História A Filha do Técnico - Capítulo 2


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Categorias David Luiz, Isabelle Drummond, Neymar, Thiago Silva
Personagens David Luiz, Isabelle Drummond, Neymar, Personagens Originais, Thiago Silva
Tags David Luiz, Neymar
Visualizações 182
Palavras 1.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie!
Eu sei, 'tô sumida.
Mas é que até então eu não via muito futuro na história.
Acho que tive uma luz hoje.
Espero que gostem!

Capítulo 2 - Capítulo II. Coming home.


Fanfic / Fanfiction A Filha do Técnico - Capítulo 2 - Capítulo II. Coming home.

Melbourne, Austrália.

04.06.17

19h58min. P.M.

A viagem até cidade de Melbourne, na Austrália, havia sido longa por infinitos motivos. Eu estava ansioso para voltar a treinar pela seleção. Não era um passo tão grande, afinal de contas, na teoria éramos um time “reserva” – apesar dos intuitos de Tite em tornar-nos aptos como a seleção principal. Contudo, só o fato de estar lá novamente, em fazer parte do time e voltar a vestir a camisa verde e amarela (ou azul, que eu também gosto porque, honestamente, a cor fica ótima em mim), era a pontada de esperança na escuridão que eu venho almejando tanto nos últimos anos.

Sempre frisei nas inúmeras entrevistas que deixara o vexame do 7x1 para trás, mas um trauma tão absurdo não é fácil de apagar – e nem será, uma vez que o seu próprio povo insiste em te lembrar a cada cinco segundos. “Chorão”, “7x1”, “Virgem”. Sempre há algo novo, necessário de engolir a seco para não sair por aí mandando todo mundo se foder.

Qual é. Eu amo o meu país. Amo as pessoas, a cultura. Mas odeio a forma como agem. Como podem julgar tanto, sem olhar para o próprio nariz antes de apontar o dedo? A maioria sequer assistiu os meus últimos jogos e já está me esculhambando, enquanto a outra parte acredita nesses metidos a especialistas de futebol. Se são tão bons assim, por que não estão no meu lugar, afinal?

Voltar à seleção é difícil, entretanto, ao mesmo tempo, é como lavar a minha alma. Finalmente tenho a oportunidade de tentar, ao menos, consertar a lambança que eu fiz. Porque, sim... Apesar de buscar o tempo todo qualquer explicação que não me torne o total culpado da situação, eu entendo que sou. Não deveria ter saído para o ataque, procurando resolver o jogo. O que as pessoas não enxergam é que eu só queria ajudar. Infelizmente, eu não era os onze jogadores em campo. Eu era um só, fadigado, assistindo não só o meu sonho, mas o de milhões de pessoas se esvaindo de pouco a pouco sem poder – e conseguir – fazer absolutamente nada.

Eu só queria ajudar.

E se eu tivesse ficado na zaga? E se eu não tivesse tentado bancar o herói? E se os outros dez em campo comigo tivessem buscado qualquer solução – independente da qual fosse –, lutado por um resultado diferente como eu fiz, ao invés de ficarem parados, embasbacados com tamanha catástrofe?

Os últimos anos têm se baseado no “e se”, que eu sei que é inútil. Mas eu continuo o questionando, dia após dia.

Crianças e até adultos chorando no estádio é a primeira coisa que me invade a mente.

E é justamente essa a minha motivação para continuar crescendo, aprendendo e me renovando.

Eu não quero ter que ver isso se repetir mais uma vez.

Nem que eu seja obrigado a abandonar a camisa que tanto amo.

— Ô cabelo, ‘tá viajando aí mano? — Willian me acerta um tapa na cabeça e se senta na poltrona que há ao meu lado.

— ‘Tô não. — respondo baixo, piscando algumas vezes para me despertar totalmente do devaneio. — ‘Tô de boa.

— Sei — ele debocha, sorrindo. — ‘Tava olhando pra a parede igual um bobão. Pensando na Brubru, é? — me cutuca com o cotovelo, enquanto eu reviro os olhos.

— Ih, ‘tá longe — destampo a garrafa de água que tenho em mãos e bebo um gole. — Já fez o check-in?

— Já — o jogador se levanta da poltrona e eu faço o mesmo. — Bora subir.

Nós nos direcionamos ao elevador e, durante o caminho, esbarramos com um cansado Gabriel Jesus que apenas abre o sorriso em sinal de cumprimento e Renato Augusto, decidindo pegar carona conosco. Por sorte eu havia ficado no mesmo quarto que Willian. Era meu amigo, e o mais próximo dentre toda equipe.

Ao parar no sétimo andar, Renato se despede e deixa o elevador. No próximo, Willian e eu saltamos em direção ao quarto do hotel.

— ‘Tô te achando muito quieto, David — ele dispara, quebrando o silêncio. Franzo a testa, enquanto passo o cartão para destrancar a porta. — O que ‘tá rolando?

— Nada, pô — resmungo, empurrando o objeto de madeira e adentrando o ambiente. — Relaxa.

— Te conheço, rapaz — Willian insiste, se jogando na cama. — Desembucha.

— É que é bom ‘tá aqui, né? — abro um sorriso. Noto que nossas malas já ocupam o quarto e facilmente me satisfaço. Precisava urgentemente de um banho, afinal de contas, o desodorante havia vencido pelas horas com a bunda colada na poltrona do avião.

O meia gargalha em deboche, me zoando. Lança um dos travesseiros em minha direção, que eu pego em mãos e o devolvo com mais força.

— ‘Tá certo, irmão — ele se senta no colchão. — É bom mesmo.

Volto a sorrir, pegando apenas o necessário para hibernar as próximas horas debaixo do chuveiro.

Aeroporto de Melbourne, Austrália.

05.06.17

02h24min. A.M.

— Sim, nós chegamos — o estressado treinador informa ao assessor, desesperado do outro lado da linha. — É. Graças a Deus — ele lança um olhar torto para a esquerda, onde a filha caminha apressadamente, tentando acompanhar os passos largos do mais velho. — Estaremos no hotel em cerca de dez minutos — Tite respira fundo, desligando o celular no minuto seguinte.

— Eu realmente sinto muito, pai — Flávia murmura, sentindo uma tonelada de culpa pesar em suas costas, pálpebras, e coração – causando muito mais do que o cansaço físico. — Não era a minha intenção que perdêssemos o voo.

— Agora tanto faz, Flávia — o homem balança a cabeça, entregando as malas para o motorista que os esperava no aeroporto. — Estamos aqui e a tempo de treinar o quanto antes com os garotos.

— O senhor me perdoa? — a menina junta as mãos, em um pedido quase implorado. Adenor franze a testa, meio hesitante. — Por favor, pai! Juro que te ajudo no que eu puder — ela faz bico, conseguindo arrancar um sorriso do mais velho. Flávia salta em alguns pulos, envolvendo os braços ao redor do técnico para abraçá-lo.

— Não comemore tão cedo — Tite despeja um beijo carinhoso no rosto da filha. — Às cinco te quero de pé para assistir o treino — ele aperta o nariz de Flávia, que sorri largo para o mais velho.

Combinado. 


Notas Finais


E aí, meninas? O que acharam?
Espero não demorar tanto para postar como da última vez.
Espero que me perdoem por isso!
Finalmente acho que encontrei o rumo da história.
E vocês, o que estão achando?
Farei capítulos mais longos, prometo! :)
Me deixem opiniões!
Beijoooo. Se quiserem falar comigo, tô no twitter como @alicehoyer
ou no Instagram @zagadeouro!
<3


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