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História A filha do meu padrasto (Camren) - Capítulo 77


Escrita por:


Notas do Autor


Alooo, poxa estou muito feliz que vcs estejam gostando da história:)

Capítulo 77 - SE2E23 - Você vai ser boazinha


~Lucy

(21;00)

No dia seguinte, mais e mais mensagens não visualizadas na minha conversa com a Lauren, mas o interessante é que foram entregues. Eu disse a ela que chegaria em Porto ás 21h e queria que ela me buscasse, já que descobri há pouco tempo que eu estourei o limite do cartão e estou sem dinheiro. Não tenho como ir para casa a pé, é muito longe e perigoso para eu ir andando com malas nas mãos.

Toda essa situação me da uma imensa vontade de chorar, eu não sei o que fiz para ser tratada assim. Já conversamos, eu já pedi desculpas, mas mesmo que ela não parecesse convencida de que fui honesta, não tem motivo nenhum para ela me ignorar por dias e me deixar assim.

Encolhida na cadeira de uma pequena cafeteria dentro do aeroporto, puxei o meu celular para mais uma tentativa frustrada de contato. Que merda, Lauren. Por que está me tratando assim?

O que você está fazendo?

O que aconteceu com a gente? Pensei inúmeras vezes antes de jogar o celular em cima da mesa e suspirar pesadamente.

~Lauren

(21;01)

- Está tudo bem? Você parece meio aérea.

A voz confusa de Camila me tirou de meus devaneios e eu apenas suspirei, mexendo no cabelo ao olhar para o espelho do banheiro. A verdade é que ando pensando na conversa que tive com meu pai ontem, nunca vi ele daquele jeito e confesso que me superei dessa vez. Se foi assim com ele, imagino como vai ser com a minha mãe.

-Sim, me desculpe, eu já vou para cama – sorri ao sentir que ela apoiou o seu queixo no meu ombro, abraçando-me por trás.

- Não é comum você estar assim, o que aconteceu? – perguntou, eu já ia contar para ela mesmo.

- É um pouco dificil esconder as coisas de você... – me virei e meus olhos encararam uma Camila vestida com um baby-doll preto com pequenos detalhes vermelhos, ela estava linda, mesmo de pijama – A verdade é que eu contei para o meu pai sobre nós.

- Você o que? – Camila não parecia estar surpresa, mas era como se ela estivesse lamentando algo.

- Eu precisava falar sobre isso com alguém, Camila – silêncio – Você não faz ideia de como isso está me sufocando, eu joguei tudo para o ar por você... – entrelacei os nossos dedos – Por nós. Eu desisti do meu casamento por nós e você sabe que enfrentar tudo isso vai ser dificil, então eu achei que seria viável pedir ajuda ao meu pai.

- Hum... E o que ele disse? – notei que seus pequenos olhinhos buscavam alguma reação minha que passasse positividade.

- Estamos sozinhas. – silêncio – Meu pai não consegue acreditar que eu joguei uma vida estável fora para reviver o que ele chama de passado, então... se vamos lutar, vamos ter que fazer isso sozinhas.

- Mas, se ele não vai ajudar, quem garante que ele não vai contar para a sua mãe? – ela abaixou o olhar.

- O que meu pai mais quer é manter distância de tudo isso, ele não vai colocar lenha na fogueira – fiz ela olhar para mim – Confie em mim, eu não vou deixar que nada de mal aconteça com você.

- Estou com medo, você sabe o que aconteceu comigo da última vez que arriscamos...

- Ei – a interrompi – Nós não temos culpa nisso, arriscar foi a decisão mais louca que eu poderia tomar, mas eu não me arrependo porque só serviu para eu ver o quanto eu amo você – silêncio, Camila estava com medo e eu não a culpo, mas se vamos estar juntas, teremos que lutar porque agora só temos uma a outra, literalmente – Eu te amo.

- Eu também te amo... – suas mãos tocaram o meu rosto e eu a envolvi num beijo calmo e leve.

~Lucy

(22;00)

Soltei um gritinho de frustração quando meu celular descarregou e ainda não tinha conseguido ligação para ela, mas que porra? O que eu faço? Está ficando cada vez mais tarde e parece que vai chover, pressenti depois que senti um cheiro familiar, como uma brisa forte.

Descansei a minha costa na cadeira e esfreguei o rosto.

-Srta. Vives? – uma voz masculina familiar fez com que eu olhasse para trás, chamando a minha atenção – O que está fazendo aqui? Está perdida no aeroporto?

- Shawn! Meu deus, o que faz aqui? – sorri nervosa ao me levantar da cadeira. Puta que pariu, ele é a última pessoa que eu queria encontrar considerando o que aconteceu no hotel.

- Eu acabei de desembarcar, não consegui pegar o voo junto com vocês, mas por sorte a empresa conseguiu uma cadeira para mim no próximo voo – sorriu aparentemente feliz ao me ver – O que faz aqui? É incomum encontrar você sozinha.

- Bom, eu... quero voltar para casa, mas estou sem dinheiro para o Uber – confessei envergonhada.

- Sério? Poxa vida, se a senhorita quiser, eu posso deixar você em casa – disse guardando seu celular no bolso da jaqueta de couro – Temos uma unidade da Empire aqui em Porto, então fui informado que há um carro me esperando no estacionamento do aeroporto.

- Ah... – eu realmente não sei se é uma boa ideia ficar as sós com ele, mas eu não tenho outra opção, é isso ou dormir no aeroporto e depender da boa vontade da Lauren. Que merda, que saia justa – Tudo bem, muito obrigada, Shawn – sorri ao pegar minhas malas do chão.

- Que isso, imagina.

(....)

- Tudo é tão bonito aqui, não acha? – Shawn comentou enquanto passávamos pelas ruas de Porto – Digo, tudo tão exótico, organizado e limpo. A Espanha não chega nem perto disso aqui.

- Acho que você está exagerando – ri um pouco para aliviar a tensão – Aqui é o centro, as áreas periféricas são bem desagradáveis de se ver.

- Sério? Então se orgulha de morar no centro? – ele me olhou rápido.

- É, acho que sim – o silêncio não durou muito porque já tínhamos entrado na rua do meu apartamento – É aquele residencial a esquerda, obrigada pela carona, você literalmente me salvou de passar uma noite no aeroporto – disse já com as malas em mãos.

- Você não tentou falar com a sua parceira? Tipo, vocês estão noivas, então acho que ela deveria ao menos te buscar no aeroporto, não é? – suas mãos descansaram no volante enquanto seu olhar estava fixo em mim.

-Ah... Digamos que eu e ela estamos passando por um momento delicado, mas que casal não briga, não é? É até bom para o relacionamento, ajuda a conhecer um pouco a outra pessoa.

-Bom, se ela já fez isso uma vez, vai fazer de novo – comentou e eu arqueei as sobrancelhas, o que ele quer insinuar?

- Do que está falando? – perguntei.

- Você acha que eu não vi o jeito que você se comportava durante as reuniões? Sempre aérea com o olhar baixo, olhando o celular – silêncio – Uma mulher como você merece um homem de verdade.

- O que? Olha, para de se meter no meu casamento porque eu não te dei essa intimidade comigo – indaguei e ele apenas debochou rindo – Quer saber? Boa noite, Shawn – eu esperava poder sair do carro, mas a porta estava trancada – O que está fazendo? Abre essa porta, Shawn.

- Qual é, pare de resistir e eu sei que você está sofrendo, largue ela e fique comigo. Vou te tratar como uma rainha... – ele começou a se aproximar de mim e eu me afastei, encostando-me no vidro da janela.

- Fica longe de mim ou eu grito – disparei com medo ao perceber que ele estava quase em cima de mim – Sai! – o empurrei.

- Que charme todo é esse? Se a intenção é me seduzir mais, está conseguindo... – suas mãos pegaram firmes em minha cintura e eu virei o rosto quando notei que ele queria me beijar – Vamos, gatinha...

-Não! – estapeei seu rosto e ele se afastou, mas não consegui abrir a porta quando tentei diversas vezes. Puta que pariu, eu quero sair daqui.

- Escuta aqui, sua vadia! – Shawn agarrou os meus pulsos e me pressionou contra a porta do carro já sem paciencia – Tente gritar porque ninguém vai te ouvir, o vidro do carro tem película, o que significa que você é só minha agora.

Meu corpo tremia demais e soltei um grito quando a cadeira do carro se estendeu toda para trás, permitindo que Shawn se deitasse por cima de mim a beijar o meu pescoço. Que cheiro insuportável e que sensação horrível, eu não sei o que fazer e não faço ideia do que ele é capaz de fazer.

-Por favor, pare com isso... Me deixa ir... – supliquei com um aperto agoniante no peito e com a voz falha – Ah! – gritei ao sentir os seus dentes morderem com força o meu pescoço.

- Sabe... O seu cheiro me embriaga e o seu corpo me deixa louco, só de imaginar você nua já fico de pau duro, exatamente como estou agora... – minha mão foi guiada pela sua até o seu membro rígido, não consegui segurar mais as lágrimas que caíram em agonia. – Está vendo? É assim que você me deixa.

- Seu escroto de merda, me deixa sair! – gritei me debatendo, mas não foi o suficiente para tira-lo de cima de mim.

- Não me faz perder a paciência com você! – pude sentir o seu hálito forte no meu rosto e novamente meus pulsos foram presos no banco do passageiro – Você é uma mulher tão inteligente... Então, não seja burra em falar sobre isso com ninguém, caso contrário, uma recomendação negativa minha irá por todo o contrato por água abaixo. Já imaginou? Perder uma parceria milionária dessas, tudo porque você não sabe ser boazinha?

-Vai se foder, seu covarde merda! Me solta! – me debati novamente, mas meus esforços cessaram quando senti sua mão dentro da minha calça sem rodeios, eu estava em choque.

- Shiu...Você vai ser boazinha... – ele me encarava com aquele olhar doentio e logo depois abriu o zíper da minha calça, meu corpo tremeu – Você vai tirar essa calça para mim, não é? Porque imagina o desastre que vai ser se eu voltar para Madri com uma avaliação negativa dos seus serviços... – seus lábios formaram um sorriso cínico e eu arregalei os olhos quando ele chegou mais perto do meu ouvido – Ou você faz o que eu disser ou vai perder esse contrato tão importante para a sua empresa de merda.

- ...

Finalmente, meus pulsos foram soltos e minhas mãos ficaram livres, mas não para fazer algo que eu quisesse.


Notas Finais


Iih


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