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História A Flor da Esperança - Capítulo 2


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Capítulo 2 - A Simpática Imensidão Azul


_ Shikamaru foi hoje de manhã - Ino comentou observando Sakura tomar a sopa como se realmente tivesse algum gosto.

_ Coma, Ino! Não sabemos quando iremos comer novamente, os doentes são prioridade.

_ Tem razão - Tomou longos goles da sopa e a Haruno largou o prato vazio encarando a amiga em seguida.

_ Ele vai ficar bem, é um homem muito inteligente.

_ É preguiçoso, pode ser atacado enquanto dorme - Sakura riu lembrando do amigo.

_ Mas é mais inteligente que a maioria dos homens, não irá dormir vulnerável ao inimigo - Ino tinha que concordar, Shikamaru nunca teria uma morte idiota.

_ Conheci uma pessoa.

_ Por acaso é o inglês ruivo que eu a vi conversando logo que chegou?

_ Sim, como sabe? - Sakura notou que as bochechas da Yamanaka atingiram um tom rosado.

_ Sabe que não sou fã de Ingleses, mas o ruivo é realmente lindo.

_ Na primeira noite ele estourou os pontos e precisei refaze-los. Tem febre porque está se esforçando para suportar a dor, pode morrer antes que cheguem com provisões - Ino falou desanimada - mas posso descrevê-lo.

_ Descreva por favor - A loira apoiou o queixo na mão esquerda - Ele tem olhos verdes, um tom de verde azulado e a voz é grossa, capaz de soar como um trovão, porém fala de forma mansa, como se não precisasse falar alto para ser ouvido.

Não era a primeira vez que alguma das duas se interessava por algum dos feridos do acampamento, sempre conversavam como duas adolescentes sobre o assunto e não como mulheres responsáveis pela recuperação de diversos homens e adolescentes afetados pela guerra.

_ Espero conhecê-lo - Sakura tocou na mão da loira e Ino sorriu sentindo confiança emanar da Haruno - Os ingleses são fortes, não perdemos um até agora e não iremos perder o ruivo. Eu prometo.

Caminharam juntas até a enfermaria e Ino foi até a maca do inglês, este estava úmido de suor, mesmo o clima sendo frio o suficiente para os doentes precisarem de cobertas.

_ Estou aqui - Falou molhando um pano úmido e o refrescando com cuidado.

_ Que bom, não gostaria de morrer sozinho - Ele falou baixo com os olhos fechados.

_ Está consciente! É um bom sinal, quer dizer que logo conseguirá andar por aí, e enquanto estiver sob os meus cuidados viverá.

_ Quanto tempo se passou desde que refez os pontos?

_ Dois dias, mas não se preocupe. As coisas não mudaram muito por aqui e a inconsciência pode ser uma benção.

Ele abriu os olhos e Ino se sentiu privilegiada por ver novamente a cor dos olhos do inglês.

_ Tem olhos bonitos, Gaara. Deve ouvir isso bastante.

_ Não muito, normalmente os outros soldados não elogiam muito minha aparência. Mas aposto que sua imensidão azul traz alegria a muitos homens, que acordam perdidos nesse inferno.

_ É bom com as palavras, deve ler bastante.

_ No passado talvez, hoje leio apenas más notícias.

_ Não recebe cartas? - Ino se preparou para ouvir o que a deixaria triste. Era possível que Gaara tivesse esposa e filhos, a maioria dos homens por ali tinham.

_ Sim, mas não leio. Prefiro ficar alheio ao que acontece lá fora na vida real.

_ Deve ser horrível para as pessoas que o amam não receber notícias suas, deveria escrever algo e enviar.

_ Deveria.

_ Bem, preciso ajudar os outros feridos.

_ Nos veremos mais tarde?

_ Talvez.

--

Gaara acordou e sorriu ao se deparar com o amigo de longa data.

_ Bom te ver, amigo - Naruto falou com o sotaque carregado - Como ousa dormir antes de se apresentar ao general de campo?

_ Você?

_ Sim, nosso general foi transferido para França e eu fui promovido. Não sou mais seu subordinado, mas parece que você é o meu.

_ O mundo da voltas. Espero que consiga ficar bem a tempo de receber alguma ordem sua.

_ Quando melhorar será transferido para França, assim como todos os outros grandes generais. Aqui apenas recebemos feridos e procuramos provisões.

_ E as trincheiras?

_ Os inimigos estão recuando, tivemos poucos confrontos nas últimas semanas.

_ Eu queria ficar - Falou. Naruto notou a frustração do amigo e aguardou que o mesmo desabafasse - conheci uma moça.

_ Uma moça? Bem... Não temos muitas por aqui, então provavelmente eu conheço também.

_ Ela é linda, os cabelos radiantes como o sol e os olhos azuis como o céu no melhor dia do ano.

_ Está apaixonado por mim? - O loiro perguntou bem humorado e riu da cara que o amigo fez.

_ Eu te amo, mas não é tão atraente assim.

_ Eu estou feliz por você. É a primeira vez que o vejo interessado em alguém, normalmente se importa apenas com si mesmo.

_ Sabe que eu não sou assim, mas é o melhor que posso fazer.

_ Seus irmãos não tem notícias a anos, sabe como se sentem?

_ Sim, eu sei que sou uma pessoa horrível.

_ Olha... Eu sei de quem fala. É a Ino, conheço ela desde pirralho e é uma boa pessoa, espero que não se aproxime para mágoa-lá.

_ Sabe se ela tem alguém?

_ Não tem um compromisso assumido, mas as pessoas falam bastante sobre ela e o antigo general de campo. Os dois passavam bastante tempo juntos - Gaara se sentiu decepcionado, mas não demonstrou.

_ Não vou insistir nessa história, não se preocupe.

_ Ok, hora de voltar ao trabalho. Fica bem - O loiro falou deixando o ruivo sozinho.

O alojamento dos feridos era uma grande barraca com diversas macas próximas umas das outras. A quatro macas a direita, pode ver a loira trocando os curativos de um homem, ela sorria e conversava como fazia consigo. Gaara entendeu, ambos não flertavam como imaginava que flertavam, Ino era apenas simpática com todos os moribundos pela qual era responsável e não podia crucifica-la por isso. Ela era uma pessoa boa e merecia distância do poço de problemas que era.


Notas Finais


Fui rapidinha até kkk
Como os caps não são muito grandes, vou postando rapidinho mesmo, acho que não há necessidade de prender eles.
Gostaria de saber a opinião de vocês!!


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