História A filha de Severo Snape - Capítulo 130


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Categorias Harry Potter
Personagens Fred Weasley, Jorge Weasley, Personagens Originais
Tags Harry Potter
Visualizações 125
Palavras 4.184
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente do céu! Amores da minha vida! Flores do meu jardim! Tenho duas notícias! Não vou dizer que é uma boa e uma ruim porque ai valhe da interpretação de cada um, mas...
Notícia 1: OLHA QUEM POSTOU NO DIA CERTO!
Notícia 2: ESSA É A ÚLTIMA SEMANA DA VIOLETT (porque eu escrevi em caixa alta? Não sei, realmente preciso tomar meus remedinhos...)
Ah, e tem a terceira notícia também!
Notícia 3: VOU POSTAR DOIS CAPS POR DIA ESSA SEMANA!
Então, é que a guerra começa hoje, só que para escrever ela em um capítulo só ia ficar muito grande e provavelmente eu só ia terminar de escrever tudo na sexta. Então não, né? Já tenho quatro partes da guerra pronta, ou seja, caps de hoje e de quarta garantidos.
Pra postar, vou fazer assim, um agora e um daqui a duas horas. Não vou estipular horário porque hoje eu faltei na escola mas quarta provavelmente não vou poder postar na mesma hora que hoje. Então...
Preparem seus lencinhos e seus corações e boa leitura, pudinzinhos!

Capítulo 130 - Capítulo 130


De uma hora para a outra ter que parar de trabalhar foi um susto para toda a família Weasley. O Sr. e a Sra. Weasley tiveram que ser acomodados na casa da tia-avó da matriarca da família, Muriel, e todos, com exceção de Percy (que parecia não se importar se a família corria perigo), haviam parado de trabalhar. Mas aquela não era a preocupação principal de Violett no momento.

"É menino!", a Sra. Weasley anunciou.

Violett sorria ao lado de Tonks, observando o menininho cujos cabelos mudavam de cor a cada segundo e que ela ajudara a trazer ao mundo.

Não demorou para que o quarto enchesse. A Ordem que havia se reunido na casa dos Lupin naquela noite estava toda ao redor de Tonks.

"O nome dele é Edward Remo Lupin. Teddy para os íntimos."

Os demais riram.

"Vamos, vamos dar um tempo ao casal.", a Sra. Weasley enxotou todos do quarto, fazendo-os descer para a sala.

"Um fofo, o Teddy, não?", falou Violett para Fred enquanto desciam a escada.

"Tem cara de joelho,", a morena lhe deu um soco leve no braço, rindo. "mas sim, é fofo. Já quer ir para casa? Está tarde."

"É, tudo bem. Estou morta de cansada mesmo. Tchau, pessoal! Dêem os parabéns à Tonks e ao Remo por nós."

O casal se despediu e desaparatou ali mesmo, no meio da sala, aparatando então em sua própria casa. Enjoada, Violett correu às pressas para o banheiro, fechando a porta ao entrar.

"Violett? Violett, oque houve?"

Eu só passei mal uma única vez depois de aparatar e foi quando..., recostando-se na porta, ainda com o gosto ruim na boca, Violett apoiou a testa nos joelhos, fazendo contas baixinho e juntando fatos.

"Oh, meu Merlin...", ela abraçou sua própria barriga, chorando de alegria. "Eu te amo tanto..."

"Violett, você está bem?", perguntou Fred, ansioso, batendo na porta.

"Estou! O jantar não me fez bem mas já estou melhor!"

Ela riu sozinha, com sua própria descoberta. Não contaria a Fred naquele momento, iria inventar um jeito de lhe dar a novidade.

Passados momentos de silêncio e uma nova tentativa do ruivo de saber se estava tudo bem com a esposa, Violett escovou os dentes e saiu do banheiro, tentando esconder o enorme sorriso.

"Está melhor mesmo? Quer um chá?"

"Não precisa. Só quero dormir, você vem?", Fred piscou, ainda duvidoso.

"Eu... Vou, vou sim. Pode ir que eu... Já vou indo, ok?"

Violett concordou, deixando seu sorriso escapar ao virar de costas para o marido. Naquela noite, ela deitou na cama e abraçou a barriga antes que Fred entrasse no quarto.

"Boa noite, bebê.", disse antes de dormir.

. . .

Quando acordou na manhã de primeiro de maio, Violett não esperava que sua vida estivesse para tomar um rumo totalmente novo.

Mais um dia normal, se é que se poderia chamar disso os últimos dias em que todos viviam com medo.

Tudo desandou quando a coruja do Profeta Diário chegou carregando notícias: Harry Potter, Ronald Weasley e Hermione Granger arrombaram o Gringotes e roubaram um dragão.

Aquilo movimentou a Ordem. Todos ficaram mais alertas. Cartas dos membros não paravam de chegar, pedindo uns aos outros que ficassem em segurança e que, em hipótese alguma, saíssem de casa. E o dia se passou assim.

Violett se empoleirou na janela, à procura de qualquer sinal de alguém que pudesse estar se aproximando, mas ninguém apareceu. Fred também ficou alerta, abria a porta de casa, colocava a cabeça para fora, depois voltava, só para repetir o processo cinco minutos depois.

A morena resolveu manter consigo o galeão falso da Armada de Dumbledore. Não sabia dizer o porquê, mas como tinha sido ele a lhe avisar sobre o ataque da noite em que Dumbledore morreu, sentia que precisava mantê-lo perto.

"Não consigo dormir.", disse Violett, já à meia-noite, quando Fred ia apagar as luzes.

"Nem eu.", ele admitiu.

Os dois então sentaram-se no sofá, somente com uma luminária acesa, abraçados. Passaram um tempo assim, até que Violett resolveu quebrar o silêncio.

" Fred, preciso te contar uma coisa."

"Sim?"

"Eu... Ai!", ela sentiu o galeão esquentar de tal modo no bolso que doeu. À luz da luminária, Violett leu a mensagem escrita:

CHAMANDO TODOS OS MEMBROS!

ORDEM E ARMADA!

APARATEM NO CABEÇA DE JAVALI!

Com cuidado, ela virou a moeda, procurando mais informações.

HARRY POTTER VOLTOU! VAMOS LUTAR!

Fred olhou para Violett, preocupado. Não sabiam oque estava por vir, mas decididamente iriam ajudar.

. . .

Quando aparataram no Cabeça de Javali, a sensação era de que aquilo havia se tornado uma estação de trem. Gente chegava à toda hora e então era conduzida por Aberforth, o dono, até o andar de cima.

"Gina?", Fred se espantou ao encontrar não só a irmã, mas como Lino, Jorge e Cho Chang.

"Ah, que bom que vieram!", a ruiva comemorou, nervosa.

"Neville me disse que eram dois! Achei que fossem parar depois da Lovegood e do amiguinho dela, mas nããão! Transformaram meu bar em conferência dos alunos de Hogwarts! Eu quero dormir, sabiam?!", resmungou Aberforth.

"Sinto lhe dizer, mas provavelmente você não vai dormir essa noite.", avisou-lhe Fred enquanto os seis eram conduzidos para o andar de cima, onde havia o retrato de uma menina loira e franzina.

"Vamos lá, Ariana, sem descanso essa noite."

Ela sorriu, virou-se e saiu, não como normalmente fazem os bruxos nos retratos, pelas molduras laterais, mas por uma espécie de longo túnel pintado atrás dela. Os garotos observaram o seu vulto franzino se retirar e, finalmente, ser engolido pela escuridão.

"Só existe um modo de entrar agora.", disse Aberforth. "Vocês devem saber que bloquearam todas as antigas passagens secretas dos dois lados, há dementadores em torno de todos os muros divisórios, patrulhas regulares dentro da escola, segundo informaram minhas fontes. O lugar nunca esteve tão fortemente guardado. Como esperam fazer alguma coisa, se conseguirem entrar, com Snape na direção e os Carrow como seus assistentes... Bem, aí o problema já é de voces."

Um minúsculo ponto branco reaparecera no fim do túnel pintado, e agora Ariana retornava em direção à sala, aumentando de tamanho à medida que se aproximava. Então, o quadro girou para a frente na parede como uma portinhola, e surgiu a entrada de um túnel de verdade.

Violett subiu no console e entrou no buraco atrás do retrato de Ariana. Havia degraus de pedra lisa do outro lado: a passagem parecia existir há muitos anos. Luminárias de latão pendiam das paredes e o piso de terra estava gasto e sem asperezas; à medida que andavam, suas sombras ondulavam, abrindo-se em leque, pela parede. Ficaram o caminho todo em silêncio, oque pareceu uma eternidade, até que viraram um canto e logo adiante a passagem terminava. Um pequeno lance de escada levava a uma porta igual a que havia atrás do retrato de Ariana. Gina, que ia à frente, abriu-a e galgou a escada.

A surpresa de ver todos, membros da Armada, gente que possivelmente tinha sido recrutada depois que o ano letivo começara e até mesmo Harry, Rony e Hermione ali assaltou Violett e ela saiu apressada do túnel, observando maravilhada o enconderijo em que se encontravam. Redes multicoloridas se estendiam por toda parte e bandeiras e brasões de todas as Casas, menos da Sonserina, como Violett pôde notar, decoravam o local.

"Aberforth está ficando meio rabugento.", comentou Fred, acenando em resposta aos vários gritos de saudação. "Ele quer dormir, e aquilo virou uma estação de trem."

O queixo de Harry caiu. Cho Chang sorriu ao sair depois de Lino.

"Recebi a mensagem.", disse ela, erguendo o seu galeão falso, e atravessou a sala para se sentar ao lado de Miguel Corner.

"Então, qual é o plano, Harry?", perguntou Jorge.

"Não há nenhum.", respondeu Harry, desorientado

"Vai improvisar à medida que formos indo, é isso? É o que mais gosto.", comentou Fred. 

"Você tem que fazer isso parar!", disse Harry a Neville. "Para que chamou todos de volta? Isto é uma insanidade..."

"Vamos lutar, não é?", perguntou Dino Thomas tirando do bolso o galeão falso. "A mensagem dizia que Harry tinha voltado e que íamos lutar! Mas vou precisar de uma varinha..."

"Você não tem varinha...?", começou Simas.

Rony virou-se subitamente para Harry.

"Por que eles não podem ajudar?"

"Quê?"

"Eles podem ajudar."

Ele baixou a voz para que ninguém mais pudesse ouvir, exceto Hermione, que estava entre os dois, e cochichou algo. 

"Ok.", Harry dirigiu-se aos que estavam na sala, e todo o barulho cessou. Fred e Jorge que contavam piadas para divertimento dos que estavam mais próximos se calaram, e todos olharam atentos, nervosos. "Tem uma coisa que precisamos encontrar. Uma coisa... Uma coisa que nos ajudará a derrubar Você-Sabe-Quem. Está aqui em Hogwarts, mas não sabemos onde. Talvez tenha pertencido a Ravenclaw. Alguém já ouviu falar de um objeto assim? Alguém já topou com algum objeto com uma águia gravada, por exemplo?"

Ele olhou, esperançoso, para o pequeno grupo de alunos da Corvinal, para Padma, Miguel, Terêncio e Cho, mas foi Luna quem respondeu, empoleirada no braço da poltrona de Gina.

"Bem, tem o diadema perdido. Falei dele para você, lembra, Harry? O diadema perdido de Ravenclaw?Papai está tentando duplicar."

"É, mas o diadema perdido", comentou Miguel Corner, virando os olhos para o teto. "está perdido , Luna. Essa é justamente a questão."

"Quando foi perdido?", perguntou Harry.

"Dizem que há séculos.", informou Cho. "O professor Flitwick diz que o diadema desapareceu com a própria Ravenclaw. As pessoas têm procurado, mas", ela olhou para os colegas da Casa. "ninguém encontrou o menor vestígio, não foi?"

Todos sacudiram a cabeça confirmando.

"Desculpem, mas o que é um diadema?", perguntou Rony.

"É uma espécie de coroa.", explicou Terêncio Boot. "Acreditava-se que o da Ravenclaw tinha propriedades mágicas, ampliava a sabedoria de quem o usava."

"Isso, os sifões dos zonzóbulos do papai..."

Mas Harry interrompeu Luna.

"E nenhum de vocês nunca viu nada parecido?"

Todos tornaram a sacudir a cabeça. Harry olhou para Rony e Hermione, os três pareciam desapontados.

"Se você quiser ver que aparência acreditam ter o diadema,", começou Cho. "posso levá-lo à nossa sala comunal e lhe mostrar, Harry. Ravenclaw foi esculpida usando-o."

O garoto pareceu tonto. Sussurrou algo urgente para Rony e Hermione e então virou-se para Cho e tornou a olhar para os amigos.

"Escutem, sei que não é uma grande pista, mas vou dar uma espiada na estátua, para saber ao menos que aparência tem o diadema. Me esperem aqui e segurem, sabem... A outra... Bem segura."

Cho se erguera, mas Gina disse meio agressiva.

"Não, Luna levará o Harry, fará isso, não, Luna?"

"Aaah, claro, com todo prazer", respondeu ela, alegremente, e Cho tornou a se sentar, desapontada.

"Como saímos?", perguntou Harry a Neville.

"Por aqui.", ele levou Harry e Luna para um canto, onde um pequeno armário se abria para uma escada íngreme. "Surge a cada dia em um lugar diferente, por isso, nunca conseguiram encontrá-la. O único problema é que nós nunca sabemos exatamente onde vamos parar quando saímos. Cuidado, Harry, há sempre patrulhas nos corredores à noite."

"Tudo bem. Vemos vocês daqui a pouco."

Ele e Luna subiram correndo a escada e desapareceram.

Pouco depois Rony e Hermione saíram com a desculpa de que precisavam ir à um banheiro.

Por um tempo, todos esperaram quietos, até que começaram a especular porque Harry precisaria do diadema, oque estaria acontecendo, se Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado já estaria em Hogwarts...

"Oque você queria dizer antes de sairmos?", perguntou Fred, observando Violett, preocupado.

"Ah... Agora não é o melhor momento para falar sobre isso.", ele concordou, incerto, e sentou-se no braço da poltrona onde a esposa se encontrava.

Não demorou e mais pessoas surgiram pela passagem. Kingsley e Lupin apareceram juntos, e menos de cinco minutos depois, enquanto todos tentavam explicar à eles oque estava acontecendo, Olívio Wood, Katie Bell, Angelina Johnson e Alícia Spinnet apareceram. Depois disso foi só questão de um pouco mais de tempo até que Gui, Fleur, o Sr. e a Sra. Weasley aparecessem também.

"Ginevra Molly Weasley! Quem te deu permissão para vir lutar?!"

"Ahn... O Jorge.", o ruivo acenou, aparentemente muito orgulhoso de si, e os demais riram.

A Sra. Weasley até que tentou prolongar sua bronca, mas Fred e Jorge começaram a descontrair os mais novos com suas piadas e a voz da mulher se perdeu em meio as conversas.

O tempo passou. A tensão só fazia aumentar quando Harry e Luna apareceram.

"Harry, que está acontecendo?", perguntou Lupin, indo ao seu encontro no pé da escada.

"Voldemort está a caminho, estão barricando a escola... Snape fugiu... Que estão fazendo aqui? Como souberam?"

"A mensagem que recebemos convocava todos.", explicou Fred. "Você não esperava que o pessoal fosse perder a festa, Harry, e a Armada de Dumbledore avisou a Ordem da Fênix, e a coisa virou uma bola de neve."

"Que vai ser primeiro, Harry?", perguntou Jorge. "Que está acontecendo?"

"Estão evacuando os alunos menores, e todos vão se encontrar no Salão Principal para nos organizarmos.", disse Harry. "Vamos lutar."

Ergueu-se um forte brado e uma onda de pessoas avançou para a escada; Harry foi empurrado contra a parede quando elas passaram apressadas, uma mistura de membros da Ordem da Fênix, da Armada de Dumbledore e da antiga equipe de quadribol de Harry, todas empunhando varinhas, em direção ao interior do castelo.

"Vamos, Luna!", chamou Dino ao passar, estendendo-lhe a mão livre; ela segurou-a e acompanhou o amigo escada acima. A multidão foi rareando: apenas um grupinho de pessoas permaneceu na Sala Precisa, e Harry se reuniu a elas.

A Sra. Weasley debatia-se com Gina. Em torno das duas, Lupin, Fred, Violett, Jorge, Gui e Fleur.

"Você é menor de idade!", gritava a Sra. Weasley para a filha quando Harry se aproximou. "Não vou permitir! Os rapazes, sim, mas você tem que voltar para casa."

"Não vou voltar!", os cabelos de Gina esvoaçavam enquanto ela tentava soltar o braço do aperto da mãe. "Estou na Armada de Dumbledore..."

"... Um bando de adolescentes!"

"Um bando de adolescentes que está disposto a enfrentar ele , o que mais ninguém se atreveu a fazer!", replicou Fred.

"Ela tem dezesseis anos!", gritou a Sra. Weasley. "Não tem idade suficiente! Que é que Jorge tinha na cabeça quando a trouxe junto?!"

O ruivo pareceu um pouco envergonhado.

"Mamãe tem razão, Gina.", disse Gui, delicadamente. "Você não pode lutar. Todos os menores de idade terão de se retirar, é o certo."

"Não posso ir para casa!", gritou Gina, lágrimas de raiva brilhando em seus olhos. "Toda a minha família está aqui, eu não suportaria ficar lá sozinha, esperando sem saber e..."

Seus olhos encontraram os de Harry. Ela o olhou suplicante, mas ele sacudiu a cabeça e a garota lhe deu as costas amargurada.

"Ótimo.", disse, com os olhos na entrada do túnel para o Cabeça de Javali. "Vou dizer adeus então e..."

Ouviram alguma coisa raspando e um forte baque: alguém mais saíra do túnel, desequilibrara-se um pouco e caíra. O homem se guindou para a cadeira mais próxima, olhou ao redor através dos óculos tortos e perguntou:

"Cheguei tarde demais? Já começou? Acabei de saber, então eu... Eu..."

Percy embatucou e se calou. Evidentemente, não tinha esperado topar com quase toda a família. Houve um longo momento de espanto, rompido por Fleur que se virou para Lupin e falou, em uma tentativa muito transparente de quebrar a tensão:

"Entam... come vai o pequene Tedí?" 

Lupin piscou os olhos, espantado. O silêncio entre os Weasley pareceu se solidificar, como gelo.

"Eu... Ah, sim... Está ótimo!", respondeu Lupin em voz alta. "É, a Tonks está com ele... Na casa da mãe."

Percy e os outros Weasley continuavam a se encarar, paralisados.

"Olhe, tenho uma foto!", gritou Lupin, puxando uma foto do bolso interno do blusão e mostrando-a a Fleur, Violett e Harry, um bebezinho com um tufo de cabelos turquesa-berrante, acenando os punhos gorduchos para a máquina fotográfica.

"Fui um tolo!", bradou Percy, tão alto que Lupin quase deixou cair a foto. "Fui um idiota, um covarde pomposo, fui um... Um..."

"Cego pelo Ministério, um renegador da família, um debiloide sedento de poder." concluiu Fred. Violett o olhou repreensiva.

"É seu irmão!", ela sussurrou, embora não fosse a melhor pessoa para começar uma palestra sobre boas relações com irmãos.

Percy engoliu em seco.

"Fui tudo isso!"

"Bem, você não poderia falar com maior justeza.", disse Fred, estendendo a mão ao irmão.

A Sra. Weasley caiu no choro. Avançou correndo, empurrou Fred para o lado e puxou Percy para um abraço de sufocar, enquanto ele retribuía com palmadinhas em suas costas, com os olhos no pai.

"Desculpe, papai.", pediu Percy. O Sr. Weasley piscou rapidamente, então, ele também apressou-se a abraçar o filho.

"Que o fez tomar juízo, Percy?", perguntou Jorge.

"Eu já vinha tomando há algum tempo.", respondeu ele, enxugando os olhos por baixo dos óculos com uma ponta da capa de viagem. "Mas precisava encontrar um modo de sair e não é fácil, no Ministério não param de prender traidores. Consegui fazer contato com Aberforth e ele me avisou faz dez minutos que Hogwarts ia resistir, então vim."

"Bem, esperamos que os nossos monitores assumam a liderança em momentos como esses.", disse Jorge, em uma boa imitação do tom mais pomposo de Percy. "Agora vamos subir e lutar, ou não sobrará bons Comensais da Morte para nós."

"Então, vocês agora são minhas cunhadas?", perguntou Percy, apertando a mão de Fleur e então a de Violett enquanto se apressavam a subir as escadas com Gui, Fred e Jorge.

"Gina!", bradou a Sra. Weasley. A garota estava tentando, sob o disfarce da reconciliação, subir furtivamente.

"Molly, vou dar uma sugestão.", disse Lupin. "Por que Gina não fica aqui, pelo menos permanecerá no castelo e saberá o que está acontecendo, mas não estará no meio da batalha?"

"Eu..."

"É uma boa ideia.", disse o Sr. Weasley, com firmeza. "Gina, você fica aqui nesta sala, ouviu?"

Gina não pareceu gostar muito da ideia, mas sob o olhar raramente severo do pai concordou. O Sr. e a Sra. Weasley e Lupin se encaminharam também para a escada.

"Onde está Rony?", perguntou Harry. "Onde está Hermione?"

"Já devem ter subido para o Salão Principal.", falou o Sr. Weasley por cima do ombro.

"Não os vi passar.", respondeu Harry.

"Eles disseram alguma coisa sobre um banheiro", disse Gina. "pouco depois de você sair."

"Um banheiro?"

Harry atravessou a sala a passos largos em direção a uma porta que abria para fora da Sala Precisa e verificou o banheiro além. Estava vazio.

"Você tem certeza de que eles disseram banh...?"

Mais uma vez, Harry tornou a ficar tonto, mas sacudiu a cabeça e liderou o grupo até o Salão Principal.

. . .

A abóbada encantada do Salão Principal estava escura e salpicada de estrelas, e abaixo viam-se as quatro longas mesas ocupadas por alunos desarrumados, alguns de capas de viagem, outros de robes. Violett sentiu seu estômago revirar e a saudade da velha Hogwarts lhe abateu.

Aqui e ali, brilhavam os vultos branco-perolados dos fantasmas da escola. Todos os olhares, dos vivos e dos mortos, fixavam-se na professora McGonagall, que falava de cima de uma plataforma no fundo do salão. Atrás dela, achavam-se, em pé, os demais professores, inclusive o centauro baio, Firenze, e os membros da Ordem da Fênix que tinham vindo lutar.

"A evacuação será supervisionada pelo sr. Filch e por Madame Pomfrey. Monitores, quando eu der a ordem, vocês organizarão os alunos de suas Casas e os levarão, enfileirados, ao lugar da retirada."

Muitos alunos pareciam petrificados. Entretanto, Ernesto Macmillan se levantou, confiante, à mesa da Lufa-Lufa e perguntou:

"E se eu quiser ficar e lutar?"

Ouviram-se breves aplausos.

"Se você for maior de idade, pode ficar.", definiu McGonagall.

"E as nossas coisas?", perguntou uma garota à mesa da Corvinal. "Nossos malões, nossas corujas?"

"Não temos tempo para recolher pertences.", respondeu a professora. "O importante é sair daqui são e salvo."

"Onde está o professor Snape?", gritou uma garota à mesa da Sonserina.

"Para usar a expressão vulgar, ele se mandou.", esclareceu a professora, e ouviu-se uma grande ovação nas mesas da Grifinória, Lufa-Lufa e Corvinal. "Já fizemos a proteção ao redor do castelo,", continuava a professora. "mas é pouco provável que dure muito tempo, a não ser que a reforcemos. Portanto, devo pedir a vocês que andem rápida e calmamente e façam o que os seus monitores..."

Suas palavras finais, no entanto, foram abafadas por outra voz que ecoou pelo salão. Era aguda, clara e fria: não era possível identificar sua origem; parecia sair das próprias paredes. Tal como o monstro que, no passado, ela comandara, poderia estar ali, em estado de latência, havia séculos.

"Sei que estão se preparando para lutar."

Ouviram-se gritos entre os alunos, alguns se abraçaram, aterrorizados, enquanto procuravam ao redor de onde vinha aquele som.

"Seus esforços são inúteis. Não podem lutar comigo. Não quero matar vocês. Tenho grande respeito pelos professores de Hogwarts. Não quero derramar sangue mágico."

Fez-se, então, silêncio no salão, o tipo de silêncio que comprime os tímpanos, que parece vasto demais para ser contido entre paredes.

"Entreguem-me Harry Potter", disse a voz de Voldemort. "e ninguém sairá ferido. Entreguem-me Harry Potter, e não tocarei na escola. Entreguem-me Harry Potter e serão recompensados. Terão até meia-noite."

O silêncio tornou a engoli-los. Todas as cabeças se viraram, todos os olhares no salão pareciam ter encontrado Harry, para mantê-lo congelado à luz de milhares de raios invisíveis. Então, uma pessoa se levantou à mesa da Sonserina e Violett reconheceu Pansy Parkinson, no momento em que ela esticou para o alto um braço trêmulo e gritou:

"Mas ele está ali! Potter está ali! Agarrem ele!"

Antes que Harry pudesse falar, houve um movimento massivo. Os alunos da Grifinória tinham se erguido à sua frente e encaravam, não Harry, mas os colegas da Sonserina. Em seguida, os da Lufa-Lufa se puseram de pé e, quase no mesmo momento, os da Corvinal, todos de costas para Harry, todos olhando para Pansy e então, sacando suas varinhas.

"Obrigada, Srta. Parkinson.", disse a professora McGonagall, em tom seco. "Será a primeira a deixar o salão com o sr. Filch. Se os demais alunos de sua Casa puderem acompanhá-la..."

Violett ouviu o atrito dos bancos no chão e o barulho dos alunos da Sonserina saindo pelo lado oposto do salão.

"Os alunos da Corvinal em seguida!", gritou a professora. Lentamente, as quatro mesas se esvaziaram.

A da Sonserina ficou completamente deserta, mas alguns alunos mais velhos da Corvinal continuaram sentados depois que os colegas saíram: um número ainda maior de alunos da Lufa-Lufa ficou para trás, e metade da Grifinória não deixou os bancos, e foi preciso a professora McGonagall descer da plataforma para fazer os menores de idade saírem.

"Absolutamente não, Creevey, vá! E você, Peakes!"

Harry correu para os Weasley, todos sentados juntos à mesa da Grifinória.

"Onde estão Rony e Hermione?"

"Você não os encon...?", começou o Sr. Weasley, preocupado. Parou, no entanto, de falar: Kingsley se adiantara na plataforma para se dirigir aos que tinham permanecido.

"Temos apenas meia hora até a meia-noite, portanto precisamos agir com rapidez! Os professores de Hogwarts e a Ordem da Fênix concordaram com um plano de batalha. Os professores Flitwick, Sprout e McGonagall vão levar grupos de combatentes ao topo das três torres mais altas: Corvinal, Astronomia e Grifinória; dali terão uma visão abrangente e ótimas posições para lançar seus feitiços. Nesse meio-tempo, Remo,", ele indicou Lupin. "Arthur", ele apontou para o sr. Weasley, sentado à mesa da Grifinória. "e eu levaremos grupos para os jardins. Precisaremos de alguém para organizar a defesa das entradas das passagens para a escola..."

"Parece trabalho para nós.", falou Fred em voz alta, indicando a si mesmo, Jorge e a Violett, e Kingsley aprovou com um aceno de cabeça.

"Muito bem, os líderes subam aqui para dividirmos as tropas!"

"Potter,", disse a professora McGonagall, correndo para Harry quando os estudantes invadiram a plataforma, se empurrando para se posicionar, recebendo instruções. "você não devia estar procurando alguma coisa?"

"Quê! Ah, ah, sim!", exclamou o garoto.

"Então vá, Potter, vá!"

"Certo... É..."

Olhares o acompanharam quando saiu correndo do Salão Principal para o saguão ainda apinhado de alunos que se retiravam.

"Ótimo...", disse Fred, alguns segundos depois de Harry sumir. "Então, existem sete passagens secretas..."

"Eu, Angelina e Alicia ficamos com a da bruxa de um olho só.", anunciou Violett, as outras meninas balançaram as cabeças em concordância. Fred hesitou, pois não queria separar-se da esposa, mas deixou-a ir.

Juntas, as meninas correram para fora do Salão Principal, Violett um pouco à frente.

"Tem uma passagem naquela estátua?", perguntou Angelina, varinha em punho.

"Tem, ué!"

"Desde quando?", Violett riu.

"Desde sempre, eu acho!"

"E a traíra não nos contou?!", protestou Alícia.

"Jura que vocês acham que agora é a melhor hora para falar disso?", Violett parou e olhou para as amigas, sombrancelha arqueada. Ela sacudiu a cabeça e voltou a correr. Não sabia quanto tempo tinha até a meia-noite quando a estrutura do castelo balançou, uma janela quebrou e um feitiço decapitou uma velha estátua.

Começou., pensou Violett, ainda correndo.


Notas Finais


Eu juro solenemente que não vou fazer nada de bom!
Que os jogos comecem! Kkkkkk pois é, o troco vai ficar pesado agora huahuahua.
Preparados pra essa semana? Porque eu definitivamente não estou!
Malfeito feito!


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