História A Filha do Prisioneiro 3 - Capítulo 16


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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Hogwarts
Visualizações 52
Palavras 2.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Lumos

Capítulo 16 - Não ligavamos para riscos


-Hydra, acorda

-Me deixa dormir- eu resmunguei e escondi meu rosto no travesseiro

-Acorda, Hydra, daqui a pouco todo mundo começa a sair

-Me deixa!

Ouvi a pessoa bufar, senti o colchão afundar a medida que a pessoa subia na cama e se aproximava. Será mesmo que Ayanna não podia me deixar dormir nem no domingo?

Senti alguém tocar meu ombro e me balançar

-Vamos, temos que sair daqui

Eu finalmente me toquei que não era Ayanna. Me virei e pisquei para me acostumar com a claridade. Harry me olhava com a maior cara de sono, colocando os óculos

-Depois eu saiu- eu resmunguei, me virando para tentar voltar a dormir- pode ir

-Pelas barbas de Merlim, acorda!- ele tentou puxar as cobertas, mas eu as segurei

-Quero dormir!- eu me cobri novamente com os cobertores

Não escultei nada por uns segundos, achei que Harry havia me deixado ficar. Mas esse pensamento só durou por um segundo, até que o coberto foi puxado tão inesperadamente que nem deu tempo de pegá-lo, e Harry passou um braço por debaixo dos meus joelhos e o outro pelas minhas costas, fazendo-me sentar

-Que saco!- eu reclamei, coçando os olhos e logo o olhando, fiquei irritada ao ver que seus lábios estavam levemente curvados em um sorriso, achando graça do meu mal humor- ainda está cedo, Potter!

Ele consultou o relógio

-Uma hora até todo mundo acordar- ele falou, erguendo os olhos para me olhar

-Eu não acredito!- tentei voltar a me deitar, mas Harry me puxou para fora da cama, me deixando em pé

Eu choraminguei, tentando arrumar os cabelos com os dedos, mas Harry se ocupou nisso, foi para trás de mim e puxou meu cabelos, amarrando-os com uma presilha minha

-Está linda- ele disse e me deu um beijo na bochecha, indo em direção as poltronas e pegando a capa que estava jogada de qualquer jeito sobre uma delas

Eu fiquei no mesmo lugar, observando ele pegar a capa. Minhas bochechas esquentaram ao me lembrar do que eu tentei fazer na noite anterior. Meu Deus, que vergonha do caralho! Como é que eu podia ter pensado seriamente em fazer aquilo? Senti uma surrada de coisas no estômago, o extremo arrependimento por ter tentado fazer aquilo veio em cheio

-Me desculpa por ontem- eu disse baixinho, cruzando os braços

Ele pareceu mais sério

-Sem problemas- sua voz não tinha mais aquele tom brincalhão de segundos atrás

-Ainda está com... raiva? Sei lá...- tentei prolongar um pouco o assunto, mesmo com a crescente vergonha e a mistura de sensações no meu estômago que me causava desconforto

Ele se virou para mim

-Te achei um pouco bipolar- ele disse, jogando a capa por cima do ombro- de manhã não queria nada e ontem a noite... bem, você sabe

-Não sei o que deu em mim, desculpa- eu me virei para esconder meu rosto extremamente vermelho, e me sentei na cama, pegando os tênis que estavam no chão e começando a colocá-los

-Mas por que você quis?- Harry me perguntou, sentando na poltrona e me observando

Mordi os lábios

-Do nada me deu vontade- eu falei, enterrei o rosto nas mãos- e você parecia tão assustado...

-Surpreso- Harry corrigiu, eu voltei a olhá-lo, pareceu hesitar antes de voltar a falar- é que você está sendo tão tímida em relação a esse tipo de coisa, fiquei surpreso

Terminei de calçar os tênis e apoiei os cotovelos nos joelhos, ainda olhando para Harry, que se levantou e se ajoelhou a minha frente

-Somos muito novos para isso- ele falou e me deu um beijo na bochecha- tenho certeza que íamos nos arrepender se tivessemos feito

Eu assenti com a cabeça, ainda meio envergolhada. Me levantei e esfreguei as mãos no rosto, Harry também se levantou e me puxou pela mão em direção a saída da Sala Precisa

-Então, me explica mais sobre essa sala- ele pediu, abrindo a porta, olhamos para os lados, o ver que não tinha ninguém começamos a andar apressados pelo corredor

-A Sala Precisa, aparece quando você tem alguma necessidade muito grande- eu falei, enquanto ele passava os braços por cima dos meus ombros- só pode ser encontrada no sétimo andar, pode se transformar em qualquer coisa...

-Qualquer coisa?

Eu assenti com a cabeça

-Uma cozinha, uma sala, um banheiro, um armário de vassouras, no que você quiser!

-E Allan a descobriu?

-Foi, insisti para ele me dizer onde ele passava o tempo em que cabulava as aulas- contei- ano passado. Fiquei surpresa quando ele disse que eu poderia conversar com você lá- dei uma risadinha- ele defende aquela sala com unhas e dentes

Ele deu uma risadinha

Chegamos a um dos pontos em que teriamos que nos separar, para cada um ir ao seu salão comunal

-Bom, tchau- falei me virando para ele

-Tchau, linda- ele disse sorrindo e tirou uma mecha de cabelo meu do meu rosto

E eu sai dali com um sorriso bobo


-E aí? Conversaram?- Ayanna perguntou, levantando o olhar de um pergaminho quando eu abri a porta

Eu entrei sorridente pelo dormitório, agradeci mentalmente que as outras meninas não estavam por lá. Fui até a cama de Ayanna e me joguei ali, sob os protestos da mesma, que dizia que eu era uma folgada

-Cadê as outras?- perguntei sem interesse, fechando os olhos

Ela deu de ombros

-Imagino que estejam se pegando com algum namorado, sei lá- ela falou e deixou o pergaminho de lado, tentando conter um sorriso- como você fez com Potter

Senti as bochechas esquentarem e lhe dei um tapa fraco na perna, enquanto ela ria 

-Cala a boca- resmunguei

-Então- disse como quem não quer nada- Allan me contou sobre aquela sala doida lá. Não imaginava que a conversa de vocês iria durar tanto- ela ergueu a cabeça, naquela expressão muito irritante de superioridade

Tentei não ficar irritada em saber que Allan para ela sobre a sala, ele só tinha me contado depois de uns meses! Ele devia ter mesmo uma quedinha por ela

Um penhasco

-Não fizemos nada- eu falei em tom energético, me levantando, saindo da sua cama e indo até o meu malão e o abrindo, tirando um suéter azul e um short- não que eu não tenha tentado- mordi o lábio, me segurando para não rir

Ela deu uma risada e tampou a boca com a mão, voltando para a expressão de antes

Ás vezes eu me pergunto se Ayanna não foi treinada para ser uma militar, com toda aquela confiança e as expressões neutras que só ela tinha

-E ele não aceitou?- ela perguntou em tom de riso

Eu não respondi. Me levantei do chão e fui em direção ao banheiro, mas ela proibiu minha entrada, se colocando na minha frente e me puxando até sua cama para me sentar

-Não, Ayanna, não aceitou- ri da sua cara

-Ele é um froxo- ela disse indignada, cruzando os braços

-Mas foi melhor assim- eu disse seriamente- eu me arrependo só de ter tentado, imagina se tivessemos feito

-Então vocês dois são uns frouxos- ela concluiu, me fazendo rir- vai tomar seu banho vai- ela me expulsou da sua cama, me empurrando de leve

-Chata- lhe dei língua enquanto ia ao banheiro


O ar frio do Salão Comunal da Soncerina era agradável, o ambiente esverdeado era confortante. Nunca poderia imaginar algum dia que eu poderia gostar de estar na Soncerina, mas era bom, eu devia ter levando a conclusão disso por ter Allan e Ayanna por perto

Eu estava deitada no sofá de couro do salão, já devia ter se passado das três horas da manhã, mas eu não conseguia dormir, não que isso me aborrecesse, eu até gostava de pensar um pouco

-Hydra?

Eu pulei do sofá e olhei assustada para os lados, em direção as escadas que davam aos dormitórios e à porta do salão, mas não tinha ninguém. Estreitei os olhos e olhei para cada canto dali, já pensando que seria uma brincadeira sem graça de alguma aluno mais novo

-Aqui, Hydra!- uma voz na lareira disse

Virei a cabeça tão rápido que o meu pescoço estralou, arregalei os olhos surpresa e logo em seguida sorri ao ver quem estava ali. No meio das chamas dançantes de fogo, estava parada a cabeça de Sirius, os cabelos lisos e negros emoldurando o rosto sorridente

-Sirius!- eu falei, o meu rosto com um sorrido iluminado, escorreguei do sofá e fui para o chão, chegando mais perto da lareira 

-Está tendo insônia, Hydra?- ele perguntou em tom divertido- são três da manhã

-Só estava pensando nessa semana longa- disse sorridente

-Ainda bem que você está tão acessível a está hora da noite- ele disse- tive que ficar olhando na Salão Comunal da Grifinória de hora em hora para conversar com Harry, Rony e Hermione

-Não sei como teve paciência. Alguém te viu?- perguntei, mas ainda sorria

-Uma menina caloura- ele falou e eu arregalei os olhos a abri a boca para falar- mas desapareci no mesmo instante, nem deve ter se tocado que era eu, acho que pensou que era uma tora de madeira com o formato diferente

-Valeu o risco?- disse sorrindo, Sirius parecia tão despreocupado que isso me contaminou também

Ele deu de ombros

-Sim. E queria te responder aquela carta que me mandou, a semana passa longa aí, hein?

Bufei, me lembrando daquela vaca rosa

-Aquela sapa velha...

-Sapa Velha?- Sirius franziu a testa

-Dolores Umbridge- exclareci e ele deu uma risada, que parecia um latido- ela é maldosa, uma vadia

-Você a odeia tanto quando Remo- ele comentou

-Me lembro do que ela fez a dois anos atrás, Remo ficou tão puto! Deculpa...- falei, vendo se Sirius estava aborrecido por eu falar tanto palavrão

-Não importa- ele balançou a cabeça

-E como Remo está?- perguntei- muito doente, imagino?

-Teimoso como sempre- ele falou, girando os olhos- doente e ainda querendo fazer as missões da Ordem

-Vejo que está preocupado- observei, contendo um sorriso

-Você também deveria ficar- ele disse erguendo as sobrancelhas

-E estou!

-Como está sendo as aulas com... como você a chama mesmo? Ah, sim, Sapa velha. Treinando vocês para matar mestiços?

Bufei novamente

-Ela não deixa a gente lançar um feitiço estuporante durante as aulas!- eu falei- não nos permite usar magia

-Harry contou- ele falou- mas saiba o porquê de tudo isso, a informação que temos de dentro do Ministério é que Fudge não quer que vocês recebam treinamento de combate

-Acham que estamos formando um exército? Dumbledore formando um exército? Fudge está endoidando!

-Ele está ficando cada dia mais paranoico com relação a Dumbledore. É uma questão de tempo ele mandar prendê-lo sob alguma acusação fajuta

-Você sabe algo sobre Hagrid?- perguntei- ele não está por aqui, fui até a cabana dele ontem, não estava por lá

-Ninguém sabe do que aconteceu- acrescentou rapidamente- mas Dumbledore não está preocupado, então não precisa ficar preocupada também. Tenho certeza de que Hagrid está bem

-Mas ele está fora a muito tempo- eu falei- já devia estar em Hogwarts

-Ele e Madame Maxime estavam juntos, estivemos em contato com ela e soubemos que os dois tiveram de se separar na volta... mas não há nada que sugira que ele esteja machucado ou... bem, nada que sugira que ele não esteja perfeitamente bem

Olhei para Sirius, ainda preocupada e desconfiada

-É o seguinte, não vai ser bom sair perguntando sobre a ausência de Hagrid- acrescentou Sirius- assim, irá atrair mais atenção para o fato de ele não ter voltado, e sei que Dumbledore não quer isso. Hagrid é durão, vai se sair bem- eu sorri fraco

-Queria que a gente pudesse se ver pessoalmente- eu falei, Sirius pareceu se animar

-Sabia que você também iria querer- disse animado- falei para Harry, Rony e Hermione para nós nos encontrarmos em Hogsmeade, mas...

-Você não leu o Profeta Diário?- perguntei ansiosa- descobriram que você estava em Londres, Sirius

Sirius amarrou a cara

-Você reagiu igualzinha a eles-disse em tom desgostoso, me encarando, depois de um tempo, acrescentou:- achava que era mais parecida comigo e com Marlene, não ligavamos para riscos

-Sirius...

-Vou lhe escrever dizendo quando poderei voltar ao fogo, então, está bem? Se você puder arriscar, claro

Ouviu um estalido mínimo e o ponto em que estivera a cabeça de Sirius foi retomado pelas chamas saltitantes

E eu fiquei ali, feito uma tola, encarando o fogo por alguns segundos. Sirius não pareceu se tocar, mas aquelas palavras me acertaram em cheio

"Achava que era mais parecida comigo e com Marlene, não ligavamos para riscos"

Uma lágrima solitária escorreu pela minha bochecha, e eu logo tratei de limpá-la. Me levantei do chão frio de pedra e fui até as escadas dos dormitórios, tentando me convençer de que Sirius só havia dito aquilo da boca para fora


Notas Finais


Nox


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