História A filha de Severo Snape - Capítulo 131


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Categorias Harry Potter
Personagens Fred Weasley, Jorge Weasley, Personagens Originais
Tags Harry Potter
Visualizações 151
Palavras 5.558
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Deu duas horas e eu nem percebi kkkkkk desculpem e...
NÃO ME MATEM!
Boa leitura, pudinzinhos!

Capítulo 131 - Capítulo 131


Ao chegarem perto da estátua da velha bruxa de um olho só, Violett pressionou a orelha na parede na esperança de poder ouvir alguém que tentasse entrar por ali, mas não havia ninguém.

O castelo tremeu mais uma vez. Algo pesado atingiu o andar de cima, fazendo o teto balançar e poeira cair sobre as três jovens.

Ninguém passou por ali. Ninguém tentou entrar no castelo pela passagem. Nada aconteceu por muito tempo, até que Gina passou correndo pelo corredor em que Violett e as outras se encontravam.

"Gina?! Gina!", gritou Violett, chamando a atenção da ruiva. "Você saiu da Sala Precisa?!"

"Foi preciso...", ela ofegou. "Harry, Rony e Hermione... Iam usar a Sala..."

Ela devia estar correndo há um bom tempo.

"Você viu Fred?", foi a única coisa que surgiu na mente de Violett. A ruiva concordou, olhando por cima do ombro, preocupada.

"Está pra lá... Mandou eu correr... Ele e Percy... Comensais... A coisa tá feia."

Desesperada, Violett olhou para Angelina e Alícia, que concordaram, ambas preocupadas.

"Vai lá ajudar ele.", disse Angelina.

Violett assentiu, e já estava correndo quando gritou por cima do ombro:

"Fique aí, Gina! Ajude-as!"

Desejava ter podido mandar a menina para um lugar seguro, mas Angelina e Alícia deveriam bastar de proteção para ela, não havia outra forma.

Correndo pelo corredor pelo qual viera Gina, ao longe era possível ver sete pessoas duelando. Duas usavam capas pretas e máscaras.

Fred tem que estar ali., pensou Violett, correndo, para então conseguir distinguir o marido, Percy, Rony, Harry, Hermione, o Ministro caído no chão e um outro Comensal na mesma situação que ele. E tudo aconteceu rápido demais.

"Você está brincando, Perce!", foi o grito de Fred quando o ar explodiu.

Violett não estava perto demais para ser atingida, mas a força da explosão a jogou para trás e sufocou seu grito.

Soterrados pelos emcombros do corredor, imersos numa nuvem de poeira, ninguém conseguiu ver nada. Violett teria ficado ali, caída, por tempo indefinido tentando recobrar os sentidos se não fosse um instinto maior dizendo-lhe para correr. Não para longe, mas para o corredor que acabara de ser bombardeado.

Aproximando-se mais, ouviu gemidos de dor e algumas tosses.

"Fred!", gritou, subindo nas pedras e tirando algumas do seu caminho até achar o corpo do marido caído ao lado dos dois irmãos. Harry e Hermione estavam mais distantes. Não havia sinal dos Comensais, provavelmente estavam soterrados. "Fred! Acorda pelo amor de Deus!"

Percy se levantou num assomo igualmente à Rony, que tiravam algumas pedras de cima das pernas do irmão.

Silêncio.

A dura realidade chegava ao peito de Violett e lágrimas brotavam de seus olhos quando Fred tossiu e arquejou. Lentamente ele abriu os olhos.

"Violett? Eu... Morri?"

Ela lhe deu um tapa no braço.

"Nunca mais faça isso! Nunca mais me deixe tão preocupada! Eu achei que você tinha morrido de verdade! Grande imbecil! Idiota!", a jovem então o abraçou com força e o beijou. "Se você chegar perto de morrer de novo, eu juro que vou te bater tanto, mas tanto, que você vai desejar ter morrido mesmo!"

Fred riu. Uma gargalhada alta e pura, e puxou Violett para outro beijo.

Harry pigarreou.

"Ah, pelo amor de Deus! Será que ninguém percebeu que estamos no meio de uma guerra!"

Vermelha, Violett se levantou e estendeu a mão, ajudando o marido a fazer o mesmo.

"Abaixem-se!", gritou Harry, ao ver que feitiços cortavam a noite e adentravam o castelo. "Temos que sair daqui!"

Hermione gritou e Violett, virando-se, não precisou perguntar o porquê.

Uma aranha monstruosa do tamanho de um automóvel compacto estava tentando trepar pelo enorme rombo na parede. Rony e Harry gritaram juntos; seus feitiços colidiram e o monstro foi rechaçado, suas pernas sacudiram freneticamente, e ele perdeu-se na escuridão.

"Ela trouxe os amigos!", Harry alertou os outros. Violett correu o olhar pelos muros do castelo, através do buraco que os feitiços tinham aberto: mais aranhas gigantescas vinham subindo pelo lado da construção, libertadas da Floresta Proibida por onde deviam ter penetrado os Comensais da Morte.

Harry lançou Feitiços Estuporantes contra as invasoras, derrubando o monstro que as liderava em cima das companheiras, fazendo-as rolar fachada abaixo e desaparecer. Então, mais feitiços voaram sobre a cabeça deles.

"Vamos sair, AGORA!"

No fim do corredor, que agora se enchia de pó e destroços de alvenaria, de vidros das janelas há muito estourados, Violett viu muitas pessoas avançando e recuando; se eram amigas ou inimigas, ela não saberia dizer. Dobrando um canto, Percy soltou um fortíssimo berro “ROOKWOOD!”, e correu em direção a um homem alto, que perseguia uns estudantes.

Simplesmente deixou os cinco sozinhos e Fred piscou, meio atordoado.

"Harry, entra aqui!", chamou Hermione. Ela puxara Rony para trás de uma tapeçaria e Violett os seguiu junto do marido. Aparentemente Hermione não se importou, pois não fez nenhuma objeção, mas quando falou, dirigiu-se somente a Harry e Rony.

"Nós somos os únicos que podemos pôr fim a isso! Precisamos da cobra, temos que matá-la!" disse a menina. "Harry, você precisa descobrir onde Voldemort está, porque a cobra está com ele, não? Faça isso, Harry... Espie a mente dele!"

Harry fechou os olhos por um minuto e ofegou ao abri-los.

"Ele está na Casa dos Gritos. A cobra está com ele, tem uma espécie de proteção mágica em volta. E ele acabou de mandar Lúcio Malfoy buscar Snape."

"Voldemort está sentado na Casa dos Gritos?!", exclamou Hermione, indignada. "Ele não... Ele não está nem lutando?"

"Acha que não precisa lutar. Acha que vou procurá-lo."

"Mas por quê?"

"Ele sabe que quero as Horcruxes... Está mantendo Nagini junto dele... Obviamente eu terei de procurá-lo para me aproximar daquela coisa..."

Violett mordeu o lábio.

"Uhn... Desculpa, mas... Oque é uma Horcrux?"

"O pedaço da alma de alguém. Voldemort tem seis.", explicou Hermione como se fosse a coisa mais normal do mundo. Violett piscou, aturdida.

"Certo.", falou Rony, aprumando os ombros. "Logo, Harry não pode ir, se é o que ele quer, o que está esperando. Você fica aqui e cuida da Hermione, e eu irei pegar..."

Harry interrompeu-o.

"Vocês ficam aqui. Irei com a Capa da Invisibilidade e voltarei assim que..."

"Não,", discordou Hermione. "faz muito mais sentido eu levar a capa e..."

"Nem pense nisso.", disse Rony, rispidamente.

"Rony, sou tão capaz quanto você!", Hermione protestou.

"Se vocês não se importarem e confiarem em mim, eu posso ir.", ofereceu-se Violett. "Voldemort não espera que eu apareça e até posso me passar pela Julie."

"Não é má ideia...", especulou Harry, mas antes que ele pudesse terminar de falar, a tapeçaria no alto da escada em que estavam foi rasgada.

"POTTER!"

Dois Comensais da Morte mascarados achavam-se parados ali, mas, antes que pudessem acabar de erguer suas varinhas, Hermione ordenou:

"Glisseo! Os degraus sob seus pés se achataram formando um plano inclinado pelo qual ela, Harry, Rony_ Violett e Fred despencaram, incapazes de controlar a sua velocidade, tão alta que os Feitiços Estuporantes dos Comensais da Morte passaram muito acima de suas cabeças.

Os bruxos atravessaram a tapeçaria que os ocultava e rolaram pelo chão, batendo na parede oposta.

"Duro!", gritou Hermione, apontando a varinha para a tapeçaria, e eles ouviram dois baques fortes e nauseantes quando a tapeçaria virou pedra e os Comensais que os perseguiam desabaram com a colisão.

"Para trás!", gritou Rony, e os três se achataram contra uma porta no momento em que passou por eles um trovejante rebanho de carteiras a galope, pastoreadas por uma professora McGonagall velocista.

Aparentemente não reparou neles: seus cabelos tinham se soltado e havia um corte em seu rosto. Quando virou o canto, eles a ouviram ordenar: "ATACAR!".

"Harry, vista a capa,", disse Violett. "não se incomode conosco..."

Ele, porém, atirou a capa sobre Rony e Hermione também.

"Desculpa, mas a capa não cobre nós cinco.", Fred e a esposa concordaram, olhando para o lugar em que os três estiveram e que agora só havia seus pés.

Eles desceram a escada seguinte, Fred e Violett seguindo os pés dos demais, e toparam com um corredor repleto de combatentes. Os quadros de cada lado estavam cheios de figuras que gritavam conselhos e incentivos, enquanto os Comensais da Morte, tanto os mascarados quanto os sem máscara, duelavam com estudantes e professores.

Dino duelava cara a cara com Dolohov e Parvati enfrentava Travers. Violett e Fred ergueram imediatamente as varinhas, prontos para atacar, mas os adversários zanzavam para aqui e para ali de tal modo que, se eles disparassem feitiços, era grande a probabilidade de ferir um aliado. Ainda em posição, esperando uma oportunidade para agir, ouviram um guincho agudíssimo e, erguendo os olhos, Violett viu Pirraça que sobrevoava a cena, disparado, despejando vagens de Arapucosos nos Comensais da Morte, cujas cabeças eram subitamente engolfadas por túberas verdes que se mexiam como gordos vermes.

"Irque!"

Um punhado delas batera na capa sobre a cabeça de um dos três; as raízes verdes e pegajosas pararam absurdamente no ar enquanto um deles tentava sacudi-las fora.

"Tem alguém invisível lá!", gritou um Comensal da Morte mascarado, apontando para perto de Fred.

Dino tirou partido da momentânea distração do Comensal e derrubou-o com um Feitiço Estuporante; Dolohov tentou retaliar, e Parvati lançou contra ele um Feitiço do Corpo Preso.

"VAMOS EMBORA!", berrou Harry. Os cinco saíram correndo, escorregando um pouco nas poças de sumo de Arapucosos, em direção à escadaria de mármore do saguão de entrada.

"Sou Draco Malfoy, sou Draco, estou do seu lado!"

Draco estava no alto da escadaria, se defendendo de outro Comensal mascarado. Um dos que estavam sob a capa estuporou o Comensal quando passaram: o loiro olhou para os lados, sorridente, procurando o seu salvador, e alguém deu-lhe um murro por baixo da capa. Draco caiu para trás por cima do Comensal, a boca sangrando, completamente pasmo. Ele olhava para Violett como que perguntando oque acontecera. Ela deu de ombros, a expressão dura de raiva.

"E essa é a segunda vez que salvamos sua vida hoje à noite, seu filho da mãe de duas caras!", berrou Rony.

Havia mais gente duelando por toda a escada e o saguão, havia Comensais da Morte para qualquer lugar que Violett olhasse: Yaxley, próximo às portas de entrada, dava combate a Flitwick, um Comensal da Morte mascarado duelava com Kingsley. Estudantes corriam em todas as direções, alguns carregando ou arrastando amigos feridos.

Fred achou seu pai no meio da confusão, lutando contra dois Comensais mascarados, e correu até ele. Violett o seguiu com o olhar, mas não teve muito tempo para fazer algo, um Feitiço Estuporante quase a acertou. Ela o redirecionou com a varinha e ele atingiu Yaxley, dando tempo ao professor Flitwick virar a luta e deixar o Comensal estatelado no chão.

Neville surgiu de algum lugar brandindo uma braçada de Tentáculos Venenosos, dos quais um espécime se enganchou feliz no Comensal mais próximo e começou a puxá-lo para si.

Violett estava pronta para atacar, mas algo lhe chamou a atenção. Julie corria para longe da confusão, uma expressão amedrontada no rosto. Parecia um bicho encurralado que ansiava por fugir.

"Parada!", gritou Violett, postando-se em frente à irmã.

Os olhos de Julie encontraram os dela. Ainda era estranho para ambas encarar o próprio espelho vivo.

"Eu sabia, sabia, que você apareceria. Está do lado dele, não é? É uma covarde! Ainda não acredito como podemos ser irmãs depois de tudo que você foi capaz de fazer! Devia te matar! Liquidá-la aqui mesmo!"

"Vá em frente.", Julie sussurrou. A voz dela falhou. "Termine com isso."

As mãos de Violett tremeram, sua cabeça girava. Ela tinha a chance, ela podia fazer isso, não podia? Julie já tinha estragado sua vida uma vez... Porque ela tinha falado com tanta convicção e agora suas palmas suavam?

Você ainda está viva, ela não te matou., uma voz lhe lembrou.

A batalha rolava solta à volta delas, ninguém se importava com as duas discutindo em meio à tudo aquilo. Alguém gritou o nome de Violett, mas ela não saberia dizer se era amigo ou inimigo.

Julie suspirou.

"Acabe com isso."

Ela abriu os braços, como se fosse abraçar a morte, como se já tivesse aceitado oque viria à seguir, e deixou a varinha cair.

Com honra e cabeça erguida. Ela nunca baixa a cabeça, para ninguém., Violett viu mais uma das tantas diferenças que tinha com a irmã. Julie segue à si mesma, ela não pertence à ninguém, não precisa se importar com os efeitos das suas decisões para os outros. Ela acha que ninguém vai se importar se ela morrer. Mentira.

"Eu já desgracei sua vida uma vez, Violett. Tire o peso de uma irmã problemática das suas costas. Você é maravilhosa, é oque eu sempre desejei ser, mesmo que nunca tenha admitido isso nem para mim mesma. Você já lutou tanto, vá em frente. Pode fazer isso."

"Você quer morrer?"

A pergunta de Violett surpreendeu até a si mesma, mas Julie sorriu mesmo assim. Um sorriso fraco, mas sincero.

"Não me pergunte isso. Eu prefiro morrer nas suas mãos do que na deles."

Mas apesar do que tinha dito, apesar do quanto ela tentasse soar e parecer durona e do rancor que guardava por ter sido presa. Violett nunca se perdoaria se descesse ao nível de Voldemort e seus seguidores, capazes de matar sem se importar.

"Eu... Não posso."

"Eu achei que não poderia.", Julie não soava feliz por não ter sido morta, mas parecia ter pena. Pena de Violett.

Devagar, ela se abaixou e pegou sua varinha, mas não tinha a intenção de atacar.

"Me desculpe... Eu tenho que ir. Não espero que acredite depois de tudo, mas eu estou do seu lado. E ele também."

Sem mais nem menos, Julie saiu correndo, desviando feitiços que vinham em sua direção.

Violett desejou ter gritado, parado a irmã, dito alguma coisa, mas nada saiu. Ela despertou quando Hermione a chamou. Só era possível ver três pares de pés, mas Harry, Rony e Hermione estavam lá, ao pé da escadaria, escondidos sob a Capa da Invisibilidade.

Violett desceu correndo a escadaria de mármore: vidros estilhaçaram à sua esquerda e a ampulheta da Sonserina que registrava os pontos da Casa vazou as esmeraldas pelo recinto, fazendo as pessoas escorregarem e se desequilibrarem ao fugir. Dois corpos caíram da galeria no alto quando os garotos chegaram ao térreo, e um borrão cinzento, que Violett pensou ser um animal, correu sobre quatro patas pelo saguão e cravou os dentes em um dos caídos.

"NÃO!", guinchou Hermione, e com um jato ensurdecedor de sua varinha, Lobo Greyback foi arremessado para longe do corpo ainda vivo de Lilá Brown.

Ele se chocou com os balaústres de mármore e tentou se pôr de pé. Então, com um cintilante lampejo branco e um estalo, uma esfera de cristal atingiu-o na cabeça e ele desmontou no chão, e não mais se mexeu.

"Tenho mais!", gritou a professora Trelawney, do alto da escada. "Mais para quem quiser! Aqui vai..."

E com um movimento que lembrava um serviço de tênis, ela ergueu outra enorme bola de cristal da bolsa, acenou com a varinha no ar e fez a bola disparar pelo saguão e atravessar uma janela, destroçando-a. No mesmo momento, as pesadas portas de madeira da entrada se escancararam, e mais aranhas gigantes forçaram a entrada no saguão.

Berros de terror cortaram o ar: os combatentes se dispersaram, tanto Comensais da Morte quanto Hogwartianos, e jatos de luz vermelha e verde foram lançados no meio dos monstros atacantes, que estremeciam e se empinavam, mais pavorosos que nunca.

"Como vamos sair?", berrou Rony, mais alto que a gritaria geral, mas, antes que qualquer um deles pudesse responder, foram empurrados para o lado: Hagrid desceu trovejando, brandindo seu florido guarda-chuva rosa.

"Não machuquem elas, não machuquem elas!", berrava.

"HAGRID, NÃO!", Harry saltou de baixo da capa e correu abaixado para evitar os feitiços que iluminavam todo o saguão. "HAGRID, VOLTE AQUI!"

Ele, no entanto, não cobrira sequer a metade da distância até Hagrid, quando viu acontecer: Hagrid desapareceu entre as aranhas e, com grande correria e um movimento de enxame, elas se retiraram sob uma barragem violenta de feitiços, Hagrid soterrado no meio delas.

"HAGRID!"

Hermione chamou Harry, berrou seu nome, mas ele não voltou. Precipitou-se pelos degraus da entrada em direção aos jardins escuros, e o enxame de aranhas se afastava com sua presa. Não era possível ver parte alguma de Hagrid.

"HAGRID!"

Violett pensou ter avistado um enorme braço acenando em meio às aranhas, mas, quando Harry fez menção de persegui-las, seu caminho foi barrado por um pé monumental, que baixou da escuridão e fez estremecer o chão em que pisou.

Violett ergueu a cabeça: havia um gigante parado a alguns metros dela, seis metros de altura, a cabeça oculta nas sombras, nada exceto canelas peludas e grossas como troncos de árvores iluminadas pelas luzes do castelo. Com um movimento brutal, ele enfiou o punho maciço por uma janela dos andares superiores e o vidro choveu sobre o local forçando várias pessoas a recuarem para a proteção do portal de entrada.

"Ah, meu Deus!", guinchou Hermione, quando ela, Rony e Violett alcançaram Harry e olharam para o gigante, que agora tentava gadunhar gente pela janela.

"NÃO!", berrou Rony, agarrando a mão de Hermione quando ela ergueu a varinha. "Se você o estuporar, ele achatará metade do castelo..."

"HAGGER?"

Um gigante meio miúdo para o tamanho do outro surgiu surgiu correndo pela quina do castelo. O monstro gargantuano, que tentava esmagar gente nos andares altos, olhou para o lado e soltou um rugido. Os degraus de pedra vibraram quando ele se voltou pesadamente para o seu pequeno parente, e a boca torta do gigante miúdo se abriu, deixando à mostra dentes amarelos do tamanho de tijolos; então eles se atiraram um ao outro com a selvageria de leões.

"CORRAM!", berrou Harry; a noite se enchia de gritos medonhos e pancadas de gigantes em luta, e ele segurou a mão de Violett e saiu disparado pelos degraus de acesso aos jardins, Rony seguiu-os, segurando a mão de Hermione. 

Eles corriam tão depressa que já estavam a meio caminho da Floresta quando foram novamente barrados. O ar ao redor congelara: a respiração de Violett ficou presa e solidificou em seu peito. Sombras saíram da escuridão, vultos rodopiantes de puro negrume deslocavam-se em uma grande onda em direção ao castelo, os rostos ocultos sob o capuz e a respiração estertorante...

Rony, Hermione e Violett se colocaram dos lados de Harry quando os ruídos da batalha às suas costas repentinamente silenciaram, morreram, porque caía denso sobre a noite um silêncio que somente os dementadores poderiam trazer...

"Vamos, Harry!", chamou Hermione. "Patronos, Harry, vamos!"

Ele ergueu a varinha, mas nada aconteceu.

"ANDA, HARRY!", gritou Hermione.

Cem dementadores vinham avançando, deslizando ao encontro deles. Violett viu o terrier prateado de Rony irromper no ar, brilhar fracamente e se extinguir e a lontra de Hermione girar no ar e se dissolver. Agarrando-se a melhor lembrança que tinha no momento, seu filho, Violett apertou sua varinha e uma raposa prateada marchou em volta de si, para então avançar até os dementadores. Uma lebre, um javali e outra raposa sobrevoaram sua cabeça e juntaram-se ao seu patrono, fazendo os dementadores recuarem ante a aproximação dos animais.

Mais três pessoas emergiram da escuridão para se postar ao lado de Harry, as varinhas em punho, continuando a conjurar Patronos: Luna, Ernesto McMillan e Simas Finnigan.

"Certo.", disse Luna em tom de incentivo, como se estivessem de volta à Sala Precisa e aquilo fosse simplesmente uma prática de feitiços para a Armada de Dumbledore. "Certo, Harry... vamos, pense em alguma coisa feliz..."

"Alguma coisa feliz?", disse ele, a voz quebrada.

"Ainda estamos todos aqui,", sussurrou ela. "ainda estamos lutando. Vamos, agora..."

Houve uma faísca prateada, depois uma luz vacilante, então, um veado prateado irrompeu da ponta da varinha de Harry. 

Ele avançou em um meio galope e agora os dementadores realmente se dispersaram e logo a noite amornou, mas os sons da batalha circundante ainda agrediam os ouvidos.

"Nem sei como agradecer a vocês.", disse Rony trêmulo, dirigindo-se a Ernesto e Simas. "Vocês acabaram de salvar..."

Com um rugido e um tremor de terra, outro gigante se precipitou da escuridão vindo da Floresta, brandindo uma clava maior do que qualquer um deles.

"CORRAM!", tornou Harry a gritar, mas eles não precisaram ouvir a ordem: todos se espalharam na hora certa, pois o pé descomunal da criatura baixou exatamente no lugar em que tinham estado parados.

Luna, Ernesto e Simas tinham voltado à luta e desaparecido de vista, mas Violett, Rony e Hermione seguiram Harry.

"Vamos sair da linha de fogo!", berrou Rony, quando o gigante tornou a girar a clava e seus urros ecoaram pela noite nos terrenos da escola, onde clarões vermelhos e verdes continuavam a iluminar a escuridão.

"O Salgueiro Lutador!", disse Harry. "Agora!"

De alguma forma, Violett emparedara as emoções em sua mente, confinara-as em um pequeno espaço para o qual ela não podia olhar agora: pensamentos sobre Fred, seu medo por aqueles que amava, espalhados dentro e fora do castelo, e até as palavras de Julie. Tudo precisaria esperar, porque eles tinham que correr, tinham que chegar à tal cobra porque era, como dizia Hermione, a única maneira de acabar com aquilo...

Ela correu velozmente, ignorando os jatos de luz que voavam pela escuridão à sua volta, o ruído do lago quebrando como o mar, e os rangidos da Floresta Proibida, embora fosse uma noite de calmaria; através dos jardins que pareciam ter, eles mesmos, se rebelado, Violett correu mais veloz do que jamais o fizera na vida, parando somente quando viu o grande Salgueiro que protegia o segredo em suas raízes com ramos que cortavam como chicotes.

Com a respiração ofegante, Harry desacelerou, rodeando os ramos socadores do Salgueiro, examinando na escuridão o seu grosso tronco, tentando localizar o nó único na casca da velha árvore que a paralisava.

"Como... Como vamos entrar?", ofegou Rony. "Poderia... Ver o lugar... Se ao menos tivéssemos... Bichento..."

"Bichento?", chiou Hermione, dobrada, segurando o peito. "Você é um bruxo ou não é?"

"Ah... Certo... É..."

Rony olhou em volta e em seguida apontou a varinha para um graveto no chão e disse:

"Wingardium Leviosa!"

O graveto ergueu-se do chão, girou no ar como se uma rajada de vento o apanhasse, então disparou certeiro contra o tronco entre os ramos do Salgueiro Lutador que balançavam agourentamente. Cravou direto em determinado ponto junto às raízes, e imediatamente a árvore se imobilizou.

"Perfeito!", ofegou Hermione.

"Esperem."

Harry hesitou e por um segundo, Violett também. No que tinha se metido? Porque se oferecera?

Porque é o certo., lembrou-se. Porque se conseguir, vai ajudar a todos.

"Harry, vamos com você, entre logo aí!", disse Rony, empurrando-o para a frente.

Harry se espremeu pela passagem de terra oculta pelas raízes da árvore e os outros três foram logo atrás. Pelo que Violett se lembrava, a passagem estava muito mais apertada do que da última vez que penetraram ali. O túnel tinha o teto baixo: eles precisaram se dobrar para atravessá-lo quase quatro anos antes, agora não havia opção exceto engatinhar.

Violett esperou encontrar barreiras a qualquer instante, mas não havia nenhuma. Eles se moveram em silêncio, o olhar de Harry fixo na luz oscilante da varinha que empunhava. Por fim, o túnel começou a se inclinar para o alto e a jovem viu adiante uma fresta de luz. Hermione deu um puxão no tornozelo de Harry.

"A capa!", sussurrou ela. "Vista a capa!"

Ele tateou às costas e ela empurrou em sua mão livre um embrulho de tecido escorregadio. Com dificuldade, ele puxou a Capa da Invisibilidade por cima do corpo e murmurou "Nox", apagando a luz da varinha e continuando a engatinhar o mais silenciosamente possível.

Então, Violett ouviu vozes que vinham da sala diretamente à frente, ligeiramente abafadas porque a abertura no final do túnel estava bloqueada por um objeto que parecia um velho caixote. Mal se atrevendo a respirar, eles avançaram cautelosos até a saída e espiaram por uma pequena fresta entre o caixote e a parede.

A sala estava mal iluminada, mas dava para ver Nagini, girando e se enrolando como se estivesse embaixo da água, protegida em uma encantada esfera de estrelas, que flutuava sem apoio no ar. Dava para ver a ponta de uma mesa e uma mão branca de dedos longos brincando com uma varinha. Então Severo falou, e o coração de Violett deu um salto: seu pai estava a centímetros do lugar em que ele se encolhia escondido.

"... Milorde, a resistência está entrando em colapso..."

"... E está fazendo isso sem a sua ajuda.", retorquiu Voldemort, com sua voz clara e aguda. "Mesmo sendo um bruxo competente, Severo, acho que você não fará muita diferença agora. Estamos quase chegando lá... Quase."

"Deixe-me procurar o garoto. Deixe-me trazer Potter. Sei que posso encontrá-lo, Milorde. Por favor."

Severo passou em frente à fresta e Violett recuou um pouco. Enquanto os outros focavam na cobra presa na esfera mágica, a jovem não conseguis tirar os olhos do pai, sua atenção estava presa em suas ações.

Voldemort se levantou. A morena o via agora, via seus olhos vermelhos e o rosto achatado e ofídico, sua palidez levemente luminosa na penumbra.

"Tenho um problema, Snape.", disse Voldemort, suavemente.

"Milorde?"

Voldemort ergueu a varinha, segurando-a com a delicadeza e a precisão de uma batuta de maestro. Violett reconheceu, era a varinha de Dumbledore. Seu coração acelerou novamente.

"Por que ela não funciona comigo, Severo?"

"Mi... Milorde?", replicou Snape, aturdido. "Não estou entendendo. O senhor realizou extraordinária magia com essa varinha."

"Não. Realizei a minha magia habitual. Sou extraordinário, mas esta varinha... Não. Ela não revelou as maravilhas prometidas. Não sinto diferença entre esta varinha e a que comprei de Olivaras tantos anos atrás."

O tom de Voldemort era reflexivo, calma.

"Não há diferença.", repetiu o bruxo ofídico. Severo não respondeu.

Violett não via seu rosto. Pôs-se a imaginar se ele perceberia o perigo, se estava tentando achar as palavras certas para tranquilizar o seu senhor. Voldemort começou a andar pela sala. Os quatro o perderam de vista por alguns segundos nos quais ele rondava, ainda falando naquele mesmo tom comedido.

"Estive refletindo longa e intensamente, Severo... Você sabe por que o fiz voltar da cena da batalha?"

E, por um momento, Violett viu o perfil de Severo: seus olhos estavam pregados na cobra que se enroscava na jaula encantada.

"Não, Milorde, mas peço que me deixe retornar. Me deixe encontrar Potter."

"Você parece o Lúcio falando. Nenhum dos dois compreende Potter como eu. Ele não precisa ser achado. Ele virá a mim. Conheço sua fraqueza, entende, seu grande defeito. Ele não suportará ver os outros caírem fulminados ao seu redor, sabendo que é por ele que estão morrendo. Irá querer pôr um fim nisso a qualquer custo. Ele virá."

"Mas, Milorde, ele pode ser morto acidentalmente por outra pessoa que não o senhor."

"Minhas instruções aos meus Comensais da Morte foram absolutamente claras. Capturem Potter. Matem seus amigos... Quanto mais melhor... Mas não o matem. Mas é sobre você que eu queria falar, Severo, e não Harry Potter. Você tem sido muito valioso para mim. Muito valioso."

"Milorde, sabe que só busco servi-lo. Mas... Me deixe ir procurar o garoto, Milorde. Deixe-me trazer Potter ao senhor. Sei que posso..."

"Já lhe disse, não!", exclamou Voldemort, e Violett percebeu um brilho vermelho em seus olhos quando ele se virou, o farfalhar de sua capa lembrando o rastejar de uma cobra. "Minha preocupação no momento, Severo, é o que irá acontecer quando eu finalmente me encontrar com o garoto!"

"Milorde, não pode haver dúvida, certamente...?"

"... Mas há uma dúvida, Severo. Há."

Voldemort fez uma pausa, e Violett ouviu-o claramente escorregando a varinha de Dumbledore entre seus dedos brancos, com os olhos em seu pai.

"Por que as duas varinhas que usei não funcionaram quando as apontei para Harry Potter?"

"Eu... Eu não sei responder, Milorde."

"Não sabe? Minha varinha de teixo fez tudo que lhe pedi para fazer, Severo, exceto matar Harry Potter. Falhou duas vezes. Olivaras me falou, sob tortura, dos núcleos gêmeos, me aconselhou a tomar a varinha de outro. Fiz isso, mas a varinha de Lúcio se partiu ao enfrentar a de Potter."

"Eu... Eu não tenho explicação, Milorde."

Severo não estava olhando para Voldemort no momento. Seus olhos negros continuavam fixos na cobra movimentando-se em sua esfera protetora.

"Procurei uma terceira varinha, Severo. A Varinha das Varinhas, a Varinha do Destino, a Varinha da Morte, tirei-a do seu dono anterior. Tirei-a do túmulo de Alvo Dumbledore."

Severo olhou para Voldemort, e seu rosto lembrava uma máscara mortuária. Estava branco-mármore e tão imóvel que, quando ele falou, foi um susto perceber que havia um ser vivente por trás dos seus olhos inexpressivos.

"Milorde... Me deixe ir até o garoto..."

"Durante toda essa longa noite, de vitória iminente, estive sentado aqui", disse Voldemort, sua voz pouco mais do que um sussurro. "pensando, pensando, por que a Varinha das Varinhas se recusa a ser o que deveria ser, se recusa a agir como a lenda diz que deve agir para o seu legítimo dono... E acho que sei a resposta."

Severo ficou calado.

"Talvez você já saiba, não? Afinal, você é um homem inteligente, Severo. Você tem sido um servo bom e fiel, e eu lamento o que terá de acontecer.", Violett sentiu seu coração diminuir. Por mais que ela negasse veementemente, Severo *era* seu pai. Nada mudaria os anos em que ele foi um bom pai, anos estes de mentira, mas Violett duvidava, somente agora, que ele teria fingido sentimento tão forte.

"Milorde..."

"A Varinha das Varinhas não pode me servir corretamente, Severo, porque não sou o seu verdadeiro dono. A Varinha das Varinhas pertence ao bruxo que matou o seu dono anterior. Você matou Alvo Dumbledore. Enquanto você viver, Severo, a Varinha das Varinhas não pode ser verdadeiramente minha."

"Milorde!", protestou Severo, erguendo a varinha.

"Não pode ser de outro modo.", replicou Voldemort. "Tenho que dominar a varinha, Severo. Domino a varinha e domino Potter, enfim."

E Voldemort cortou o ar com a Varinha das Varinhas. Ela não afetou Severo, que, por uma fração de segundo, pareceu pensar que sua execução fora temporariamente suspensa: então, a intenção de Voldemort se tornou evidente.

A jaula da cobra girava no ar, e, antes que Severo pudesse dar mais do que um grito, ela o envolvera, a cabeça e os ombros, e Voldemort falou algo em linguagem ofídica.

Ouviu-se um berro terrível. Violett viu o rosto do pai perder a pouca cor que lhe restava, embranquecer, e seus olhos negros se arregalarem quando as presas da cobra se cravaram em seu pescoço, pois não conseguira repelir a jaula encantada para longe, seus joelhos cederam e ele caiu ao chão. O grito de pavor de Violett foi sufocado, tamanho era o choque que sua voz não saiu. Seus olhos ardiam e deles escorriam lágrimas gordas.

"Lamento.", disse Voldemort, friamente.

O Lorde das Trevas virou-se para sair; não havia tristeza alguma nele, remorso algum. Estava na hora de deixar a casa e assumir o comando, com a varinha que agora lhe obedeceria perfeitamente. Apontou-a para a jaula estrelada que continha a cobra, e ela se elevou, afastando-se de Severo, caído de lado no chão, o sangue esguichando dos ferimentos no pescoço.

Voldemort saiu imponente da sala sem sequer olhar para trás, e a grande cobra acompanhou-o flutuando em sua enorme esfera protetora.

"Harry!", sussurrou Hermione às costas do garoto, mas ele já apontara a varinha para o caixote que bloqueava sua visão. O objeto se ergueu uns três centímetros no ar e se deslocou sem ruído para o lado. Silenciosamente, ele se guindou para dentro da sala.

Tremendo e chorando, Violett o seguiu. Uma mistura de arrependimento e tristeza abateu-a. Ela se ajoelhou ao lado de Severo, tentando estancar o sangue de seu pescoço com as mãos.

"Violett...", seus olhos arregalados encontraram o da filha. Era nítida a dor que sentia só por falar. "Me... Perdoe... Eu consertaria as coisas... Eu seria melhor... Por você..."

Ela negou, o rosto vermelho de tanto chorar.

"Você não vai morrer... Não vai... Eu... Eu estou grávida..."

Severo deu um sorriso débil.

"Eu ia ser avô..."

"Não, não, você vai... Você não pode morrer... Me desculpe... Eu te perdôo! Fica!"

"Já me basta o seu perdão...", ele virou-se para Harry, que curvou-se sobre ele. Severo agarrou a frente de suas vestes e puxou-o para perto. Um gargarejo rascante e terrível saiu da garganta do professor. "Leve... Isso... Leve... Isso..."

Alguma coisa além do sangue vazava de Severo. Algo prateado, nem gás, nem líquido, jorrou de sua boca, ouvidos e olhos, e Violett percebeu o que era. Olhou para Harry, esperando que ele fizesse algo quando Hermione conjurou um frasco e empurrou-o para o amigo.

Harry recolheu a substância prateada com a varinha. Quando o frasco se encheu e Severo pareceu exangue, ele afrouxou o aperto nas vestes de Harry e voltou seu olhar para Violett.

"Seja feliz... É tudo... Que eu peço...", sussurrou o bruxo.

Violett, que enterrara o rosto no peito do pai, levantou, seus olhos azuis encontrando os negros de Severo. Em um segundo, alguma coisa no fundo dos olhos dele pareceu sumir, deixando-os fixos, inexpressivos e vazios. A mão que acariciava o cabelo de Violett caiu no chão e ele não mais se mexeu.


Notas Finais


Eu juro solenemente que não vou fazer nada de bom!
Então... Passando aqui só pra lembrar que ainda tem muita coisa pra acontecer nessa guerra e que vou me esconder atrás daquela pedrinha bem ali pro caso de ocorrer uma chuva de Avadas...
*corre e se esconde mas continua escrevendo*
Malfeito feito!


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