História A Filha do Xerife - ROSES - Capítulo 9


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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Daryl Dixon, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags Daryl Dixon, Norman Reedus, Rick Grimes, Shelley Hennig, The Walking Dead
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Palavras 3.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiii gente. Estou aqui novamente no sábado para postar um capitulo pra vocês. Queria dizer a coisa. Algumas músicas, refletem o clíma da história. Prestem atenção nelas.

Outra... De agora em diante, postarei aos Sábados.

Boa leitura.

Capítulo 9 - Me desculpa


Fanfic / Fanfiction A Filha do Xerife - ROSES - Capítulo 9 - Me desculpa

             

              Paloma Grimes♡

  Massachusetts -Novembro -2004

 

 

 

 

 

-Vai em um encontro? -Demétria me pergunta, não muito animada. Ela e Freya me observavam quietas, enquanto eu revirava desesperada minhas gavetas de roupas, em buscas de algo legal para vestir.

-Sim. Algo contra o Charles, Demi? -Paro um estante para observa-la e ver se existia alguma objeção contra o meu acompanhante.

-Não. O Charles é uma boa pessoas. Eu só achei que estivesse investindo no caipira, provavelmente lindo, do Tennessee. -Demi dá de ombros.

-Daryl não parece querer qualquer tipo de relacionamento afetivo comigo. Ele é muito fechado. -Digo e encontro um vestido azul bebê lindo. Era perfeito para a ocasião. -É com esse que eu vou.

-Se for nesse encontro mesmo, tem que pensar no pós encontro, né. -Freya diz, em um tom malicioso e eu fico com a maior cara de idiota do mundo inteiro, enquanto a encaro.

-Não sei se te entendi, Freya. -Digo, esticando o vestido sobre a minha cama e pegando um salto bege, para combinar.

-Motel, Camisinha, lingerie e muito sexo selvagem, com o gostoso do Charles. -Só Freya mesmo, para dizer essas coisas. O que elas mal sabem, é quem nem beijar na boca eu beijei ainda. -Tem que aproveitar, querida. O raio não cai sempre no mesmo lugar.

-Me admira, você saber algo do tipo, Freya. -Ela fecha a cara na hora. -Eu e Charles estamos indo devagar nesse relacionamento. -Pego minha toalha e roupas íntimas na gaveta da cômoda, enquanto Freya se acaba de rir de mim. Chega a dar raiva.

-Freya, deixa ela em paz. A Paloma não é como nós duas. -Demi se levanta e vem na minha direção. -Vai tranquila. Ele não vai te forçar a fazer nada, a não ser que você dê brecha.

-Não pretendo transar no primeiro encontro. Isso é ridículo e deselegante. -Dou as costas as duas e entro no banheiro pequeno, que eu dividia com aquelas malucas. Ambas riam da minha inocência, pelas minhas costas.

Sinceramente, eu estava com muito medo, mas muito medo mesmo, mas não deixaria transparecer para as minhas amigas e nem para Charles. Não vou ser a piada da turma, por nunca ter tido um namorado. Ainda mais, que Freya adora tripudiar encima das fraquezas dos outros. Vou fazer esse encontro valer a pena e ser bom para ambos.

Esqueço esse assunto, pelo menos por um tempo. Todos os meus medos estranhos, para alguém da minha idade e apenas entro no box minúsculo. Tomo um banho simples, rápido, mas funcional e relaxante. Eu estava muito cheirosa, tinha usado meu shampoo de rosas branca e também estava mais relaxada para o encontro.

Saio do box e me seco completamente, com a toalha cor vinho. Passo a observar meu corpo nu, um pouco acima do peso, olhando pelo espelho médio. Eu acho que não sou tão feia e indesejável, mas também não sou uma boneca Barbie. Não sei de verdade, o que os homens veem em mim, como Freya e Demétria dizem.

Começo a me vestir, pondo uma calcinha e um sutiã tomara que caia, que se acertava perfeitamente nos meus seios médios e todos sendo pretos, e de renda grossa. Eram confortáveis e uteis, me sentia bem, com ambas as peças.

Faço meu cabelo, em um coque despojado, com os fios caindo na minha nuca e alguns pequenos no meu rosto. Para finalizar, uma maquiagem leve, com batom rosa claro, delineador e sombra clara. Estava quase pronta. Coloquei meu vestido e me vi linda no espelho, do jeito que eu imaginava.

Sai do banheiro e as meninas bateram palmas para o meu visual e modesta parte, eu estava muito bonita. Apenas peguei uma bolsa bege pequena, coloquei meus sapatos nos pés, vesti um sobretudo da mesma cor dos saltos, me despedi delas e sai, com as duas me desejando boa sorte no encontro e Freya insinuando sexo, para mais tarde.

Fiquei de encontrar com Charles na entrada do dormitório feminino e lá estava ele, me esperando com um sorriso lindo no rosto. Trajando uma calça jeans bem alinhada, casaco preto, por conta do frio ameno de outono, camisa, que não pude ver a cor e nem o modelo, e sapatos sociais pretos.

-Boa noite. -Digo, sorrindo feito boba, até perceber que ele praticamente se babava todo, por minha causa. E olha que nem coloquei um vestido de gala, para a ocasião.

-Boa noite. Está muito linda, Paloma. -Charles segura minha mão direita, se aproximando ao poucos de mim. Seu olhos faiscavam, a cada olhar que se dirigia ao meu ser parado em sua frente.

-Obrigada. -Charles se aproxima mais, quase colado e eu penso que vai me beijar, mas ele apenas me dá um singelo beijo no rosto e depois se afasta.

-Não quero forçar nada entre nós dois. -Afirmo com a cabeça, me sentindo frustrada, por não ter conseguido o tão primeiro beijo.

Começamos a caminhar, um pouco agarrados, pelas ruas da universidade. O rosto de Charles continha muita alegria e seus olhos não saiam de cima de mim, em nenhum estante. As vezes me sentia até constrangida, de ser tão observada por um homem bonito como ele.

-Onde você vai me levar? -Pergunto baixo em seu ouvido, enquanto passávamos pelos portões grandes de Harvard e cumprimentávamos o porteiro.

-Em um restaurante, que eu adoro, em Boston. Tem uma ótima comida francesa. -Afirmo sorrindo. -Vamos pegar meu carro lá fora. Não vou caminha com você nesse frio. Pode acabar ficando doente.

-Tudo bem. -Charles sorri simpático e aperta um pouco minha mão na sua.

As ruas estavam quase vazias, iluminadas por uns modestos postes de luz, em determinados trechos. Conforme fomos nos afastando da faculdade, mas não muito longe, já víamos a vida noturna dos bares e boates, frequentados pelos alunos e uma delas foi a que eu passei o pior episódio da minha vida.

Finalmente chegamos no carro de Charles. Era um baita Porsche Panamera cinza escuro. Ele, super cavalheiro e elegante, abre a porta para mim e assim que eu entro, Charles rapidamente fecha o meu lado e adentra pelo lado do motorista.

O carro dele é completamente lindo, desde a parte de fora, até a parte de dentro. Super confortável e convidativo também. De cara, pode se perceber que esse veículo não foi menos de cento e cinquenta mil dólares. Eu estava boquiaberta. Não me lembrava desse carro, quando ele me tirou da boate. Talvez eu estivesse muito alterada, para perceber algo como isso.

-Tem que botar o cinto de segurança. -Charles se aproxima e coloca o objeto incomodo, cruzado na minha cintura. Ele estava tão perto, que pensei que fosse me beijar, mas ele se afastou, colocou o próprio cinto e partiu, rumo ao restaurante que iríamos.

Em uma hora, estávamos em Boston, parando em frente de um restaurante chamado Mistral. Só sua faixada já dizia que era um restaurante caro e muito elegante. Penso, se não estávamos exagerando nesse encontro. Não que eu não estivesse gostando, mas eu imaginava algo mais simples e não um restaurante de luxo na cidade grande.

-Não precisava me trazer em um restaurante tão caro. -Charles sorri negando, enquanto passávamos direto pela enorme fila do lado de fora.

-Tinha que ser especial. Não poderia ser em qualquer lugar e também, não me importo de gastar dinheiro com você. -Agora quem nega sou eu.

-Mas eu me importo. Não se acha dinheiro na lixeira. -Paro de falar, assim que uma garçom se apresenta, para nos levar até a mesa que jantaríamos.

-Não se preocupe com isso, Paloma. -Ele parecia calmo demais e até se divertia com minhas negações, e preocupações.

-Por que? -Pergunto, me sentando em uma cadeira de mesa VIP do restaurante. Imediatamente, o garçom nos dá o cardápio.

-Eu tenho uma boa bolada de dinheiro. Meus pais são donos de parte de uma grande empresa armamentista, chamada Hawk Enterprise.  -Arregalo os olhos na hora. Nunca pensei que Charles fosse rico. Ele não aparenta, por ter um jeito simples de agir. -Eu sou herdeiro, portanto, muito rico.

-Isso é um pouco chocante para mim. -Tiro o meu sobretudo e penduro na cadeira, puxando com força o ar para dentro dos pulmões.

-Por que? Preferia que eu fosse pobre? -Ele estava ofendido e eu processando as coisas.

-Não é isso. Eu só tinha feito uma visão diferente das coisas e agora tudo mudou, mas não o jeito que gosto de você. -Assim que termino de dizer essas palavras, o clima ruim se dissipa.

-Boa noite, senhores! O que vão querer? –O garçom chega, nos tirando do transe causado pela conversa anterior.

-Eu vou querer um Peru, ao molho de foie gras. -Charles pronuncia todas as palavras ao garçom, enquanto me olha e o funcionário anota tudo competentemente.

-Um Rolê de vitela, com cogumelos e algas. -Digo, olhando para baixo. Estava desconfortável com tal revelação e o preço das comidas, que era um absurdo.

-Traga uma garrafa de Château, por favor. -O garçom afirma e sai, nos deixando sozinhos. -Já disse que está linda nesse vestido?

-Essa é a segunda vez hoje. -Logo nossos pratos chegam. Definitivamente é um restaurante que faz valer o preço que você paga pela comida e pelo atendimento.

Comemos quietos, sem conversas muito longas e somente amenidades. Contávamos da faculdade e sobre nossas famílias. Eu não toquei em nenhum momento, sobre o assunto do nosso relacionamento. Eu queria tentar, por mais que algumas coisas ainda estejam confusas na minha cabeça.

-Gostou do vinho? -Ele parecia realmente preocupado com a minha opinião.

-Francês e tinto... É muito bom. -Balanço o líquido na taça de vidro e sinto seu cheiro de uvas frescas e que ao mesmo tempo, exprimem idade avançada.

-Conhece de vinhos? -Sorrio negando, enquanto tomo mais um gole do liquido vermelho.

-Fiz algumas pesquisas curiosas no ensino médio, sobre vinhedos e uvas do país. Acabei aprendendo um pouco. -Charles concorda, impressionado.

-Deveria ser Sommelier, já que conhece um pouco do assunto. É sempre bom aproveitar nossos talentos. -Concordo, mas não é essa profissão que eu escolhi para mim.

-Posso utilizar meus talentos, como passa tempo. -Volto a beber o delicioso vinho, olhando de lado para ele.

-Quer dançar? -Charles convida, depois de finalizar o seu prato e ver que eu já terminava o meu.

-Por que não? -Ele me puxa pela mão, até a pista de dança, onde poucos casais dançavam agarrados. Charles nos aproxima com cuidado, segurando na minha cintura e eu, seu ombro.

-Todos os homens estão te olhando. -Charles diz bem próximo do meu ouvido. -É a mulher mais linda daqui. Eu quero você pra mim. Pra te tratar como uma rainha.

-Então me pegue para você, porque eu também te quero. -Assim que digo isso, Charles se aproxima mais de mim. Estamos quase nos beijando, quando um outro casal esbarra em nós, quebrando completamente o clima romântico. -Acho melhor voltarmos para Harvard. Tem toque de recolher e eu não quero chegar depois da hora.

-Tudo bem. -Era notável a frustração na voz dele.

O caminho inteiro foi em completo silêncio. Pela primeira vez na noite, eu me senti mal, por sair com ele. Sentia como se tivesse feito a maior besteira da minha vida, que me corroía por inteiro, mas eu não entendia o motivo de tal sentimento. Eu gostava de Charles, mas minha mente me levou até Daryl Dixon e eu odiava isso dentro de mim.

Charles me pareceu frustrado. Como se esperasse um sentimento mais mutuo e equilibrado ao dele, mas eu não entendo o maldito motivo, de só vê-lo como um grande amigo. Não consigo ama-lo ainda, como eu quero.

Assim que ele para o carro no estacionamento de Harvard, eu saio sem dizer nada e até um pouco emburrada. Charles vem atrás de mim e iguala nossa diferença de distancia, mas em nenhum momento expõe com palavras, seu real sentimento.

-Desculpe, por qualquer coisa. -Digo, por desencargo de consciência e ele afirma, ainda muito calado.

-Maya? -Olho na mesma direção de Charles e vejo uma moça entrando em Harvard com a gente.

-Charles... Tudo bem? -Ela bem educada, o abraça e parece bem feliz em vê-lo.

-Maya, essa é Paloma Grimes. -Comprimento a moça, estendendo a minha mão, na qual ela aperta.

-É um prazer conhece-la. -Digo sorrindo e fazendo o meu melhor semblante simpático. Amigos são sempre bem vindos.

-É sua namorada, Charles? -Ela meio que ignora meu lado simpático e se dirige ao homem do meu lado.

-Não, Maya. Paloma é uma amiga minha. -Sorrio para ele, constrangida. Estava na cara que a garota não gostou muito de mim, por causa de Charles. -Bom, é aqui que nos despedimos. -Charles beija o meu rosto e me abraça.

-Obrigada pelo jantar. -Sorrio para ele, que some em direção ao dormitório masculino.

Acabo caminhando com Maya, até o alojamento feminino. Percebi que ela era um pouco introvertida, ou era eu que fazia ela ter essa expressão fechada. Simplesmente, por ousar sair com alguém que ela gostava. No fim, eu não sei o que dizer para nos conhecermos, se já agora, Maya não gosta de mim.

-Não tenho ciúme dele. -Afirma, olhando para frente. Pela primeira vez, percebo que ela se importava com que eu achava dela, em relação a Charles.

-Mas eu...

-Sei o que pensou. -Me encara pela primeira vez. Ela era mais baixa que eu, mas parecia o tipo de pessoa que não se intimida.

-Mas você gosta dele? Do Charles. -Tento confirmar minhas suspeitas, sendo mais que invasiva.

-Ele já provou que não tem olhos para mim. E nunca terá, com uma mulher como você por perto. -É direta, mas não expressa sentimentos.

-Como assim “como eu”?

-Bonita, elegante, inteligente. Tudo que um homem hétero pode querer. -Maya me olhava com deboche, como se eu fosse uma grande palhaça. -Pensei que gostasse do Charles.

-E gosto. Mas ainda não consigo ama-lo. Vou deixar o caminho livre pra você, Maya. Faça ele feliz. -Viro as costa e ando mais rápido, ficando a alguns centímetros da porta do meu quarto.

-Paloma!! -Ela me segura pelo braço e eu me viro para ouvi-la. -Desculpa, por ter te tratado daquela maneira na frente dele.

-Aceito suas desculpas, se prometer ser minha amiga e não inimiga, daqui pra frente. -Maya sorri e afirma. -Então ótimo, May.

Ela adentra em seu quarto e de vagar, eu abro a porta do meu. Demétria e Freya estavam dormindo, pelo menos, era o que eu achei. Elas deram um pulo da cama, quase me matando do coração e as duas loucas ainda riram do meu susto.

-Como foi o encontro? -Demi me puxava para sua cama, para sentar e começar a abrir a boca.

-Um fiasco. -As duas murcharam na hora. -Não sei o porquê, mas tem algo que embarreira nós dois. Como se não tivéssemos que ficar juntos. -Demi me olha complacente, como se entendesse do que eu falo, mas Freya zomba.

-Como assim? Você não pode dar um beijo naquele homem, que está por completo na tua. –Ela gesticulava irritada, já de pé no meio do quarto.

-Freya, não discute. Paloma tem os motivos dela. -Demi, como sempre, me defende, mas a outra continua a dizer o que quer.

-Isso é falta de ser mulher. Você não é mulher suficiente para manter um homem!! -Freya cuspias as palavras, enquanto sorria e ria com deboche. 

-E nem preciso ser. Não preciso levar nenhum homem pra cama, para ser mulher suficiente. Eu não sou uma puta, como você. -Digo o que estava entalado na minha garganta. 

Quem diz o que quer, ouve o dobro do que não quer.

-Espera...Você é virgem, Paloma? -Ela ainda debochava e achava tudo um total circo. -Nunca deu o que você tem entre as pernas? -Dou as costas. Chega ser ridículo, o que sai da boca dela.

-Não te devo satisfações da minha vida íntima, Freya. -Deixo ela parada no meio do quarto e entro no banheiro, para tomar um banho e dormir. Meu dia será cheio amanhã.

 

              ~♡~

 

Última aula da bendita sexta feira. Nunca vi uma semana se arrastar tanto, como essa. Talvez esteja um pouco ansiosa para que este momento chegue, mas nada demais acontecerá, a não ser meu encontro, com um certo caipira grosso do Tennessee.

Dirigia até o meu emprego. Encontraria o Senhor Mesen pela última vez na semana e já é suficiente. Reparei durante esses dias, algumas investidas amorosas dele e as vezes um mínimo de assedio sexual. Um crime, que se eu denunciar em uma delegacia, pode ir a tribunal, mas eu deixei passar.

Quando chego, dou boa tarde a outra secretária e faço meu trabalho calada, na minha mesa de pinho claro. Já o senhor Mesen, estava em sua sala particular e tudo lá estava muito quieto. Deixo de pensar nisso e foco nos processos que devo organizar e levar para ele no final do expediente.

Esse momento logo chega, para a minha felicidade. Eu caminho até a sala dele, com a papelada em mãos e bato antes de entrar. O vejo pensativo demais, do outro lado da mesa de vidro. Sua expressão intimidaria qualquer pessoas, mas a mim não.

-Senhor Mesen...Trouxe as papeladas, que o senhor pediu. -Ele foca em mim e pareceu irritado, por eu chama-lo pelo sobrenome. -Se não se incomodar, eu já estou indo embora.

-Paloma?!! -Arthur levanta de sua cadeira preta de couro. Nem ao menos olha a papelada empilhada encima da mesa. -Não gostaria de jantar comigo? É sexta, imagino que nada a espere, à não ser os livros.

-Na verdade eu marquei de sair com umas amigas. Não vai dar pra desmarcar. Peço desculpas. -Minto e ele pareceu surpreso, por eu negar sem titubear. Um homem como ele, provavelmente nunca teve um não de uma mulher.

-Por que eu acho que não está sendo honesta comigo? -Droga!  O infeliz descobriu, mas vou continuar com minha pose inflexível.

-Sinto muito, se o senhor acha isso. Com licença! -Me retiro da sala dele e só pego minha bolsa encima da mesa, saindo do prédio em menos de dois minutos.

Pego meu carro e sem pensar muito, decido mudar minha direção, para outra bem inusitada nesse dia. Não sei se é a escolha certa a se fazer, pode não dar certo, mas eu tentarei. Não é legal chegar de surpresa na casa dos outros, ainda mais na de Daryl Dixon, mas mesmo assim irei. Algo me puxa para aquela cidade e consequentemente, para ele, mesmo sem eu querer.

A estrada estava bem movimentada. Pessoas indo e vindo em carros diferenciados, podendo ser vistos apenas por causa do meu farol. Eu estava nervosa, não sei o motivo, mas estava. Minhas mãos suavam e tremiam demasiadamente. Pensei em desistir, mas eu não sou covarde.

Paro na frente da casa dele. A tão famosa caminhonete azul estava ali apagada. Parecia ter gente na casa, por mais que o silêncio reinasse. Saio do carro e bato na porta, com minha mãos pequenas, sentindo meu corpo inteiro tremer, tanto pelo frio, quanto pela ansiedade.

-Quem é você? -Um homem careca, parecendo um pouco mais educado, mas com tom rude, atende a porta.

-Sou Paloma. O Daryl me conhece. -O homem pareceu desconfiar do que eu disse, até que o próprio Daryl apareceu.

-JESS!!! Quem é na porta?!! -Ele para de falar, assim que me vê e eu dou um enorme sorriso constrangido. -Tudo bem, Jess.

O homem ficou olhando para nós dois, tentando entender a cena hilária na sua frente e até o próprio Daryl tentava fazer isso, já que combinamos de nos ver no final de semana. Vendo aquelas reações todas, dá a entender que o Dixon mais novo nunca teve uma garota procurando por ele em sua casa. O que é estranho. Little Angel pode ser um grosso, mas é muito bonito.

No fim desse tormento todo, que durou em média trinta segundos, o outro homem se tocou que queríamos conversar e sumiu para dentro da casa. Olho para Daryl, que estava mais sério que o normal, parado de braços cruzados.

-O que tá fazendo aqui? -Era obvio que ele não queria me ver na sua porta.

-Quer um café? -Tento ser simpática, mas Daryl Dixon continua serio. Dá até medo.

-Não respondeu minha pergunta. -Meu sorriso some completamente, por conta da expressão fria dele.

-Dá pra gente conversar em outro lugar, Little Angel? -Volto a tentar ser simpática com ele, mesmo que Daryl esteja com cinquenta pedras na mão. 

-Não. -O maxilar dele estava travado.

-Deixa de ser um ogro, por favor. Estou tentando ser legal. -Tento me aproximar, mas ele recua.

-Se eu sou um ogro, você é uma patricinha, metida a sabe tudo e que na verdade, não sabe de nada. -Ele avança um passo e fica cara a cara comigo, mas eu não recuo. Não vou deixar esse idiota me intimidar.

-E você é um troglodita, estúpido e mal educado. -Também acuso, já com raiva.

-Mimada!

-Escroto!

-Vadia! -Sem pensar muito, eu levanto minha mão, mas quando estou a centímetros de seu rosto, ele segura meu pulso com força. -Não ouse fazer isso de novo!

-É por isso que você não tem amigos. Você espanta qualquer pessoa que queira se aproximar. -Puxo meu pulso de volta, tendo os olhos dele me queimando inteira. -Quer saber...Vai você e sua grosseria para o inferno!!

Dou meia volta e sigo quase correndo até o meu carro. Me arrependi amargamente de ter vindo até aqui. Segurava as lágrimas, que queriam descer feito cachoeira pelo meu rosto, mas nunca choraria na frente daquele troglodita miserável.

Arranco com o meu carro pelas ruas da cidadezinha, chorando de raiva. Para me acalmar, paro em um café bom, no centro da cidade. Tinha a impressão de que todos ali sabiam que eu estava mal, por causa de um Dixon. Mesmo que eu tenha me visto no espelho retrovisor e não encontrado nada para me denunciar.

-Um chocolate quente e um croissant, por favor. -Peço a atendente do pequeno Starbucks.

Ela logo me entrega o pedido e eu vou me sentar em uma mesa afastada de tudo e de todos. Não tinha muito apetite, mas mesmo assim, comia com gosto e bebia da mesma forma, olhando um ponto distraída.

-Me desculpe. -Olho para cima, vendo um Little Angel de pé na minha frente, mas totalmente incomodado. Nem ao menos me olhava nos olhos.


Notas Finais


E ai gente?

E as investidas de Charles.

Uma personagem nova pra história, que no caso foi crianda por uma das minhas leitoras: ~Enid_Grimes. Obrigada linda. Ela será mais explorada nos próximos.

Freya intrometida e o Little Angel indo pedir desculpas...(Fofo)

O que tão achando? Quem vocês acham que vai pertubar o romance dos dois, como na outra vida?

Deixem seu comentários e teorias...

Até sábado. Bjs


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