História A Flor da Trincheira - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Meu primeiro capítulo, espero que apreciem.

Capítulo 1 - O Aviso


Fanfic / Fanfiction A Flor da Trincheira - Capítulo 1 - O Aviso

O clima era frio, o céu era cinzento, o ar estava úmido da chuva que ocorrera na noite passada, as trincheiras estavam com seu ar mórbido de sempre, doentes, mortos, traumatizados e qualquer outro tipo de debilidade encontravam-se nelas.
Eu estava sentado em m canto isolado, limpando o meu fuzil Lebel, meus pés esfolados pela água ardiam fortemente, o bafo saia congelante de minha boca e nariz, e as roupas sujas de barro só estavam me esfriando ainda mais.
Estava com o meu capacete Adrian em minha cabeça, não conseguia tirá-lo desde meu primeiro combate, fazia parte de mim agora, não me sentia seguro sem ele.
Soldados passavam andando constantemente por mim, alguns capitães gritavam ordens aos seus pelotões e eles as obedeciam como sempre. Tudo estava ocorrendo normal, até o apito soar, o silvo que todos temiam, e que, juro, fez meu coração parar um segundo. Os inimigos estavam avançando, vinham até nós correndo, com suas baionetas a postos para nos retalhar e seus fuzis carregados, prontos para o combate.
O desespero começou a se espalhar pelos homens, corriam, gritavam, alguns choravam e rezavam, mas eu, eu fiquei, fiquei parado, e lentamente agarrava os projéteis para carregar meu fuzil, alcancei a baioneta em meu cinto, a encaixei no cano do rifle, e o que viesse a seguir, viria.
Os primeiros sons do combate começaram a se revelar, o metralhista de nosso pelotão disparando sua Chauchat em desespero, gritos de agonia dos feridos, os obusteiros começaram a disparar e as explosões esburacavam a Terra de Ninguém.
Engatilhei meu fuzil e fui fazer o que simplesmente é feito numa batalha, matar.

Meu nome é Jean Pierre, sou capitão do 11° batalhão de infantaria de combate francês, e agora eu deveria comandá-lo no contra-ataque contra os alemães. Nunca era fácil, nunca havia glória apos um ataque defendido, somente alívio, e a dor das perdas. Mas isso não era algo a se pensar durante o combate, e é preciso estar esperto e usar a cabeça, se não quiser ter ela furada.
Me esgueirei pela trincheira, vi um soldado correndo ao leste e disparei, vi ele cair, mais uma vida que caía perante mim, "Que o Senhor o tenha.", pensei comigo.
Mais soldados estavam avançando, e tínhamos de conter as ondas. Eu tive de avisar o granadeiro:
-- Charlie!
-- Sim, senhor!
-- Dispare os foguetes a norte e noroeste, agora!
-- Sim, senhor!
Vi os foguetes voando, explodindo, e ceifando dezenas de vidas. E isso funcionou, era um ataque pequeno, e eles finalmente estavam recuando. O apito soou novamente, e isso era bom, pois o contra-ataque fora bem sucedido. Olhei os inimigos recuando, tão poucos, rezei pelos falecidos. E eu sabia, que eles deram um aviso, não um ataque, e algo bem maior estava por vir.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, se leu até aqui, meus sinceros agradecimentos.


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