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História A filha do chefe. - Capítulo 2


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Notas do Autor


oi oi!~~

demorei
but
here it is q

espero que gostem!
boa leitura!
perdão por qualquer errinho!

Capítulo 2 - Um; bom demais para ser verdade, feat. Emma Agreste.


Uma manhã nunca demorou tanto para passar – na opinião da mestiça – como aquela.

Talvez fosse o medo de virar em um corredor e encontrar-se com Adrien. Sim, o choque que aconteceria quando se cruzassem seria imenso e ela apenas saberia sorrir e dizer “surpresa?!” com um sorriso alastrado pelo rosto – e tingindo de vergonha.

Porem, ela conseguiu chegar o meio da tarde sem incidentes.

E aquilo permaneceu por duas semanas seguidas.

Tinha uma sorte do setor que trabalhava ser sempre tranquilo. Os superiores nunca apareciam ali, e seu chefe era um amor. Sim, tudo estava tranquilo.

E poderia ter permanecido assim.

Nette. — Marc colocou o rosto dentro de sua saleta. Ela desviou o olhar da tela do computador para o chefe sempre tão bem humorado. Ele segurava uma pasta. — Preciso que vá no superior e entregue isso para Rose Lavillant. — Ele suspirou. — A internet não está funcionando, o técnico só vem em duas horas e fiquei por vinte minutos em uma briga acirrada com a impressora. Da próxima vez, escreverei em um pergaminho.

Marinette acabou rindo, tomando a pasta com delicadeza e folheando-a por cima. Sentiu o coração parar por alguns instantes quando se focou no destinatário.

— Uhh... Rose é secretaria de quem? Félix?

— Nada disso, tsc. — Marc sacolejou o ombro. — É a secretaria de Adrien.

A cor sumiu momentaneamente do rosto da Dupain-Cheng, algo que fez Marc ficar um tanto curioso – e preocupado. Colocou a mão em seu ombro.

— Querida? Está tudo bem?

— Sim, eu... bem, hipoglicemia. — Riu, sem vontade. — Por isso ando sempre com balinhas na bolsa.

Marc acreditou, e retribuiu o sorriso por ela oferecido. Saíram juntos da sala, separando-se somente quando ela entrou no elevador. Marinette esperou as portas se fecharem e encostou-se contra a lataria metálica fria que o envolvia por dentro. Respirou uma, duas, três vezes. Realmente, estava bom demais para ser verdade.

Porém, voltou com toda a sua postura quando as portas se abriram. Adotou um sorriso brilhante, e tentou manter a esperança de que não, ela não encontraria Adrien.

Tal esperança não a impediu de apressar os passos que dava.

— Rose Lavillant? — Murmurou, ao encostar-se no balcão.

— Sim?

A garota de cabelos platinados a encarou com um sorriso doce nos lábios pêssegos. Marinette retribuiu, antes de deslizar a pasta pelo balcão de magnólia.

— Marc pediu para que eu entregasse.

— Certo, senhorita...?

— Dupain-Cheng. — Estirou o braço para um cumprimento rápido. — Está tudo certo?

— Pelo que parece sim, mas é realmente horrível que a internet esteja com problemas. — Rose sacolejou o ombro. — Só de pegar essa papelada já sinto preguiça.

Marinette acabou soltando uma risadinha.

— Bem, senhor Agreste que lute. — Marinette a ofereceu uma piscadela cumplice. — Já que está tudo certo, eu vou indo.

Despediu-se da secretaria e começou a andar. Um sorriso iluminando seu rosto. Era só voltar para a sua sala. Estava tudo caminhando perfeitamente bem.

Até a porta do elevador se abrir, e um furacão parecer passar por ela.

Ela não teve tempo de se defender. A miniatura de gente que passou por ali fê-la dar um giro e cair de quatro no meio da sala de espera do andar superior. O baque de seu corpo indo contra o chão ecoou por todo o andar e uma dor passou por todo o seu corpo, subindo como o sangue pelas veias e artérias. Grunhiu.

— Cristo, Emma! — Uma voz um tanto mais velha fora ouvida, enquanto ela se levantava. Elevou o olhar, vendo uma senhora de meia idade que mantinha uma careta. — Eu vou contar para o seu pai!

Não obteve resposta, apenas uma porta se abrindo e Rose Lavillant correndo do jeito que podia com o telefone no ouvido.

Marianne Lenoir meneou a cabeça. Emma nunca tomaria jeito ou juízo, e parte da culpa era de Adrien e seus mimos excessivos.

— Oh, senhorita! — A mulher se aproximou de Marinette. — Perdão pela garota! Ela... está impossível hoje.

O descontentamento na voz da mulher fez com que Marinette risse.

— Tudo bem, eu estou bem. Só com alguns arranhadinhos, nada mais. — Suspirou. — Tenho que ir agora...

— Não, não! — Marianne quis impedi-la. — Vamos comigo a sala do senhor Agreste! Emma precisa te pedir desculpas!

— Não é preciso, é só uma criança, e eu realmente preciso ir. — Com um tanto de agilidade, Marinette conseguiu esgueirar-se e enfiar-se no elevador.

— Mas...! — Marianne suspirou. O elevador fechara as portas e a mulher fora junto com ele.

[...]

— Ai, papai! A Marianne é muito chata, isso sim!

Emma ralhou, com as pernas balançantes sentada na cadeira frontal a escrivaninha da sala do pai. Adrien estava na cadeira de couro, e observava a filha tentando – ao máximo – reprimir um sorrisinho.

Emma lembrava Emilie de todas as formas. O cabelo loiro, o jeito de tremer as pernas quando queria se fazer de vitima e estava nervosa, e principalmente a petulância.

— Chata?! — Marianne bufou, levando a mão a testa. — Menina, você ainda vai me causar um infarto! Você não acha que já aprontou o suficiente por hoje?! Lambuzou o vestido novinho que sua mãe te deu com tinta, rabiscou a parede do quarto só para enfezar Nathalie e ainda por cima derrubou a moça na sala de espera! Mas que feiura, Emma! Tenho certeza que seu pai não está nada feliz com seus atos, mocinha! Não é mesmo, Adrien?

O olhar da baba foi fulminante. Adrien teve que lutar ainda mais para não soltar uma risada.

Ele conhecia Marianne Lenoir há tempos, porque ela tinha sido sua baba. Na época deveria ter seus vinte anos ou algo parecido, e agora com cinquenta havia se oferecido de bom grado quando descobriu que Adrien seria pai. Cuidava de Emma desde que a pequena nascera, ajudando-o com a organização. Quando se separou, Marianne continuou sendo uma ótima mediadora, indo com Emma tanto quando passava os dias na casa da mãe como quando passava os dias na casa de Adrien.

Por conhecer Marianne, ele sabia quando ela estava irritada, e naquele momento ela estava furiosa, porém, a careta que ela fazia – e era idêntica a que fazia quando ele próprio aprontava em sua infância – ainda causava a mesma sensação de querer rir.

— Viu, Marianne! Você está exagerando! Papai não está bravo com isso! Está quase fazendo xixi nas calças segurando a vontade de rir.

Adrien acabou soltando uma risadinha e levando o foco a caneta largada sobre a escrivaninha. Marianne se irritou ainda mais, e cruzou os braços.

Certo, Emma! Então, continue com essas atitudes de bebê, e não de moça, humpf!

A mulher saiu andando, deixando-os ali sozinhos. Emma rolou os olhos, cruzando os braços com ainda mais força.

— Ai, viu papai?!

Adrien suspirou, e se levantou. Contornou a mesa e se ajoelhou frontalmente a filha. Encarou-a por instantes. Cristo, Emma era linda, ao mesmo tempo que tinha zero modos.

— Você está errada.

A frase pequena fez com que o rosto de Emma se contorcesse em uma careta indignada.

— M-Mas... papai!

— Minha vez de falar. — Ele a cortou, com a delicadeza que sempre usava ao falar com ela. Emma fez uma careta, mas comprometeu-se a não o atrapalhar mais uma vez. — Marianne está com toda a razão, e eu estou triste com você. Você derrubou uma pessoa!

— Eu estava animada para te ver e te contar sobre esse fim de semana na casa da mamãe! Nos fomos no parque aquático, papai! Foi tão legal e...

— Ok, vamos falar sobre isso depois, agora... — Adrien a fitou com um tanto mais de seriedade. — Está de castigo por dois dias por causa do vestido e pela parede. Sem nenhum eletrônico para você, mocinha. — Emma abriu a boca, prestes a reclamar. Adrien voltou a falar. — E vai pedir desculpa para Marianne por tê-la chamado de chata e para a moça que você derrubou.

— E se eu não quiser? — A petulância voltou ao corpo miúdo. Adrien riu com o desafio implícito.

— Não vai ter festa de aniversário.

— A mamãe faz!

— Bem... eu e ela podemos chegar a um acordo sobre isso quando ela souber do que anda fazendo. Posso ligar para ela agora mesmo e...

— Ta bem, ta bem! — Emma chiou com muita má vontade. — Eu vou pedir desculpas, tá?!

Adrien soltou um sorrisinho satisfeito. Levantou-se, e estendeu a mão para ela. A garota agarrou-a com irritação. Encontrar Marianne seria fácil.

Agora a outra mulher... parecia ser uma tarefa complicada, mas não impossível.


Notas Finais


eta eta q

espero que tenham gostado!
obrigada por lerem!
comentariox sempre bem vindox!
beijão!~~ <3


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