História A Flor e o Beija-flor. - Snamione - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Severo Snape
Tags Snamione, Snanger
Visualizações 60
Palavras 1.381
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Musical (Songfic), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde Turma, pois é, eu realmente não estou muito certa hoje, rsrs.

Bem, segue mais uma One-Shot...

Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction A Flor e o Beija-flor. - Snamione - Capítulo 1 - Capítulo único.

Lá estava uma Hermione sentada ao chão admirando um grande lago a sua frente, bem, isso não era verdade, ela não estava admirando lago nenhum, não, Hermione estava apreciando a visão, e lembrando de um certo moreno, que um dia ela conhecera ali naquele mesmo lugar.

A castanha suspirou apaixonada.

Era outono, as folhas das árvores havia caído, formando aquela Maravilha de folhas secas ao chão, o vento gelado soprando em sua pele com promessas de um inverno rigoroso a afundou na lembrança de quase cinco anos atrás nesta mesma data e local.

Flashback

Hermione estava sentada a beira do lago sentindo o vento gelado beijando sua pele, causando leves arrepios, a beleza da natureza sempre a deixava sem fôlego, a criação perfeita, pensou ela.

Depois de algumas horas ainda no mesmo lugar, Hermione notou a presença de um homem ao seu lado, ela se perguntou quando foi que ele tinha chegado ali?

- Boa tarde, senhorita. – O homem a cumprimentou.

- Boa tarde, senhor. – Hermione murmurou de volta.

- É uma linda visão, você não acha? – Ele a perguntou.

- Oh sim, eu acho. – Então Hermione suspirou contente, com a sensação de paz invadindo mais uma vez seu sistema.

- Você é a primeira pessoa que eu vejo apreciando a natureza, que muito me lembra uma flor. – O homem falou baixinho.

- Uma flor? – Hermione perguntou franzido o cenho.

- Sim, uma flor, você vê, as pessoas não tem mais tempo, elas não valorizam a beleza do clima, elas apenas reclamam que está muito frio ou muito calor... – O moreno fez uma pausa. – Mas não você, faz algumas horas que a observo, e você está apreciando a beleza disso tudo...

- Mas o que isso tem a ver como a flor? – Hermione perguntou curiosa, então o homem a olhou tão intensamente e sorriu.

Hermione notou que seu cabelo era longo, negros como corvo, seus olhos em obsidianas negras tão intensas, seus lábios fino, sua sobrancelha grossas e tão terrivelmente negras também, ele não era lindo, bem, não para muitos, mas ela teve a impressão que havia se apaixonado por aquele estranho, que ela não sabia nem o nome.

- Você é a flor que suportou o outono, que não deixou suas pétalas delicadas caírem como os demais... – Ele sorriu novamente. – Você senhorita, não deixou a correria do dia a dia te cegar, você sobreviveu a demanda da tecnologia, sentando-se aqui, sem se preocupar com o horário, sem se preocupar se iria ou não sujar sua roupa, você apenas aceitou a natureza e o que ela lhe oferecia, você é uma flor perfeita senhorita, nesse mundo tão superficial. – Ele terminou.

Hermione sorriu para ele, ela sempre gostou de se dedicar ao observar a natureza, não se importando muito com a situação que ficaria suas roupas ou com o tempo que gastaria ali, ela sempre amou observar a natureza.

- Você pode ter um ponto. – Hermione falou para ele. – Você não parece ser alguém que mora por aqui, é você? – Hermione perguntou.

- Não sou. – Ele respondeu dando de ombros. – Eu sou como o cuitelo, voo livremente por ai apreciando o melhor das estações. – Seu barítono rico soou sedutoramente em seus ouvidos.

Hermione não se assustou quando notou que o homem estava á alguns centímetros de distância dela, Hermione normalmente não aceitaria tal atitude de um desconhecido, mas ele parecia um ímã, a atraindo para ele, e bem, porquê não?

O homem então virou seu rosto a poucos centímetros do dela, mergulhando profundamente em seus olhos negros, que brilhavam tão intensamente que chegou a tirar-lhe o fôlego.

Sem se quer pensar em hesitar, Hermione finalmente fechou a distância entre eles, selando seus lábios num beijo suave.

O homem levantou a sua mão para apoiar em sua face, aprofundando o beijo em seguida.

Hermione fora capaz de sentir seu cheiro, e era tão estranho que ela pudesse sentir tal coisa, o homem que ela estava beijando, tinha o cheiro de chuva, com vários cheiros que o vento trazia de flores silvestres, acabando em hortelã, sim, ele tinha o cheiro da liberdade, quando você está sufocado e precisa sair e ai você vai para um espaço livre e quando você suspira, você finalmente sente a liberdade e a paz invadindo seu sistema, limpando toda a preocupação, como uma resposta silenciosa que tudo ficaria bem.

Assim era o perfume deste homem a sua frente, sim, Hermione sabia que nunca esqueceria ele, e bem, ela nunca perguntou por seu nome, ela apenas o nomeou como algo.

O beijo durou tempo o suficiente para grudar o gosto de café e canela, sim, Hermione pensou ela nunca o esqueceria, nem em um milhão de anos.

Então o beijo terminou, e Hermione encontrou as obsidianas negras tão intensamente que seu baixo ventre estremeceu.

- O frio, é apenas uma fase difícil, mas você senhorita, e a flor mais bela que já vi... – Ele sussurrou em seu ouvido, a fazendo estremecer. – A flor que merece o amor, a flor que eu nunca vou esquecer... – Então o homem a beijou mais uma vez, antes de se afastar, logo desaparecendo de sua vista.

Hermione o nomeou como o beija-flor que a beijou e depois voou para longe dela.

Flashback

Hermione não conseguiu segurar o sorriso com a doce lembrança, do beija-flor que ela nunca mais vira, a saudade daquele dia bateu em seu peito, a fazendo suspirar.

Como o esperado ela nunca o esqueceu, e ela continuou em todos esses anos voltando ali para quem sabe ele estivesse ali, mesmo sabendo que ele não faria, ele era um beija-flor afinal de contas, livre, que voava de lugar em lugar apreciando tudo aquilo que a natureza oferecia.

A castanha ouviu passos suaves atrás de si, e por um momento desejou que fosse ele, mas ela sabia que não, o cheiro não era dele, não trazia a liberdade e nem a paz, era somente Harry.

- Hermione você está bem? – Harry perguntou.

- Sim, Harry, por que? – Ela perguntou de volta.

- Bem, todos os anos você vem aqui, e fica por horas, e então suspira apaixonada, e um sorriso suave nasce em seus lábios... – Harry sussurrou para ela.

- Lembranças de uma antiga paixão, Harry. – Hermione respondeu sorrindo ligeiramente com a lembrança mais uma vez. – Foi um lindo beija-flor, que me beijou e depois voou para longe de mim. – A castanha estava com a expressão apaixonada em seu rosto mais uma vez.

Harry não sabia o que dizer, na verdade ele não esperava por isso, ele sempre achou que ela ainda gostava de Ron, mas se fosse, ela falaria o nome de Ron e Hermione nunca chamou Ron de beija-flor, então Harry simplesmente deixou ir.

- Certo. – Ele respondeu cautelosamente. – Vou pra casa, te espero lá. – Harry falou se despedindo.

Hermione apenas assentiu, desviando o olhar para o lago e apreciando mais uma vez a bela visão, antes de fechar os olhos e lembrar daquelas obsidianas negras brilhando, e seus lábios macios tocando tão delicadamente o seus.

Hermione podia sentir o cheiro dele, como se estivesse revivendo aquele dia, ela quase podia sentir o toque de sua mão em sua face, então antes de suspirar aquele cheiro pela última uma vez e degustar o sabor de seu beijo, Hermione desejou que ele estivesse ali, e fizesse como aquela vez, então com o coração cheio de saudade ela finalmente abriu os olhos, suspirando lentamente, antes de sussurrar ao vento.

- Ai que saudades de um beija-flor, que me beijou e depois voou para longe de mim. – Então Hermione se levantou lentamente, abanando suas vestes para tirar as pequenas folhas que se prendia na mesma e voltando para casa.

Um belo sorriso vivo em seus lábios, ela se foi deixando a promessa silenciosa que ela voltaria no próximo ano, e reviveria toda aquela lembrança de novo.

Do outro lado do mundo estava o beija-flor, admirando um lago quase igual aquele, e então ele suspirou lentamente, sentindo o perfume daquela linda flor que um dia ele beijou e depois voou a deixando para trás.

Seu coração tremeu com a lembrança, e a saudade daquele dia, fazia seu coração doer.

Severus então decidiu que ele voltaria naquele lugar, naquela mesma data, e esperaria que sua linda flor estivesse lá, com suas pétalas delicadas apreciando a natureza.

Fim...


Notas Finais


Lembrando que aqui, eles nunca foram bruxos, eram apenas duas pessoas que se encontraram diante de uma paixão enquanto apreciava a natureza... (Um simples beijo pode fazer muitas coisas, principalmente aquecer um coração congelado...)
Obrigada por lerem e aguentarem minhas divagações.


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