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História A filha do Diabo - Capítulo 3


Escrita por: e AsyaMon


Capítulo 3 - Capítulo II


Acordo de manhã, ao ver o pequeno feixe de luz penetrar o cômodo. Meu berço tem uma rendinha transparente, que cobre-o por inteiro, mas minha vista é limitada pelas grades de madeira do mesmo. Em meu quarto tem uma janela grande, cujo as cortinas estão abertas, me possibilitando ver, quase que claramente, o nascer do sol. É lindo, mas seria melhor se eu pudesse andar novamente. Já estou aqui a, pelas as minhas contas, uma semana, apesar de geralmente dormir de tarde e perder o horário, mas nesse meio tempo tempo eu venho crescendo em uma velocidade entranha, que por um momento eu pensei que os  bebês tinham a noção do tempo diferente, pelo simples fato de eles não saberem do tempo, apenas passa rápido em sua visão, mas não foi bem assim que eu percebi ao decorrer do tempo.

-Parabéns Princesa! -- Amélia entra em meu quarto com duas caixas totalmente coloridas e com seu lindo sorriso no rosto.

-Feliz aniversário Srta. Lucynda!! -- Florence entra logo a pós de Amélia, saltitando e esbanjando sua felicidade diária. Eu nasci faz em torno de uma semana e como assim é meu aniversário? Estou falando que o tempo está diferente.

- Princesa sabemos que está crescendo rápido e é surpreendente, mas queríamos fazer uma pequena festa para que esteja mais confortável ao ambiente.-- Que? Eu não entendo essas pessoas, elas estão comemorando o Halloween em todos os dias que eu estive aqui.

-Princesa a gente sabe que a Srta. se sente sozinha e queríamos dar um pouco de alegria para nossa bebê, já que nosso Rei está ocupado... - Fala Amélia em um tom tristonho. Eu entendo que elas queiram me agradar e me fazer ter ótimas lembranças, já que aquele ser que é chamado e considerado meu pai não vem me ver.

  Amélia me deu um vestidinho da cor roxo púrpura, bem rodadinho e repleto de rendas brancas, que bordavam a parte de baixo do vestido.

-Fiz com minhas próprias mãos princesa, espero que goste.-- Amélia vai até meu armário e guarda o vestido depois de ter me mostrado frente e verso. A Flor me deu um laço da cor de ouro, de tão amarelo que era, o colocando em meus poucos cabelos. Ela levanta a rendinha do berço e me pega, me carregando e me levando a um grande espelho do tipo vitoriano redondo, com a sua borda Dourada, me pondo sobre uma cadeira super confortável em frente ao espelho, com uma barra macia frente ao meu corpo para que eu não caia. Me olho no espelho e percebo o quanto eu sou linda, cara eu sou muito mais bonita agora do que na minha vida passada, e eu sou apenas uma bebê ainda. Eu tenho cabelos pretos acinzentados, minha pele é clara e meus olhos são de um tom dourado, do mais claro em volta do centro dos olhos a escuros na borda, nunca vi olhos tão bonitos.

-A princesa está linda.-- diz Florence em um tom alegre e sorridente. Olho para ela e levanto as mãos pedindo colo, ela me pega sem hesitar e aponto para a janela que eu havia visto mais cedo.

-A Srta. quer ir ver lá fora? -- Sim, eu quero. Saudades de poder andar em momentos como esse. Florence me leva até a janela, quero muito ver o que tem em volta desse lugar. Infelizmente pude ver a imagem mais triste da minha vida. Pela altura eu estou em algum lugar alto, e lá em baixo eu vejo fogo espalhado por todo canto do lugar, que eu suponho ser uma cidade. As pessoas estavam sendo acorrentadas e maltratadas com chicotes por... sombras? O sangue dos maltratados escorrendo pelo corpo, poucas vestimentas, aparentam estar tão fracos, seus gritos me fazem arrepiar, essa é uma situação horrível! Onde Diabos eu vim parar? Eu estou com medo, não quero ficar aqui.

-Princesa... - As babás olham para mim confusas, após eu começar a me balançar e tentar levar as mãos aos meus ouvidos, elas não entendem o meu desespero.

 -Princesa, alguma coisa deve ter te assustado entre as árvores, é melhor nós vermos a outra janela. -- Damos a volta no quarto, vendo a outra janela de frente para essa última. Fico com receio quando Amélia abre as cortinas, fecho os olhos com a iluminação, mas ao abrir vejo uma cidade com um campo enorme e verde, crianças brincando e crianças vestidas também de Halloween. O que está acontecendo aqui? Essas pessoas estão felizes e se divertindo, como podem estar tão bem vestidas e felizes enquanto as pessoas estão sendo maltratadas do outro lado?

  Volto novamente para o meu berço. Amélia e Florence acabaram de sair após eu ter feito uma bagunça ao me debater no colo de Florence. Elas me contaram algumas coisas, falaram que eram escravas, mas escravas de um lorde, que esse lorde havia vendido elas, e elas acabaram se tornando as minhas babás. Eu acho que elas contaram essas coisas porque sou "um bebê" e não era para eu entender, ou elas estavam conversando mais entre elas mesmas do que comigo. Elas também falaram que o nosso Rei é o Hades o Deus das trevas, o mesmo pai que não veio me visitar. Ele ainda é o nobre que eu havia pensado, mas o fato de meu pai comandar as Trevas e a escuridão só me deixa mais animada, ah... e eu? Ah claro, pela hierarquia eu seria a "Princesa das trevas" Que legal! A cidade pelo o que elas falaram e eu entendi, se chama inferno, e só por saber disso, não tenho mais dúvidas aonde estou. Claramente estou em um RPG.

  Passei a tarde inteira pensando no que eu vi e ouvi naquela janela, as babás nem se quer se preocupavam com aquilo, e eu não consigo acreditar que elas simplesmente Ignoraram, Amélia... Florence.

Já estou decidida! Quando eu crescer e ter a autoridade suficiente, irei tira-los desse "inferno"

  Já se passaram duas semanas, e não estou conseguindo reagir muito bem com as babás, tenho meus motivos, é claro! Elas acham que eu estou doente e me enchem de coisas medicinais, recuso tudo ao ponto de deixar elas sem escolhas a não ser ficarem irritadas, e eu simplesmente ignoro os seus blefes de me deixarem sem chupeta. Já escureceu e por algum milagre eu consigo ficar em pé no berço, quero dizer, segurando as barras, mas o importante é conseguir. Olho para a grande janela "Preta" -- Que eu batizei assim após aquele dia-- e vejo as estrelas, estão tão lindas... logo fico triste por saber que tem pessoas vendo o mesmo céu que eu, só que essas pessoas estão sendo escravizadas com muita dor e lágrimas.

-Por que está tão pensativa princesa? -- Olho rapidamente para a outra janela de onde veio o som, a janela "branca" da paz.

-O que foi princesa? O que te incomoda tanto? --Aparentemente um cara com um capuz preto que tampa o seu rosto até os olhos e seus braços deixando somente seus músculos abdominais exposto. E ô mamãe, que músculos...

-Assim a Srta. Irá me deixar com vegonha, minha princesa.-- Ele pula do pequeno beirado da janela, onde tinha alguns pequenos vasos de flores. Ele anda pelo o quarto até a outra janela, fechando as cortinas da janela "preta". O observo e faço beiçinho, eu estava vendo as estrelas, não gostei disso.

-Não é bom olhar para cá, minha princesa, nós dois sabemos o porque.-- Que desgraça o que de "minha princesa"? Ele dá um pequeno sorriso e caminha novamente até a janela "branca".

-Até mais, Lucynda.-- Ele fala em um tom meio que sedutor? Como se já soubesse que eu não tenho a mente de um bebê.

Quem diabos era ele?


Notas Finais


Obrigado por lerem!
Até a próxima


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