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História A Filha do Dono do Morro - Romance Lésbico - Capítulo 12


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Capítulo 12 - Capítulo 11


*****Patrícia*****

No dia seguinte...

Acordo já rindo me sentindo a pessoa mais leve do mundo, minha noite com Ananda foi tão avassaladora que até agora eu ainda estava nua e suja com nossos orgasmos. Não acho errado o que fizemos, Ananda somos solteiras e não somos irmãs de sangue.

Passo meu braço pelo lado em que Ananda dormiu mas encontro o mesmo vazio, ela provavelmente já deve ter acordado. Quem diria que eu tranzaria justo com a minha irmã postiça em meio a toda essa loucura que estava minha vida.

Faço minhas higienes matinais e após o banho penteei meus cabelos deixando os mesmo molhados, coloquei um short jeans azul claro rasgado, uma blusa moletom preta com capuz e saí do meu quarto para ir tomar café, estava morta de fome pois Ananda me deu uma canseira ontem. Assim que desci as escadas vi Ananda já na mesa do café da manhã e a mesma se levantou da mesa sem nem ter terminado seu café da manhã.

- Bom dia. (Falei animada a ela).

- Bom dia. (Ananda disse séria pegando umas coisas na gaveta do armário ali perto da porta de casa sem nem olhar na minha cara e estranhei aquilo).

- Vai sair? Achei que íamos ver o morro hoje de novo. (Falei confusa).

- Hoje não, tenho umas coisas para resolver, acho que volto só a noite. (Ela respondeu no mesmo tom frio passando por mim sem nem olhar para mim e saiu de casa).

Fiquei ali parada sem entender, como ela me trata assim depois da noite que tivemos?

Mesmo confusa me sentei na mesa para tomar meu café.

[...]

Após o café subi a meu quarto pegando o livro para ler na varanda, na verdade, tentei ler. Pois não estava conseguindo com tantos pensamentos que viam a tona, Ananda havia me deixado confusa com sua atitude mais cedo, me senti uma "qualquer". Sem nada para fazer decidi ligar para Ângela, desde que cheguei aqui havíamos conversado apenas por mensagens.


{Ligação On}

- Sua desgraçada, só agora que tu me liga! (Ângela gritou e eu tive que afastar o celular do meu ouvido).

- Oi pra tu também, sua dramática. (Falei rindo).

- Amiga tô com saudades, pelo amor de Deus tu tá bem? Não tomou nenhum tiro? Pelo amor de Deus diz que não. (Ângela falou desespera).

- Ângela pelo amor de Deus te acalma, tô bem sim. Aqui parece perigoso do lado de fora mas é até calmo aqui dentro. (Falei dando de ombros).

- Mas mesmo assim a gente se preocupa, Penélope tá na faculdade mas ontem mesmo ela me ligou e a gente falou um pouco sobre isso aí. Caraca que barra em. (Ângela explicou).

- Ai amiga nem fale, parece que cada vez mais é pior. (Falei com meu olhar perdido naquele jardim lembrando da frieza de Ananda sobre mim hoje pela manhã, aquilo realmente me magoou).

- Ai é tão ruim assim? (Ângela perguntou preocupada).

- A questão não é nem lugar amiga, aqui é bom, um pouco diferente do que eu convevi mas é bom. O problema é ainda essa situação sabe, um cara que eu nunca vi na vida e é meu pai biológico, e uma irmã postiça... (Suspirei pesado).

- Irmã postiça? Me conta isso Paty. (Ângela falou confusa).

- Uma longa história amiga, não dá muito pra contar por telefone. Por isso eu queria saber se vocês poderiam vir me visitar um dia, não é para dormir, apenas passar o dia ou uma tarde. (Falei meio triste).

- Acho que podemos ir sim amiga, precisamos te ver também. Mas é seguro? Aí é um murro perigoso. (Ângela disse meio receosa).

- Relaxa, Mário meu... pai biológico disse que ele garante que é seguro. Afinal ele é dono daqui. (Respondi).

- Vantagens de ser "A Filha do Dono do Morro". (Ângela comentou e rimos continuando a conversar).

[...]

{Ligação Off}


Passei o dia todo sem fazer nada útil, almocei com Mário conversando apenas o necessário, tentei ler ou assistir algo mas acabei optando por passar o dia dormindo que as horas passariam mas rápido. Ananda não pisou o pé em casa desde hoje pela manhã, agora era nítido que ela estava a me evitar e ainda estou a me perguntar o porque.

Desci para o jantar meio tarde já encontrando-os jantando.

- Boa noite. (Falei meio sem ânimo me sentando a mesa).

- Boa noite. (Eles responderam em uníssomo).

Mário me deu um sorriso de lado mas Ananda sequer olhou na minha cara como fez o dia todo, comecei a comer sem falar nada e aquele silêncio pesava em meus ombros me incomodando hoje.

- Estão caladas hoje. (Mário comentou rindo confuso).

Então foi a primeira vez desde ontem a noite que os olhos de Ananda encararam os meus, ela me olhou séria com aquela sua frieza de hoje de manhã e eu realmente não estava a lhe entender.

- Estou com um pouco de dor de cabeça, vou terminar de arrumar os papéis que o senhor pediu. (Ananda disse e se levantou da mesa sem dar tempo de Mário protestar).

[...]


*****Ananda*****

A culpa reluzia pelo meu corpo, Patrícia e eu não devíamos ter feito aquilo, o que as pessoas vão pensar se souberem que fizerem isso. Acordei cedo nessa manhã e saí do quarto disposta ao não cair nessa tentação novamente, olhei o corpo dela nu na cama dormindo como um anjo me fez querer chorar por não poder mais toca-ló. A nossa noite foi maravilhosa, acho que nunca transei com uma garota tão fascinante.

Mas nem todo mundo sabe que não somos irmãs de sangue, isso poderia virar um escândalo aqui no morro. Iam achar ser um incesto.

Sem condições de encarar Patrícia eu passei o dia fora resolvendo umas coisas e batendo perna, agora nesse momento depois do jantar fiquei a arrumar uns documentos no escritório de papai, quando ouço a porta abrir e fechar.

- Achei que a noite tivesse significado algo pra ti também. (Ouço a voz de Patrícia falar, não ergui o rosto mas era nítido que ela estava irritada).

- E eu achei que tu já tivesse dormindo. (Falei com a frieza que eu tentava forçar o dia inteiro).

A verdade era que aquilo também me machucava.

- Para de ser uma babaca e olha no meu rosto Nanda. (Patrícia irritada bateu as mãos na mesa a minha frente fazendo eu lhe olhar assustada). - Porque tá me tratando assim? Caraca eu fiz algo errado? (Ela falou irritada).

- Nós fizemos algo errado caralho, aquilo ontem foi erro. (Falei me levantando ficando frente a frente com apenas a mesa do escritório entre nós).

- Tu não achou o erro quando tava com a porra da tua boca nos meus peitos. (Ela disse ríspida).

Então me lembrei daquelas duas bolas macias e rosadas a qual eu passei a noite me esbaldando, calma Ananda, foco.

- Eu não estava pensando nas consequências, aquilo foi um erro. Um erro que não vai mais acontecer. (Falei firme).

- Erro porque? Caralho foi só uma simples, que mau tem isso? Nem irmãs de sangue nós somos, e nunca tínhamos nos vistos antes, não fomos criadas juntas. (Patrícia argumentou circulando a mesa ficando perto de mim e seus olhos eram puro ódio).

- Mas nem todos sabem disso Patrícia, poderiam achar errado. Acharem que estamos fazendo incesto... (Argumentei mas Patrícia me interrompeu).

- Ah foda-se o que eles acham, tu gostou tanto quanto eu do que vivemos ontem, eu sei que gostou. (Patrícia disse e meu coração se apertou).

- Desculpa Patrícia mas se tu é irresponsável, eu não sou. Tenho uma reputação a zelar nesse morro, sou o braço direito de nosso pai. (Falei calma tentando fazer com que ela entendesse).

- Eu te odeio. (Patrícia disse com raiva).

Ela saiu do escritório batendo pé mas antes teve a audácia de derrubar no chão todos os papéis que eu havia arrumado em cima da mesa, e me senti culpada por aquilo.

[...]

Continua...


Notas Finais


Quando eu penso que finamente vai, aí elas brigam ;-; amor e ódio realmente andam juntos ksksks


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