História A filha do gangster - Capítulo 6


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Feelings


*POV.Matheus*

— O que você quer aqui, Nicollas? — falei cruzando meus braços, o encarando. 

— Não se preocupe, não vim destruir sua inauguraçãozinha. — disse com um ar debochado, me fazendo trincar o maxilar. — Só quis dar uma passadinha aqui e conferir como tudo estava indo. — ele olhou ao redor. — Parece que você transformou o Demon. Se não dá pra ter uma boate rica nessa cidade pacata, pelo menos isso foi uma ideia genial, irá atrair muitos fregueses, tenho que admitir.    

—Eu costumo mesmo ter ideias geniais. — dei de ombros. 

Ele sorriu.

— Não tão genias quanto as minhas, até porque, quem é o número Um aqui? — perguntou, arqueando as sobrancelhas, com um ar superior. Trinquei meu maxilar e fechei minhas mãos em punho. Ele não perdia a oportunidade de esfregar na minha cara que ele ainda domina a maior parte do Canadá. Ainda. — Não se preocupe comigo, não vou arranjar encrenca. Só vou tomar um drink e depois irei embora.  

— Até porque, você está no meu território, então acho melhor mesmo ficar no seu canto.

Ele apenas abriu um sorriso e foi em direção ao bar.

Chamei meus seguranças e mandei ficarem de olho. Voltei para a área VIP e me sentei em uma poltrona que ficava de frente para onde Nicollas estava. 

*POV.Clara*

Minha teoria estava certa, Matheus não ia com a cara desse homem. Eles com certeza tinham algum problema um com o outro. Enquanto eles conversavam, podia notar as alfinetadas. Logo Matheus voltou, se jogando na poltrona e encarando Nicollas que estava no bar.

— Qual é o problema? Você não gosta dele? — me ousei a perguntar de novo.

Matheus desviou sua atenção de Nicollas me olhou, e então riu.

— Não gostar dele é apelido. Eu detesto esse cara. — rosnou baixo. Podia sentir o ódio de longe.

— Mas por quê? 

Matheus bufou impaciente.

— Ele também é um mafioso. — começou Thiago a explicar. — Ele é o maior, tem a maior parte da máfia do Canadá.  Matheus está logo em segundo.

— Agora entendi a rixa. — ri pelo nariz. — Pura inveja, que coisa feia senhor Brasileiro. — alfinetei. 

Ele ameaçou se levantar de sua poltrona para me atacar, me fazendo encolher na poltrona de couro, mas Felipe o deteve.

— Calmo ai, bro, não é com ela que você está irritado. — Felipe deu tapinhas no ombro de Brasileiro, para o tranquilizar.   

— Ela também faz parte das coisas que estão me irritando ultimamente. — ele disse me olhando e ajeitando o colarinho de sua jaqueta, completamente irritado.

— O que eu perdi? — disse a garota de cabelos compridos. Amanda. Ela olhou rápido pra mim e continuou a entrar na área VIP, se sentando ao lado do irmão, que continuava quieto.

— Nicollas está aqui. — Bruno disse, colocando vodca em seu copo.     

— Sério? O que ele faz aqui? — cruzou o cenho.  

— Disse que não veio para arranjar encrenca, só vai tomar um drink e cair fora. — Matheus revirou os olhos.   

— Ele veio conferir o movimento, quer saber se está se dando bem. — disse Wiu. Finalmente ouvi a voz desse garoto.  

— É claro que é isso. Por tanto que ele não vai arranjar confusão aqui, porque é meu território. Ele está de olho em tudo, como sempre. — respondeu Matheus, olhando para Nicollas como se pudesse fazê-lo explodir só com a força do pensamento. — Não estou confortável com ele aqui, é melhor darmos uma volta e ficarmos rondando por ele. — ele disse se levantando com seus seguidores fies indo atrás dele, saindo da área VIP.      

Ficou apenas eu e Amanda. Ela sentada em um canto mexendo no celular e bebendo sua vodca, enquanto eu estava aqui, quieta e prendendo o xixi.  — Amanda? — tomei coragem e a chamei, mas ela me ignorou e continuou mexendo em seu celular. — Amanda! — gritei mais alto, fazendo ela levantar seu olhar e me encarar feio. — É que eu estou apertada, pode me mostrar o banheiro?    

— Procura sozinha. — disse ríspida. 

— Esse lugar está cheio, e Matheus não me deixou sair sozinha. 

— Mas eu to deixando, pode ir, eu aviso a ele que foi ao banheiro.

Bufei e me levantei, mas o segurança me barrou.

— Pode deixar ela ir. — Amanda disse, fazendo o cara arquear a sobrancelha.

— Mas o senhor Brasíleiro...

— O senhor Brasíleiro não está aqui, agora eu estou. Ela só vai ao banheiro, pode deixá-la ir.

O homem acabou cedendo me deixando sair.

Eu não era idiota, sabia que ela só queria se livrar de mim. Mas realmente estava apertada, precisava do banheiro. 

Aquilo realmente estava lotado, com mulheres dançando e se esfregando em homens, outras fazendo um show nos Polly Dances, praticamente nuas. Alguns homens me olhavam com outras intensões, abrindo um sorrisinho malicioso. Que nojo.

Olhei ao redor, mas não conseguia enxergar muita coisa, não fazia ideia para onde o banheiro ficava.   

— Parece que temos uma princesa perdida. — ouvi uma voz em meu ouvido. Virei lentamente, dando de cara com um homem moreno e barbudo. — Boa noite. — ele abriu um sorriso.

— Desculpe, preciso achar o banheiro. — me virei, tentando fugir dele o quanto antes, mas dei de cara com Matheus se aproximando. Não sei por que, mais sorri aliviada por ver ele por perto.

— O que faz aqui? — ele perguntou ríspido, me segurando forte pelo braço.

— Só estava tentando achar o banheiro. — falei puxando meu braço de volta.   

— Vem comigo. — ele encarou o homem, depois me puxou e me levou para seu escritório.

— O que estamos fazendo aqui? — perguntei cruzando meus braços e achando estranho ele ter me levado ali.

— Não queria ir ao banheiro? — ele apontou para uma porta no canto. Assenti e fui direto para lá, fechando a porta com a chave. Finalmente consegui fazer meu xixi em paz.

Quando estava lavando as mãos, comecei a ouvir vozes, parecia à voz de Matheus e alguma outra voz feminina. Abri a porta e dei de cara com Matheus com uma puta sentada em seu colo.

— O que é isso? — perguntei cruzando o cenho e parecendo um pouco irritada, mais do que deveria.

— Cai fora. — ele disse, simples assim.

— Cai fora? — repeti, não acreditando que ele tinha dito isso.

— Exatamente isso, cai fora, não está vendo que estou ocupado? — ele apontou pra puta que jogou os cabelos de lado, sorrindo falso pra mim.

Suspirei e contei até dez mentalmente para não ter que acabar com ela. Não estava incomodada por ele estar com uma mulher. Ok, talvez eu estivesse, mas não por esse motivo, não por ciúmes. Para todos ali, estávamos comprometidos, eu iria ser taxada de corna.   

Mas não disse nada, apenas saí do escritório, batendo a porta com força. Desci as escadas e andei pela multidão, mas não voltei para a área VIP, não estava a fim de encarar Amanda me olhando como se fosse me devorar. Fui para o Bar e fiquei mais tranquila ao ver que Nicollas já não estava mais ali. 

— Três tequilas, por favor. — pedi ao Barman, que era bem bonito por sinal. Ele se aproximou com três copos e colocando o líquido transparente, deixando o sal e o limão ao lado.

— Quero ver o quanto você é boa. — ele disse, se apoiando na bancada e sorrindo malicioso pra mim. Retribui o sorriso e coloquei sal na minha língua, chupei o limão e virei com tudo à tequila. Desceu raspando e queimando. Fiz careta e balancei a cabeça. — Você foi incrível. — ele disse, me aplaudindo, me fazendo rir.

— Sou incrível em muitas coisas, Barman. — falei, sorrindo maliciosa.

Ele retribuiu o sorriso e se apoiou mais em cima da bancada, chegando mais perto de mim.

— Pode me chamar de Luke.

— É um prazer Luke, sou Clara. — estendi minha mão e ele me cumprimentou.

— O que está fazendo aqui? Esse lugar é mais frequentado por homens, e as mulheres que tem aqui são putas, e você não me parece uma. 

Não queria contar a ele que eu era “noiva” do Brasileiro, até porque, ele está lá em cima, fodendo agora com aquela vadia. Então comecei a pensar em uma solução pra aquilo. 

— Me mudei há pouco tempo e vim com alguns amigos, apenas procurando diversão, não sabia que as mulheres que frequentam aqui são putas.

— Mas se não soubesse não teríamos nos conhecido. — ele sorriu.

— Exatamente. Tudo acontece por algum propósito. — sorri e virei à outra tequila, com tudo.

Depois to terceiro copo, tudo já estava diferente. Eu ria praticamente de tudo que Luke dizia. Ele era um cara muito bonito, se Matheus pode me ”trair” com aquela vadia, eu também podia fazer a mesma coisa.

— Gostei de você, Luke. — falei, puxando ele pega camisa.

— Gostei de você também, Clara. — ele olhou para minha boca, e fomos nos aproximando, até que alguém me puxou pra longe de Luke. 

— Está louca? — Amanda me olhava furiosa. — Se Matheus ver isso ele te mata, e ainda mata ele. — ela apontou para o Luke. — Vamos voltar. — ela me puxou, nem deu tempo de eu me despedir de Luke, apenas olhei para ele pedindo desculpas.  

— Ei, precisava me tirar de lá desse jeito? — resmunguei quando me sentei na área VIP.

— Você é louca? E se Matheus visse? 

— Ele está ocupado fodendo.

— Você andou bebendo? — perguntou Felipe  rindo.

— Sim. Três tequilas. Virei direto. — comecei a rir.

— Essa vai ficar ruim. — comentou Bruno, também rindo.

— Com tanto que não sobre pra mim. — resmungou Amanda, se sentando ao lado do irmão.

— Você é chata assim sempre? — perguntei, fazendo todos rir e ela me olhar feio.

— Cheguei. — disse Matheus, entrando na área VIP e se sentando ao lado de Chaz.

— Acabou de foder? — perguntei, olhando irônica. 

Ele sorriu.

— Sim, e bastante.

— Gozou quantas vezes? — todos nos olhavam, querendo ouvir até onde aquilo iria.

— Uma vez. 

Bufei.

— Ou você é fraco ou ela é ruim. — todos riram, principalmente Bruno.

— Cala a porra da boca. Vamos embora, você já me irritou por hoje. — ele disse se levantando. 

— Graças a Deus. — falei me levantando também, levando um copo com vodca comigo. — Foi um prazer em conhecê-los. — falei fazendo uma reverência e quase perdi o equilíbrio do salto. 

— Igualmente. — disse Felipe.

— Nos vemos em breve. — disse Thiago, pegando minha mão e a beijando.

Bruno apenas se despediu com um aceno e logo eu já estava saindo do local com Matheus. Virei todo o copo de uma só vez, balançando a cabeça e rindo.   

— Você está bêbada? — ele me perguntou, quando nos aproximávamos do carro.

— Estou. Uma mulher não pode ficar bêbada?

Ele deu de ombros e entrou no Bugatti, comigo entrando logo depois. O caminho foi silencioso, e eu estava ficando enjoada com as curvas que o carro fazia. Quando Matheus parou o carro, olhei pra ele e fiz um aceno com o dedo. 

— Valeu pela noite. — ele riu pelo meu jeito, e saí do carro, andando cambaleando um pouco em direção a casa do meu pai. 

— Nos vemos por ai, Clara. — ele gritou pela janela, antes de dar a partida com seu carro.

Entrei em casa e tudo estava em silêncio, com certeza boa parte dos homens dessa casa foram curtir sua noite. Será que Gabriel também saiu?

Fui até a cozinha e comi um doce e bebi dois copos de água, para ajudar a passar o efeito do álcool. 

Tirei meu sapato e fui me arrastando subindo as escadas e entrei em meu quarto. Joguei os sapatos no canto e perambulei pelo cômodo, até notar em cima da minha cama algumas sacolas e uma caixa com um papel em cima.  

Eram as coisas que eu havia comprado com Gabriel mais cedo. Peguei o papel e li o que estava escrito.

“Sei que deve estar chateada por mais cedo, mas isso é apenas uma forma de me redimir." - Gabriel

Olhei para a caixinha preta e a peguei, lembrando perfeitamente que eu não havia comprado seja lá o que for que estava naquela caixinha. Quando eu a abri, tinha uma pulseira linda e delicada. Simples, mas ela era linda. 

Sorri ao ver o presente. Gabriel era tão gentil. Assim que amanhecesse, iria atrás dele para agradecer. No momento, só precisava de um banho e de uma bela noite de sono.

Os dias se passaram depressa, quando notei, era sexta-feira, dia do meu casamento. Não tinha motivação nenhuma de me levantar essa manhã, principalmente nesse frio. Essa época do ano castigada. A neve, o vento gelado, tudo era congelante. O tempo estava exatamente como o meu humor: Frio.     

Desde aquela noite no Demon, não vi mais Matheus. É melhor assim, já teria que vê-lo muito de agora em diante. Com certeza ele estava aproveitando pra comer várias vadias que quisesse. Mas também não iria me incomodar com isso, como também não ia seguir suas ordens de não ficar com ninguém por ele ficar preocupado de ser tachado como corno.

Se eu vou ser corna, ele também será. 

Escutei três batidas na porta, mas estava me recusando a me levantar da minha cama quentinha para atender.

— Clara? — reconheci a voz de Gabriel. — Seu pai pediu pra eu te apressar, vamos sair em duas horas, no máximo.

— OK. — falei de mau humor. Escutei seus passos se afastando da porta, e eu estava sozinha de novo.

Criei coragem e me levantei, me arrastando até o banheiro. Fiz minha higiene e tomei um banho quente, tão quente que a fumaça preencheu o banheiro. Enrolei-me em meu roupão e fui tremendo de frio até meu quarto. Coloquei meu vestido que iria me casar, o sapato, um, sobretudo por cima pra me aquecer, e os acessórios.  

Por último, cuidei do cabelo, jogando ele todo de lado e o deixando ondulado com o Babyliss. Fiz minha maquiagem, leve, mas bonita, dando vida totalmente ao meu look. Se eu não estivesse prestes a me casar com Matheus, até ficaria feliz e orgulhosa pelo resultado final.   

Desci as escadas, indo para sala, encontrando Gabriel e meu pai a caráter. 

— Gabriel também vai? — perguntei confusa, olhando ele arrumar sua gravata.

— Vai, e já estamos de saída, só vou orientar meus homens e já podemos ir. — disse meu pai, passando por mim.

Vi que Gabriel tentava — sem sucesso — arrumar sua gravata, então me aproximei para ajudá-lo. Ele estranhou a aproximação, mas quando notou que eu estava tentando arrumar sua gravata, suavizou mais. Notei seus olhos em minha pulseira, aquela que ele me deu algumas noites atrás. Então ele ficou encarando meus olhos, até me fazer encarar os dele também.

— O que foi? — perguntei, enquanto arrumava sua gravata e ao mesmo tempo olhava para ele.

— Eu preciso fazer uma coisa, antes que você vá. 

Cruzei o cenho.

— Que coisa? — só deu tempo de eu perguntar, por que antes de eu perceber qualquer coisa, ele já avançou pra cima de mim, esbarrando seus lábios nos meus. No início, fiquei assustada, não esperava por isso. Depois relaxei e correspondi ao beijo.  

Ele me envolveu pela cintura e me puxou para perto do seu corpo. Eu segurava seu rosto e intensificava o beijo. Era um beijo calmo, mas com desejo. Ele pediu passagem para sua língua e eu cedi, nos envolvendo, experimentando o máximo que podíamos um do outro, e então, ele me afastou.  

Fiquei olhando para ele com cara de idiota, provavelmente, por eu não conseguir ter reação. 

— Vou sentir sua falta, Clara. — então ele se virou, saindo na mesma direção que meu pai havia ido. 

Fiquei ainda um tempo na sala, sozinha, organizando meus pensamentos. Ia ser difícil me casar com Gabriel olhando a “cerimônia” depois desse beijo. Sabia que não era de verdade, mas íamos ter que passar essa imagem pras pessoas de fora, então não tinha como eu ter um relacionamento com Gabriel e ser casada com o Brasileiro.  

E isso não é o pior de tudo. 

Eu estava começando a ter sentimentos por Gabriel, mas estava indo me casar com outro.


Notas Finais


Eita que eu não sei explicar esse capítulo


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