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História A Filha Do Jeff The Killer - Capítulo 2


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Notas do Autor


Peço muitas desculpas pela demora

Capítulo 2 - Conversa


Cinco para a esquerda. Dois para a direita. Oito para a direita denovo. Empurrar a porta ligeiramente e... nada. Tento mais um, duas, três, quatro, vezes mas não abre. Olho o número do cacifo. 70 E não o 70 F. Estou no cacifo errado.

 

Vejo uma rapariga com uma cara de poucos amigos a se aproximar de mim:
– Com licença, esse é o meu cacifo.

 

– Peço desculpa.– vou lentamente até ao cacifo que me pertence, do outro do corredor.

 

Cinco para a esquerda. Dois para a direita. Oito para a direita denovo e…Presto! O cacifo se abre. Tiro de lá os livros que vou precisar para a manhã e vou pra sala onde iria ter a minha primeira aula.

 

Marcus já estava sentado na nossa carteira. Ele é bem mais despachado que eu, ele até já tem o caderno e o livro abertos. Sento-me ao lado dele, tiro as minha coisas, e deito a minha cabeça sobre a mesa.

 

– Caiu-te o teto em cima durante este quarto de hora?– ele pergunta passando a mão pelo meu cabelo.

 

– Para!– digo é ele tira a mão do meu cabelo.

 

– Aconteceu algo?

 

– Enganei-me no cacifo.– ela dá uma risada– Devias ver a cara que ela me fez.

 

– A Dritany não é a melhor pessoa de manhã, mas eu tenho a certeza que ela não vai fazer um daqueles dramas que ela faz as vezes.– ele diz voltando a por a mão no meu cabelo.

 

–Esperemos.
O professor, um professor substituito que numa tinha visto, entra na sala.
– Bom dia.– alguns alunos respondem um "bom dia" para ele– Vejo que alguns de vocês já estão prontos para a aula.– ele vai até as mesas da frente, a nossa mesa, e exclama– A hora de dormir já passou "Semana do Espírito Escolar".

 

– Desculpe senhor.– digo tirando a cabeça de cima da mesa.
– Olha exemplo do teu amiguinho, o "Capitão da Equipa de Xadres", que já tem a lição escrita.

 

– OH! Cheerleader wannabe!– ele aponta para a Dritany– O que o teu telemóvel faz no teu estojo?Não me obriguem a resvitar-te.– ela desliga e guarda o telemóvel na mochila.

 

– Bully wannabe.– murmuro para o Marcus.
– Ele deve achar-se tão engraçado.

 

(...)

 

Está aula passou rápido igual a senguite e já era hora de almoço. Todas as segundas-feiras eu e o Marcus tínhamos o hábito de ir almoçar fora os dois sozinhos.

 

Vou ao até ao meu cacifo guardar as minhas coisas e buscar o dinheiro para o almoço.

 

– Vamos?– Marcus aparece atrás de mim com uma nota de 20$ na mão– Eu pago.

 

– Cada um paga o seu.–  digo começando a andar.

 

– Sabia que ias dizer isso.– ele diz voltando a guardar a nota na carteira.

 

– Vais dizer aquilo que ias dizer-me de manhã.

 

– Sim, mas primeiro decidimos onde vamos.

 

– Delicious Jack's?

 

– Não!– ele diz um pouco exaltado– Hoje não.– ele diz um pouco mais calmo.

 

– Mas nós vamos lá sempre.– digo estranhando a atitude dele.

 

– Por isso mesmo é que não quero ir lá mesmo.

 

– OK.

 

– Vamos ao 6/10?

 

– Eu gosto das sandes de lá.

 

Chegamos lá em 20 minutos. O 6/10 é o maior mini-mercado/snack-bar da nossa cidade. Supostamente o nome seria uma homenagem ao avô do dono, que era português, mas acredito que é mais uma piada com o 7/11.

 

– Podes pedir por mim?– ele pergunta já sentado na mesa.

 

– O que queres?

 

– Uma sandes qualquer e um sumo de laranja.

 

Aceno com a cabeça.
Vou até ao balcão e peço os nossos pedidos a empregada.

 

– O total é de 3,50 cada. Ou vais pagar os dois juntos.

 

– Não.– digo pondo as duas notas, a minha de 5$ e do Marcus de 20$, em cima do balcão.

 

– O teu namorado não tinha uma nota mais pequena?

 

– Então quer dizer que a vaga tá disponível?– ela pisca-me o olho e eu coro.

 

– Talvez.– tiro uma caneta e um guardanapo de cima do balcão e escrevo o meu número com um "liga-me mais tarde! xoxo Katherine F. " por baixo.

 

– Obrigada!– ela guarda o papel e faz o troco– Eu já vou vos pôr as coisas na mesa.

 

Volto para a mesa ponho o troco todo sobre a mesa, tiro o meu 1,50 e empurro o resto para o seu lado.

 

– Então, o que querias dizer-me?

 

– Como estão as coisas lá em casa?

 

– Não muito boas...– estranho a pergunta– Porque?

 

– Tem acontecido alguma coisa estranha?

 

– Se com isso estás a te referir aos surtos psicóticos da minha mãe, sim ela está a ter cada vez mais daqueles surtos psicóticos desde Novembro.

 

– Algo me diz que o teu natal foi uma merda.– ele diz ironico.

 

– A minha mãe passou 24, 25 e 26 trancada no quarto. Sem comer, sem beber, sem fazer nada. Ela diss que tinha medo de nos fazer algo sem ela querer.

 

A empregada chegou com os nossos pedidos, cada um de nós agradeceu e ela foi embora.

 

– Fazer algo sem querer...– ele repete as palavras lentamente


– Ela não se controla quando tem esse ataques.– respondo seca.

– Porque?

– Eu-eu sei la! Tenho cara de psicóloga.– digo já farta daquela merda.

– Desculpa...– ele diz baixinho– É só que... o Kyle...– ele tira uma papel do bolso.

"As mãos dele estão a tremer"

– Posso?– digo pondo as mão levemente sobre o papel.

– Eu sei que isto é invasão de privacidade mas, eu estava ver as coisas do teu irmãos e encontrei isso e isso é muito preocupante.– ele vê a minha mão sobre o papel– Lê.

Desdobro o papel lentamente vendo a letra torta do meu irmã.

" Querida Katherine,
Será difícil desculpar o que eu fiz. (Eu não quero que perdoes)
Mas está difícil de viver
Eu não estou a conseguir
So quero que saibas que se um dia eu for e não voltar a culpa não é tua
Não te culpes por não ter feito nada
Não havia nada pra fazeres "

– Merda.– murmuro amachucando o papel nas minhas mãos.

– O que vamos fazer?

– Não podemos fazer nada.
-

 


Notas Finais


Este foi o maior capítulo até agora


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