ficou lindo demais e eu sou imensamente agradecida por isso, deixo aqui todos os beijos e abraços do mundo pra essa princesa 💕

Capítulo 3 - Primeiro dia na Academia Vera Cruz


Fanfic / Fanfiction A filha de Satã - Capítulo 3 - Primeiro dia na Academia Vera Cruz

Akuma percebeu que havia amanhecido quando feixes de luz adentraram por pequenas frestas na janela, invadindo todo o ambiente e fazendo seus olhos cansados e vermelhos de sono se retraírem para afastar a claridade que queimava suas pupilas.

Eram seis e trinta e dois da manhã e em meia hora começaria sua primeira aula do maldito curso de exorcistas idiotas. Akuma se levantou da cadeira, esfregando os olhos e fechando o livro que havia devorado em uma única noite. Ela havia extraído algumas palavras-chave e as ideias principais em uma caderneta antiga que possuía em Gehenna para escrever ou desenhar em seu tempo livre no parque abandonado.

Uma pontada de tristeza apertou o peito da garota sem piedade ou aviso prévio. Ela sentia falta de ser a princesa de Gehenna e ela não estava ali nem há um único dia sequer. Ela sentia falta do parque, de treinar, de fazer feitiços deixados pela mãe, de lutar…

Evitando de pensar sobre sua vida no reino de Gehenna, a garota puxou a caderneta para checar suas anotações tortas da madrugada.



— Que lista mais idiota - disse Akuma enquanto encarava a lista com olhar de desprezo - Não acredito que perdi a porra da minha madrugada anotando isso sendo que era tão óbvio assim - disse antes de rasgar a lista e jogá-la em um canto qualquer.

— Acho que não tem como ficar pior. - disse a garota para si mesma revirando os olhos e indo até o guarda-roupa pequeno que tinha ali. Mephisto realmente a conhecia bem para separar roupas tão bonitas para ela.

— Provavelmente tem algum uniforme por aqui - disse ela enquanto revirava as roupas penduradas em cabides de madeira escura. 

A garota avistou uma blusa de manga curta branca junta a uma pequena saia rosada e um xale vermelho, retirando-os de dentro do guarda-roupas e encarando as peças com desprezo.

— Retiro o que disse sobre não poder ficar pior - disse a garota rispidamente - Essa saia já é horrível o suficiente, esse treco eu não uso nem que me paguem - disse se referindo ao xale vermelho.

A garota desviou o olhar e o fez percorrer cada  centímetro daquele quarto, completamente atenta, como um gavião ao alto procurando uma presa em terra firme.

Seu olhar pousou bruscamente na escrivaninha que passou a madrugada sentada para ler.

— Se é pra usar alguma coisa, - disse ela se dirigindo a pequena mesa - que seja algo que eu goste. - disse, antes de agarrar com força a gravata que havia repousado ali durante a longa e cansativa noite anterior.

A garota atirou seu uniforme em cima de sua cama e se trocou rapidamente, usando seu velho tênis gastados pelos anos e a gravata que costumava usar, se dirigindo até o espelho para pentear seus brilhantes e macios cabelos azuis que caíam de forma rebelde sobre os ombros.

Akuma observou como estava seu reflexo, ela era definitivamente muito atraente. A pequena saia deixava aparente de maneira sutil suas belas curvas em sua pele pálida, que a dava um ar sensível e delicado, mesmo que ela fosse o completo oposto de delicadeza. A blusa que vestia marcava consideravelmente seus peitos volumosos, que quase não entraram no uniforme.

Ela respirou fundo e desviou o olhar do reflexo, antes de se dirigir aos seus cadernos e livros do curso e colocá-los bruscamente em sua mochila, que repousava em suas costas e a acompanhava até a sala de aula.



Akuma havia sido a primeira a chegar na sala. A garota consultou o relógio na parede, eram seis e quarenta e nove e a sala estava completamente vazia e silenciosa. Quase tanto quanto o castelo de seu pai.

A garota caminhou até as carteiras da frente e se sentou à esquerda, onde repousou sua caderneta, livros e sua velha caneta de cor preta. Akuma se endireitou na cadeira e abriu a caderneta, segurando a caneta entre seus dedos e escrevendo.


Okumura Rin, 16 anos.

características físicas: cabelo azul escuro, orelhas pontudas e presas aparentes em sua boca. obs: carrega uma bainha de lâmina Kurikara em suas costas.

personalidade: aparenta ser tímido com pessoas novas, principalmente garotas. Não gosta de estudar e pelo seu estilo de se vestir e falar, parece ser cabeça dura e de personalidade forte.”


— Bom dia, Akuma-san - disse uma voz ao lado direito de seu ouvido, assustando a garota e fazendo-a fechar o caderno no mesmo instante.

—  Por Deus, Rin! - exclamou com as sobrancelhas contraídas em expressão de raiva - Você me assustou. - disse ela enquanto escondia a caderneta entre seus livros discretamente.

— Ah, m-me desculpe - disse o garoto corando - Não foi minha intenção te assustar. Eu apenas queria perguntar se… - ele fez uma pausa, desviando o olhar - se eu poderia me sentar aqui.

— Claro que pode, mas não precisa quase me causar um infarto pra isso - disse enquanto ria, fazendo o garoto sorrir timidamente e se sentar logo em seguida.

— O que você estava escrevendo, Akuma-san? - perguntou o garoto, olhando para ela - Eu vi que você estava concentrada em algo enquanto escrevia naquele caderninho.

A garota expressou surpresa. “Droga, ele havia percebido!”.

— Eu só… - disse ela tentando ganhar tempo para inventar uma desculpa qualquer - só estava escrevendo um poema! - exclamou assim que conseguiu pensar em algo.

Akuma adorava escrever, seja poemas ou histórias, cartas, pequenos textos, o que seja.

O garoto expressou surpresa e um brilhante sorriso, deixando suas adoráveis presas à vista.

— Que legal, Akuma-san! - disse entusiasmado - Você poderia me mostrar quando terminar?

“Ah, pronto.”.

— Claro que posso, vai ser um prazer. - mentiu.

— Eu vou cobrar, viu? - disse ele rindo.

— Hahahah - forçou um riso.

A porta se abriu, agora de um jeito que fez os dois pularem de susto em suas cadeiras. Era o professor Yukio Okuruma.

— Uau, Rin, chegou no horário hoje? - disse o jovem professor, rindo - Que evento raro.

O garoto mudou sua expressão de riso para uma de raiva em milésimos de segundos.

— Qual é?! - exclamou ele.

Yukio se aproximou dos dois com passos lentos e afastados. Akuma sentia seu cheiro, ah sim, esse cheiro ela conhecia muito bem. 

Cheiro de exorcista novo.

A garota sentiu o refluxo subir em sua garganta, aquele cheiro a enjoava completamente, fazendo até toda sua língua se amargar. Akuma arregalou os olhos enquanto sentia seu vômito subir lentamente.

— Akuma-san? - perguntou Yukio, se aproximando da jovem - Você está bem?

Ele estava perto demais, a garota não suportava mais o cheiro pode e amargo que emanava do corpo do jovem professor. Aquilo a fazia querer morrer.

Ela respirou fundo, tentando engolir saliva o suficiente para fazer seu almoço do último dia descer para o estômago de volta.

— E-eu estou bem, Yukio-san - disse ela abrindo um sorriso falso - Só comi algo que não me caiu bem.

— Que bom, mas caso volte a acontecer peço que me avise. Teremos uma aula inteiramente prática hoje - disse com um caloroso sorriso estampado em seu jovem rosto - A propósito, o senhor Mephisto me passou que talvez seja melhor você apenas observar para pegar o jeito da coisa.

A porta voltou a se abrir, indicando pela quantidade de passos que eram o restante dos alunos da turma. A aula iria começar agora.

— Pessoal, hoje vocês terão um teste prático de batalha corpo a corpo. Serão todos contra todos, até mesmo a Akuma, se quiser tentar. Garotos contra garotas também é bem-vindo. - disse ele - Akuma, caso seja muito pesado, apenas me avise, ok?

A garota sorriu em sinal de concordância. Aquilo não poderia ser melhor.

“Pode ter certeza que eu serei a última a implorar para pararem.”, pensou.


Notas Finais


espero que tenham gostado 💕


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