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História A Filha do Feiticeiro - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 2


Odile podia ver que o fazendeiro não estava feliz quando ela disse quem ela era e porque ela estava ali. Ela pensou que ele não iria vocalizar esse sentimento por educação, mas esse não foi o caso.

“Eu paguei por Rothbart, não a sua filhinha de treze anos”

“Meu pai teve assuntos urgentes a tratar, ele se desculpa por isso. Mas ele me mandou e eu posso fazer o encantamento sem problemas. E também eu tenho dezesseis anos, não treze”

“Eu não ligo se você tem oito ou oitenta. A magia de mulheres é fraca e o sangramento mensal faz a sua mente instável, eu não vou deixar você tocar as minhas plantas”

Foi um esforço considerável não compelir um dos touros da fazenda a encravar um dos seus chifres no estomago do fazendeiro naquele momento.

“Eu sou uma mulher, e eu sou jovem. Mas mais importante do que isso eu sou a filha do meu pai e a única aprendiz que ele já teve. E ele não teria me mandado aqui caso ele não me julgasse completamente capaz de fazer essa tarefa”

O fazendeiro respirou fundo.

“Tá, mas se não funcionar eu vou querer meu pagamento de volta, com juros”

“É claro”

Odile ficou alguns minutos olhando para os campos antes de começar o encantamento, esperando a irritação da conversa que teve passar, sua magia era uma extensão dela mesma, então suas emoções, assim como a de seu pai e todos os praticantes de magia acabavam se misturando com aquela força dentro dela. Portanto raiva poderia facilmente fazer com que o encantamento tivesse o efeito oposto. A raiva não passou então ela decidiu se focar no seu orgulho, como ele tinha chamado ela de fraca. Ela estava pronta.

Ela se ajoelhou e colocou suas mãos na terra e deixou aquela parte dela mesma fluir pelo solo, se espalhar por toda a extensão dos campos. Por um segundo ela podia sentir cada grão de terra, todas as raízes fincadas, a vida dos pequenos animais que viviam no solo. Aí ela disse :

“Cresça”

Ela notou que tinha dado certo primeiro pelo som do que pela visão, como um tinido no ar, e aí o verde começou a sair da terra, em dez segundos a plantação tendo o crescimento de semanas, talvez até meses. Odile não olhou para trás para ver a expressão espantada do fazendeiro ou de seus funcionários, ela não precisava, ela sabia que estava lá.

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Em retrospecto Odile decidiu que tinha sido uma coisa estúpida de se fazer, o acordo era para um simples encanto de fertilização, não um de crescimento, e certamente não um daquela magnitude, mas ela odiava a idéia de qualquer um achando que ela era fraca, mesmo um idiota como o fazendeiro claramente era.

O encanto tinha a deixado exausta então ela parou na primeira pensão no caminho e pediu pela melhor cama que eles tinham, não importando o preço.

“Aqui, o melhor quarto da casa, bom o suficiente para uma princesa” o dono da pensão disse.

“Tecnicamente eu sou apenas uma duquesa” Odile disse.

O homem riu como se achasse que ela estivesse brincando, e Odile não se preocupou em corrigi-lo, ela colocou uma moeda de prata nas mãos dele como gorjeta, trancou a porta, se jogou na cama e dormiu direto pelas próximas quatorze horas.

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Quando Odile chegou na floresta da fronteira o sol estava quase se pondo, e ela ainda estava cansada, tão cansada que ela quase não reparou que dois animais estavam brincando, e ela só ficou alerta quando notou que um deles era um grande pássaro branco.

Ela avançou com o cavalo na direção da briga, o animal que estava brigando com o cisne era bizarro, o corpo era o de um urso negro mas a cabeça se assemelhava bem mais a de um morcego. Odile jogou um feitiço de transformação nele para transformá-lo em um coelho mas não funcionou, mas no entanto ele parou de atacar o cisne, ele olhou para Odile intensamente e aí saiu correndo na direção oposta.

Ela desmontou do cavalo e foi socorrer o cisne, ela estava bem machucada mas pelo tamanho Odile tinha certeza que era Katrina. Mas não fazia nenhum sentindo, mesmo em suas formas de cisnes as mulheres mantinham suas consciências humanas e todas sabiam muito bem que a floresta era cheia de predadores além de feitiços de confusão para qualquer um que não tivesse o dom. No passado houveram algumas que tentaram fugir mesmo assim mas ela tinha certeza que Katrina não seria uma delas, ela nunca havia reclamado de estar no castelo e o período do acordo dela terminaria em menos de um ano.

Odile levou sua mão a uma das asas feridas para começar a curá-las mas no momento que ela fez isso o cisne começou a se debater, Odile teve que pressioná-la contra seu tórax para fazer com ela parasse.

“Kat se acalma, você só vai se machucar mais, eu estou aqui, tudo vai ficar bem”

Segundos após ela dizer isso o sol se pôs e a transformação começou com uma luz dourada envolvendo o corpo do cisne e moldando a carne novamente para a forma de uma jovem mulher. E ficou bem claro que ao contrario do que Odile tinha pensado aquela jovem mulher não era Katrina, os cabelos de Katrina não eram ruivos, mas sim castanhos assim como seus olhos, enquanto os da outra eram azuis.

“Me ajude” a estranha garota nos braços de Odile disse pouco antes de desmaiar.



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