1. Spirit Fanfics >
  2. A Flor de Gerbera >
  3. É bom desconfiar

História A Flor de Gerbera - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oii gente, fanfic Dandael por aqui ❤️ Eu espero que gostem e já manda pros amigos e não esqueçam de deixar nos comentários o que acharam.

Capítulo 1 - É bom desconfiar



É bom desconfiar

De ser desconfiado
Não vou desconfiar de você
Até que prove o contrário


Na Linguagem das flores, a Gerbera simboliza pureza, inocência, beleza da vida e energia positiva da natureza, por isso, se relacionam às qualidades e tem significados como: sensibilidade, sensualidade, amor, nobreza, alegria e simplicidade. Dandara. Dandara é a minha Gerbera. A conheci a uns anos atrás em um desses dias corridos aqui na fábrica. Logo que a vi me impressionei com tamanha simpatia, leveza e beleza. Minha Gerbera. Ela foi ganhando meu coração com aquela voz de anjo e o jeito destemido. Minhas filhas dizem que eu me tornei um apaixonado incurável e estão com razão, com a minha morena além de uma namorada, eu ganhei uma amiga e confidente. Fora o pacote que veio com ela.


- Amor, ei, aonde está esses seus pensamentos ein? 


Sinto alguém me cutucando e então percebo que havia deixado a Dandara falando sozinha 


- Oi, desculpa, o que você estava falando mesmo?


Eu perguntei do Duca, Gael. Você não disse que ele torceu o pé na academia hoje?


- A é claro, o Duca. Sim, ele torceu o pé mas já esta tudo bem, um pouco de gelo e repouso e amanhã ele estará novinho em folha.


- Hmm. Porque você está tão distraído hoje?


- Não é nada meu amor. Eu só estava pensando em você e acabei me perdendo nos meus pensamentos.


- Em mim? E eu posso saber o que o senhor estava pensando?


- Pensando em como eu sou sortudo em te ter do meu lado, e que eu não escolheria outra vida.


- A meu amor, que lindo isso.



Nós estávamos sentados no sofá de casa. O pouco tempo que tínhamos de almoço aproveitamos assim, abraçados e curtindo a presença um do outro. Sem crianças, sem filhos e discussões. Só nós dois.


- Preciso voltar pra ribalta.


- Mas já? Fica aqui comigo mais um pouco


- Eu não posso, e além do mais, você também tem que voltar para a academia lutador


- Mas eu posso avisar o Panda para dar aula no meu lugar, e você ligar para uma daquelas gralhas da Ribalta e dizer que comeu algo no almoço que não lhe desceu bem e não conseguirá voltar pra lá. 


- Ata Gael. Ninguém vai perceber né. Eu e você não voltando pra fábrica depois do almoço 


- Deixem que percebam. Nós somos namorados e não devemos nada pra ninguém.


- Muito bom esse seu plano adolescente Gael, mas não, preciso terminar de ensaiar o meu coral para o show de talentos


- Tudo bem, se você quiser ir para a Ribalta você vai, mas eu não voltarei pra fábrica hoje.


- E eu posso saber o porque não?


- Porque hoje eu acordei meio adolescente.


- Meio adolescente? E eu posso saber o que é ser meio adolescente? - Ela diz se sentando no meu colo e mexendo na minha barba.


- Um pouco inconsequente, não quero ter preocupações, nem me estressar com nada hoje, muito menos pensar nas consequências.


- Hmm. Então presta atenção no que você vai aprontar hoje mestre. Porque uma hora as consequências chegam. - Ela diz se levantando do meu colo


- Ei calma nervosinha. Meus planos adolescentes hoje era ficar aqui com você, assistir um filme, namorar um pouco. Mas já que você não pode faltar na ribalta hoje, eu ficarei aqui e aproveitarei pra descansar um pouco. 


- Eu preciso ir agora Gael. Já estou atrasada até. Nos falamos mais tarde?


- Claro, que tal um cinema? Te espero ali na praça no horário de sempre


- Tá bom amor. - Nos despedimos com um selinho.


O calor no Rio de Janeiro no dia de hoje estava quase que insuportável. Já havia aberto todas as janelas, deitei no chão sem camiseta e nada que me gerasse um pouco de refrescância. Decidi que tomaria um suco no perfeitão e aproveitaria pra perguntar do Duca pra dona Dalva. Desci na praça sem camiseta mesmo, só de bermuda e chinelo.


- Oi Delma, tudo bem?


- Gael que surpresa você por aqui esse horário.


- Resolvi tirar uma folga da academia hoje. Você me vê um suco de mamão com laranja por favor?


- É claro.


Enquanto eu esperava o meu suco ficar pronto me distraí olhando os e-mails da academia e não percebi um certo alguém se aproximando


- Mestre Gael por aqui


Levantei meu olhar e me deparei com a Roberta. 



- Oi Roberta, tudo bem?



- Com certeza estou melhor agora - Percebi que ela não tirava os olhos do meu corpo, o que me deixou um pouco sem graça.


- Aqui Gael, o seu suco. - Delma se aproximou com uma cara de poucos amigos, e eu logo me afastei de Roberta com medo do que chegaria nos ouvidos da Dandara 


- Obrigada Delma. Eu vou indo nessa. Tchau Roberta.


Fui andando em direção à banca da dona Dalva, mas antes de chegar até ela senti alguém segurar o meu braço 



- Calma aí bonitão, tá fugindo de mim ?


Não é nada disso Roberta. É que tá um calor do inferno, eu pensei que aqui estivesse mais fresco, aproveitei pra tomar um suco mas já to indo pra casa. Esse sol tá me deixando irritado.


- Você não quer vir dar um mergulho ali no Aquazen?


- Deixa pra outro dia.


- Aproveita, tá calor e lá tem piscina. É só um mergulho Gael. Que mal tem nisso?


É verdade, que mal tem nisso. É só um mergulho. Nada além disso.



- Tudo bem, mas só um mergulho.


Era segunda-feira é o aquazen estava fechado, ou seja, só eu e a Roberta aqui. Eu não conseguia parar de pensar na Dandara e todas as vezes que ela me disse que se sentia insegura com a Roberta dando em cima de mim frequentemente.



- Ei lutador, relaxa. To sentindo você muito tenso, tá com medo do que ein? - Estávamos nós dois na piscina e eu sempre mantinha uma distância segura dela.


- Não é nada não. Eu to normal.


- Você quer beber alguma coisa? Uma cerveja, um champanhe talvez?


- Nada de álcool, nem em casamentos.


- Ual que esse mestre é toda comportado.


- Eu nunca gostei, e com esse meu jeito toda estourado eu com certeza cometeria loucuras se bebesse.


- As vezes é bom cometer loucuras


- É, é bom mesmo, mas depois vem as consequências e isso pesa.


A conversa com a Roberta fluiu, e toda aquela tensão que eu senti no início sumiu. Ela parou de dar em cima de mim e se tornou um ótima ouvinte e me tirou muitas risadas.


••••••••••••••••••••••


O meu coral estava cada dia evoluindo mais, e tenho certeza que fará uma linda apresentação no show de talentos.

Já estava a quinze minutos na praça e nada do Gael aparecer, ele nunca se atrasa e não atende nenhuma das minhas ligações. Já estava pronta pra ir na casa dele quando vi a Karina saindo


- Ei Ka


- Oi Dandara tudo bem?


- Tudo bem sim minha flor. O que seu pai tá fazendo que ele tá demorando tanto pra descer? Já passou 15 minutos do horário que combinamos


- O meu pai não tá em casa não


- Não? E faz tempo que ele saiu?


- Eu não sei. Cheguei da academia tem umas duas horas e ele já não estava lá


- Estranho...


- Eu preciso ir agora, marquei de encontrar o Pê


- Tá bom meu amor, se cuida.


Nos despedimos com um beijo no rosto e eu segui para o perfeitão para conversar com a minha amiga enquanto espero o Gael aparecer.


- Dandara amiga, que bom te ver aqui.


- Oi amiga. - Dei um sorriso desanimado


- O que aconteceu? Porque você está com essa carinha?


- A amiga, eu marquei de encontrar o Gael aqui já tem um tempo e nada dele aparecer. E eu encontrei a Karina agora e ela disse que ele não tá em casa. Já tentei ligar, mandar mensagem e nada 


- Hmm - Dandara percebe a cara estranha que sua amiga faz


- Que cara é essa Delma? Você sabe de alguma coisa?


- A Dandara, o Gael esteve aqui mais cedo, até estranhei porque ele nunca aparece por aqui e quando aparece está com você.


- Tá mas você sabe pra onde ele foi?


- Eu não sei, mas enquanto ele estava aqui a Roberta apareceu e não parou de secar ele. Ele ficou bem sem graça, principalmente na hora que eu me aproximei. Se despediu e saiu rápido. Mas ela foi atrás dele, e eu fui atender outros clientes e não vi mais. 


O desânimo de Dandara triplicou quando ela ouviu o nome da professora, mas seu lutador já havia dito tantas vezes pra ela não se preocupar que resolveu deixar esse ciúmes bobo de lado e confiar mais nele



- Ele deve tê-la dispensado, como sempre faz. Será que é alguma coisa com o Duca? O Gael me disse que ele havia machucado o pé mais cedo 


- Não sei amiga, mas se eu fosse você eu iria pra casa. Já está tarde e pelo jeito o Gael não vai aparecer.


- Eu vou, mas vou tentando ligar pra ele. Estou preocupada.


- Quer que eu fique com você ali até chegar um táxi?


- Não precisa amiga. Boa noite.


- Boa noite Dandara. Quando chegar me avisa.


Me despedi da Delma e fui pra praça esperar o táxi ainda tentando ligar para o Gael. Foi quando eu escutei uma risada que eu conheci muito bem. 


Sem camisa. Com a bermuda e os cabelos molhados lá estava ele. O meu lutador. Lindo como sempre, e sorridente. Mas aquele sorriso não era pra mim, era pra Roberta, que assim como ele estava toda molhada.



- O dia foi muito bom Gael.


- É, foi sim. Obrigada por isso Roberta


- Que isso. Quando quiser repetir sabe aonde me encontrar.


Eles se despediram com um beijo no rosto, beijo esse que a professora deu bem perto da boca dele e ele não fez nada. Eu observava tudo de longe com os olhos cheios de lágrimas e com o coração apertado. Eu não iria aceitar passar por tudo isso de novo.


Pensei que passaria despercebida mas como fui tola. Ele percebeu a minha presença ali.


- Dandara?


Notas Finais


Eita que o forninho do mestre caiu. Eai o que vocês acharam? Comentem aí


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...