História A filha de Severo Snape - Capítulo 134


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Categorias Harry Potter
Personagens Fred Weasley, Jorge Weasley, Personagens Originais
Tags Harry Potter
Visualizações 177
Palavras 1.498
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 134 - Epílogo


ONZE ANOS DEPOIS

"Eu quero ir!", protestou o menino de cabelos negros.

"Você vai.", assegurou-lhe Violett, ajeitando a bolsa e a filha no braço. "Jasmim, querida, vai no chão, por favor?"

A menina de cabelos turquesa concordou e desceu do colo da mãe, correndo atrás de uma garotinha idêntica à ela, porém de cabelos rosa-choque.

"Sage! Jasmim! Voltem aqui!", Fred chamou.

"Mas são dois anos!", reclamou Severo.

"Que vão passar bem rápido.", o menino franziu o cenho. "Ora, pense que pelo menos não faltam cinco anos, como para as meninas."

"Porque não posso ir esse ano?", ele questionou a mãe. Ela sorriu.

"Porque esse é o ano da Paige e do Arthur."

Mais à frente do grupo, um casal de crianças ruivas empurravam, cada uma, um carrinho com seus malões. Em cima do carrinho do menino, uma coruja marrom salpicada de negro piava ruidosamente e, no carrinho da garota, uma gata negra balançava seu rabo magro graciosamente.

"É aqui, mãe?", perguntou Paige, examinando o local entre as plataformas 9 e 10 com curiosos olhos azuis.

"É sim. Vamos?"

"Não. Posso ir sozinha."

Ela desvencilhou-se de Violett que segurava seus ombros e saiu correndo. Desapareceu um instante depois.

"Bom... Quer que eu vá com você, Arthur, ou também é velho demais para a mamãe?"

Arthur riu, era tão sardento que parecia ser bronzeado.

"Pode vir, mãe."

Lado a lado, eles empurraram o carrinho e ganharam velocidade. Assim como Paige fizera pouco antes, Violett e Arthur emergiram na plataforma nove e meia. Não se passou muito tempo e Fred surgiu com Severo, Sage e Jasmim.

O vozeiro misturava-se ao barulho dos animais e os apitos da locomotiva vermelha. Vultos desapareciam na densa névoa que encobria a plataforma.

"Vamos procurar eles!", disse Paige, animada.

Mas o vapor era denso, e estava difícil distinguir os rostos das pessoas. Separadas dos donos, as vozes ecoavam anormalmente altas.

"Teddy! Oi!", a menina pulava, tentando atrair a atenção do menino de cabelos azuis.

Um grupo de sete pessoas estava parado ao lado do último vagão conversando animadamente. Harry e Andrômeda riam com Gina que lutava para manter a pequena Lílian Luna de dois anos parada em seu colo. Tiago, da mesma idade de Sage e Jasmim, escutava Teddy como se ele ditasse a cura de alguma doença importante enquanto Alvo escondia-se atrás das pernas de Harry, pensando se deveria ou não juntar-se ao irmão.

"Oi!", disse Paige, animada.

Teddy era apenas um ano mais velho que ela e Arthur e mesmo não sendo um Weasley e muito menos um Potter por sangue, vivia com aquela família que o considerava parte importante dela.

"Olha quem nos deu o ar da graça! Viram a Vic?"

"Não.", respondeu Arthur, ajudando o pai a colocar o malão e a gaiola com sua coruja no trem.

Nesse momento, a menina loira chegou. Ja usava as vestes de Hogwarts recém-compradas.

"O brilho da família chegou!", Victoire, jogou os cabelos por cima do ombro, sorrindo.

"Mas eu já estava aqui faz tempo!", Arthur fingiu imitar o gesto da prima e todos riram.

Violett tentava conter Sage e Jasmim, que tinha voltado a correr, enquanto as crianças mergulhavam numa discussão sobre que Casa iriam.

"Talvez você vá para a Sonserina.", disse Arthur à Severo, que cruzou os braços.

"Pai!"

"Deixe ele, Arthur.", mas Fred não prestava atenção. Sage e Tiago quase derrubaram uma mulher que se despedia do filho e ele e Harry lhe pediam desculpas enquanto domavam os filhos.

"Mas é verdade!"

"Não ligue, Sev.", disse Violett, agora de volta ao pequeno círculo. "Seu avô era da Sonserina."

"E o outro era da Grifinória.", lembrou Paige, casualmente. A mãe lhe lançou um olhar que a fez calar-se na hora. "Eu vou para a Sonserina, Sev, não se preocupe."

"E eu irei para a Corvinal!", disse Victoire, tão segura de si quanto a prima.

Violett consultou o relógio que um dia pertencera à sua avó, Eileen Snape.

"São quase onze horas, é melhor embarcarem. Tomem cuidado!", disse enquanto abraçava Paige, depois passando para Arthur. "E mandem cartas! Todos os dias! E..."

"Eles vão ficar bem, Violett, assegurou-lhe Fred, abraçando-a de lado enquanto acenavam para os filhos.

O trem então começou a partir. Violett acompanhou-o, observando a felicidade no rosto dos filhos, até que ele fez a curva e os vestígios de seu vapor desapareceram na ar de outono.

Seu coração apertou ao deixá-los ir, mas não era realmente um adeus.

Ela voltou até onde os outros estavam.

"Pode ficar com as crianças essa tarde, Fred?", o ruivo franziu o cenho.

"Claro, mas porque?"

"Dia de visitar o St. Mungus."

"Oh, sim... Vai lá, vamos ter uma tarde divertida, não é?"

Sage e Jasmim pularam e concordaram, gritando algo sobre sorvete.

"Claro.", disse Severo, mas seu olhar ainda estava preso no ponto em que o trem havia desaparecido. O menino sonhava com o futuro.

Violett concordou e então desaparatou. Quando a pressão passou e seus pés tocaram o chão, ela estava na recepção do hospital bruxo. Como sempre, enfrentou uma fila enorme até a atendente lhe dirigir um sorriso falso.

"Nome?"

"Violett Eileen Snape Weasley."

"Está aqui por...?"

"Visita."

"Deseja ver quem?"

"Julie Snape."

"É parente?"

"Ah, pelo amor de Deus, Clarisse! Eu venho aqui há onze anos! Sou irmã da Julie, você sabe!"

A atendente sorriu novamente.

"Pode subir, é no..."

"Quarto andar, eu sei."

Violett subiu as escadas, refazendo o mesmo caminho que fazia há anos. Quando entrou na sala, uma bruxa de olhar maternal a abordou.

"Bom dia, Sra. Weasley."

"Bom dia, Martha.", a Curandeira deu um sorriso triste.

"Se me permite, senhora,", a bruxa olhou em volta. "porque ainda vem?"

"Ela precisa de mim, Martha.", disse Violett, num tom que deixava claro que as duas já haviam tido aquela conversa.

"Mas ela não se lembra! Esquece oque a senhora fala algumas semanas depois! O cérebro dela não consegue guardar muitas informações."

"Bom, tentar não me custa nada, não é? Passar bem, Martha."

Andando pela longa sala repleta de leitos, Violett parou quando Gilderoy Lockhart sorriu para ela.

"Vai querer um autógrafo hoje?", ele perguntou.

Se Lockhart tivesse lhe abordado anos antes, quando era apenas uma adolescente, Violett provavelmente teria negado, desconcertada, e seguido em frente, mas agora ela sabia como era para alguém perder a memória assim, tão drasticamente.

"Quero sim. Cinco, por favor, vou dar aos meu filhos. Posso pegar na saída?"

"Claro!", o bruxo sorriu, exultante. "Seus filhos... Nomes?"

"Paige, Arthur, Severo, Sage e Jasmim."

Ele piscou, fazendo-a rir, e Violett seguiu para o fim da sala. Onde, sentada em uma cama perto da janela, uma mulher de cabelos negros observava a vista.

"Julie?", chamou Violett. "Cheguei!"

A gêmea se virou, então seu rosto abriu-se num sorriso enorme.

"Violett! Eu estava preocupada! Achei que não vinha! Hoje é quarta, não?"

"Sim, é quarta. Novidades?"

Julie indicou o lugar ao seu lado na cama, dando batidinhas, chamando Violett para se sentar.

"Hum... Eu lembro que semana passada você me contou sobre um lugar chamado Be... Beaux... Beauxbatons. Eu estive lá, certo?"

"Certíssimo! Lembra de lá? De alguém? Algo?", Julie negou, triste.

"Como sempre, não.", ela tornou a divagar, levando seu olhar até a janela. "Eu devo ter sido alguém muito, muito ruim para que ninguém me visite, não? Só você vem."

"É, você não foi lá uma santa, mas já passou. Eu estou aqui, não é? Ou será que não sou o suficiente?"

"Ah, é sim! É até mais!", Julie riu. "Me conta uma história?"

"Claro. Eu tenho cinco filhos, mas você lembra disso, não?", a outra negou. "Bem, eu tenho. Paige e Arthur são os mais velhos. São um casal de gêmeos, ruivinhos dos olhos azuis! Acho que os dois puxaram mais ao pai. Meu marido, o Fred, sabe? Pois é, se colocar os três juntos eles quebram a casa em dois dias! Paige é a mais independente dos cinco. E tenho o Severo também. Ele é o gêniozinho da família! É teimoso e cabeça-quente, mas de longe o mais fácil de lidar. Esse tem cabelo preto mas os olhos do pai. E depois tem as gêmeas! Ah, minhas Sage e Jasmim... Essas são difíceis também. Vivem brigando, parecem gato e rato. São metamorfamagas, acredita? Isso é muito raro, é um poder especial que permite a pessoa mudar de aparência à vontade. Bom, elas parecem que vivem com o dedo na tomada, têm energia o dia todo! Mas, enfim, a história. Uma vez eu e Fred perdemos a Sage na multidão e demoramos duas horas para achá-la! Quando queriam ajudar e perguntavam como ela parecia, aí que piorava!", Violett riu abertamente, mas Julie franziu o cenho.

"Mudei de ideia."

"Ahn? Como assim?"

"Eu quero a história. Sobre nós duas. Você nunca disse como nos separamos... Como a gente se encontrou?", o sorriso de Violett vacilou.

"Oh... Certo. Bem, uma hora você ia me perguntar."

Ela pigarreou, aprumando-se. Olhou para a janela como Julie fizera antes, pensativa.

"Tudo começou quando éramos recém-nascidas... Sophia, foi nos entregar para nosso pai..."


Notas Finais


Eu juro solenemente que não vou fazer nada de bom!
Chorei escrevendo esse epílogo! Ah meu pobre coração! Então, segundo esse epílogo, quem vocês acham que deve ser o/a protagonista da nova temporada da fic? Basta cinco votos para o personagem sem escolhido, ok? A Violett já fez uma descriçãozinha sobre cada um dos bebês dela e não acredito que tenha muito oque eu possa adicionar.
Mais uma vez, OBRIGADA A TODOS! Sério, amo muito todos vocês que leram até aqui, que tiveram paciência e não abandonaram a fic! Obrigada!
Malfeito feito!


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