1. Spirit Fanfics >
  2. A Flor da Esperança >
  3. Barro e Dor

História A Flor da Esperança - Capítulo 4


Escrita por:


Capítulo 4 - Barro e Dor


Ao olhar para fora viu apenas explosões, as luzes da tenda estavam apagadas e Sakura auxiliava os doentes a saírem. Os soldados mais saudáveis correram até as trincheiras onde havia um abrigo subterrâneo, os piores precisavam de auxílio para levantar. Adentrou a tenda pegando tudo o que podia fazendo trouxas com cobertores.

_ O que pensa que está fazendo? Precisa sair - Gaara falou a puxando pelo braço.

_ Me solta, eu preciso pegar os remédios - Falou o empurrando.

A confusão era tamanha que o barulho do pânico soava mais alto que os sons de guerra. Gaara olhou para saída da tenda, mas sabia que não conseguiria deixá-la sozinha, precisava proteger Ino, não suportaria se algo acontecesse a Yamanaka.

Caíram no chão com uma bomba próxima o suficiente para fazer a terra tremer e a tenda pegar fogo.

_ Não adianta pegar os remédios se morrer.

_ Vá embora, Gaara!

O ruivo pegou o cobertor com os remédios e com o outro braço a puxou para fora. O tiroteio era intenso mas se continuassem ali estariam vulneráveis da mesma forma.

_ Não podemos levar os remédios.

_ Nós precisamos!

Uma nova explosão fez a loira gritar apavorada.

_ Olha para mim - Ele segurou o rosto da Yamanaka - Se levarmos tudo isso irão nos metralhar, está escuro e podemos chegar até as trincheiras sem nos verem.

_ Como?

_ Vamos rastejar, a lama vai nos ajudar.

_ Mas os seus pontos...

_ Eles não vão abrir, confia em mim - Ino balançou a cabeça concordando enquanto tossia pela fumaça.

Gaara passou alguns segundos olhando para cima a fim de localizar os aviões inimigos, mas, felizmente, o último atravessava o céu em chamas danificado por um dos aliados. Deitaram no chão e rastejaram de mãos dadas pela lama. Tudo o que Ino ouvia eram gritos de pavor e o zumbido do barulho das balas que ameaçavam atingi-la, em minutos que pareceram horas, até caírem dentro da trincheira e serem puchados por soldados.

Ino tremia como vara verde e estava banhada em barro, assim como Gaara, que tentava ajudá-la a respirar.

_ Ino, olha para mim - A mesma o encarou - Estou aqui com você. Precisa normalizar a respiração se não entrará em pânico, tudo bem?

Barulhos de tiros. Berros de dor. Barro. Sangue. Sangue?

_ Gaara, esse sangue é seu?

_ Sim, mas eu vou ficar bem.

A mesma tateou o abdomem, mas não eram os pontos, de onde era esse sangue?

_ Eu não acho o ferimento - Falou com a voz trêmula. O ruivo pegou a mão da loira e levou até o braço onde havia bastante sangue.

_ Preciso tocar, preciso saber se a bala ainda está aqui - Falou e o ruivo balançou a cabeça confirmando.

Com uma mão Ino tocava o ferimento e a outra o ruivo segurava gemendo, tentando reprimir o grito de dor. Sentia que iria desmaiar, mas não podia apagar, não com a loira em pânico.

_ Ela atravessou, mas precisa de pontos.

_ Não tem como dar pontos aqui, Ino.

_ Mas se não for fechado, irá morrer.

_ Eu tenho uma ideia - Gaara tirou a camisa e a entregou - Precisa apertar a ferida. Meu sangue irá escorrer mais devagar e vou conseguir aguentar mais algumas horas.

_ Mas não vai adiantar apenas algumas horas.

_ Depois damos um jeito.

Fez o que Gaara disse e ao olhar em volta enchergou a quantidade de pessoas feridas, algumas amputadas, outras desmaiada ou mortas. Eram vários enfermeiros focados em ajudar, enchergou Sakura, aparentemente bem, ajudando um homem com uma faixa na cabeça.

_ Gaara, eu preciso que me solte - Pediu. O ruivo hesitou, mas soltou - Aguente até eu voltar.

Viu Ino correr para fora em câmera lenta. E quando entendeu era tarde, tentou ir atrás para impedi-la, mas a dor latente no braço e a perda de sangue o fizeram desmaiar.

--

_ Inútil - Ouviu da boca do pai.

Não viu o rosto do mesmo, mas podia ver claramente as medalhas no peitoral de Rasa no Sabaku e podia claramente sentir o cheiro a whisky envelhecido vindo dele

_ Não diga isso, ele é só uma criança! - Ouviu a irmã defender.

_ Nasceu apenas para matar Karura, tudo o que sinto é desgosto. Eu o odeio!

Kankuro entrou no seu campo de visão, ele tinha panos e álcool para limpar a ferida causada pelo brinquedo que Rasa tropeçou e que, em seguida, foi arremessado no rosto do mais novo.

_ Você vai ficar bom - O moreno falou - Um dia tudo melhora.

_ Eu queria não ter nascido, eu não deveria ter nascido.

_ Não diga isso, nós te amamos - Kankuro tinha lágrimas nos olhos.

_ Eu vou embora para nunca mais voltar, ninguém nunca mais vai chorar por minha causa.

Então sentiu o cheiro da pólvora e os colegas de base sendo mortos bem a sua frente sem que pudesse fazer nada.

Inútil.



Notas Finais


Preciso de feedback, o que acharam?
Acredito que a fic termine em uns três capítulos, então vou dar um espaçamento maior entre as postagens, mas vai ser pouca coisa, vcs nem vão sentir!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...