História A Filha do Prisioneiro 2 - Capítulo 29


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Categorias Harry Potter
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Palavras 4.376
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Lumos

Capítulo 29 - Capítulo 29


No domingo, nós fomos ao corujal logo depois do café da manhã, para enviar uma carta a Percy, perguntando, se ele tinha visto o Sr. Crouch ultimamente

Usamos Edwiges, porque fazia muito tempo que ela não recebia uma tarefa

Depois fomos à cozinha para dar a Dobby as meias novas. Os elfos domésticos nós receberam com empolgação. Dobby ficou extasiado com o presente

-Harry Potter é bom demais para Dobby!- guinchou ele, secando as lágrimas que marejavam seus olhos

-Você salvou minha vida com aquele guelricho, Dobby, verdade- disse Harry

-Alguma chance de terem sobrado bombas de creme?- perguntou Rony, olhando para os elfos sorridentes

-Você comeu agora!- eu exclamei um pouco surpresa, mas uma grande travessa de prata contendo bombas de creme já vinha voando na direção do garoto, trazida por quatro elfos

-Devíamos arranjar alguma coisa para mandar a Snuffles- murmurou Harry

-Boa ideia- disse Rony- dar a Píchi o que fazer

-Vocês podem pegar um pouco de comida, por favor?- eu os perguntei, eles se inclinaram e correram a apanhar alguma coisa

-Dobby, onde está Winky?- perguntou Hermione, olhando para os lados

-Winky está ali adiante junto ao fogo, senhorita- respondeu Dobby em voz baixa

-Essa não!- exclamou Hermione ao localizar Winky

-Ah, que merda!- eu sibilei

Winky estava sentada no mesmo banquinho que da última vez, estava tão suja que conseguia facilmente se camuflar na parede de tijolos imundos atrás dela

Segurava uma garrafa de cerveja amanteigada e cambaleava um pouco no banquinho, olhando fixamente para as chamas do fogão, ela soltou um imenso soluço

Eu corri para sua frente e me agachei, olhando-a aflita

-Olá, Winky- eu comprimentei- está me recolhecendo?

Ele nem se deu ao trabalho de me olhar, continuou a soluçar

-Winky está entornando seis garrafas por dia agora- Dobby cochichou

-Bem, não é uma bebida muito forte- ponderou Harry, olhando brevemente para mim

-É forte para um elfo doméstico, meu senhor

Winky soltou outro soluço. Os elfos lhe lançaram um olhar de censura

-Winky está definhando, Harry Potter- disse Dobby tristemente- Winky quer ir para casa. Winky ainda acha que o Sr. Crouch é o amo dela, meu senhor, e nada que Dobby diga consegue convencer ela de que o Professor Dumbledore é o novo amo da gente

-Oi, Winky- disse Harry, vindo em minha direção e se agachando no meu lado- você por acaso saberia me dizer o que é que o Sr. Crouch pode estar fazendo? Porque ele parou de aparecer para julgar o Torneio Tribruxo

Seus olhos enormes focalizaram Harry

-M-meu amo parou, hic, de vir?

-Foi- confirmou Harry- não o vemos desde a primeira tarefa. O Profeta Diário diz que ele está doente

Winky balançou mais um pouco

-M-meu amo, hic, doente?

-Não sabemos se é verdade- eu disse rapidamente

-Meu amo está precisando da, hic, Winky dele!- choramingou Winky- meu amo não, hic, sabe, hic, se cuidar sozinho...

-Outras pessoas conseguem fazer o trabalho de casa sozinhas, sabe, Winky- lembrou Hermione com severidade

-Winky, hic, não faz só, hic, trabalho de casa para o Sr. Crouch!- guinchou Winky indignada, cambaleando mais que nunca- meu amo, hic, confiou a Winky, hic, o segredo dele, hic, mais importante, o mais secreto...

-Quê?- exclamou Harry

Mas Winky sacudiu a cabeça com força

-Winky guarda, hic, os segredos do amo dela- disse com rebeldia- você está, hic, bisbilhotando, está sim

-Winky não deve falar assim com Harry Potter!- disse Dobby aborrecido- Harry Potter é corajoso e nobre e Harry Potter não é bisbilhoteiro!

-Ele está metendo o nariz, hic, nos segredos e particulares, hic, do meu amo, hic, Winky é um bom elfo doméstico, hic, Winky fica calada, hic, gente querendo, hic, tirar informações, hic...

As pálpebras de Winky se fecharam e ela escorregou do banquinho, eu a segurei rapidamente

A garrafa vazia de cerveja amanteigada rolou pelo chão

Meia dúzia de elfos domésticos se adiantaram correndo. Um deles apanhou a garrafa, os outros pegaram Winky dos meus braços e a cobriram com uma grande toalha xadrez de mesa e prenderam os lados e pontas por baixo do corpo para escondê-la

-A gente lamenta que os senhores e a senhorita tenham que assistir a isso!- guinchou um elfo próximo, envergonhado- a gente espera que os senhores não julguem a gente pela Winky!

-Ela está infeliz!- exclamou Hermione exasperada- Por que vocês não tentam animar Winky em vez de a esconder?

-Me perdoa, senhorita- disse um elfo fazendo uma reverência- mas elfos domésticos não têm o direito de ficar infelizes quando têm trabalho a fazer e amos para servir

-Ora, francamente!- exclamou Hermione enraivecida- Escutem aqui, vocês todos!- ("Hermione, agora não!", eu exclamei)- vocês têm tanto direito de se sentir infelizes quanto os bruxos! Vocês têm direito a salário, férias e roupas decentes, não têm que fazer tudo o que mandam, olhem só o Dobby!

-Senhorita, por favor, deixa o Dobby fora disso- murmurou o elfo, amedrontada

Os sorrisos alegres dos rostos dos elfos na cozinha desapareceram. Começaram a fitar Hermione como se ela fosse louca e perigosa

-A gente separou a comida extra!- guinchou um elfo ao cotovelo de Harry empurrando um grande presunto, uma dúzia de bolos e umas frutas nos braços do garoto- tchau

Os elfos domésticos se aglomeraram ao nosso redor e começaram a nos levar para fora da cozinha, muitas mãozinhas nos empurraram pela cintura

-Obrigado pelas meias, Harry Potter!- gritou Dobby desalentado lá do fogão, onde se achava parado ao lado da toalha que cobria as formas de Winky

-Você não pode falar com eles desse jeito, Hermione!- eu disse rispidamente- eles não querem escultar esse tipo de coisa! É preciso convece-los aos poucos!

-Você poderia ter me ajudado!- Hermione sibilou

-Você não podia ter ficado calada, não é, Mione?- exclamou Rony enraivecido- agora eles não vão querer receber visitas nossas! Poderíamos ter tentado extrair de Winky mais alguma coisa sobre o Crouch!

-Ah, como se você se importasse com isso!- desdenhou Hermione- Você só gosta de vir aqui embaixo para comer!

Foi um dia meio irritante depois disso. À noite, Harry e eu fomos para o corujal, para mandar a comida de Sirius

Pichitinho era pequeno demais para transportar sozinho um presunto inteiro até a montanha, por isso recrutamos a ajuda de mais duas corujas-das-torres

Quando o grupo de aves saiu pelo crepúsculo, parecendo esquisitíssimo com aquele enorme pacote entre elas, eu me sentei no parapeito da janela, observando as corujas adormecidas, e Harry se apoiou no parapeito para contemplar os jardins escuros

-É estralho, não é?- Harry me perguntou de repente

-O quê?- eu perguntei distraída, virando a cabeça para olha-lo

Ele demorou um pouco para responder, como se procurasse palavras para descrever o que queria dizer

-Sirius está tão perto- ele disse finalmente- mas não podemos er vê-lo todos os dias. Sei que o vimos ontem, mas... sinto falta, sabe?

Ele me olhou, parecia desesperado para saber se eu havia entendindo o que ele queria dizer

-A saudade é um sentimento horrível e bom ao mesmo tempo- eu disse sorrindo fraco- horrível porque sentimos falta da pessoa, parece que tudo nos faz lembrar dela, mas não podemos te-la por perto, só imaginar- eu baixei o olhar

-E porque é bom?- Harry perguntou com um sorriso nos lábios, segurando minha mão

-E bom porque quando reencontramos o que desejamos vem o alívio, eu acho prazeroso sentir a mudança de emoções

Eu sorri, erguendo o olhar e aproveitando a carícia que ele fazia na minha mão

-Nunca soube que você poderia ser boa com palavras- ele disse rindo um pouco e eu o acompalhei

Me inclinei um pouco para lhe dar um beijo, mas a expressão dele endureceu e ele olhou para baixo

Eu fiquei surpresa com a sua reação

-Algum problema?- perguntei hesitante

Ele balançou a cabeça, como se estivesse discultindo com alguém internalmente

-Sirius disse que...- ele começou, fez menção de andar, mas eu agarrei seu braço

-Você levou tudo aquilo a sério?- eu perguntei, ainda segurando seu braço- ele só falou que deviamos ficar a dois metros de distância quando ele estivesse por perto!

-Mas ele pode descobrir!- disse Harry, ele desviou o olhar do meu, eu o encarava duramente

-Como ele vai descobrir?- eu perguntei, saltando do parapeito

-Ele disse que tem olhos e ouvidos pelo castelo...

-Só existe cinco pessoas que sabem onde ele está- eu disse, ainda agarrando seu braço e levantei a outra mão- Dumbledore, Hermione, Rony, você e eu- eu erguia os dedos enquanto falava- só tem nós dois aqui!

-Não quero arriscar- ele murmurou- Sirius falou seriamente

Eu o soltei e começei a andar pelo corujal

-Sirius não vai te matar se de algum modo ele descobrir!- eu disse, cruzando os braços

Ele não me respondeu, ainda evitava me olhar

-Ótimo!- eu exclamei, girei os calcanhares e sai do corujal

Estava tão distraída pensando que nem notei na velocidade que andava enquanto ia para as masmorras. Eu não estava aborrecida por ele ter me negado um beijo, não! Só estava aborrecida por ele obedecer a Sirius como se fosse uma marionete

Depois de praticamente gritar a senha para a parede de tijolos (luxuria), eu entrei no salão comunal, e fiquei agradecida em ver que ele estava vazio

Me joguei no sofá preto, me deitando, os cabelos espalhados no braços do sofá, fechei os olhos

-Irritada, Black?

Eu me sentei logo, olhando sobre as costas do sofá. Malfoy estava sentada em uma cadeira próxima as escadas para os dormitórios, escondido nas sombras, os cabelos loiros bagunçados

Eu bufei e voltei a me deitar

-Eu te avisei que a compalhia de Potter te estressava- ele disse em tom de aviso

-E como você sabe que eu estava com ele?- eu perguntei rispidamente

-Eu imagino

Girei os olhos

-Porque você me irrita tanto?- eu perguntei bruscamente

Ele ficou em silêncio por um tempo, antes de perguntar:

-Como?

Eu me sentei no sofá novamente

-Você fica me pertubando!- eu disse bruscamente- do nada você começou a tentar conversar comigo, como se fossemos amigos de longa data! O que não somos! Você não era assim

Ele sorriu

-A diferença é que agora vi o quão interessante você é- ele disse se levantando

Eu sabia que era mentira

-Diga a verdade- eu rosnei

Ele apoiou as mãos nas costas do sofá e se inclinou para a minha direção

-É a verdade, Black- ele disse- eu te acho interessante...- ele tocou o meu queixo brevemente- você não se acha?

Eu não respondi, olhando-o com os dentes trincados

Ele se indireitou, sorrindo, deu as costas e começou a subir as escadas para os dormitórios

-Tenha uma boa noite, Black

O que com certeza eu não teria


Quando o correio-coruja chegou na manhã seguinte, me espantei ao ver uma coruja indo em minha direção na mesa da Soncerina

-Eu não recebo cartas- eu murmurei

-Deve ser do seu pai- Allan sugeriu, tomando um longo gole de café

A coruja cinzenta pousou diante de mim acompanhada de perto por mais quatro corujas de igreja, uma coruja parda e uma avermelhada

-Ele não enviaria tudo isso- eu disse, entregando meu prato para Allan não ser pisoteado pelas corujas

-Que merda!- eu exclamei, ao pegar a carta da coruja cinzenta e abri-la para ler

A carta era composta por letras aparentemente recortadas do Profeta Diário


Você não PresTA. HaRRy PottEr meREce umA gaRotA melhoR
Volte paRa o seu lugAR fILhote dE LObisoMem


Eu amaçei e coloquei fogo nela com as mãos, jogando com força em direção a um grupo de meninas sextanistas que riam da minha situação, elas deram gritinhos e se desviaram


Harry Potter pode arranjar uma namorada melhor do que alguém da sua laia...

Você merece ser cozida com ovas de rã...


Essa foi Allan que amaçou, jogando em um aluno do segundo ano que também ria, o acertando na cabeça

Abri mais um envelope, a carta dizia:


Li no Semanário das Bruxas como você está enganando o Harry Potter, um garoto que já teve uma vida bastante atribulada, por isso no próximo correio vou lhe mandar um feitiço, é só eu encontrar um envelope suficientemente grande


-Quanta merda, hein....Ai!

Eu tinha aberto o último envelope, de onde saiu um líquido viscoso, de cor amarelo-esverdeado, tinha cheiro forte, e quando entrou em contato com a minha pele, começou a causar feridas e a arder. Pus de bubotúberas

Meus olhos se encheram de lágrimas por causa da dor. Allan se inclinou sobre a mesa para pegar guardanapos, ele xingava baixo

Os guardanapos não ajudaram em nada, afinal, era difícil pegá-los com as mãos cheias de feridas

-Ai que merda!- Allan xingou alto, e pegou a minha mochila e a dele, colocando-as nos ombros- vamos, Hydra!

Me levantei e saimos da mesa da Soncerina, rodeados de risadas e vaias

Mal chegamos na porta do Salão Principal, que Harry, Rony e Hermione apareceram

-Pus de bubo...- Rony disse ao olhar as minhas mãos

-Pus de bubotúberas!- disse Allan- já sabemos! Digam que estamos na ala hospitalar para os professores- Allan disse apressado, começando a andar e fazendo sinal para eu ir junto

-Eu levo ela!- disse Harry depressa

-Ah! Pelo amor de Deus, Potter!- Allan disse impaciente e começou a me levar para a ala hospitalar


Depois de um tempo, que se passou a primeira aula e metade da segunda, eu fui liberada da ala hospitalar, mas com as mãos enfaixadas

-Você estava impaciente com Harry- eu comentei para Allan

Ele bufou

-Eu sei que vocês discultiram- ele disse

Eu me engasguei

-Como?!

-Eu sei quando vocês brigam, você nem olha uma vez sequer para a mesa da Grifinória, e Potter fica olhando direto para a nossa mesa, para você- ele me fitou- eu te conheço

Eu sorri, apesar das mãos ainda machucadas

Ao passarmos pelos jardins e descer o morro, Hagrid se virou e nos viu

-Hydra! Allan! Onde estavam?- ele perguntou

Os alunos se viraram, olhando desconfiados

-Ala hospitalar- disse Allan- depois explicamos

Estavam estudando sobre pelúcios, fiquei com inveja deles, queria muito estar presente naquela aula

-Bem, vamos verificar como foi que vocês se saíram!- disse Hagrid- Contem suas moedas! E não adianta tentar roubar nenhuma, Goyle- acrescentou ele, estreitando os olhos negros- é ouro de duende irlandês, de leprechaun. Desaparece depois de algumas horas

O resultado foi que o pelúcio de Rony tinha sido o mais bem-sucedido, então Hagrid entregou ao garoto um prêmio: uma enorme barra de chocolate da Dedosdemel. A sineta ecoou pelos jardins anunciando o almoço, o restante da turma saiu em direção ao castelo, mas Harry, Rony, Hermione, Allan e eu ficamos para ajudar Hagrid a guardar os pelúcios nos caixotes

-Como são fofos- eu disse sorrindo ao pegar um dos pelúcios com dificuldade, ele agarrou o pingente que Harry havia me dado, eu desviei o olhar rapidamente quando vi o mesmo me olhando- não pode!- eu tirei o colar e coloquei no bolso, ele enfiou o focinho na minha orelha e eu ri de novo

-Que foi que você fez com as suas mãos, Hydra?- perguntou Hagrid, com o ar preocupado

Eu contei sobre as cartas e o pus

-Aaah, não se preocupe- disse Hagrid brandamente- recebo cartas assim desde que a Rita escreveu sobre minha mãe. “Você é um monstro e devia ser morto.” “Sua mãe matou gente inocente e se você tivesse alguma decência se atiraria no lago.”

-Não!- exclamou Hermione chocada

-Sim!- respondeu Hagrid- é gente que não bate bem. Não abra mais cartas quando as receber. Jogue todas direto na lareira, Hydra. Agora coloque esse pelúcio na caixa- ele apontou para os caixotes

Eu abraçei o pelúcio

-Ah, deixa ele ficar comigo- eu pedi sorrindo

Ele riu

-Não vai dar certo, Hydra, ele vai roubar todas suas joias e...

-Não tenho joias- eu disse e senti uma pontada no estômago quando senti o colar que Harry me deu bater contra a minha coxa

-Mas tenho certeza de que suas colegas de quarto tem- ele disse sorrindo, eu coloquei o pelúcio de volta em um dos caixotes tristemente

-Vocês perderam uma aula realmente boa- comentou Harry para mim e Allan, parecia querer minha atenção- são legais, os pelúcios, não são Rony?

Rony, porém, estava franzindo a testa para o chocolate dado por Hagrid. Parecia absolutamente desapontado com alguma coisa

-Que foi?- perguntou Harry- Sabor errado?

-Não- disse Rony com rispidez-Por que você não me falou do ouro?

-Que ouro?- perguntou Harry

-O ouro que lhe dei na Copa Mundial de Quadribol- disse Rony- o ouro de leprechaun que lhe paguei pelos meus onióculos. No camarote de honra. Por que você não me contou que ele desapareceu?

-Ah...- disse Harry- não sei... Nunca reparei que tinha desaparecido. Eu estava mais preocupado com a minha varinha, não era?

-Deve ser legal- falou Rony abruptamente- ter tanto dinheiro que nem se repara que os galeões guardados no bolso desapareceram

-Escuta aqui, eu tinha outras preocupações na cabeça aquela noite!- retrucou Harry com impaciência- Todos tínhamos, lembra?

-Eu não sabia que ouro de leprechaun desaparecia-murmurou Rony, e eu resmunguei baixinho ao lembrar do ouro que eu tinha perdido- achei que estava lhe pagando. Você não devia ter me dado aquele boné do Chudley Cannon no Natal

-Vamos, antes que começe a segunda guerra bruxa- eu disse para Allan, o puxando com dificuldade por causa das mãos para a mesa da Soncerina


As cartas anônimas continuaram a chegar nas semanas seguintes e, mesmo eu seguindo o conselho de Hagrid e parado de abri-las, vários remetentes odiosos mandaram berradores, que explodiam à mesa da Soncerina e gritavam ofensas para o salão inteiro ouvir. Até memo os alunos que não liam o Semanário das Bruxas agora sabiam tudo sobre o suposto triângulo Hydra-Allan-Harry

Edwiges só voltou no fim das férias da Páscoa. A carta de Percy veio acompanhando um pacote de ovos de Páscoa enviado pela Sra. Weasley. Os de Harry, Rony e Hermione eram do tamanho de ovos de dragão e cheios de caramelos caseiros. Mas o meu era do tamanho de um ovo de galinha

-Ela acha que eu estou te fazendo de idiota- eu disse para Harry, que pareceu surpreso, eu não dirigia uma palavra sem realmente precisar desde a discurção 

Era idiotice ainda estar com raiva dele, mas ele não precisava ficar servindo de marionete de Sirius, fazendo tudo o que ele mandasse

Para a minha surpresa, ele deslizou a mão pela minha perna por debaixo da mesa e apertou a minha coxa, eu olhei para ele, sua expressão demonstrava que reuniu muita coragem para fazer aquilo

Rony iria pegar um caramelo, mas levou um tapa na mão dado por Hermione

-Estamos na biblioteca! Não se pode comer aqui!- ela sibilou

-Não quer ver o que Percy escreveu?- Harry me perguntou ao notar que eu ainda olhava o ovo minúsculo de chocolate

A carta de Percy era curta e irritada


Conforme canso de dizer ao Profeta Diário, o Sr. Crouch está tirando um merecido descanso. Ele me manda, regularmente, corujas trazendo instruções.

Não, na realidade não o tenho visto, mas acho que podem acreditar que conheço a caligrafia do meu superior. Tenho muito que fazer no momento, sem precisar estar desmentindo esses boatos ridículos. Por favor, não me incomodem mais a não ser que seja para alguma coisa importante.

Feliz Páscoa.



-Então a terceira tarefa é labirinto?- eu perguntei a Dumbledore, que me olhava atentamente por trás dos oclinhos de meia-lua

-E sim, os campeões terão que passar por várias criaturas selecionadas por Hagrid para chegar no centro do labirinto e pegar a taça

Madame Promfrey não tinha ido também por estar ocupada cuidando de vários alunos na ala hospitalar

Começamos a ouvir berros do lado de fora

Dumbledore e eu nos olhamos com as testas franzidas, mas continuamos sentados, escultando

Não ouvimos mais nada por uns momentos, antes de escultarmos alguém berrar novamente

Nós nos levantamos rápido e saimos da sala, descendo as escadas em forma de caracol, Dumbledore abriu as paredes de pedra e saimos

Harry e Snape estavam ali, aparentemente discultindo

Eu olhei para Harry interrogativa

-Algum problema?- perguntou Dumbledore, olhando de Harry para Snape

-Professor!- disse Harry- o Sr. Crouch está aqui, está lá na floresta, diz que quer falar com o senhor!

-Como é que...?

-Nos leve até lá- disse o diretor prontamente, e saimos para o corredor acompanhando Harry

-Que foi que o Sr. Crouch disse, Harry?- perguntou Dumbledore enquanto desciamos apressados a escadaria de mármore

-Disse que quer prevenir o senhor... Disse que fez uma coisa horrível... Mencionou o filho... E Berta Jorkins... E... E Voldemort... Alguma coisa sobre Voldemort estar ficando mais forte...

-De fato- disse Dumbledore e apertou o passo quando saimos para a escuridão de breu

Harry e eu apertamos o passo para acompanha-lo

-Ele não está agindo normalmente- disse Harry- parece que não sabe onde está. Fala o tempo todo como se achasse que Percy Weasley está lá e depois muda e diz que precisa ver o senhor. Deixei-o com Vítor Krum

-Deixou?- exclamou Dumbledore com severidade e começou a dar passadas ainda maiores- você sabe se mais alguém viu o Sr. Crouch?

-Não- respondeu Harry- Krum e eu estávamos conversando, o Sr. Bagman tinha acabado de nos falar sobre a terceira tarefa, ficamos para trás e então vimos o Sr. Crouch saindo da Floresta...

-Onde é que eles estão?- perguntou Dumbledore ao ver a carruagem da Beauxbatons emergir da escuridão

-Ali na frente- disse Harry adiantando-se e mostrando o caminho entre as árvores

-O que diabos vocês estavam conversando?- eu perguntei para Harry, mas ele não me respondeu

-Vítor?- chamou Harry

Ninguém respondeu, eu olhei para Harry com as sombrancelhas erguidas

-Lumos- eu disse, erguendo a mão e iluminando o caminho com a bola se luz

-Deixei os dois aqui- disse Harry- decididamente estavam em algum lugar por aqui...

-Lumus- Dumbledore me imitou, acendendo sua varinha e erguendo-a

O feixe fino de luz se deslocou de um tronco a outro, iluminando o chão. Então recaiu sobre dois pés

Nós corremos. Krum estava estatelado no chão da Floresta. Parecia ter perdido os sentidos. Não havia nem sinal do Sr. Crouch.

Eu me ajoelhei perto de Krum e levantei uma de suas palpebras

-Estuporado- comentou  Dumbledore baixinho 

Seus oclinhos de meia-lua cintilaram à luz da varinha quando ele examinou as árvores que nos rodeavam

-O senhor quer que eu vá buscar alguém?- perguntou Harry- Madame Pomfrey?

-Não- disse Dumbledore na mesma hora- Fiquem aqui

Ele ergueu a varinha e apontou-a para a cabana de Hagrid, vi-o disparar seu Patrono que voou entre as árvores como um pássaro

Eu coloquei a mão sobre a testa de Krum e murmurei:

-Enervate

Krum abriu os olhos. Parecia atordoado. Quando viu Dumbledore por cima do meu ombro tentou se sentar, mas eu o segurei pelo ombro

-Ele me atacou!- murmurou Krum, levando a mão à cabeça- o velho doido me atacou! Eu estava olhando parra os lados parra verr onde Potterr tinha ido e ele me atacou pelas costas!

-Fique deitado um pouco-mandou Dumbledore

Hagrid apareceu ofegante com Canino nos calcanhares

-Professor Dumbledore!- disse ele arregalando os olhos- Harry, Hydra que dia...?

-Hagrid, preciso que você vá buscar o Professor Karkaroff- disse Dumbledore- o aluno dele foi atacado. Quando terminar, por favor, alerte o Professor Moody...

-Não é necessário, Dumbledore- ouvimos um rosnado asmático- já estou aqui

Moody vinha mancando em nossa direção, apoiado na bengala, a varinha acesa

-Porcaria de perna- reclamou-teria chegado mais rápido... Que foi que houve? Snape me disse alguma coisa sobre Crouch...

-Crouch?- repetiu Hagrid sem entender

-Karkaroff, por favor, Hagrid!- disse Dumbledore energicamente

-Ah, sim... Certo, professor...-disse Hagrid e desapareceu entre as árvores escuras, Canino ao seu lado

-Não sei aonde foi parar Bartô Crouch- disse Dumbledore a Moody- mas é essencial que o encontremos

-Já estou indo- rosnou Moody e, puxando a varinha, saiu andando pela floresta

Nenhum de nós falamos mais até ouvimos os sons de Hagrid e Canino voltando. Karkaroff seguia apressado atrás deles

-Que é isso?- exclamou, quando viu Krum no chão, e eu ao seu lado- que é que está acontecendo?

-Fui atacado!- informou Krum, agora se sentando e esfregando a cabeça- Sr. Crrouch ou que nome tenha...

-Crouch o atacou? Crouch atacou você? O juiz do Tribruxo?

-Igor- começou a falar Dumbledore, mas Karkaroff se erguera, o rosto lívido

-Traição!- urrou ele apontando para Dumbledore- é uma conspiração! Você e o seu Ministro da Magia me atraíram até aqui sob falsos pretextos, Dumbledore! Isto não é uma competição honesta! Primeiro você sorrateiramente inscreve Potter no torneio, embora ele seja menor de idade! Coloca uma menina para conseguir acabar com as relações entre os campeões. Agora um dos seus amigos do Ministério tenta pôr o meu campeão fora de ação! Estou farejando falsidade e corrupção nesse torneio todo e você, Dumbledore, você, com a sua conversa de estreitar os vínculos entre os bruxos estrangeiros, de refazer velhos laços, de esquecer as velhas diferenças, isto é o que penso de você!

Karkaroff cuspiu no chão aos pés de Dumbledore. Hagrid agarrou o bruxo pela gola das peles, ergueu-o no ar e empurrou-o contra uma árvore próxima

-Peça desculpas!- rosnou Hagrid, enquanto Karkaroff tentava respirar

-Hagrid, não!- gritou Dumbledore com os olhos faiscando

Hagrid soltou a mão que prendia Karkaroff contra a árvore, o bruxo escorregou pelo tronco e desmontou numa massa informe aos seus pés

-Tenha a bondade de acompanhar Harry e Hydra até o castelo, Hagrid- disse Dumbledore energicamente

Hagrid lançou a Karkaroff um olhar carrancudo

-Talvez seja melhor eu ficar aqui, diretor...

-Você vai levar Harry de volta ao castelo, Hagrid- repetiu Dumbledore com firmeza- leve-os para os salões comunais de suas casas. Quero que fiquem lá. Qualquer coisa que queiram fazer, corujas que queiram despachar, podem esperar até de manhã, estão me entendendo bem?

-Hum, sim, senhor- aquiesceu Harry, enquanto eu concordava com a cabeça, apesar de querer muito mandar uma carta para Sirius sobre o que tinha acabado de acontecer

-Vou deixar Canino com o senhor, diretor- disse Hagrid, ainda olhando ameaçadoramente para Karkaroff- parado, Canino. Vamos, Harry, Hydra

Passaram em silêncio pela carruagem da Beauxbatons e subimos em direção ao castelo

-Como é que ele se atreve- rosnou Hagrid- como é que ele se atreve a acusar Dumbledore. Como se Dumbledore fosse capaz de uma coisa dessas. Como se Dumbledore quisesse que você participasse do torneio, para começar. E mandar você causar discórdia entre os campeões! Preocupado! Não me lembro de ter visto Dumbledore mais preocupado do que tem estado ultimamente. E você!- disse Hagrid voltando-se zangado para Harry, que ergueu os olhos para ele- que é que você estava fazendo andando por aí com esse desgraçado do Krum? Ele é aluno de Durmstrang, Harry! Podia ter azarado você ali mesmo, não podia? Será que Moody não lhes ensinou nada? Imagina deixar ele afastar você dos outros...

-Krum é legal!- interrompeu-o Harry, quando subiamos os degraus para o saguão de entrada- ele não estava tentando me azarar, só queria conversar comigo sobre a Mione...

-Hermione?!- eu sibilei baixinho

-Ele acha que eu estou com ela- ele disse baixo e depressa

-Eu é que vou ter uma conversinha com ela- falou Hagrid mal-humorado- quanto menos vocês tiverem contato com esses estrangeiros, melhor vão ficar. Não se pode confiar em nenhum deles

-Você parece que está se dando muito bem com a Madame Maxime- respondeu Harry, aborrecido

-Não fale dela comigo!- disse Hagrid, parecia assustador- agora já sei quem ela é! Tentando voltar às minhas boas graças para eu contar a ela qual vai ser a terceira tarefa. Ah! Não se pode confiar em nenhum deles!

Hagrid estava tão mal-humorado que fiquei nada triste em me despedir dos dois para seguir em direção as masmorras


Notas Finais


Uma perguntinha! Vocês acham que daria certo se o Hagrid desse um pelúcio de presente para a Hydra? Me respondam aqui nos comentários, por favor
Nox


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