História A filha de Severo Snape - Capítulo 133


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Categorias Harry Potter
Personagens Fred Weasley, Jorge Weasley, Personagens Originais
Tags Harry Potter
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Palavras 5.998
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


E estamos chegando ao fim... Queria agradecer a todos que acompanharam a Violett até aqui, favoritaram e comentaram na história dela. Hoje nós chegamos ao fim de uma aventura que levou um ano pra acabar e eu estou ambos, triste e feliz. Mas não é um adeus, não é? Daqui há duas horas vou postar o epílogo e uma surpresinha.
Como eu disse algumas vezes, vamos ter continuação. Enfim... Mais uma vez, obrigada, isso tudo significou muito, muito mesmo para mim.
Boa leitura, pudinzinhos!

Capítulo 133 - Capítulo 133


Sentando-se rapidamente, Violett sentiu-se tonta. Ela passou a mão nos cabelos, afastando-os do rosto. Todos os fatos chegaram à ela com tanta força quanto um soco no estômago.

"Você não vai... Vai?", Violett virou-se para Harry, tremendo.

"Não vou me entregar.", ele a assegurou.

"Ok...", ela suspirou. "Eu vou voltar ao Salão Principal... Preciso..."

"Pode ir. Só... Não conte à ninguém, ok? Eu vou ficar e... Pensar."

Violett concordou, levantando-se com esforço e deixando o gabinete.

Julie boa... Severo apaixonado pela mãe de Harry e espião duplo... Harry... Teria que morrer?

Não., ela pensou. Ele não faria isso, não botaria à perder todo o esforço daquela noite.

Violett refazia o caminho ao Salão Principal sem realmente prestar atenção. Sua cabeça estava em outro lugar, em outra época...

Deixando seus pés lhe guiarem, ela notou que havia parado nos jardins de Hogwarts, tão devastados quanto a parte interna do castelo. Ia se virar e voltar ao Salão Principal quando ouviu um choro. Não, vários. Muitas pessoas choravam de pesar.

Mais um., Violett pensou, caminhando até as pessoas, desejando que não fosse alguém próximo. Não os Weasley... Não Hermione... Não Fred...

Seu coração se despedaçou ao ver que sim, eram os Weasley. Estavam todos reunidos em volta de um corpo que Violett não podia ver.

"Oque houve?", ela sussurrou para Fred, tentando entrever quem quer que tivesse morrido.

Quando o ruivo se virou, assustado, e a abraçou com força como se tivesse medo de que se lhe soltasse, ela iria embora, Violett viu. O Sr. Weasley estava deitado no gramado, a esposa por cima dele, soluçando, e se a realidade não fosse tão cruel e não houvessem cortes por seu rosto, a jovem juraria que ele estava dormindo.

"É culpa minha...", soluçou Fred, ainda abraçando a esposa. "Eu o deixei... Nós lutamos contra um Comensal... O derrotamos... E eu fui te procurar... Ele disse que podia se virar sozinho... Eu não devia ter ido! Saímos... Saímos com os outros para procurar os corpos deixados pelo castelo... É culpa minha, Violett!"

"Calma...", Violett nunca pensou que talvez fosse ela que tivesse que consolar o marido. Nunca pensou que uma tragédia tão grande pudesse estar perto de uma família tão unida e acolhedora como os Weasley. Sua nova família. "Não é culpa sua..."

"Eu vou matar quem fez isso!", Fred rosnou. Ele estava abaixado e enterrara o rosto no ombro de Violett.

"Eu sei... Eu sei como se sente...", ela tentou falar, mas tudo que saiu foi um sussurro fraco, sem convicção.

O Sr. Weasley, Remo, Tonks, seu pai... Quem mais morreria por uma causa doentia?

Ajoelhando-se entre Gina e Hermione, Violett se aproximou do Sr. Weasley. Parecia que o tempo parara por alguns minutos em sinal de respeito ao luto de todos. O próprio castelo chorava a perda de tantas pessoas.

Mas então, uma voz se fez ouvir mais alto que todos os prantos.

"Harry Potter está morto. Foi abatido em plena fuga, tentando se salvar enquanto vocês ofereciam as vidas por ele. Trazemos aqui o seu cadáver como prova de que o seu herói deixou de existir. A batalha está ganha. Vocês perderam metade dos seus combatentes. Os meus Comensais da Morte são mais numerosos que vocês, e O-Menino-Que-Sobreviveu está liquidado. A guerra deve cessar. Quem continuar a resistir, homem, mulher ou criança, será exterminado, bem como todos os membros de sua família. Saiam do castelo agora, ajoelhem-se diante de mim e serão poupados. Seus pais e filhos, seus irmãos e irmãs viverão e serão perdoados, e vocês se unirão a mim no novo mundo que construiremos juntos."

E então houve silêncio nos jardins e no castelo.

"Ele não pode ter se entregue...", murmurou Violett, descrente. Harry dissera que não faria isso!

"Ele não matou a cobra...", ganiu Hermione, tremendo. "Harry..."

Foi com esforço que todos deixaram o leito do Sr. Weasley. Percy e a matriarca da família foram praticamente arrastados dali enquanto todos os sobreviventes, até mesmo os feridos, se agrupavam no saguão de entrada.

E então, mesmo à alguma distância, foi possível ver. Os Comensais da Morte marchavam, liderados poe Voldemort e uma figura enorme. Hagrid... E ele trazia nos braços...

"Parem.", ordenou o Lorde das Trevas.

Os Comensais pararam e formaram uma linha em frente às portas abertas da escola. O terror foi se formando no rosto de cada sobrevivente ao perceberem que, nos braços de Hagrid, Harry Potter jazia morto.

"NÃO!"

A professora McGonagall soltou um grito de puro terror e descrença.

Exultante com o desespero da professora, Belatriz Lestrange riu.

Quem tinha se agrupado no saguão de entrada agora descia as escadas, formando uma defesa em frente à escola, observando com atenção a cena que se formava à frente deles.

"Não!"

"Não!"

"Harry! HARRY!"

Foi preciso que segurassem Rony, Hermione e Gina para que não corressem de encontro a Harry. Porém os gritos deles tiveram o efeito de um gatilho, a multidão de sobreviventes se uniu a eles, gritando e berrando insultos para os Comensais da Morte até...

"SILÊNCIO!", exclamou Voldemort. Em seguida, um estampido, um forte clarão, e o silêncio se impôs a todos. "Acabou! Ponha-o no chão, Hagrid, aos meus pés, que é o lugar dele!", Hagrid, com cuidado, pousou o corpo de Harry na grama. "Estão vendo?", disse Voldemort, andando de um lado para outro, paralelamente ao lugar em que Harry jazia. "Harry Potter está morto! Entenderam agora, seus iludidos? Ele não era nada, jamais foi, era apenas um garoto, confiante de que os outros se sacrificariam por ele!"

"Ele o derrotou!", berrou Rony, e o feitiço se rompeu, e os defensores de Hogwarts voltaram a gritar e a insultar até que um segundo estampido mais forte tornou a extinguir mais uma vez suas vozes.

"Ele foi morto tentando sair escondido dos terrenos do castelo,", disse Voldemort. "morto tentando se salvar..."

Voldemort, no entanto, foi interrompido. Neville surgiu do meio da multidão, varinha erguida, pronto para lutar, porém o Lorde das Trevas acenou sua varinha e com um estampido, a arma de Neville voou longe. Houve um clarão vermelho e o meni o caiu com um gemido de dor.

"E quem é esse?", perguntou Voldemort com o seu silvo suave de ofídio. "Quem está se voluntariando para demonstrar o que acontece com os que insistem em lutar quando a batalha está perdida?"

Belatriz deu uma gargalhada prazerosa. No meio da multidão, Violett viu Julie. Sua expressão de desconforto por estar ali não poderia estar mais clara.

"É Neville Longbottom, milorde! O garoto que andou dando tanto trabalho aos Carrow! O filho dos aurores, lembra?"

"Ah, sim, lembro.", disse Voldemort, baixando os olhos para Neville, que fazia força para se pôr de pé, sem arma nem proteção, parado na terra de ninguém entre os sobreviventes e os Comensais da Morte. "Mas você tem sangue puro, não tem, meu bravo rapaz?", Neville encarava o rosto ofídico do homem com as mãos vazias fechadas em punhos.

"E se tiver?", respondeu Neville em voz alta.

"Você demonstra vivacidade e coragem, e descende de linhagem nobre... Você dará um valioso Comensal da Morte. Precisamos de gente como você, Neville Longbottom."

"Me juntarei a você quando o inferno congelar. Armada de Dumbledore!", gritou ele e, da multidão, ouviram-se vivas em resposta, que os Feitiços Silenciadores de Voldemort pareceram incapazes de conter.

"Muito bem.", disse Voldemort. Sua voz era mais suave e perigosa. "Se essa é a sua escolha, Longbottom, revertemos ao plano original. A culpa será toda sua.", disse ele, calmamente. Voldemort acenou com a varinha.

Segundos depois, das janelas estilhaçadas do castelo, algo semelhante a um pássaro disforme voou na semiobscuridade e pousou na mão de Voldemort. Ele sacudiu o objeto mofado pelo bico e deixou-o pender vazio e roto: o Chapéu Seletor.

"Não haverá mais Seleção na Escola de Hogwarts.", disse Voldemort. "Não haverá mais Casas. O emblema, escudo e cores do meu nobre antepassado, Salazar Slytherin, será suficiente para todos, não é mesmo, Neville Longbottom?"

Ele apontou a varinha para Neville, que ficou rígido e calado, então forçou o chapéu a entrar na cabeça do garoto, fazendo-o escorregar abaixo dos seus olhos. A multidão que assistia à porta do castelo se movimentou e, sincronizados, os Comensais da Morte ergueram as varinhas, acuando os combatentes de Hogwarts.

"Neville agora vai demonstrar o que acontece com quem é suficientemente tolo para continuar a se opor a mim.", anunciou Voldemort e, com um aceno da varinha, fez o Chapéu Seletor pegar fogo.

Gritos cortaram o amanhecer, e Neville ardeu em chamas, pregado ao chão, incapaz de se mexer. Então, muitas coisas aconteceram no mesmo instante.

Ouviu-se um clamor nas distantes divisas da escola, dando a impressão de que centenas de pessoas escalavam os muros fora do campo de visão de todos e corriam em direção ao castelo, proferindo retumbantes brados de guerra. Nessa hora, o gigante miúdo que outrora Violett vira, apareceu contornando a quina do castelo e berrou:

"HAGGER!"

Seu grito foi respondido por urros dos gigantes de Voldemort: eles avançaram para Grope como elefantes estremecendo a terra. Depois vieram os cascos, a vibração de arcos distendendo e flechas começaram repentinamente a chover entre os Comensais da Morte, que romperam fileiras, gritando, surpresos.

A batalha recomeçou.

Nagini saiu do lado do seu senhor, misturando-se à multidão, atacando pessoas, gigantes e centauros. Voldemort tentou alcançá-la, chamá-la, mas a cobra não o ouviu. Atacava quem tentasse chegar perto de seu Lorde. Violett estuporava um Comensal mascarado e virava, feroz, pronta para o próximo quando as coisas aconteceram rápido demais.

Nagini armou o bote, pronta para injetar veneno em sua próxima vítima, quando Fred gritou:

"VIOLETT, NÃO!"

E largou Rookwood, colocando-se entre a esposa e a cobra. Nagini o picou. Talvez tivesse picado mais, o matado como fez com Severo, porém, naquele momento, com um único movimento rápido e fluido, Neville se libertou do Feitiço do Corpo Preso que o imobilizava; o chapéu em chamas caiu de sua cabeça e, do fundo dele, o garoto puxou um objeto prateado com um punho cravejado de rubis. O ruído da espada de prata cortando o ar não pôde ser ouvido acima do vozerio da multidão que se aproximava, ou o estrépito dos gigantes se enfrentando, ou a cavalgada dos centauros, contudo, pareceu atrair todos os olhares.

Com um único golpe, Neville decepou a cabeça de Nagini, que girou no alto, reluzindo à luz que vinha do saguão de entrada, e a boca de Voldemort se abriu em um berro de fúria, que ninguém pôde ouvir, e o corpo da cobra bateu com um baque surdo aos seus pés... Porém aquilo não importava mais para Violett. Ela passou um dos braços de Fred por cima de seu ombro e o arrastou para dentro do saguão de entrada. Tonto, o ruivo cambaleava à seu lado.

Deitando o marido no chão, Violett tentou examiná-lo, mas não havia nada que fazer, o veneno começava a ter efeito.

"Arde...", murmurou Fred, examinando a marca das presas em seu braço.

"Você vai ficar bem...", falou Violett, enxugando o suor da testa do ruivo. "Vai ficar bem..."

"Sabe que não, Violett. Me desculpe... Eu queria ficar..."

"Não! Não, você vai ficar. Vamos cuidar do nosso filho juntos!", Fred deu um sorriso triste.

" Desculpe por não poder ficar para vê-lo... Continue lutando, por favor, seja forte... Eu te amo..."

Com um suspiro, a cabeça do ruivo tombou para o lado.

Never Be Alone / Nunca Estará Sozinha

I promise that one day I'll be around / Eu prometo que um dia estarei por perto

I'll keep you safe / Te manterei segura

I'll keep you sound / Te manterei sã

Right now it's pretty crazy / Agora as coisas estão um pouco loucas

And I don't know how to stop / E eu não sei como parar

Or slow it down / Ou ir mais devagar

Hey / Ei

I know there are some things we need to talk about / Eu sei que tem algumas coisas sobre oque precisamos conversar

And I can't stay / E eu não posso ficar

Just let me hold you for a little longer now / Apenas me deixe te segurar por mais um pouco agora

Take a piece of my heart / Pegue um pedaço do meu coração

And make it all your own / E o faça seu próprio

So when we are apart / Então quando estivermos longe

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

When you miss me close your eyes / Quando sentir minha falta, feche seus olhos

I may be far but never gone / Eu posso estar longe mas nunca parti

When you fall asleep tonight / Quando você dormir esta noite

Just remember that we lay under the same stars / Apenas lembre que nós deitamos sob as mesmas estrelas

And hey / E ei

I know there are some things we need to talk about / Eu sei que tem algumas coisas sobre oque precisamos conversar

And I can't stay / E eu não posso ficar

Just let me hold you for a little longer now / Apenas me deixe te segurar por mais um pouco agora

And take a piece of my heart / E pegue um pedaço do meu coração

And make it all your own / E o faça seu próprio

So when we are apart / Então quando estivermos longe

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

And take a piece of my heart / E pegue um pedaço do meu coração

And make it all your own / E o faça seu próprio

So when we are apart / Então quando estivermos longe

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

You'll never be alone / Você nunca estará sozinha

"Eu vou lutar...", Violett sussurrou, secando as lágrimas que insistiam em cair. Ela estava sozinha agora, mas não deixaria que mais ninguém morresse. Eles ganhariam a batalha, nenhuma morte seria em vão.

Quando Violett saiu do saguão de entrada e se juntou aos outros, ouviu-se o berro de Hagrid mais alto que tudo.

"HARRY!", gritou ele. "HARRY... ONDE ESTÁ HARRY?"

Reinou o caos.

A investida dos centauros dispersava os Comensais da Morte, todos fugiam das pisadas dos gigantes, e, cada vez mais próximos, estrondeavam os reforços que ninguém sabia de onde tinham vindo. Grandes criaturas aladas, os testrálios e Bicuço, o hipogrifo, rodeando as cabeças dos gigantes de Voldemort, gadunhando seus olhos, enquanto um gigante os esmurrava; e agora os bruxos, defensores de Hogwarts, bem como os Comensais de Voldemort, estavam sendo empurrados para dentro do castelo.

Violett combatia como nunca antes, feroz, e se juntara à Hermione e Gina. As três davam combate à Belatriz, mas a bruxa valia pelas três juntas, não parecia estar enfrentando qualquer dificuldade.

À uns cinquenta metros, Voldemort disparava feitiços para todo lado enquanto recuava para dentro do Salão Principal, ainda berrando ordens para os seus seguidores.

Um Feitiço Escudo vindo do nada protegeu Simas Finnigan e Ana Abbott, que passaram por Voldemort correndo e entraram no Salão Principal, onde se uniram à luta que já se desenvolvia ali.

E agora havia mais, muito mais gente irrompendo pela escadaria da entrada. Carlinhos Weasley alcançou Horácio Slughorn, que ainda usava o pijama verde-esmeralda. Pareciam ter reassumido a liderança dos familiares e amigos de cada estudante de Hogwarts que ficara para lutar, acompanhados dos lojistas e habitantes de Hogsmeade. Três centauros invadiram o saguão em um forte tropel, no momento em que a porta que levava à cozinha era arrancada das dobradiças.

Uma enxurrada de elfos domésticos de Hogwarts adentrou o saguão, gritando e brandindo seus trinchantes e cutelos, e à frente deles, com um medalhão dependurado ao peito, vinha Monstro, sua voz de rã audível, apesar da zoeira:

"À luta! À luta! À luta pelo meu senhor, defensor dos elfos domésticos! À luta contra o Lorde das Trevas, em nome do corajoso Régulo! À luta!"

Eles cortavam e furavam os tornozelos e canelas dos Comensais da Morte, seus pequenos rostos brilhando de malícia, e, para onde se olhasse, os Comensais estavam se dobrando à superioridade dos números, vencidos pelos feitiços, arrancando flechas dos ferimentos, esfaqueados na perna pelos elfos, ou, simplesmente, tentando fugir, mas engolidos pela horda invasora.

A batalha, contudo, ainda não terminara. No centro do Salão Principal, Voldemort atacava e fulminava tudo ao seu alcance.

Yaxley foi nocauteado por Jorge e Lino Jordan; Dolohov caiu com um grito às mãos de Flitwick; Walden Macnair foi atirado do outro lado do salão por Hagrid, bateu na parede de pedra e escorregou, inconsciente, para o chão. Rony e Neville abateram Lobo Greyback; Aberforth estuporou Rookwood; Percy derrubou Pio Thicknesse e Lúcio e Narcisa Malfoy correram entre a multidão, sem sequer tentar lutar, chamando, aos berros, pelo filho.

Voldemort agora duelava com McGonagall, Slughorn e Kingsley ao mesmo tempo, e seu rosto transparecia um ódio frio ao vê-los trançar e se proteger ao seu redor, incapazes de acabar com ele...

Então, para a surpresa de Violett, Julie surgiu ao seu lado. Não a atacava, mas empunhava sua varinha lado a lado da gêmea e de Gina e Hermione, contra Belatriz.

"Traidora!", chiou a bruxa mais velha. "Eu criei você, sua pestinha, até os três anos como se fosse minha filha! E é assim que retribui! Pois eu sei como lidar com traidores! Crucio!"

Julie foi erguida no ar, contorcendo-se de dor, seus gritos ecoando pelo salão, e, com um movimento da varinha de Belatriz, foi atirada contra uma parede, sua cabeça emitindo um "baque" forte, agoniante.

A atenção de Violett, porém, foi desviada quando uma Maldição da Morte passou tão perto de Gina que por menos de três centímetros não a matou...

"A MINHA FILHA NÃO, SUA VACA!", a Sra. Weasley atirou sua capa para longe enquanto corria, deixando os braços livres. Belatriz girou nos calcanhares, às gargalhadas, ao ver quem era sua nova desafiante. "SAIAM DO MEU CAMINHO!", gritou a matriarca dos Weasley às três garotas, e, fazendo um gesto largo com a varinha, começou a duelar.

Violett observou com terror e animação a varinha de Molly Weasley golpear e girar, e o sorriso de Belatriz Lestrange vacilar e se transformar em um esgar. Jorros de luz voavam de ambas as varinhas, o chão em torno dos pés das bruxas esquentou e fendeu; as duas mulheres travavam uma luta mortal.

"Não!", gritou a Sra. Weasley quando alguns estudantes correram, em seu auxílio. "Para trás! Para trás! Ela é minha!"

Centenas de pessoas agora se encostaram às paredes observando as duas lutas, Voldemort e seus três oponentes, e Belatriz e Molly.

"Que vai acontecer com seus filhos depois que eu matar você?", provocou Belatriz, tão desvairada como o seu senhor, saltando para evitar os feitiços de Molly que dançavam ao seu redor. "Quando a mamãe for pelo mesmo caminho que o papai? Ops! Acho que você não sabia que fui eu que acabei com aquele velho idiota não?"

"Você... Nunca... Mais... Tocará... Na... Minha... Família!", gritou a Sra. Weasley.

Belatriz deu uma gargalhada exultante e, de repente, Violett previu o que ia acontecer. O feitiço de Molly voou por baixo do braço esticado de Belatriz e atingiu-a no peito, diretamente sobre o coração.

A risada triunfante de Belatriz congelou, seus olhos pareceram saltar das órbitas: por uma mínima fração de tempo, ela percebeu o que ocorrera e, então, desmontou, e a multidão que assistia bradou, e Voldemort deu um grito.

Todos viraram-se a tempo de ver McGonagall, Kingsley e Slughorn serem arremessados para trás, debatendo-se e contorcendo-se no ar, quando a fúria de Voldemort, face à queda de sua última e melhor tenente, explodiu com a força de uma bomba. Voldemort ergueu a varinha e apontou-a para Molly Weasley.

"Protego!", berrou alguém, e o Feitiço Escudo expandiu-se no meio do Salão Principal, e Voldemort olhou admirado ao redor, procurando de onde viera, ao mesmo tempo que Harry despia a Capa da Invisibilidade.

O berro de choque, os vivas, os gritos de todos os lados de "HARRY!", "ELE ESTÁ VIVO!" foram imediatamente sufocados. A multidão se amedrontou, e o silêncio caiu brusca e completamente quando Voldemort e Harry se encararam e começaram no mesmo instante a se rodear.

"Não quero que mais ninguém tente ajudar.", disse Harry em voz alta e, no silêncio total, sua voz ecoou como o toque de uma trompa. "Tem que ser assim. Tem que ser eu."

Voldemort sibilou.

"Potter não está falando sério.", disse ele, arregalando os olhos vermelhos. "Não é assim que ele age, é? Quem você vai usar como escudo hoje, Potter?"

"Ninguém.", respondeu Harry, com simplicidade. "Não há mais Horcruxes. Só você e eu. Nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver, e um de nós está prestes a partir para sempre..."

"Um de nós?", caçoou Voldemort, e todo o seu corpo estava tenso e seus olhos vermelhos atentos, uma cobra armando o bote. "Você acha que vai ser você, não é, o garoto que sobreviveu por acaso e porque Dumbledore estava puxando os cordões?"

"Acaso, foi? Quando minha mãe morreu para me salvar?", desafiou Harry. Eles continuaram a se movimentar de lado, os dois, em um círculo perfeito, mantendo a mesma distância entre si. "Acaso, quando decidi lutar naquele cemitério? Acaso, quando não me defendi hoje à noite e, ainda assim, sobrevivi e retornei para lutar?"

"Acasos!", berrou Voldemort, mas ainda assim não atacou, e os circunstantes permaneceram imóveis como se estivessem petrificados, e, das centenas de pessoas no salão, ninguém parecia respirar, exceto os dois. "Acaso e sorte e o fato de você ter se escondido e choramingado atrás das saias de homens e mulheres superiores a você, e me permitido matá-los em seu lugar!"

"Você não matará mais ninguém hoje à noite.", disse Harry, enquanto se rodeavam e se encaravam nos olhos, verdes e vermelhos. "Você não será capaz de matar nenhum deles, nunca mais. Você não está entendendo? Eu estive disposto a morrer para impedir que você ferisse essas pessoas..."

"Mas você não morreu!"

"... Mas tive intenção, e foi isso que fez a diferença. Fiz o que minha mãe fez. Protegi-os de você. Você não reparou que nenhum dos feitiços que lançou neles são duradouros? Você não pode torturá-los. Você não pode atingi-los. Você não aprende com os seus erros, Riddle, não é?"

"Você se atreve..."

"Me atrevo, sim. Sei coisas que você ignora, Tom Riddle. Sei muitas coisas importantes que você ignora. Quer ouvir algumas, antes de cometer outro grande erro?"

Voldemort não respondeu, continuou a rondá-lo em círculo.

"É o amor de novo?", disse Voldemort, a zombaria em seu rosto ofídico. "A solução favorita de Dumbledore, amor, que ele alegava conquistar a morte, embora o amor não o tivesse impedido de cair da Torre e se quebrar como uma velha estátua de cera? Amor, que não me impediu de matar sua mãe sangue-ruim como uma barata, Potter; e ninguém parece amá-lo o suficiente para se apresentar desta vez e receber a minha maldição. Então, o que vai impedir que você morra agora quando eu atacar?"

"Só uma coisa.", respondeu Harry, e eles continuavam a se rodear, absortos um no outro, separados apenas por aquele último segredo.

"Se não for o amor que irá salvá-lo desta vez,", retrucou Voldemort. "você deve acreditar que é dotado de uma magia que não tenho, ou, então, de uma arma mais poderosa do que a minha?"

"Creio que as duas coisas.", replicou Harry, e observou o choque perpassar aquele rosto de cobra e instantaneamente se dispersar; Voldemort começou a rir, e o som era mais apavorante do que os seus gritos; desprovido de humor e sanidade, o riso ecoou pelo salão silencioso.

"Você acha que conhece mais magia do que eu? Do que eu, do que Lorde Voldemort, capaz de magia com que o próprio Dumbledore jamais sonhou?"

"Ah, ele sonhou, sim, mas sabia mais do que você, sabia o suficiente para não fazer o que você fez."

"Você quer dizer que ele era fraco!", berrou Voldemort. "Fraco demais para ousar, fraco demais para se apoderar do que poderia ser dele, do que será meu!"

"Não, ele era mais inteligente do que você, um bruxo melhor e um homem melhor."

"Eu causei a morte de Alvo Dumbledore!"

"Você pensa que causou, mas se enganou."

Pela primeira vez a multidão que assistia se moveu quando as centenas de pessoas em torno das paredes unanimemente prenderam o fôlego.

"Dumbledore está morto!", Voldemort gritou. "O corpo dele está apodrecendo no túmulo de mármore nos jardins deste castelo, eu o vi, Potter, e ele não irá retornar!"

"Dumbledore está morto, sim,", respondeu Harry, calmamente. "mas não foi você que mandou matá-lo. Ele escolheu como queria morrer, escolheu meses antes de morrer, combinou tudo com o homem que você julgou que era seu servo."

"Que sonho infantil é esse?!", exclamou Voldemort, mas, ainda assim, ele não atacou, e seus olhos vermelhos não se afastaram dos de Harry.

"Severo Snape não era homem seu. Snape era de Dumbledore, desde o momento em que você começou a caçar minha mãe. E você nunca percebeu, por causa daquilo que não pode compreender. Você nunca viu Snape conjurar um Patrono, viu, Riddle?", Voldemort não respondeu. Eles continuaram a se rodear como dois lobos prestes a se estraçalhar. "O Patrono de Snape era uma corça,", disse Harry. "o mesmo que o de minha mãe, porque ele a amou quase a vida toda, desde que eram crianças. Você devia ter percebido. Ele lhe pediu para poupar a vida dela, não foi?"

"Ele a desejava, nada mais.", desdenhou Voldemort. "Mas, quando ela se foi, ele concordou que havia outras mulheres, de sangue mais puro, mais dignas dele..."

"Naturalmente foi o que Snape lhe disse, mas ele se tornou espião de Dumbledore a partir do momento em que você a ameaçou, e dali em diante trabalhou contra você! Dumbledore já estava morrendo quando Snape o matou!"

"Não faz diferença!", guinchou Voldemort, que acompanhara cada palavra com extasiada atenção, mas, em seguida, soltou uma gargalhada demente. "Não faz diferença se Snape era meu seguidor ou de Dumbledore, ou que mesquinhos obstáculos ele tentou colocar em meu caminho! Eu os esmaguei como esmaguei sua mãe, o pretenso grande amor de Snape! Ah, mas tudo isso faz sentido, Potter, e de modos que você não compreende! Dumbledore tentou me impedir de possuir a Varinha das Varinhas! Queria que Snape fosse o verdadeiro senhor da varinha! Mas passei à sua frente, garotinho: cheguei à varinha antes que você pudesse pôr as mãos nela, compreendi a verdade antes que você a percebesse. Matei Severo Snape há três horas, e a Varinha das Varinhas, a Varinha da Morte, a Varinha do Destino é realmente minha! O último plano de Dumbledore falhou, Harry Potter!"

"É, falhou. Você tem razão. Mas, antes de você tentar me matar, eu o aconselharia a pensar no que fez... Pensar, e tentar sentir algum remorso, Riddle..."

"Que é isso?"

De tudo que Harry lhe dissera, acima de qualquer revelação ou zombaria, nada chocara tanto Voldemort. Suas pupilas se contraírem até virarem finos traços, a pele em torno dos seus olhos embranqueceu.

"É a sua última chance,", continuou o garoto. "e é só o que lhe resta... Vi em que se transformará se não aproveitá-la... Seja homem... Tente sentir algum remorso..."

"Você ousa..."

"Ouso, sim, porque o último plano de Dumbledore não saiu às avessas para mim. Saiu às avessas para você, Riddle."

A mão de Voldemort estava tremendo em torno da Varinha das Varinhas e Harry apertou a sua com força.

"A varinha não está funcionando corretamente para você, porque você matou a pessoa errada. Severo Snape jamais foi o verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas. Ele jamais derrotou Dumbledore."

"Ele matou..."

"Você não está prestando atenção? Snape nunca derrotou Dumbledore! A morte de Dumbledore foi planejada pelos dois! Dumbledore pretendia morrer sem ser derrotado, o último e verdadeiro senhor da varinha! Tudo correu conforme ele planejou, o poder da varinha morreria com ele, porque jamais foi arrebatada de suas mãos!"

"Mas, então, Potter, Dumbledore praticamente me entregou a varinha!", avoz de Voldemort tremeu de malicioso prazer. "Roubei a varinha do túmulo do seu último senhor! Retirei-a, contrariando o desejo do seu último senhor! O seu poder é meu!"

"Você ainda não entendeu, não é, Riddle! Possuir a varinha não é o suficiente! Empunhá-la, usá-la, não a torna realmente sua. Você não escutou o que Olivaras disse? A varinha escolhe o bruxo... A Varinha das Varinhas reconheceu um novo senhor antes de Dumbledore morrer, alguém que jamais tinha posto a mão nela. O novo senhor tirou a varinha de Dumbledore contra sua vontade, sem perceber exatamente o que tinha feito, ou que a varinha mais perigosa do mundo lhe dedicara a sua fidelidade...", o peito de Voldemort subia e descia rapidamente. "O verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas era Draco Malfoy."

Absoluto aturdimento surgiu no rosto de Voldemort por um momento, mas logo desapareceu.

"Que diferença faz?", perguntou, brandamente. "Mesmo que você tenha razão, Potter, não faz a menor diferença para você nem para mim. Você não possui mais a varinha de fênix: duelaremos apenas com a perícia... E depois de tê-lo matado, posso cuidar de Draco Malfoy..."

"Mas é tarde demais. Você perdeu sua chance. Cheguei primeiro. Subjuguei Draco faz semanas. Arrebatei a varinha dele."

Harry girou a varinha que tinha nas mãos e todos os olhares do salão recaíram sobre ela.

"Então, a questão se resume nisso, não é?", sussurrou Harry. "Será que a varinha em sua mão sabe que o seu último senhor foi desarmado? Porque se sabe... Eu sou o verdadeiro senhor da Varinha das Varinhas."

Um brilho ouro-avermelhado irrompeu subitamente no céu encantado e incidiu sobre eles, quando um retalho ofuscante de sol surgiu no parapeito da janela mais próxima. A luz iluminou o rosto dos dois ao mesmo tempo, de modo que Voldemort se tornou subitamente um borrão chamejante. Então os dois berraram juntamente, como se o duelo já tivesse sido ensaiado há anos.

"Avada Kedavra!"

"Expelliarmus!"

O estampido foi o de um tiro de canhão e as chamas douradas que jorraram entre as duas, no centro absoluto do círculo que eles tinham descrito, marcaram o ponto em que os feitiços colidiram. O jato verde da maldição de Voldemort foi de encontro ao feitiço de Harry. A Varinha das Varinhas voou para o alto, escura contra o nascente, girou pelo céu encantado como a cabeça de Nagini, girou pelo ar em direção ao senhor que se recusava a matar e que viera, enfim, tomar legitimamente posse dela. E Harry, com a habilidade infalível de um apanhador, agarrou a varinha com a mão livre ao mesmo tempo que Voldemort caía para trás de braços abertos, as pupilas ofídicas dos olhos vermelhos virando para dentro. Tom Riddle bateu no chão com uma finalidade terrena, seu corpo fraco e encolhido, as mãos brancas vazias, o rosto de cobra apático e inconsciente. Voldemort estava morto, atingido pelo ricochete de sua própria maldição, e Harry ficou parado com as duas varinhas na mão, contemplando o invólucro do seu inimigo.

Um segundo arrepiante de silêncio, o choque do momento suspenso no ar. Então a alegria da vitória recém-conquistada se abateu sobre todos e um tumulto ergueu-se em torno de Harry, quando os gritos e vivas e brados dos circunstantes rasgaram o ar. O intenso nascente ofuscou as janelas, e eles correram com estardalhaço para ele, e os primeiros a alcançá-lo foram Rony e Hermione, e foram os seus braços que o envolveram, seus gritos incompreensíveis que o ensurdeceram. Depois Gina e Neville estavam ali, e os Weasley e Hagrid e Kingsley e McGonagall e Flitwick e Sprout. Não era possível discernir oque cada um dizia, centenas de pessoas se empurravam, todas decididas a tocar n’O-Menino-Que-Sobreviveu, a razão de aquilo ter finalmente terminado...

O sol subiu gradualmente sobre Hogwarts, e o Salão Principal resplandecia de vida e luz. Harry era uma parte indispensável da mescla de manifestações de júbilo e luto, de pesar e comemoração. Todos o queriam ali, seu líder e símbolo, seu salvador e guia, e que ele não tivesse dormido, que desejasse a companhia de apenas uns poucos, não parecia ocorrer a ninguém. 

As notícias chegavam aos poucos enquanto a manhã de 3 de maio despontava: os que estavam sob o efeito da Maldição Imperius no país tinham voltado a si, os Comensais da Morte estavam fugindo ou sendo capturados, que os inocentes de Azkaban estavam sendo libertados naquele exato momento, e Kingsley Shacklebolt fora nomeado Ministro da Magia interino...

O corpo de Voldemort foi retirado e posto em uma câmara ao lado do Salão Principal, longe dos corpos de Arthur Weasley, Tonks, Lupin, Colin Creevey e cinquenta outros que tinham morrido, combatendo-o.

McGonagall havia reposto as mesas no salão, mas ninguém estava sentado de acordo com as Casas: todos estavam misturados, professores e alunos, fantasmas e pais, centauros e elfos domésticos, e Firenze convalescia deitado a um canto, e Grope espiou para dentro, por uma janela quebrada, e as pessoas estavam atirando comida em sua boca sorridente. 

Violett, agora que a momentânea felicidade lhe abandonara, juntara-se à Madame Pomfrey e a tantos outros na tarefa de recolher mais mortos e levar feridos para o Salão Principal.

Enquanto saía do salão, Violett localizou Gina na mesa da Grifinória; estava sentada com a cabeça no ombro da mãe, ambas chorando. Viu Neville, a espada de Gryffindor pousada ao lado do seu prato enquanto comia, cercado por um grupinho de fervorosos admiradores. Ao longo dos corredores entre as mesas, ela caminhou e viu os três Malfoy juntinhos, como se não soubessem se deviam ou não estar ali, mas ninguém lhes dava a menor atenção. E Julie, outra para quem ninguém ligava, ainda jazia largada aos pés da parede na qual fora arremessada.

Quando chegou ao saguão de entrada, o estômago de Violett embrulhou com a perspectiva de ser ela à recolher o corpo de Fred, mesmo que não suportasse pensar em outra pessoa para desempenhar a tarefa. Ajoelhou-se então, ao lado do ruivo que permanecia como ela o deixara. Madame Pomfrey verificou seu pulso, inutilmente, na percepção de Violett, e então constatou em voz alta:

"Está vivo! Vamos, me ajude a levá-lo para o Salão Principal!"

"Vi-vivo?!", gaguejou a morena. "A cobra... Foi picado..."

"Certamente desmaiou por conta do veneno! Mas vai morrer se não o ajudarmos agora, o veneno vai se alastrar!"

Trêmula e incrédula, Violett ajudou a arrastar Fred para o canto do Salão Principal onde voluntários enfaixavam e murmuravam feitiços de cura. Alguns corriam para cima e para baixo, tentando resgatar na Ala Hospitalar o restante das poções e ingredientes de Madame Pomfrey.

Violett não queria deixar o marido por nada. Lhe ofereceram comida, a qual ela devorou ao lado de Fred; apesar do sono, não pregou os olhos um instante, sua atenção só se desviou quando duas meninas com o uniforme rasgado da Corvinal chegaram carregando Julie e a deitaram ao lado de Violett.

"Ela está viva,", disseram para Madame Pomfrey. "mas não fala coisa com coisa."

"Ok, deixem-na aí. Temos urgência com esse paciente. Podem ver se sobrou um pouco de infusão de losna na Ala Hospitalar? Oque resgataram é suficiente para preparar uma poção que elimine o veneno do menino mas vou precisar deste ingrediente."

As duas meninas concordaram e saíram correndo.

Violett virou-se para a enfermeira.

"Ele vai ficar bem?"

"Creio que sim."

Não eram palavras totalmente confiantes, mas acenderam alguma esperança em Violett. Ela olhou então para Julie e só então notou oque a irmã fazia: olhava entorno, tentando identificar o lugar, e levantou a mão à altura dos olhos, articulando os dedos.

"Tudo bem, Julie?", perguntou Violett. Sua gêmea se virou, assustada.

"Onde eu estou?"


Notas Finais


Eu juro solenemente que não vou fazer nada de bom!
NÃO ME MATEM!
Então, não vou tomar todo o crédito da ideia da morte do Sr. Weasley, ok? Quero agradecer ao Arthur1234 que me deu a ideia de matar alguém no lugar do Fred. E tchã-rã! Pois é, né... Mas olhem só, se me matarem agora, nunca vão saber se o Fred sobrevive e oque acontece com a Julie! Ha! (Ô pessoinha boa pra dar uma desculpa, essa Sofia, hein?)
Obrigada mais uma vez por acompanharem a história da Violett até aqui!
Malfeito feito!


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