1. Spirit Fanfics >
  2. A Filha do Dono do Morro - Romance Lésbico >
  3. Capítulo 28

História A Filha do Dono do Morro - Romance Lésbico - Capítulo 29


Escrita por:


Notas do Autor


Meus amores lancei história nova, um romance lésbico daqueleeees que eu sei que vocês amam. Então corram lá e já comentem e favoritem.
Link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-dama-de-vermelho--romance-lesbico-20075524

E eu espero profundamente que vocês me perdoem por esse capítulo, lembrem-se que "A Filha do Dono do Morro" foi inspirada em "Amor Perigoso", se eu não fizessem isso não teria muito sentido. Mas saibam que eu amo vocês e essa reta final já está me dando uma saudade enorme. Beijos e boa leitura! ♡

Capítulo 29 - Capítulo 28


*****Patrícia*****

No dia seguinte...

Era hoje meu aniversário e Mário dava pulos de alegria pela mansão porque eu tinha decidido ficar, a verdade era que eu ainda estava chocada com tudo que ela havia me dito ontem a noite. Eu havia julgado o mesmo achando que ele havia me abandonado quando na verdade ele sempre esteve ao meu lado mesmo de longe, se não fosse por ele naquele dia na balada hoje eu estaria perdida com aquele homem me forçando a ter algo com ele. Realmente tudo é mais diferente do que eu imaginei desde o começo, e Mário prefiriu que eu me adaptasse primeiro para depois me contar tudo, fico com pena dele ter aguentado as minhas ingratidões calado desde o começo. Ainda fico triste por não ter conseguido lhe chamar de pai, sei que isso é a coisa que ele mais quer na vida.

Apesar do alvoroço que Ananda e Mário estão fazendo por causa do meu dia, eu estou calma e proferi vir para o brechó do Morro agora pela manhã. Não há presente melhor que ajudar quem precisa.

- As doações de fraudas geriátricas vão ajudar muito alguns idosos do Morro, tem uns que só tem dinheiro para comer. (Ana comentou enquanto arrumamos uma pilha de roupa na loja que estava sem pouco movimento hoje).

- Acho que vou comprar algumas próxima semana para doar também. (Falei dobrando uma blusa).

- Tu ajuda tanto nossa causa, queríamos retribuir de algum jeito. (Alessandra disse se aproximando de nós e entrando na conversa).

- Não precisa gente, por favor. (Falei rindo).

Então ouvimos um ronco forte e alto de um carro, era Ananda estacionando sua lamborghini roxa em frente ao brechó. Ela adora desfilar pelo morro com ela.

- Oi mulher da minha vida e aniversariante do dia. (Ananda disse após entrar na loja e me puxar pela cintura para um beijo rápido).

- Aniversariante? Paty hoje é teu aniversário e tu não disse nada. (Flávia disse chegando perto de mim).

- Sua bandida, parabéns. (Ruth disse vindo me abraçar e assim quase todos na loja vieram me dar parabéns e me abraçar, eles já são bem apegados a mim).

Assim que termiram os abraços Ananda e eu ficamos em frente a loja conversando até que sinto meu celular vibrar com uma mensagem de Ângela.


{Mensagem On}

"- Oi amiga, foi mau vamos demorar. A lerda da Penélope deu ruim com o presente, então vamos no shopping rapidinho. Mas chegamos rápido aí. Beijos e feliz aniversário sua vaca".

{Mensagem Off}


Respondi com um "Ok" e sorri guardando meu celular no bolso de trás do meu short.

- Que foi? (Ananda perguntou rindo confusa).

- Ângela me mandou uma mensagem dizendo que deu ruim com o presente da Penélope, vai demorar porque vão passar no shopping. (Expliquei).

- Sendo assim, vamos para casa logo. Da tempo de terminarmos de organizar tudo, porque ficou tudo nas costas da coitada da Cida. (Ananda disse e eu acenti).

Quando descemos do degrau da porta da loja e íamos para o carro tudo ocorreu muito rápido, ouvimos sons estonteantes de tiros e imediatamente as pessoas começaram a gritar e a correr, meus olhos se arregalaram e eu fiquei sem saber o que fazer.

- ABAIXA!! (Ananda gritou me puxando para baixo e fiquei encostada atrás do carro dela junto da mesma, Ananda levantou os olhos para olhar e mais tiros vieram). - Merda, é a polícia. (Ela resmungou).

- Que? A polícia? (Falei confusa sentindo todo meu corpo se tremer e mais tiros vieram).

Os gritos das pessoas e então um garoto todo tatuado caí cambaleante na calçada da loja com um tiro no peito, ele estava morto.

- Esse daí é um dos caras da barreira, eles devem ter vindo armados até os dentes e conseguiram atravessar a fronteira. MERDA!! (Ananda gritou com raiva e mais tiros soaram).

Era realmente os polícias pois comecei a ver homens com fardas, coletes à prova de balas e fuzis na mão. Mais tiros e mais gritos, algumas pessoas caiam no chão mortas e feridas, algumas eu conhecia de vista e sabia que não tinham nada haver com o tráfico, foram mortos por apenas serem pobres favelados.

- Entra no carro, ele é a prova de balas. Tenho que resolver isso. (Ananda disse se mexendo).

- Que? Não, não vou te deixar aqui fora sozinha. (Falei nervosa vendo Ananda cuidadosamente abrir a porta do carro para que os policias não nos vissem mas o som dos tiros continuaram).

- Tu tem que entrar na porra desse carro, não sabe nada de combates de fogo. Tu pode pegar uma bala perdida a qualquer momento. (Ananda disse e eu fiquei sem conseguir argumentar). - ENTRA LOGO NESSE CARRO, PORRA!! (Ela gritou e por instinto eu entrei no carro nos bancos de trás).

Ananda fechou a porta do carro e rápida como um trovão ela abriu a porta da frente, tirando uma arma do porta luvas e levei um susto quando ela simplesmente abriu o banco do motorista que tinha um colete a prova de balas dentro do mesmo, ela fechou a porta vestindo o colete em seguida sumindo do meu campo de visão. Era muitos tiros e muitos gritos, polícias matando os traficantes e vice versa. Abaixei minha cabeça colocando-a entre meus joelhos e fechei os olhos com muita força chorando baixinho não querendo ver aquele derramamento de sangue. Meu Deus, espero que Ananda e Mário fiquem bem, eles precisam ficar bem, eu os amos e não sei mais viver sem eles.

Os tiros continuaram e mais gritos durante vários minutos que pareciam infinitos, até que derrepente tudo se cessou. Esperei ainda calada e ouvi algumas vozes mas nada de gritos, ainda com medo levantei meu rosto olhando pelas janelas do carro. Era tantos corpos, pessoas chorando ao lado de outras que estavam feridas, tanto policiais quanto pessoas da favela.

Então meu coração se deparou e lágrimas desceram de meus olhos, abri a porta do quarto e disparei a aquele campo de batalha cheio de sangue, corri aos choros e não acreditava naquilo que eu estava vendo. A minha frente estavam ensanguentados e jogados ao chão os corpos de Ananda e Mário.

Não meu Deus, não pode ser.

Continua...



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...