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História À flor da Pele - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Ato II


Pontualmente às cinco horas da tarde, retornaram a sala do Hokage. Depois de terem organizado seus pertences e as mochilas com os itens emergenciais de sobrevivência, distribuíram os mantimentos entre sis e seus companheiros do time Asuma.

Kakashi estava com as orientações prontas, além de poder explicar mais confortavelmente o que era a doença grave que ameaçava arrematar a vida do Kage de Kirigakure a qualquer momento. Os shinobis escutaram-no com obediência e resignação, mantendo-se impreterivelmente calados.  Ao término de todas as suas orientações, o homem mascarado gesticulou para que deixassem sua sala.

Primeira parada do dia: hospital público de Konoha.

—Neji-san, quanto tempo você acha que teremos até chegarmos ao País da Névoa?

—Duas semanas. — exclamou, caminhando lado a lado com Rock Lee; atrás destes vinham Shikamaru, Chouji, Ino e Tenten. — Eu e o Shikamaru iremos entrar para retirar o Kage do quarto. — decretou, girando os calcanhares e virando-se para encarar os demais. — Lee, Yamanaka e Mitsashi vocês vigiam as portas de entrada, e Chouji as portas de saída.

Eles balançaram a cabeça em concordância e então recuaram, colocando-se a seus postos. O Hyuuga gesticulou para que o Nara o seguisse, que imediatamente assentiu, apressando seus passos para acompanhar o ritmo do moreno de cabelos cumpridos.

Assim como foram ordenados pelo ninja, Akimichi e a dupla de kunoichis deslocaram-se até seus respectivos locais.

—Ah, eu bem que ia gostar de realizar sozinha a escolta do Mizukage — cochichava Ino, inclinando-se na direção da morena de cabelos castanhos. — Até a minha cama, é claro — e então gargalhou,sendo acompanhada pela outra, que balançava a cabeça.

—Você é ridícula, Yamanaka. — a loira deu de ombros, piscando para ela. — Mas tenho que admitir que ele tem certo charme.

—Certo charme? — a loira encarou-a com ar de deboche. — O Neji não está por perto, Tenten, pode ser sincera. O Kage é um absurdo de tesão.

—Deve ser um requisito imprescindível para ser o líder de uma nação — refletiu Tenten, rindo, levando a loira a rir também. — Gaara, Kakashi, Kimimaro, o falecido Minato, Hashirama, Tobirama... A lista é interminável!

As duas riram, balançando a cabeça afirmativamente, diminuindo o tom de voz consubstancialmente. Um tempo considerável se passou com elas ali, a frente do hospital, vigiando a entrada e saída constantemente dos funcionários e de alguns ninjas conhecidos por elas, além dos civis.

—Meninas? Vamos. — Chouji apontou com a cabeça para que elas seguissem-no pelo corredor do hospital.  Naturalmente, como se era esperado, iriam remover o Mizukage por uma saída alternativa a dos fundos e a de emergências.  Ele andou a frente das mulheres, apressando os passos, atento a qualquer ruído ou movimento suspeitos, empurrando impacientemente a multidão de pessoas que ia surgindo a sua frente e afastando-se de outras, emitindo pedidos de desculpas em meio a sussurros.

Ambas apressaram-se para acompanhá-lo, atendo-se não somente a qualquer espécie de ruído, como também a gestos ou movimentos que entendessem como suspeitos.  Viraram à direita e então desceram as escadas, até alcançarem uma porta cinza, onde os demais homens esperavam-nas. Tenten trancou a porta.  Ao contrário do que esperava, não iriam removê-lo pela saída de emergência ou pela lateral, mas sim pela janela. Franziu o cenho, fazia mais sentido, especialmente considerando-se quem era o líder daquela missão.

Minutos depois, o grupo de ninja deixava o hospital de Konoha, numa velocidade rítmica, marchavam até os portões principais da Vila.

—Achei que você fosse tirá-lo pela saída de emergência, Neji. —comentou a kunoichi, seguindo atrás do companheiro de time.  Lee, Ino e Chouji seguiriam pulando de telhado em telhado, enquanto ela, o próprio Kage e sua comitiva seguiriam a pé, acompanhados pelo Hyuuga e pelo estrategista da Folha.

— Com o hospital lotado? — ele a respondeu, e ela crispou os lábios, concordando com ele, mantendo-se calada. — As chance de passarmos despercebidos pela saída dos fundos era inexistente — acrescentou com sua habitual inexpressividade a que todos já estavam mais do que claramente acostumados.

O grupo seguiu em silêncio pela rua, a passos rápidos, estando conscientes de que a noite chegava rapidamente e eventualmente precisariam fazer a primeira parada, afinal, estavam com um homem enfermo entre eles, pior ainda, asseguravam a vida do Mizukage. Não podiam forçá-lo mais do que o necessário, e por outro lado, não podiam parar consideravelmente próximos ao país do Fogo, era arriscado demais.

O time dez seguia atrás deles, conversando em voz baixa e mantendo suas atenções voltadas inteiramente para a comitiva de homens, responsáveis por carregar o Kage. Eram tantos homens ao seu redor, que tornava-o somente um pontinho prateado.

Segunda parada: algum ponto depois do País do Fogo, muito bem escondido por numerosas árvores, arbustos e rochedo e de difícil acesso, era o local perfeito para um acampamento noturno.  A primeira barraca  a ser montada, logicamente foi a de Kimimaro com a ajuda do trio do time de Maito Gai.  Os demais homens improvisaram barracas, distantes do local em que o quarteto encontrava-se, e ao mesmo tempo perto o suficiente para se locomoverem caso fossem surpreendidos.

— Precisa de mais alguma coisa, Mizukage-sama? — o Hyuuga inquiriu, depois de tê-lo ajudado a se deitar no colchão inflável.  Ele estava severamente pálido e magro, e vez ou outra seu nariz sangrava consideravelmente, o que levava o perolado a acreditar que se tratava de uma doença infecciosa. — Está confortável, sua barraca...?

—A barraca está perfeita. O colchão é confortável. — declarou o prateado, entre uma tosse e outra. — Você pode pedir para aquela moreninha gostosa encher minha garrafa de água, por favor?

Neji involuntariamente sentiu sua sobrancelha erguer-se, e seu rosto enrubescer-se fortemente.  Mas, diferentemente do que acontecia com a sua prima, o motivo passava bem longe de ser constrangimento ou timidez crônica. Oh, muito pelo contrário.  Os olhos brancos e normalmente opacos do prodigioso shinobi do clã Hyuuga focalizou  na figura de Kimimaro, antes de inspirar fundo.

—O nome dela é Tenten. — seu babaca, gostaria de ter acrescentado seguido por um palavrão realmente agressivo, mas se conteve. Para o bem ou mal, estava diante da autoridade de um país.

—Você pode pedir para ela me trazer um pouco de água? Não me leve a mal Hyuuga, mas estou farto de olhar para a cara de homens a semana inteira e sua colega de time é extremamente charmosa.

—Claro, Mizukage-sama. — balbuciou o sufixo com tanto ódio, que se surpreendeu em constatar que o mesmo não era um sentimento palpável. — Só um momento. — ele abriu um pouco a barraca, a procura da sua companheira de time, que conversava divertidamente com Lee em uma parte mais afastada e então piscou os olhos, voltando a fechar a mesma. Abaixou-se brevemente para apanhar a garrafa de água e na seqüencia se levantou. — Eu vou chamar ela.

Obviamente não estava em sua lista de prioridades convencer Tenten a entrar sozinha na barraca de um homem para dar-lhe água, mesmo que o sujeito em questão estivesse a beira da morte e por obviedade, aparentemente em estado inofensivo.  Seguiu a passos rápidos, na direção oposta ao acampamento, resmungando uma serie inaudível de palavrões e pragas.

Moreninha gostosa, havia dito o imbecil.

O que aquela maluca tinha que só atraía Kages prateados? Primeiro o Kakashi, que ela estupidamente acreditava que ele não sabia de nada e agora esse doente do Kimimaro. Apostava que se o Tobirama estivesse vivo, ela ia dar um jeito de atraí-lo também. Rolando os olhos, irritadamente, continuou a andar a passos rápidos e impacientes, esquecendo-se ironicamente, do que havia ido fazer para além daquelas bandas. Franzindo o cenho, fez uma careta.

 



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